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Túmulo de Mucuto-Muno

A caminho da Ilha lá está a placa indicativa do monumento a Mucuto-Muno, chefe dos Namarrais, que combateram “suaílis” e portugueses desde que chegaram à região, em meados de XIX. Visitei o pequeno obelisco que homenageia o “herói da resistência” ao colonialismo, objecto típico do “nation-building”, ao que me contaram inaugurado nos anos 80 - presumo, mas a referência cronológica local foi que o evento ocorreu “antes da guerra da Renamo” ter atingido a zona - pelo Presidente Samora Machel.

Difícil de encontrar, pois a estrada está cortada pela vegetação - ao que me dizem é limpa regularmente, pois acontecem cerimónias cíclicas no local e, inclusive, visitas das autoridades provinciais. 

 

Felizmente um residente nas proximidades acompanhou-me gentilmente ao local.

 

E aqui ficam o obelisco e a campa, onde à superfície repousam alguns pertences - até a arma de fogo do antigo chefe. Intocados. Em enorme, até tocante, demonstração de respeito. 

A uma hora da estrada de alcatrão. Mais do que justificada visita.

o tal do canhangulo

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Caça com canhangulo

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[Nampula, 2008]

Elogio do Barbeiro

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[Barbearia “Quem Procura Acerta”, Lumbo, Maio 2008]

Mais um contributo para esta causa própria.

Beijo-de-mulata

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Aprendizagem de fim-de-semana (Mailane).

Embondeiro bebé

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Socialização: levando os bebés à sombra do embondeiro bebé … Actividades de fim-de-semana (pomar de Mailane)

A ponte

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Há algum tempo, e depois de uma incessante busca, aqui deixei registo de uma verdadeira ponte lusófona, até surpreso por a ter conseguido encontrar, tão procuradas elas o são (foram?). E ainda para mais na até longínqua Mocuba.

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Agora, por mero acaso, encontro a fonte de tão inusitado encontro. E isso ao ler “Cardeal Cerejeira. Fotobiografia“, de José da Cruz Policarpo (Lisboa, Editorial Notícias, 2002), interessante introdução ao fotobiografado e à sua (longa) época, a fazer justiça ao desafio do autor: “Evocar a sua figura através de fotografias da época, aguçará o apetite para um estudo histórico de maior fôlego” (13).

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[Cerimónia de Abertura da Exposição do Mundo Português (2 de Julho de 1940).]

Uma época rica, uma iconografia ideológica hoje deliciosa de observar e de analisar. E de, até malevolamente, deixar reconhecer descendências.

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Aprendo ainda que “Depois da Madeira, São Tomé e Angola, onde visitou várias cidades, Cerejeira chega a Moçambique (na foto … desembarcando do Serpa Pinto) onde preside à cerimónia da sagração da Catedral de Lourenço Marques (14 e 15 de Agosto) e em Mocuba, sobre o rio Licungo, inaugura uma ponte com o seu nome.” (109).

Ora aí está, a tal ponte lusófona, ex-Cerejeira. Não há coincidências. Nem no já longínquo então. Nem no próximo então. O mesmo pacote intelectual: medieval; neo-medieval.

Matalana, hoje

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Orquestra no Centro Cultural de Matalana, essa utopia de Malangatana. A chuva, em dilúvio, abençoou. Para as nossas memórias - e, talvez nebulosas, para as dos nossos mais novos.

Um celular para Elísio Macamo

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aqui o deixara. Mas repito-o: Mopeia-sede é uma vila plana. Este é o único local onde há rede, decerto por razão mágica (a magia propiciada pelo monumento da “nation-building”, presumo). E é aqui que se encontram as pessoas nos pequenos degraus monumentais, telemóveis/celulares* ao alto em demanda da rede.

Que sirva para acompanhar a digressão de Elísio Macamo sobre a celularização nacional: I, II, III, IV (e continuará).

*Um acordo ortográfico urge para que nos possamos entender…

Gondola (4)

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Propriedade municipal

Gondola (3)

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Bairro Ferroviário

Gondola (2)

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Instruções pictóricas para o casamento.

Gondola (1)

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Igreja Católica Romana

Piripiri Sakana

Há alguns meses no Dondo contactei com estes preparativos para a comercialização de piripiri, um projecto da Fundação L.Vida que implica o fomento do seu plantio.

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Agora em Maputo felicito o meu palato - e o de vários já fiéis co-consumidores. A marca de piripiri Sakana não é apenas forma de incremento de rendimentos das famílias do Dondo. É um must de marketing. E uma excelência à nossa mesa.

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Entenda-se, em particular para os mais cépticos e/ou adeptos da malagueta (como este bloguista): a geleia de piripiri Sakana é uma descoberta inolvidável.

Adenda: de meu conhecimento o mais que recomendável produto é vendido no Talho Polana e na sede da Fundação (Avenida Mao Tse Tung).

Macaneta

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Tamanho adequado para a praia, na saída para a Macaneta lá foi o “Oriente, Ocidente” de Salman Rushdie (D. Quixote, tradução Ana Luísa Faria), que estanteava já há uns anos. Coisa pouca, assim menos menos. Contos a mostrar estilo, vácuos ainda que a quererem-se tonitruantes (ou seria da areia, mesmo que em dia de nada vento?) em especial o sector ”Ocidente” - quem possa fazer a crítica do poente rushdiano tem isto, que raiaria o insuportável se não se lhe desse a diagonal (”Yorick” - ui, ui, a la Sterne e Shakespeare -, “No leilão dos sapatinhos de rubis“, “Cristóvão Colombo & a Rainha Isabel de Espanha Consumam a sua Relação …“, este último a parecer um exercício juvenil). Dá para a gente saber que o ocidente não é tão apetecível assim (”Um bom conselho é uma jóia rara“). Tudo isto para chegar à última página aí sendo informado “Mas também eu tenho cordas a amarrar-me o pescoço, ainda hoje as tenho, puxando-me para cá e para lá, para Oriente e para Ocidente, com os nós corredios que se apertam e me ordenam: escolhe, escolhe.”

Eu espinoteio, resfolego, relincho, empino-me, dou coices. Cordas, não escolho entre vós. Laços, peias, não escolho nenhum de nós, escolho-vos a ambos. Estais-me a ouvir? Recuso-me a escolher“. (”O corteiro“, p. 206, ainda assim o mais legível dos contos). Seria bonito se não tivesse tanta página antes.

Lá no meio um pouco de análise social actual, recado a deixar-se cair como-quem-não-quer-a-coisa e em registo anacrónico (que sempre me irrita, a culpa é minha): “Os estrangeiros tendem a esquecer-se do seu lugar (certamente porque o deixaram para trás). Com o tempo, começam a considerar-se como nossos iguais. É um risco impossível de evitar. ( …) Fazer orelhas moucas, desviar os olhos: não há outro remédio. Poucos desses homens representam um perigo real, e só muito raramente vão demasiado longe. Sossegai: a Rainha sabe tomar conta de si.” (”Cristóvão Colombo & a Rainha Isabel de Espanha Consumam a sua Relação …”, p. 112)

À saída ão almoçámos na Macaneta - o restaurante está muito caro, saiba-se. E, diz quem o fez, o peixe sabe a galinha e a galinha a peixe. Coisas da usar a mesma grelha para ambos, para oriente e para ocidente, dir-se-ia.