Entries Tagged 'Aborto' ↓

João César das Neves no seu Melhor!

Eu sei que prometi a mim mesmo não maschambar política portuguesa, que me torna ácido, me cansa e, acima de tudo, me desblogueia. E há tanto teclado nisso, e ainda bem que a política é dos cidadãos e não dos mandarins, para quê mais um, ainda por cima agricultor incompetente.
Mas ao ler notícia sobre o debate entre Portas (Paulo) e Louçã [abaixo transcrito parcelarmente, corte para demonstrar o que interessa] não pude deixar de gargalhar mudo, esta é deliciosa. O Prof. Francisco Louçã a falar assim? Ajoujado aos preconceitos, o “quem não é bom pai não é do Benfica?”.

Até dá vontade de ir clicar o bloguismo BE, decerto a esta hora almoçal já estão cheios de críticas ao reaccionarismo do homem. Iradas. Indexadoras. Denunciando o “discurso de direita”, afinal esse antanho lá no âmago.

Ou talvez não, que isto de ir ao fundo não cabe no “girismo”. Adivinho silêncios, que não serão hipócritas, serão sim naturais naquele vazio.

“Quer ser califa no lugar do califa?”. Então Má Sorte, é o que se deseja.

Urghh…que gente!

Debate televisivo entre líderes do Bloco de Esquerda e do CDS/PP
Portas e Louçã travaram debate aceso a propósito do aborto e da banca

Lusa
O líder do CDS/PP, Paulo Portas, e o dirigente do Bloco de Esquerda (BE) Francisco Louçã travaram ontem à noite um debate aceso na SIC Notícias, com troca de acusações a propósito do aborto e da banca.

No final do debate, que durou cerca de uma hora, Paulo Portas acusou o BE de não defender o direito a nascer e Francisco Louçã reagiu, argumentando que o líder do CDS/PP “não tem direito a falar de vida”.

“Há uma vida que tem o direito a nascer ou não, de acordo com o BE não tem, de acordo connosco tem”, disse Paulo Portas, para justificar a posição do CDS/PP a favor do “actual quadro legal” que penaliza o aborto com pena de prisão de até três anos.

“Não me fale de vida, não tem direito a falar de vida”, interrompeu o dirigente do BE.

“Quem é o senhor para me dar ou não o direito de falar?”, protestou Paulo Portas, levando Louçã a responder: “O senhor não sabe o que é gerar uma vida. Eu tenho uma filha. Sei o que é o sorriso de uma criança”.
….

Uso social dos medicamentos

Será isto mentira (e isto chama-se condições sociais do uso dos fármacos)? Será isto é uma vil campanha de alguns retrógados e desonestos profissionais de medicina apoiada por um jornal pasquim? Dou de barato.

Mas se for verdade alguém se importa de dar um pontapé no rabo dessa tonta borndiep? Imbecil, a falar sem pensar só para gozo próprio.

Há Mulheres Que Usam Fármaco para Abortar
Por CATARINA GOMES

Público
Sexta-feira, 10 de Setembro de 2004

e têm bebés prematuros

Em Portugal as mulheres não precisam que activistas holandesas lhes venham dar a conhecer que o misoprostol pode ser usado para abortar. A “prática é corrente” e o seu uso tardio leva a que mulheres usem este remédio para interromper a gravidez acabando por ter bebés prematuros com graves problemas de saúde, denuncia a presidente da Comissão Nacional para a Saúde Infantil e do Adolescente, Maria do Céu Machado, com base num estudo científico que coordenou.

A polémica foi lançada pela responsável da organização pró-aborto Women on Waves. Rebecca Gomperts disse, terça-feira, num programa televisivo português, ter adquirido misoprostol numa farmácia sem receita médica. Ensinou depois a melhor forma de abortar usando um fármaco comercializado em Portugal: a substância activa misoprostol que é vendida como Cytotec ou Arthrotec. No “site” da organização recomenda-se o aborto com recurso a este remédio até às nove semanas numa dose de quatro comprimidos de cada vez (www.womenonwaves.org).

Maria do Céu Machado, que é pediatra e neonatologista no Hospital Amadora-Sintra, afirma que dão entrada mulheres em trabalho de parto com “a vagina cheia de comprimidos de misoprostol”, às vezes com “seis vezes a dose terapêutica”, o que provoca “dores fortes” - “É tudo feito com muito sofrimento.”

A responsável afirma que há “um número crescente de grávidas que fazem um uso tardio do fármaco, por vezes depois das 24 semanas de gestação (seis meses), não tendo noção da viabilidade daquele feto”. O misoprostol isolado é pouco eficaz no primeiro trimestre da gravidez, com expulsão do feto em apenas 9 a 20 por cento dos casos. Nos segundo e terceiros trimestres é mais fácil induzir o parto, refere.

Como se trata de gravidezes não vigiadas, muitas mulheres ignoram quando ficaram grávidas. “Não percebem que “não vão expulsar um embrião mas um feto vivo e viável”. “Para estas mães o nascimento de um filho vivo é uma surpresa com a qual têm grande dificuldade em lidar”, salienta.

“Estas mulheres acabam por ficar com uma criança viva cheia de problemas de saúde”, por vezes “sequelas neurológicas, como a paralisia cerebral”. Os bebés nascidos desta forma adoecem mais com problemas cardíacos e pulmonares, refere a pediatra Manuela Escumalha, autora do estudo efectuado na Unidade de Neonatologia daquele hospital.

A investigação dá conta de 30 bebés com menos de 1,5 kg em que as mães admitiram o uso de misoprostol e comparou-os com prematuros com o mesmo peso nascidos de partos espontâneos. O período do estudo foi de 1996 ao fim de 2003. “São quatro crianças por ano num total de 80 crianças por ano com aquele peso.” Ou seja, “cinco por cento dos prematuros com menos de quilo e meio nascidos naquela instituição durante aquele período foram resultado de abortos induzidos por misoprostol”, refere a autora do estudo. Seria importante ter a dimensão do problema a nível nacional, acrescenta.

As conclusões têm base num estudo científico realizado no Hospital Amadora-Sintra. A tese de mestrado em bioética foi apresentada em Julho deste ano na Faculdade de Medicina de Lisboa por Manuela Escumalha e foi coordenada por Maria do Céu Machado. O estudo foi apresentado no Congresso Europeu de Perinatologia e deixou muita gente “estupefacta” com uma situação “muito grave”, que revela “uma ignorância que é reflexo da falta de educação sexual e reprodutiva nas escolas, em pleno século XXI”, reforça a autora.

São “crianças não desejadas” que em 30 por cento vão para a adopção e para instituições de acolhimento. Em 70 por cento dos casos as mães acabam por ficar com os bebés, acrescenta a investigadora.

Comprimidos a 7,5 euros

Maria do Céu Machado afirma que cada comprimido de misoprostol é facilmente adquirido no mercado negro a cerca de 7,5 euros, sendo fácil de comprar, especialmente “nos meios africanos e brasileiros”, refere. É um pouco mais caro do que na farmácia. O Arthrotec custa entre 5 e 24 euros (dependendo do número de unidades de cada embalagem) e o Cytotec entre 10 e 26 euros.

O fármaco é de uso corrente pelos obstetras para provocar partos em tempo normal e para fazer os abortos previstos na lei (malformação do feto, violação e perigo para a saúde da mulher). “Quando o aborto é feito no primeiro trimestre é uma atitude pensada em que se medem os prós e contras”; nestes casos [os da automedicação] “parecem quase tentativas de suicídio, quando o companheiro as deixa ou ficam no desemprego”, considera Maria do Céu Machado.

A pediatra afirma que este uso coloca questões éticas que foram levantadas neste estudo: “Estamos a fazer reanimação de crianças prematuras que não são desejadas pelas mães…” Nos Estados Unidos, nestas situações, pergunta-se aos pais se autorizam a reanimação.

A médica afirma que há que pensar se este fármaco deve ser apenas de uso hospitalar, para dificultar a sua venda clandestina. Mas a principal questão passa pelo reforço da educação sexual e reprodutiva. “Estamos a meter a cabeça na areia, sem barco ou com barco, quanto mais se discutir melhor”, remata.

Ainda o aborto/IVG

Absolutamente incontornável este iluminado texto no Céu Sobre Lisboa. E, em minha opinião, demonstrando que a questão é outra, e não tanto aquela que tem vindo a ser gritada. Porque o objectivo do grito é também outro, e não tanto aquele que tem vindo a ser gritado.

17

Li há algum tempo num jornal (portanto vale o que vale) que no Egipto se pratica o aborto preferencial aos fetos femininos. Há anos li um livro de Amin Maalouf ficcionando a mesma realidade na China, “O Primeiro Século depois de Beatriz” (?, não me lembrava do título, fui ao google. Aliás não aprecio Maalouf, para além do “As Cruzadas Vistas pelos Árabes” e este apreço não é por razões literárias).

Ou seja, dentro de um quadro de valores locais quanto a expectativas sobre recursos e disponibilidades económicas e afectivas, as famílias ponderam e abortam preferencialmente as possibilidades de vida feminina.

Vamos defender? Vão as organizações pró-escolha ou as organizações femininas defender? Claro que não. Vão criticar. Devido aos critérios que subjazem a prática abortiva.

Então e os critérios próprios? Materialistas, psicologistas. Não são eles próprios criticáveis?

Não. Porque, como é óbvio, os nossos critérios são sempre os justos ou os inevitáveis. Só os alheios estão errados. Ou são evitáveis.

16 à laia de P.S.

Não se defende o aborto, defende-se …

- sofisma. aborte-se, mas sem sofismas

15

Aborto sim ou não? A possibilidade de abortar, em casos não terapêuticos.

Para mim é o maior obstáculo intelectual. Moral. Nada como isto me impede a coerência. Nada como isto me destrambelha o raciocínio. Me desassossega.

Mas já há meses aqui o escrevi. Sou contra o aborto mas passível de o praticar. Nunca abortei, acasos da vida decerto, mas já me ofereci para pagar um, não sendo o pai (o miúdo está aí, medrou bem).

Mas com a consciência de que é o acto mais abjecto que se pode fazer. Mais nojento, mais inumano.

É até mais nojento do que defendê-lo, do que dizê-lo um direito. Consegue mesmo ser isso.

Mas não somos nós apenas uns animais abjectos? Que devoram as suas crias?

Não. Pensando bem não! Os animais nunca são abjectos. São animais.

É essa a sua dignidade.

É essa a nossa dignidade. A única.

14

O Aborto existe, é real.

(Bem, talvez menos que antes, talvez não, não sei)

Houve um tempo, quando eu era miúdo, que se falava em mudar o real.

Passou muito tempo, e nem reparei bem. Estou velho.

13.1

Sobre esta crença, a de que resume a questão do aborto a um assunto das mulheres e do seu corpo, a uma responsabilidade e direito individual.

Quero aqui citar um grande professor meu, que quase certo não concordará comigo neste aspecto e que se souber que o cito a este respeito há-de pensar que me estou a apropriar das suas ideias e a perverter o seu sentido. Ainda por cima porque cito (o que é traição pior do que traduzir, pois soma o cortar ao descontextualizar e ao enxertar). Além disso o que abaixo transcrevo não foi escrito, nem de perto nem de longe, sobre esta matéria.

Com estas (respeitosas) ressalvas aqui deixo este trecho:

Torna-se necessário relembrar a necessidade de um distanciamento crítico por relação à ideologia individualista que caracteriza a modernidade ocidental. Um dos seus processos centrais é a naturalização da identidade pessoal através de uma atribuição de maior verdade à pessoa física do que aos laços sociais. Erigiu-se todo um edifício médico-legal cuja principal finalidade é radicar os laços sociais em laços ditos “biológicos”, considerados mais verdadeiros (por serem “naturais” e, portanto, por um lado, não arbitrários e, por outro, supostamente comprováveis por meios científicos).

(…)

Com esta naturalização da pessoa física combina-se uma concepção dos fenómenos culturais como essencialmente radicados na consciência e emoções individuais.

(João de Pina Cabral, O Homem e a Família, Lx, ICS, 2003, 154-155)

13

O aborto tem a ver com a mulher, ela é dona do seu corpo.

Eu sou pelo Estado regulador. Interventor. E não me parece estar sozinho nisso. E portanto sou pela medicina pública. Eu quero entregar parte do meu corpo aos cuidados da minha sociedade. Eu quero que me protejam a saúde e a vida enquanto for possível e aprazível. [Pela eutanásia, pelo suicídio assistido, claro - apesar destas não serem causas fracturantes, pois claro os terminais não têm energia para manifestações]

Mas se as mulheres acham que o corpo é só com elas, então quando tiverem cáries, pernas partidas, varizes incómodas, tumores benignos, enxaquecas, diabetes, cancros, sei lá, tudo o que aparecer, amanhem-se: os corpos são delas, se estão fora da sociedade então a sociedade nada tem a ver com as suas maleitas.

Não venham para os nossos hospitais. Dos meus impostos não, sff.

12

Des-sacralizar o real. Des-naturalizar o real. Em tempos isso foi um projecto.

Imaginar esse real foi importante. Imaginar, dar imagem.

Quando se nega a SIDA, ainda para mais doença tão pouco atreita a abordagens moralistas, que fazer? Mostrar os efeitos, mesmo chocando os valores ocidentais de esconder doença e morte, coisas ditas “privadas”?

[Ainda há dois anos Maputo acolheu uma terrível exposição fotográfica sul-africana nesse sentido]

Quando se combate a destruição da floresta virgem e da fauna nela acolhida, que fazer? Mostrar, mostrar, mostrar [e quanto falta mostrar para evitar o fim total].

Quando se combate uma guerra dar imagem ao sofrimento. Ainda que isso, por vezes, olvide as razões . Ou que as desenterre.

Se se fala da selvática caça às focas, aos golfinhos, às baleias, que mais vale do que mostrar as imagens?

Se temos uma vaga de desempregados ou refugiados, não há que mostrar as imagens?

Se queremos falar de direitos de animais não será de mostrar aviários e matadouros?

A imagem, a fotográfica, em movimento, o Goya e o Picasso, sempre vista como um instrumento legítimo de causas. Sejam quais forem, mesmo que não concordemos com elas. Ou que procuremos discutir a sua pertinência.

E sempre criticando os que as querem esconder, aqueles que as dizem “demagógicas” porque não apelam à reflexão, porque imediatas. Claro que imediatas, aparentemente não mediatizadas por um discurso (aparentemente, que a imagem é discurso, claro).

Súbito do mesmo molde sociológico, sempre imagi-nativo, uma mole de discursos contra a utilização de imagens. Porque demagógicas, porque a imagem não leva à reflexão, etc.

Estou, claro, a falar de quem acha negativo, demagógico, mostrar a imagem de fetos abortados.

Mas que amanhã estarão de acordo com as outras imagens.

Que concluir?

10

Se para viver é preciso ter assegurado tanto item a priori, e se os direitos humanos devem ser universais… Caminho por esta terra, e poderei fazê-lo por tantas outras (sim, de novo naquilo a que os ignorantes chamam, desconfortáveis, “exótico”), as pessoas que me rodeiam, ricas e pobres, doentes e saudáveis, miseráveis e felizes, escolham mais polos que não o são porque tudo cabe nestas vidas, as pessoas, dizia eu, destas quantas teriam nascido?

11

Perguntei-me por aí, em comentário a elogio a um post que achei demagógico: será Portugal ainda um país de Catarinas Eufémias, com a canga de séculos de exploração classista e machista, carregando hordas de filhos indesejados e famintos à ilharga?

Ou, e isso já não o disse por lá, não estarão as suas netas todas acumuladas ao lado do Shopping de Almada, vivendo no país que volta e meia tem a mais baixa taxa de natalidade da Europa?

Exploradas? Claro. Apesar do nevoeiro da TV+bola+shopping+causas fracturantes.

Mas Catarinas Eufémias? Haja respeito pelas suas avós…

9

(Eugenia? não é uma coisa das raças?). Não, estou diante de uma eugenia de tipo religioso, profético.

8

Na defesa do direito a abortar normalmente surge o repúdio pelo discurso religioso. Melhor dizendo, o repúdio por algum discurso cristão radical.

Mas parece-me que uma perspectiva que desvaloriza “possibilidades (embrionárias) de vida humana” devido às expectativas negativas relativamente às disponibilidades económico-afectivas que lhes estão reservadas, é um discurso que se aspira (inconscientemente) demiúrgico.

Demiúrgico porque assenta na reclamação de uma previsão absoluta do futuro. Absoluta porque implica a refutação radical de um projecto de vida.

É pois um discurso de índole religiosa. Subordinada a determinados valores, que nunca relativiza, porque neles crê.

Neste caso a crença na equação dignidade-posse.

E, ainda, que conceptualiza “afectos” como recurso - e estamos aqui no cúmulo da produção capitalista, a da mercantilização dos afectos, do “homem”.

7

Na discussão que dominou os blogs portugueses dos últimos dias li algo que não resisto a transcrever. Porque é elucidativo, um corolário das considerações anteriores: de que para se nascer se deve ter assegurado um conjunto de recursos e disponibilidades.

Atenção, acho um corolário. Não quero afirmar que todos os defensores do aborto ou do pró-escolha (o que é semanticamente diferente) pensem assim.

Encontrei esta afirmação num comentário a um “post” de um blog com imagens durissimas. Coloco a ligação, claro, mas não apelo a que as vão ver. Porque são duras e não são necessárias para pensar. Mas não impedem o pensar. Não estou a censurar o blog, apenas digo que são chocantes as imagens.

No Partículas Elementares li este comentário adverso: “Já agora, essas vidas eram conscientes? Preferias que tivessem crescido sem carinho nenhum e se calhar matassem alguem que te fosse querido num assalto? Ou que andasse por ai metido na droga porque não lhe deram a educação porque nunca foi querido. Ou fosse para um orfanato e viver uma vida infeliz (sim porque por muito carinho que depois lhe possam dar irá sempe carregar o estigma de ter sido abandonado, principalmente se for adoptado muito tarde.” (é um comentário anónimo, infelizmente)

Um corolário, repito, e particularmente cru.

Mas, em minha opinião, é denotativo do que está no fundo desta concepção que considera necessário um quadro prévio de disponibilidades económico-afectivas para que esse “algo” tenha direito a nascer: um absoluto eugenismo.

[não há ponta de ironia no “algo”: é humano, é pessoa, é projecto, é embrião/feto? Alma nunca lha reconhecerei, personalidade social ainda não, consciência duvido muito, dor não faço ideia; “projecto” subentende projectista, que não entrevejo. Fico com o “algo” neutral, uma “possibilidade” de vida]

Dizer eugenismo é forçado? Não. Nesta concepção têm direito à vida aqueles aos quais se reservam determinadas capacidades e dos quais se esperarão determinadas características (comportamentais, donde sociais).

Se isto não é eugenia, o que é a eugenia?