Amigo leitor diz-me que achou excessivo este texto. Ora se até ele, que me conhece, dá um tom “reaccionário” a tal desabafo o que será com quem não me conhece? Breve sumário: uma coisa é tecer loas (anacrónicas e tontas) ao tonto e anacrónico regime colonial português, assente na mitologia do Império e do colonialismo afectuoso e “de cama” (que gente da esquerda socialista nada periférica ainda agita, sem pruridos); outra é papar sem azia a mitologia dos “heróicos capitães de Abril”, feitos Santos Condestáveis amais a Ala dos Namorados. A história faz-se de coisas sujas, não vejo que seja necessário esquecê-las. Mais que não seja porque são bom material fílmico. A ver se animam as comemorações que alguns acham desinteressantes.

Ou, por melhores razões, por auto-respeito.

(Como alguns leitores habituais afirmaram o seu desconhecimento do episódio seguem-se algumas citações, que presumo sirvam para vosso esclarecimento. Mais, vai isto sem apontar dedos a responsáveis, os quais desconheço e não imagino. Mas crente que este desconhecimento é um desconhecimento provocado. Um véu a esconder o nome de quem traíu os homens que arregimentou, socializou [”nacionalizou”], treinou, usou. E abandonou. E que para esconder tamanha infâmia albergou um mísero assassino, este sob o véu PAIGC.

Mais, vai também crente que o silêncio sobre tal situação tem outra implicação - a concepção censória, nada democrática, de que há fontes que não são fidedignas, apenas por razões ideológicas.)

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