Bamako, filme realizado por Abderrahmane Sissako, abriu ontem a segunda edição do Dockanema, festival de filme documentário de Maputo. Casa cheia e bem vestida para o evento.

Interessante, não sabia que aquele tipo de filme constitui um documentário. Como dizia alguém “aprender, aprender sempre”. Depois, uma hora e tal de fastidiosa encenação – um insuportável condensado de demagogia. Lixo ideológico, lixo intelectual. Péssima abertura do festival.

Sublime ingenuidade de alguns convidados, esses representantes dos financiadores-patrocinadores do festival, aka patrocinadores estatais, as “cooperações”. Procurando qualidades na “mensagem” ou apontando-lhe algumas fraquezas, legitimadoras do conjunto. Na prática pensando como o demagogo Sissako – o “africano” existe como Africano. O “africano” que assim é Africano é uma pobre vitima, assim acriançado imbecilizado.

Repugnante.

Sim, eu sei que sou um porco reaccionário. Eu e os meus amigos que viemos fumar cá para fora, eles camaradas samoristas, de antes quebrar do que torcer, ali num “já não paciência para estes discursos, ainda para mais nos dias de hoje …”.

Enfim, tralhas para nórdicos puritanos verem.

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