“O futebol pesa mais do que a língua na ligação dos emigrantes portugueses ao país de origem” é título de notícia do Público, ecoando (em antevisão) resultados de um estudo de sociólogos do prestigiado Instituto de Ciências Sociais. Interessante notícia:
a. está este modesto blog de um emigrante português cheio de posts resmungando contra a incoerência das transmissões futebolísticas pelos canais públicos externos portugueses. E criticando a pobre (in)compreensão que os dirigentes do Sporting Club de Portugal têm desta dimensão de expansão do seu (nosso) clube.
b. está este modesto bloguista algo surpreendido com o teor da notícia, ficando ansiosamente à espera da sua publicação. Pois como se poderão comparar os termos (“futebol”, “língua”) para afirmar que um é mais importante do que o outro?
c. Mas passa-me essa surpresa numa leitura mais atenta. Pois a abertura da notícia refere que “Não falam português, não sabem o que são bolinhos de bacalhau e a imagem que guardam é a de um Portugal rural e atrasado … este desporto está a conseguir “prender” os emigrantes de segunda e terceira geração ao país de origem.”. Ah, sou eu que nada percebi – julguei que se falava de emigrantes e, afinal, fala-se dos seus descendentes. Daí a tal comparação de termos incomparáveis. Enfim, deve ter sido incompreensão da jornalista. Só pode. Ou então …
d. A ler o trabalho quando for publicado. E, neste entretanto, a resmungar contra as não-transmissões – já estará definido o quadro de transmissões dos jogos da selecção nacional, entretanto vendidas à TVI pela FPF, organismo de interess público?
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