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	<title>Comentários em: &#8220;Paperismo&#8221;</title>
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	<description>"...cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio..." (R. Nassar)</description>
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		<title>Por: Orgulho Livresco (aka, Book Pride) &#124; ma-schamba</title>
		<link>http://ma-schamba.com/ciencias-sociais/paperismo/comment-page-1/#comment-11398</link>
		<dc:creator>Orgulho Livresco (aka, Book Pride) &#124; ma-schamba</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 01:50:37 +0000</pubDate>
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		<description>[...] excêntrica ao tema: ao ver as fotografias lembro-me desta entrada. E do como o &quot;paperismo&quot; se animaria nesta singela hibridez - a dança, típica (tipificada?), no [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>	<script type="text/javascript" src="http://ma-schamba.com/wp-content/plugins/encodingcom-wordpress-plugin/swfobject.js"></script><br />
	[...] excêntrica ao tema: ao ver as fotografias lembro-me desta entrada. E do como o &quot;paperismo&quot; se animaria nesta singela hibridez &#8211; a dança, típica (tipificada?), no [...]</p>
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		<title>Por: jpt</title>
		<link>http://ma-schamba.com/ciencias-sociais/paperismo/comment-page-1/#comment-11284</link>
		<dc:creator>jpt</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 15:13:46 +0000</pubDate>
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		<description>O name-dropping não é exclusivo das comunidades emigradas. Apenas o afirmo, dado que no correr do teu texto indicias alguma ligação.

O exotic-dropping (que ao meu conhecimento é um conceito analítico dedicado às ciências sociais, em particular à antropologia, digamos mesmo um conceito epistemológico, desenvolvido por um antropólogo relativamente desconhecido que dá pelo nome de jpt) é a transposição do conteúdo sociológico e intelectual do name-dropping para o exercício da ciência social (um termo local aqui, uma escarificação acolá, um &quot;olhem para mim no meio deles&quot; para cima, uma &quot;olhem tão longe&quot; para baixo, &quot;olhem tão vítimas&quot; a sul, um &quot;olhem tao racionais que sao&quot; a norte, e está encontrado o conhecimento). Abunda. Em português corrente, vulgar, não académico, diz-se arrivismo, um estrangeirismo proveniente da palavra exótica &quot;arriver&quot;</description>
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	O name-dropping não é exclusivo das comunidades emigradas. Apenas o afirmo, dado que no correr do teu texto indicias alguma ligação.</p>
<p>O exotic-dropping (que ao meu conhecimento é um conceito analítico dedicado às ciências sociais, em particular à antropologia, digamos mesmo um conceito epistemológico, desenvolvido por um antropólogo relativamente desconhecido que dá pelo nome de jpt) é a transposição do conteúdo sociológico e intelectual do name-dropping para o exercício da ciência social (um termo local aqui, uma escarificação acolá, um &#8220;olhem para mim no meio deles&#8221; para cima, uma &#8220;olhem tão longe&#8221; para baixo, &#8220;olhem tão vítimas&#8221; a sul, um &#8220;olhem tao racionais que sao&#8221; a norte, e está encontrado o conhecimento). Abunda. Em português corrente, vulgar, não académico, diz-se arrivismo, um estrangeirismo proveniente da palavra exótica &#8220;arriver&#8221;</p>
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		<title>Por: ABM</title>
		<link>http://ma-schamba.com/ciencias-sociais/paperismo/comment-page-1/#comment-11281</link>
		<dc:creator>ABM</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 14:38:44 +0000</pubDate>
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		<description>JPT

Gostava de separar &quot;name-dropping&quot; da expressão de afiliações pessoais ou geográfico-culturais (e já agora refiro as afiliações gastronómicas, uma favorita absoluta em Portugal, para não falar nas afiliações desportivas como a dos partidários dos clubes de futebol).

Começo pelo segundo. A maior parte dos seres humanos relaciona-se profundamente através das suas afiliações (ou afectos) em relação a pessoas físicas - família, amigos, inimigos - ou, tão frequentemente, a pessoas que se acha que conhece (líderes políticos, escritores, poetas, actores, figuras popularuchas que aparecem na televisão e na rádio).

Ou, ainda, a lugares físicos, a experiências tidas, isoladamente ou em conjunto com outras pessoas, que por isso mesmo formam um sub-grupo.

Tudo isto considero perfeitamente normal. É essencial especialmente nas comunidades emigradas, que frequentemente, sem estarem minimamente preparadas, esbarram violentamente contra culturas que lhes são completamente estranhas e que procuram nessas afiliações um equilíbrio não só identitário mas também emocional o qual lhes permite funcionar e enfrentar o dia a dia.

&quot;Name-dropping&quot; (hum, como se dirá isto em português pós Acordo Ortográfico?) é uma doença que afecta muito boa gente, ou para mostrar que conhece toda a gente, ou para passar que conhece gente importante, ou (mais frequente) para sugerir que sabe mais do que na realidade sabe ou que conhece alguém melhor do que realmente conhece. Tende a ser um jogo de espelhos algo precário e já conheci gente que baste que faça isso.

Lamentavelmente, um &quot;name-dropper&quot; tende a não me impressionar. Especialmente aqueles que dizem &quot;ah, conheço perfeitamente&quot; e não conhecem porra nenhuma a não ser o mero nome.

No trabalho é pior ainda, pois já vi gente a dizer que conhece algo ou sabe fazer algo que na realidade não conhece nem sabe. Com as previsíveis consequências.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>	<script type="text/javascript" src="http://ma-schamba.com/wp-content/plugins/encodingcom-wordpress-plugin/swfobject.js"></script><br />
	JPT</p>
<p>Gostava de separar &#8220;name-dropping&#8221; da expressão de afiliações pessoais ou geográfico-culturais (e já agora refiro as afiliações gastronómicas, uma favorita absoluta em Portugal, para não falar nas afiliações desportivas como a dos partidários dos clubes de futebol).</p>
<p>Começo pelo segundo. A maior parte dos seres humanos relaciona-se profundamente através das suas afiliações (ou afectos) em relação a pessoas físicas &#8211; família, amigos, inimigos &#8211; ou, tão frequentemente, a pessoas que se acha que conhece (líderes políticos, escritores, poetas, actores, figuras popularuchas que aparecem na televisão e na rádio).</p>
<p>Ou, ainda, a lugares físicos, a experiências tidas, isoladamente ou em conjunto com outras pessoas, que por isso mesmo formam um sub-grupo.</p>
<p>Tudo isto considero perfeitamente normal. É essencial especialmente nas comunidades emigradas, que frequentemente, sem estarem minimamente preparadas, esbarram violentamente contra culturas que lhes são completamente estranhas e que procuram nessas afiliações um equilíbrio não só identitário mas também emocional o qual lhes permite funcionar e enfrentar o dia a dia.</p>
<p>&#8220;Name-dropping&#8221; (hum, como se dirá isto em português pós Acordo Ortográfico?) é uma doença que afecta muito boa gente, ou para mostrar que conhece toda a gente, ou para passar que conhece gente importante, ou (mais frequente) para sugerir que sabe mais do que na realidade sabe ou que conhece alguém melhor do que realmente conhece. Tende a ser um jogo de espelhos algo precário e já conheci gente que baste que faça isso.</p>
<p>Lamentavelmente, um &#8220;name-dropper&#8221; tende a não me impressionar. Especialmente aqueles que dizem &#8220;ah, conheço perfeitamente&#8221; e não conhecem porra nenhuma a não ser o mero nome.</p>
<p>No trabalho é pior ainda, pois já vi gente a dizer que conhece algo ou sabe fazer algo que na realidade não conhece nem sabe. Com as previsíveis consequências.</p>
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