por ABM (Cascais, 16 de Novembro de 2009)
A vitória dos Mambas sobre a equipa nacional da Tunísia por um golo marcado no minuto 83 lê-se como se de um engano se tratasse e que nada tinha quer ver com o jogo em si. “Estava muito calor, mais do que 30 graus”, “a relva artificial do Estádio da Machava era muito quente”, “fisicamente não estávamos preparados para estas condições”.
Realmente?
Mart Noijj, o treinador dos moçambicanos, disse à BBC que preparou os seus homens mandando-os dormir sem ar-condicionado nos dias que antecederam o jogo, o que me surpreendeu pois quando eu era miúdo ter ar-condicionado em casa não era um elemento que influia no desporto: praticamente ninguém tinha.
Mas acho que o mais importante foi a atitude. Noijj achava que ia ganhar aos tunisinos. E atitude é meio caminho andado.
No xadrez das qualificações, a vitória dos Mambas caiu como uma supresa e um choque e confundiu os analistas. Para Moçambique, foi o bilhete de entrada para a Taça das Nações Africanas em Angola no ano que vem. Para a Tunísia, cujo treinador é um português (Humberto Coelho) o afastamento do Campeonato do Mundo e a entrada da Nigéria, que no mesmo dia bateu o Quénia por um golo, ganhando os pontos necessários para ir à África do Sul em 2010 no Grupo B.
Como não tenho uma foto dos Mambas, que com o seu treinador e equipa estão de parabéns, fiquei-me pelo que acima se vê. Afectuosamente.


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Os meus PARABÉNS a todos os moçambicanos! Estarei torcendo na CAN.
Caboverdianamente,
Amílcar.
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