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Junho 26th, 2008 — História Moçambique, Viagens Moçambique
A caminho da Ilha lá está a placa indicativa do monumento a Mucuto-Muno, chefe dos Namarrais, que combateram “suaílis” e portugueses desde que chegaram à região, em meados de XIX. Visitei o pequeno obelisco que homenageia o “herói da resistência” ao colonialismo, objecto típico do “nation-building”, ao que me contaram inaugurado nos anos 80 - presumo, mas a referência cronológica local foi que o evento ocorreu “antes da guerra da Renamo” ter atingido a zona - pelo Presidente Samora Machel.
Difícil de encontrar, pois a estrada está cortada pela vegetação - ao que me dizem é limpa regularmente, pois acontecem cerimónias cíclicas no local e, inclusive, visitas das autoridades provinciais.
Felizmente um residente nas proximidades acompanhou-me gentilmente ao local.
E aqui ficam o obelisco e a campa, onde à superfície repousam alguns pertences - até a arma de fogo do antigo chefe. Intocados. Em enorme, até tocante, demonstração de respeito.



A uma hora da estrada de alcatrão. Mais do que justificada visita.
Junho 18th, 2008 — Viagens Moçambique
Junho 18th, 2008 — Viagens Moçambique

[Nampula, 2008]
Junho 6th, 2008 — Viagens Moçambique

[Barbearia “Quem Procura Acerta”, Lumbo, Maio 2008]
Mais um contributo para esta causa própria.
Abril 28th, 2008 — Ecologia Moçambique, Viagens Moçambique

Aprendizagem de fim-de-semana (Mailane).
Abril 28th, 2008 — Ecologia Moçambique, Viagens Moçambique

Socialização: levando os bebés à sombra do embondeiro bebé … Actividades de fim-de-semana (pomar de Mailane)
Abril 16th, 2008 — História, Lusofonia, Viagens Moçambique

Há algum tempo, e depois de uma incessante busca, aqui deixei registo de uma verdadeira ponte lusófona, até surpreso por a ter conseguido encontrar, tão procuradas elas o são (foram?). E ainda para mais na até longínqua Mocuba.

Agora, por mero acaso, encontro a fonte de tão inusitado encontro. E isso ao ler “Cardeal Cerejeira. Fotobiografia“, de José da Cruz Policarpo (Lisboa, Editorial Notícias, 2002), interessante introdução ao fotobiografado e à sua (longa) época, a fazer justiça ao desafio do autor: “Evocar a sua figura através de fotografias da época, aguçará o apetite para um estudo histórico de maior fôlego” (13).

[Cerimónia de Abertura da Exposição do Mundo Português (2 de Julho de 1940).]
Uma época rica, uma iconografia ideológica hoje deliciosa de observar e de analisar. E de, até malevolamente, deixar reconhecer descendências.

Aprendo ainda que “Depois da Madeira, São Tomé e Angola, onde visitou várias cidades, Cerejeira chega a Moçambique (na foto … desembarcando do Serpa Pinto) onde preside à cerimónia da sagração da Catedral de Lourenço Marques (14 e 15 de Agosto) e em Mocuba, sobre o rio Licungo, inaugura uma ponte com o seu nome.” (109).
Ora aí está, a tal ponte lusófona, ex-Cerejeira. Não há coincidências. Nem no já longínquo então. Nem no próximo então. O mesmo pacote intelectual: medieval; neo-medieval.
Abril 14th, 2008 — Música, Viagens Moçambique


Orquestra no Centro Cultural de Matalana, essa utopia de Malangatana. A chuva, em dilúvio, abençoou. Para as nossas memórias - e, talvez nebulosas, para as dos nossos mais novos.
Abril 10th, 2008 — Viagens Moçambique

Já aqui o deixara. Mas repito-o: Mopeia-sede é uma vila plana. Este é o único local onde há rede, decerto por razão mágica (a magia propiciada pelo monumento da “nation-building”, presumo). E é aqui que se encontram as pessoas nos pequenos degraus monumentais, telemóveis/celulares* ao alto em demanda da rede.
Que sirva para acompanhar a digressão de Elísio Macamo sobre a celularização nacional: I, II, III, IV (e continuará).
*Um acordo ortográfico urge para que nos possamos entender…
Abril 5th, 2008 — Viagens Moçambique

Propriedade municipal
Abril 5th, 2008 — Viagens Moçambique

Bairro Ferroviário
Abril 5th, 2008 — Viagens Moçambique

Instruções pictóricas para o casamento.
Abril 4th, 2008 — Viagens Moçambique

Igreja Católica Romana
Março 24th, 2008 — Economia Moçambique, Viagens Moçambique
Há alguns meses no Dondo contactei com estes preparativos para a comercialização de piripiri, um projecto da Fundação L.Vida que implica o fomento do seu plantio.


Agora em Maputo felicito o meu palato - e o de vários já fiéis co-consumidores. A marca de piripiri Sakana não é apenas forma de incremento de rendimentos das famílias do Dondo. É um must de marketing. E uma excelência à nossa mesa.

Entenda-se, em particular para os mais cépticos e/ou adeptos da malagueta (como este bloguista): a geleia de piripiri Sakana é uma descoberta inolvidável.
Adenda: de meu conhecimento o mais que recomendável produto é vendido no Talho Polana e na sede da Fundação (Avenida Mao Tse Tung).
Março 11th, 2008 — Literatura, Salman Rushdie, Viagens Moçambique

Tamanho adequado para a praia, na saída para a Macaneta lá foi o “Oriente, Ocidente” de Salman Rushdie (D. Quixote, tradução Ana Luísa Faria), que estanteava já há uns anos. Coisa pouca, assim menos menos. Contos a mostrar estilo, vácuos ainda que a quererem-se tonitruantes (ou seria da areia, mesmo que em dia de nada vento?) em especial o sector ”Ocidente” - quem possa fazer a crítica do poente rushdiano tem isto, que raiaria o insuportável se não se lhe desse a diagonal (”Yorick” - ui, ui, a la Sterne e Shakespeare -, “No leilão dos sapatinhos de rubis“, “Cristóvão Colombo & a Rainha Isabel de Espanha Consumam a sua Relação …“, este último a parecer um exercício juvenil). Dá para a gente saber que o ocidente não é tão apetecível assim (”Um bom conselho é uma jóia rara“). Tudo isto para chegar à última página aí sendo informado “Mas também eu tenho cordas a amarrar-me o pescoço, ainda hoje as tenho, puxando-me para cá e para lá, para Oriente e para Ocidente, com os nós corredios que se apertam e me ordenam: escolhe, escolhe.”
Eu espinoteio, resfolego, relincho, empino-me, dou coices. Cordas, não escolho entre vós. Laços, peias, não escolho nenhum de nós, escolho-vos a ambos. Estais-me a ouvir? Recuso-me a escolher“. (”O corteiro“, p. 206, ainda assim o mais legível dos contos). Seria bonito se não tivesse tanta página antes.
Lá no meio um pouco de análise social actual, recado a deixar-se cair como-quem-não-quer-a-coisa e em registo anacrónico (que sempre me irrita, a culpa é minha): “Os estrangeiros tendem a esquecer-se do seu lugar (certamente porque o deixaram para trás). Com o tempo, começam a considerar-se como nossos iguais. É um risco impossível de evitar. ( …) Fazer orelhas moucas, desviar os olhos: não há outro remédio. Poucos desses homens representam um perigo real, e só muito raramente vão demasiado longe. Sossegai: a Rainha sabe tomar conta de si.” (”Cristóvão Colombo & a Rainha Isabel de Espanha Consumam a sua Relação …”, p. 112)
À saída ão almoçámos na Macaneta - o restaurante está muito caro, saiba-se. E, diz quem o fez, o peixe sabe a galinha e a galinha a peixe. Coisas da usar a mesma grelha para ambos, para oriente e para ocidente, dir-se-ia.