Confirmo: foi um jantar muito agradável.
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O aniversário
Julho 3rd, 2008 — Diário, Sporting
Ainda o Sporting-Benfica
Abril 17th, 2008 — Sporting

Oferta ao ma-schamba de um blogoamigo benfiquista (infelizmente não está assinada, para justo reconhecimento ao perspicaz autor).
5-3
Abril 17th, 2008 — Sporting
Um Belo Post.
Um Post Excepcional.
Continuo enraivecido - somos privados de ver os jogos do Sporting porquê? Depois, no Verão de lá, chamado defeso, mandarão uma velha glória com a dra. das Casas do clube a tentar animar a campanha de angariação de sócios. “Hão-de cá vir”…
Sporting, Benfica, Futebol e Televisão
Abril 17th, 2008 — Sporting
Meia final da Taça de Portugal de futebol. O clássico dos clássicos, Sporting-Benfica. Em Portugal transmite a SIC. No estrangeiro a SIC Internacional não o faz (decisão de empresa privada, não discuto, apenas lhe incompreendo a lógica). Também não o faz a RTP (na versão África e na versão Internacional). Nenhum outro canal, português ou estrangeiro, o faz para esta zona do globo. Na imensidão de canais que existem, na constante transmissão de jogos de futebol, em directo e em diferido, é difícil compreender.
Aqui e aqui alarguei-me sobre a incompetência gritante dos responsáveis do Sporting Clube de Portugal no respeitante à gestão da imagem do clube, à sua divulgação e expansão através das televisões. Do que isso significa de apoucamento do clube, do que isso traduz da caduca e incompetente gestão do seu marketing.
Esse imobilismo chega ao limite - não produzir uma transmissão televisiva destinada aos adeptos emigrantes e aos países onde há apreço pelo futebol português, de um Sporting-Benfica meia-final da Taça de Portugal, troféu que o clube defende, demonstra o desadequamento radical de quem é responsável no clube.
Surpreendente ainda a forma como se desaproveitam, sistemática e continuadamente, estas ocasiões para divulgar as empresas patrocinadoras do clube. Surpreendente, acima de tudo, a cegueira dos patrocinadores que assim desaproveitam o produto que viabilizam.
A continuidade desta cegueira tem responsáveis. O marketing do clube tem responsáveis oficiais: estes. Alguém lhes pode ensinar esta dimensão do trabalho de que são (ir)responsáveis?
A RTP-África e o Sporting
Abril 11th, 2008 — Imprensa Portuguesa, Sporting
(Este é um texto para o qual muito gostaria de ter um blog de grande audiência)
Quartos de final da taça UEFA. Jogo do Sporting em Lisboa, contra o Glasgow Rangers. A RTP adquire os direitos de transmissão e realiza-a para Portugal. A RTP-África (tal como a RTP-Internacional) não o faz. Não há qualquer impedimento para a transmissão para África dos jogos da taça UEFA em canal aberto - à mesma hora a TVM (a estação pública moçambicana, para quem não saiba) transmite o jogo Getafe-Bayern Munique. A inexistência da transmissão não tem qualquer justificação.
Várias vezes o referi ao longo dos anos. Mais de uma década decorrida desde a sua inauguração a RTP-África não conseguiu existir. Não levantou voo de início, rasteja hoje. Nunca teve uma ideia programática, um fio condutor, uma atitude de estação em busca de audiência. Um projecto, um plano, uma vontade. Nada. O único projecto relativamente característico, a informação africana no “Repórter África” anquilosou no modelo institucional, repetitivo - é uma tristeza acoplada à vergonhosa displicência que é o canal. Hoje, com a disseminação da televisão por cabo e por satélite nos países africanos, bem como com a introdução de canais privados em regime aberto a RTP-África vai-se tornando, país a país, uma dolorosa desnecessidade - seria interessante um estudo sobre a sua real audiência. Frisando tal preguiça, tamanha mediocridade da sua administração, nem o futebol português de algum impacto consegue transmitir.
Há pouco tempo aqui deixei uma jeremíada sobre o estado do Sporting e sobre a inexistência na sua direcção de uma vontade de fidelização e até expansão do clube. A incapacidade (se calhar até a oposição) da direcção do Sporting em perceber a importância a prazo, económica e simbólica, da transmissão dos seus jogos para as comunidades emigradas e para países onde ainda possui largos núcleos de adeptos - e até algum potencial de expansão - é absolutamente pungente. O “marketing” do Sporting é incompetente. Porventura sinal da incompetência da totalidade da sua direcção. Porventura não, apenas sinal da radical mediocridade de quem dirige esse âmbito do clube. As pessoas têm nome e existem - se não pensam o presente nem o futuro que sejam demitidas.
O Sporting e o “projecto Roquette”
Março 14th, 2008 — Sporting

É certo que passei parte dos últimos meses do ano passado em zonas sem televisão. Ainda assim deu para entender que os jogos europeus do Sporting (na “xampions”, como agora dizem os entendidos) não foram transmitidos na África Austral por nenhum canal - a RTP (versão África ou Internacional) porque não tem os direitos de retransmissão, os canais nacionais moçambicanos porque retransmitem (por oferta ou a preços de saldo) as emissões do canal internacional francês (CFI) - tal como os angolanos -, as quais naturalmente assumem outras preferências. Os inúmeros canais desportivos nas redes de cabo ou satélite optaram por outros jogos, ligados a interesses dos seus público-alvo e às disponibilidades televisivas. Ou seja, aqui assistem-se a alguns jogos do campeonato português (”bwin” dizem os actualizados, já esquecidos do neo-anglicismo “liga”) por via dos canais nacionais abertos. E onde há parabólicas ou TVcabo assiste-se aos jogos portugueses (campeonato em modo extenso, até aos naval-união leiria, às taças e às competições europeias) na supersport 127 (Máximo), um canal sul-africano abrilhantado por locutores portugueses de jo’burg e por ex-futebolistas moçambicanos. Tudo isso à excepção dos jogos europeus do Sporting - na liga dos campeões e, surpresa, na taça uefa. Sem que pareça haver a mínima interferência, no sentido contário, por parte do clube. É óbvio que este não manda nos canais televisivos. Mas pode com eles interagir, influenciar, bem para além das receitas imediatas a cobrar, ainda que sejam eles estrangeiros.
Entenda-se, o canal direccionado para o público português da África do Sul, bem como para os contextos suazis, angolanos e moçambicanos, não transmite os jogos do Sporting na “Liga dos Campeões” decerto devido a agendas de transmissões que, no entanto, poderão ser discutidos, até influenciadas.. Mas surpresa maior é isso também acontecer na Taça UEFA, na qual os direitos televisivos são geridos diferentemente, com maior autonomia clubística.
Exemplifique-se com o acontecido ontem, o Sporting-Bolton: o canal 127 (Máximo) anunciou durante o dia que à noite transmitiria a “Taça UEFA”. A rapaziada telefonou-se, combinou os vinhos e os pregos e toca de se juntar para ver o jogo Sporting-Bolton, a ver se os jogadores interrompiam o freudiano anseio parricida contra o Paulo Bento e se ganhavam a eliminatória. Chegada a hora o canal transmitiu o Getafe-Benfica em diferido, um dia depois! Ridículo. Critica-se o canal? Protesto? Um pouco, claro.
Mas acima de tudo exige-se um protesto com a política de comunicação do Sporting, uma reflexão sobre o destino do clube que ela exemplifica (e determina?). Com tudo aquilo que ali vem acontecendo e com o que acontece agora. Um clube longamente dirigido por um Grande Presidente, hoje esquecido pela mole da bola, o Senhor João Rocha. Que tomou encargo do clube em 1973, estava ele subjugado (já então) por uma terrível crise financeira. Que o assumiu, geriu durante as convulsões de meados daquela década, o cumulou de títulos, o tornou o clube de enorme ecletismo (o que é uma pura verdade, não é uma figura de estilo nem um imbecil “holiganismo”), pejado de títulos europeus, mundiais e até olímpico, e ainda carregado de praticantes verdadeiramente amadores - um clube de massas, um clube de famílias, um clube de desportistas. Que nisso tudo conseguiu fechar o estádio, acabando com o peão onde ainda acampei, dando-lhe ainda uma então importantíssima pista de ciclismo. E que o deixou senhor de alargado património fundiário - e tudo isso fez antes da “Europa” chegar com todo aquele imenso dinheiro e ser apenas preciso pedir dinheiro ao partido do poder para fazer obras da “câmara” em troca dos votos para continuarem no “comboio descendente” da legislatura. Um clube que a seguir foi dirigido por um decentissimo presidente, o dr. Amado de Freitas, um curto consulado apenas enublado pelo facto desse prestigiado associado ser desprovido de fortuna pessoal que ajudasse a ultrapassar dificuldades de tesouraria - lembremo-nos de que então ainda vigorava o modelo do presidente mecenático, dando origem a figuras credoras de grande respeito popular, como o referido João Rocha, ou Borges Coutinho e Ferreira Queimado no Benfica.
Depois os tempos mudaram, a II República de extracção populista impôs-se (também) no Sporting Clube de Portugal. A curta etapa Gonçalvista, entre o folclórica e o lamentável, deu lugar à típica e até humorista figura de Sousa Cintra, arquétipo do self made-man caricatural. Lembro-me do tão criticado que foi à saída, uma saída inglória, desprovida de progressos de clube e de vitórias na bola - deixara, aventavam os jornais, a calamitosa situação de 6 milhões de contos de deficit. Como sobreviviria o clube depois deste descalabro? A ruína, a falência ou, ainda pior, a belenização surgia no horizonte.
Surgiu então o “projecto Roquette”, ainda hoje no poder, agora sob outro avatar mas de similar conteúdo sociológico, uma filiação óbvia. Ditos génios da finança, representantes das grandes famílias de empresa, arvorando os hífens, as duplas consoantes, a sobriedade no estar e vestir, a aparência da seriedade que ostenta o dinheiro velho de gerações e sua sapiência. E, claro, a certeza do saber financeiro associando-se à honestidade que carregam, o seu poder simbólico - dinheiro velho, sabendo manter-se e reproduzir-se, gente de nome sem querer conspurcá-lo. E tudo sobrevivendo numa rede simbólica até excêntrica ao futebol, imagem higiénica resistindo à prisão por fraude contra o Estado de um dos seus membros. Uma vergonha, pela qual nunca foi solicitada à massa associativa e adepta a devida desculpa por parte dos então companheiros de direcção.
Alguns anos depois, construções anunciadas e feitas, terrenos utilizados, “Projecto Roquette” realizado, o buraco financeiro crescera, repetiam os jornais mas agora afirmando-o natural (qual o jornalista da bola que afronta interesses?), coisa como que impressa no programa genético dos tempos que correm. Aos vis 6 milhões de contos de deficit do popularucho Sousa Cintra (aquele dos fatos brilhantes) a elite sportinguista - viscondessas, administradores, descendentes dos baronetes de XIX, etc - transformou (segundo os jornais) num buraco de “270 milhões de euros”, coisa até quase incompreensível que significa 54 milhões de contos. Entenda-se, em dez anos uma dívida nove vezes maior. Isto enquanto vendeu o património fundiário - resmungando queixas do Estado e da Câmara (estes grão-empresários que tanto dependem do Estado …) - e conseguiu perder dinheiro com a construção civil e com as ”grandes superfícies” - devem ser os únicos grandes contrutores nacionais (Soares Franco é líder de uma das maiores empresas dessa área) a perderem milhões no seu negócio.
Percebo eu algo de gestão e de administração, de construção civil, de centros comerciais? Nada - mas surpreende-me que gente tão altaneira acumule catástrofes na gestão dessas áreas, nas quais são especialistas. Surpreende-me, lamento, e cada vez mais desconfio de uma radical incompetência - pois não lhes imputo esconsos interesses que causariam estes deslizes.
Na actualidade a calamitosa situação financeira do Sporting Clube de Portugal levou a que se tenha decidido fazer uma campanha de angariação de sócios para que a quotização assim a obter permita investir no funcionamento da instituição, fazendo-a respirar. Sorrio - é, evidentemente, uma contradição com tudo o que vem sendo dito na última década, durante a qual se publicitou o paradigma das empresas, dos accionistas, etc. Toda esta contradição - ideológica, sociológica - passa ao lado dos olhares sobre a bola, desde o dos encartados jornalistas ao dos afins televisivos, surgindo até alheia ao bloguismo especializado, seguidor do paradigma anunciado, esquecendo-lhe as esquinas e meneios..
Mas não é essa distracção que me espanta. O que é de realçar é que um clube apertado (condenado?) por uma suicidária política económica (e financeira?) se decide a apelar não aos grande capital (lembram-se do elencar de nomes ilustres e de grandes empresas presentes nas listas candidatas às eleições?) mas sim ao comum cidadão sportinguista, congregá-los no pagamento de pequenas quotas mensais para poder subsistir. É óbvio o recuar do paradigma da “empresa”, disfarçado até de “capitalismo popular”, o seu mesclar com outros modelos históricos - algo já antes acontecido com o histriónico “kit Benfica”. Fénómenos que ilustram bem o pantanoso estado da “empresarialização” do futebol e dos clubes. E silêncio analítico que denota o vazio intelectual do jornalismo interessado, e painelismo associado.
Mas mais surpreendente é que neste ciclo (ou será contra-ciclo?) o Sporting tenha um departamento de marketing ou uma direcção dessa área incapaz de promover a difusão dos jogos europeus do clube numa zona do mundo onde há centenas de milhares de portugueses e ainda mais de adeptos atentos ao futebol português - maltratando os adeptos existentes, desperdiçando hipótese de os associar, descurando o crescimento (imediato e a prazo) da população adepta e associável - agora reentendida como fundamental para a respiração financeira do clube. Para a direcção do clube bastará, está visto, o tradicional circuito de deslocações regulares de alguns dos seus membros, acompanhados de “velhas glórias”, às “casas do clube” na longíqua emigração, sinal óbvio de uma visão convivencial, jantarística, e completamente anquilosada de uma estratégia de alargamento e fidelização de uma massa de adeptos.
Tudo isto me convoca um corolário (1.) e uma possível extrapolação (2.):
1. o marketing do clube (em termos amplos) é incompetente - ainda para mais nos alvores da campanha de angariação de associados. Urge a substituição dos seus membros e dos seus procedimentos. Está pura e simplesmente a dormir na forma, por mais ancorado que esteja no acima referido capital simbólico social e na capa tecnocrática da competência profissional. É esta falsa, os responsáveis são incompetentes e de visões estreitas para o mundo actual.
2. Tamanha incompetência / sonolência na gestão da articulação das transmissões futebolísticas com os desígnios do clube será sinal de similar incompetência / dormência nos outros assuntos de administração económica-financeira do clube (e bem mais complexos tecnicamente, decerto)? Estou - ainda que em mera extrapolação - crente disso. A incapacidade neste domínio leva à dúvida sobre a capacidade do colectivo noutros domínios relevantes para o futuro do clube.
Apesar da minha ignorância neste sector de actividade profissional me impedir de uma cabal apreciação das estratégias económicas e financeiras e dos procedimentos que as corporizam deixei, definitivamente desde ontem, de ter alguma esperança na sageza desta direcção do clube. E dos seus indivíduos.
Resta-me ainda confiança na sua honestidade - a ver se, pelo menos neste ponto, não me virei a desiludir.
Completa inexistência de condições políticas
Março 10th, 2008 — Sporting
Portugal. Parece-me óbvio que após os acontecimentos deste passado fim de semana - no qual, note-se, 70 a 80 mil pessoas se manifestaram nas ruas de Lisboa - não existem quaisquer condições políticas para que Paulo Bento se mantenha no lugar que vem ocupando.
Janeiro 6th, 2008 — Sporting
Adenda: num ano Deivid; a seguir Alecsandro (e Bueno); agora Purovic. Uma coisa é não haver dinheiro para adquirir avançados, outra é esta escada descendente de mediocridades. Quem escolhe nem sabe nem aprende. É Paulo Bento? Grave. Outrém? Pior ainda.
Outubro 2nd, 2007 — Futebol, Sporting
Agosto 13th, 2007 — Sporting
Sporting (uma maravilha).
Agosto 1st, 2007 — Futebol, Sporting
Maio 22nd, 2007 — Sporting
Abrenúncio crocodilos lacrimejantes.
Hoje, terça, 22, ainda alquebrado, entro no anfiteatro, esse do novo Complexo Pedagógico, noventa e tal alunos futuros professores de línguas. Ali na segunda fila, Esforçado, Dedicado, Devoto, até Glorioso, um aluno de Ensino de Bantu está de cachecol oficial, que é nestas horas que se nos vê a fibra.
Cansado, um pouco envelhecido, esmagado pelo síndroma de Magdeburgo sempre revivido, antecedo a aula com um abraço oral e um lamento: “já sabe que vamos vender o Custódio?”, que não afirma arqueando sobrancelhas. “E que o Nani vai para o Manchester?”, “isso já sei” diz-me, ante o silêncio geral, até temeroso do efeito de tais novas em período de pré-avaliações. “Estão a levar-nos os nossos meninos“, avoengo-me. Encolhe os ombros, altaneiro: “fazemos outros!”.
Duas horas depois saio impante.
Adenda: também dedicado aos humores privados.
Estruturas Universais
Março 26th, 2007 — Sporting
Arquétipos do Belo
Fevereiro 8th, 2007 — Sporting
(Ilha de Moçambique, Janeiro de 2007. Pressionando as fotografias elas aumentam a beleza)
E num local com esta alma como é possível que a sede do primeiro Sporting em Moçambique, datado da década de 1920s, localizado em cidade património da Humanidade,
não acolha a atenção reabilitadora de gente como Soares Franco (OPCA), Dias da Cunha (ex-Entreposto) e José Roquette (ex-Agrimo) como congregadores de outras almas leoninas?
Outubro 11th, 2006 — Sporting
Outubro 10th, 2006 — Sporting
Setembro 12th, 2006 — Sporting
Um post em solo sagrado. O mundo verde é belo!
(café internético em Alvaláxia, 22 e picos).
Ideologia e fonia
Setembro 6th, 2006 — Sporting
Julho 31st, 2006 — Sporting
Abril 28th, 2006 — Sporting
Março 18th, 2006 — Sporting
Parece que ontem à noite, já velho de uma dúzia de anos, morreu o Projecto Roquette.
Não percebendo eu nada de construção civil e adendas dá-me a sensação que o falecido correu um bocado mal. Apesar do Inácio.
Alerta Máximo
Fevereiro 15th, 2006 — Sporting
Quando o maior Presidente que houve fala assim é motivo da maior preocupação. Alerta máximo. Que fazer?
Adenda: as declarações do muito digno ex-presidente não deixam de sublinhar a preocupação. Que fazer, repito? Belém no horizonte preocupa-me, e muito.
A vida, a importante, torna-se angústia.
Sporting de Moçambique
Fevereiro 7th, 2006 — Sporting
Há alguns anos a Ilha de Moçambique foi considerada cidade patrimonial pela UNESCO. A situação do património imóvel (tangível, no jargão) vem-se agravando. “Uma causa perdida” dizia eu há anos, para semi-espanto do meu amigo Álvaro NS, até à minha conclusão, “portanto, das únicas pela qual vale a pena lutar“. Muitas causas para tal desbarato, não as vou aqui arengar. A uma sei-a bem, a que ninguém olha para a Ilha enquanto património incluindo a pedreira, a “gente da pedreira”. Esses são sempre considerados aqueles naharas a mais, 18 000 já e que tanto defecam na praia. Séculos de hiato num língua de terra de 3 kms por 300 metros, um hiato que perdura, mais resistente e altaneiro que o coral empilhado. A outra sei-a também, a própria UNESCO (tão ocupada em dar prémios a Hugo Chavez que nem o escritório da Ilha de Moçambique consegue manter aberto). Outras há, mas após tantos estudos e viagens já devem estar bem elencadas por “espertos” bem-pagos. A mim a única viagem que pagaram foi a primeira, na comitiva de sua excelência o director-geral Federico Mayor. Há já muitos anos. O resultado está à vista. Promessas, preocupações, intenções, lamúrias, já ouvi muitas. Na Ilha eu diria, de bons fecalismos-a-céu-aberto está o inferno cheio.
A Ilha, a cidade de pedra e cal, o extremo norte europeu, os restos do que se sonhou imperial, cai a olhos vistos? Sim, desde há muito: “… as casas, ou edifícios grandes, que se arruínam jamais tornam a levantar-se, e já não são poucos os que se acham por terra, e outros, que nunca se acabaram de edificar pela morte de quem os principiou“, já dizia Frei Bartolomeu dos Mártires em 1822. Sítio de ruína cíclica, as construções ali de difícil manutenção, local de economia volúvel ao longo do tempo, algo quase tão corrosivo como o clima local. Mas quando a Ilha for vista não como uma memória europeia (portuguesa e não só), encantatória aos nossos romantismos serôdios, quando a Ilha for entendida como um recurso moçambicano, perene, então …
Até esse então a Ilha aguentar-se-á, arruinada, pelo esforço individual, desses que querem “acabar de (re)edificar antes de morrer“. Uma causa perdida? Talvez, mas repito-me, são as únicas.
Na Ilha, cidade património mundial, sitas na contra-costa estão as ruínas da sede do sempre existente Sporting de Moçambique.





O edifício é recente de décadas, não tem valor patrimonial particular. Mas poderia ser recuperado para fins desportivos e sociais. O Sporting Clube de Portugal, antes clube paternal desta sua filial, poderia em dias de pós-colonialismo, e suas susceptibilidades, aqui encontrar pequeno e modesto clube fraternal. Algo como metade do que terá valido a licença desportiva do seu ex-jogador moçambicano Fumo poderia custear a casa do leão em cidade património. E para excedentes a cooperação portuguesa decerto que se associaria. Quero crer que sensibilizar a influência de ilustres sportinguistas como José Roquete e António Dias da Cunha para uma tão barata causa em Moçambique não será impossível.
A Ilha, a de pedra e cal, aguenta-se edifício a edifício. Enquanto os vivos não morrem.
Outubro 20th, 2005 — Futebol, Sporting
O Futuro antecipa-se.

[Cumpre-me agradecer à Académica o asilo concedido. Agora o bom (?) filho à casa torna.]
O mais que muito devido
Outubro 19th, 2005 — Sporting








