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Súbitos, os olhos culimam uma mashamba na Internet. Há ali, num belo retracto, algum sangue redesenhando o luzidio dos batons e as femininas línguas apalpando o quinino, o limão e o Gin.
Descapulanizados, os amores, fazem corajosamente diplomacia por entre tiros e assaltos. É fresco o quintal ou a sala, apesar dos 30 e tal graus com que, descalços, uns pés rasgados em Michafutene agarram o pilão no verde da matapa.
Entre a água morna na moringa e os pingos de suor a lavarem-lhe o rosto, dona Fátima faz suspiros para esquecer o medo da violência com que todos os dias o país a acorda pela velha esteira. E sem diplomacia nem nada, nem gelo, nem fraquitos gins, iça o velho balde de água nas duas mãos gémeas que, sem coserem, fazem a moda das suas companheiras a provar, nos jardins, as verduras da sua machamba fritas e enroladas na massa das chamussas diplomáticas.
Não há assalto pior que o que faz a Pátria, todos os dias, à alma lúcida de Dª Fátima sob os olhares incrédulos e bem grávidos das recepções nas embaixadas

1 comment so far ↓
Olha…
Publicado por: cath às março 18, 2004 10:36 PM
http://www.crimeandpunishment.blogspot.com/
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