
“Lied Para Yonnis-Fred e Maelle (Paternidade, Morte e Quotidiano, Construções no Mar, em Terra e no Ar…)”, novo livro de Rafael da Conceição, um texto sobre (antropologia d)a morte. Será lançado na próxima terça-feira, 18 de Setembro, pelas 10 horas da manhã. Na Universidade Eduardo Mondlane, campus universitário, anfiteatro 2501 do novo Complexo Pedagógico.
O livro será apresentado por Carlos Serra e por José Teixeira. E esta entrada serve também para vos convidar à comparência no momento.
Rafael da Conceição, Entre o Mar e a Terra. Situações Identitárias do Norte de Moçambique, Maputo, Promédia
O lançamento do livro decorrerá na próxima quinta-feira, dia 17 de Agosto, às 18 horas. No Centro de Estudos Brasileiros. A apresentação será realizada por João Paulo Borges Coelho.
“Partindo da História, tenta-se mostrar que, até pelo menos ao século XVI, as sociedades costeiras de Cabo Delgado se situam no espaço suaíli e que elas estão submetidas, principalmente, às grandes correntes de influência que atravessam o conjunto da África Oriental.
A partir do século XVI a história da expansão portuguesa vai ter incidências fortes sobre estas sociedades e cria novas dinâmicas que acentuam as singularidades e contribuem para distinguir estas sociedades do litoral do Cabo Delgado de outras situadas na costa oriental de África. Pelo papel que jogam nas trocas, as sociedades costeiras do Cabo Delgado constituem um vector de transformações - tanto económicas, como políticas e sociais - importantes do ponto de vista local e no prolongamento das suas relações com as sociedades continentais. Essa função de “povos intermediários” - geográfica e socialmente falando - dá-lhes um lugar único no dispositivo das trocas com o exterior. Mas convém assinalar também a sua autonomia relativa face às principais cidades árabo-suaílis (por exemplo, no século XVII) e, mais particularmente, em relação ao sultanato de Zanzibar (séculos XVIII e XIX). A história da colonização é, para as populações costeiras, uma história de um antagonismo secular, onde o factor religioso - aqui o Islão - assume um papel do primeiro plano. A principal consequência desta presença colonial europeias será a criação das premissas de um espaço “natural” para a criação do Estado-Nação em Cabo Delgado, cujas bases começam a constituir-se principalmente nos finais do século XIX e primeiras duas décadas do século XX.” (27)
Adenda: no Ideias de Moçambique a transcrição da breve apresentação do livro, realizada por João Nobre e distribuída pelo departamento de Arqueologia e Antropologia da UEM.

[
Oleiras de Mutamba, Maputo, Casa Velha, 2005; 500 exs., 200 mil meticais p.v.p.]
Unga lili mwama,
Lila libumba
(Não chora pelo homem,
chora pelo barro)
É esta a epígrafe deste livro/catálogo, cuja apresentação ocorreu ontem. Um belo trabalho, com profusão de imagens, sobre a olaria nessa localidade de Inhambane, sua história e conteúdo social, ao que se segue uma cuidada etnografia sobre processos de produção e comercialização.

São nove as oleiras abarcadas por esta investigação. Todas elas, as senhoras Albertina Savanguane, Amélia Francisco, Catarina Wetimane, Georgina Nhambirre, Margarida Churane, Matilde Maela, Palmira Wique, Teresa Niquice e Zaida Semende, se encontrarão (à tarde) no Centro Cultural Franco-Moçambicano até ao próximo dia 26 de Agosto. Acompanhando a exposição fotográfica com a demonstração do seu ofício de olaria. A visitar.
O livro e a exposição foram realizados por um grupo constituído por Gerhard Liesegang, Cândido Teixeira, Gianfranco Gandolfo, António Sopa, Rafael da Conceição, Alípio Siquisse e Apolinário Malauene.