
Importa-se de repetir? Inacreditável, em 2006 o cinema industrial português edita um filme que não se ouve. Entenda-se, não se ouvem os actores, o som é tão mau que apela à legendagem. Tão irritante que um tipo nem se chateia com a montagem cinematográfica tão assim que irrealiza um filme que se quer realista.
Épica, a cena final, no confessionário, onde Joaquim Leitão e o seu argumentista decidem explicar tudinho aos pobres espectadores, não vão esses imbecis não perceber o enredo (tão desvendado, diga-se).
Como se presumem umas enrabadelas o pessoal aprecia.
(no Xenon, filme no qual a acção decorre durante a guerra “colonial / de libertação” - consoante a hagiografia locutora em causa - em Moçambique).


3 comments ↓
Pois é! mas isso é um problema de qualquer filme rodado em português. Parece ser uma característica de fabrico, mesmo. É extraordinário, parece querem aplicar a indústria da legendagem, que felizmente existe para os filmes estrangeiros, à nossa própria produção. Não vi este em particular mas dei uma vista de olhos no site. O trailer revela apenas um pequeno mas não tão inusitado inconveniente…o SOM! Se a amostra for igual ao original, está tudo dito (interessava mesmo era que fosse também escutado!)
Ou é da cópia ou do equipamento da sala. Eu vi o filme aqui em Portugal e o som estava bom!
optimo, luis bonifacio, optimo. confesso que me lembrei do Kilas, o mau da fita, para ai de 1980 (e ja entao era estranho), no mau som
Entao sera da copia, pois os outros filmes na sala gritam (todos os domingos de manha la estou a ver os disney 2 e outras animacoes)
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