A Rifa da Fifa

World cup SA 2010

por ABM (Cascais, 5 de Dezembro de 2009)

Ora olhando para o que saiu na rifa da Fifa ontem à tarde, este é o itinerário dos tugalandeses e afins na África do Sul em meados de Junho do ano que vem.

Recapitulando:

15 de Junho – Port Elizabeth – Costa do Marfim

21 de Junho – Cidade do Cabo – Coreia do Norte

25 de Junho – Durban – Brasil

Ora eu já tive o prazer de visitar de carro estas cidades e posso garantir que seguir o circo da equipa portuguesa por este percurso vai ser uma aventura, talvez com a excepção de Durban, que, para quem vem de Maputo, pelo menos, é coisa relativamente fácil, se bem que eu não recomende atravessar a Suazilândia, pois aquilo parece outro planeta, com os polícias a pararem-nos a cada 30 kms para ver se os pneus estão cheios, as estradas miseráveis e não sinalizadas e as vacas a passear no meio da rua.

Como não entendo nada sobre futebol internacional, parece-me que o Brasil deve ser um nadinha mais difícil que os outros. A Costa do marfim não deve ser má, apesar de ser um país que deu uma voltas valentes desde que Hophué-Boigny morreu sem herdeiro. A Coreia do Norte…nem sabia que se jogava futebol na Coreia do Norte. Pensava que lá ou se ia para a tropa e fazia mísseis para chatear os americanos e os irmãos a Sul ou quase se morria de fome em comícios do “dear leader” a abanar adornos, vestido de bata azul-cueca.

Acresce que, tipicamente, faz um frio de rachar no Cabo e em Port Elizabeth em meados de Junho.

Portanto a possibilidade de ver os jogos na televisão em casa sentado no sofá com amigos é muito atraente, barata – e ecológica.


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5 Responses to “A Rifa da Fifa”

  1. jpt diz:

    A Swazi não é assim tão difícil – o pior ainda é (ou era, que nunca mais lá passei) o troço Barbeton (Mpumalanga) – fronteira.

    A Coreia do Norte possibilitou ao futebol portuguès o mais mítico dos seus jogos (1966 em Inglaterra, uma reviravolta de 3-0 para 5-3, com quatro golos de Eusébio). O Brasil será um jogo acessível (ainda que no futebol prognósticos só no fim do jogo) – afinal alguns dos melhores jogadores brasileiros estão na nossa selecção.

  2. umBhalane diz:

    “com os polícias a pararem-nos a cada 30 kms para ver se os pneus estão cheios”

    Só!!! Estou apenas a perguntar, incrédulo, e com o devido respeito.

    Sr. ABM, na C.Norte joga-se futebol, só que o foi inventado, criado, imaginado, o que queiramos que seja,…pelo Grande Grande líder, pai do Grande líder.

    Apenas isso! Pormenores.

  3. ABM diz:

    Sr 1B

    Há poucos anos, numa ida a Durban via Suázilândia, cheguei num sábado de manhã solarento com o meu carro ao lado da fronteira Suázi, onde estava um guarda deles. Cumprimentei-o, andei dois metros e ele imediatamente parou-me com um apito e pregou-me uma multa de 10 emalangeni (a moeda deles, que vale o mesmo que o rande) por não ter o cinto de segurança colocado.

    Eu não tinha o cinto posto porque ia ali uma cantina a 40 metros à direita comprar uma Coca-Cola. A verdade é que eu uso sempre o cinto e já usava cinto muitos anos antes de ser obrigatório.

    Raivoso e para o chatear, pois ele queria lá saber se eu tinha desculpa válida ou não para não ter o cinto colocado, disse que lhe pagava a multa de 1.5 euros contra a apresentação de um recibo.

    Para me chatear, o guarda levou 45 minutos a arranjar-me o recibo.

    Nunca mais meti os pés na Suazilândia. :)

  4. AL diz:

    A minha experiencia swuazi e’ completamente diferente. Sim, os policias sao uns chatos mas com excepcao de um, foram sempre simpaticos comigo e gosto imenso de ir la’; acho piada ao pais, tem paisagens fantasticas, tem um rafting excelente e um artesanato fabuloso. No demais parece uma africa do sul mais pobrezinha….

  5. ABM diz:

    Pois a Suázi para mim é daqueles sítios que, quando entro no lado moçambicano vindo de lá, apetecia-me beijar o chão e a seguir abraçar todos os meus “brothers” moçambicanos. Tirando um memorável fim de semana no Royal Swazi com uma embaixadora americana, aquilo é bonito mas um permanente convite para sair dali e depressa. Eu acho que eles têm um problema sério de relações públicas. Se não querem visitantes estrangeiros, façam como a Coreia do Norte e ponham uma tabuleta à porta a dizer “encerrado”.

    A ver se eu me importo.

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