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Os postais de Santos Rufino

Abaixo deixei a dúzia de postais de Santos Rufino que reproduzi no Ma-schamba ao longo de alguns meses. Aproveitando a chamada de atenção do Abrupto, a qual implicará a chegada de leitores desconhecedores deste blog e dos postais e álbuns em questão, e o início da sua cuidada apresentação no Companhia de Moçambique. Espero que esta curta série incentive o interesse geral na tarefa a que o Rui se vai dedicar.

Postal de Santos Rufino: Ilha de Moçambique

(postais de Santos Rufino, 1928)

Postal de Santos Rufino: Praia da Ilha de Moçambique

(Postais de Santos Rufino, 1928)

Postal de Santos Rufino: Fortaleza S. Sebastião

Fortaleza de S. Sebastião, Ilha de Moçambique, (Santos Rufino, 1928)

Postal de Santos Rufino: Praça 7 de Março

“Lourenço Marques, Praça 7 de Março”. Edição de Santos Rufino (1928).
Nota: terça-feira, dia 13, no Varieta passaria “Danger Girl” com Priscilla Dean; no dia 20 seria “O Inferno” de Dante Aligheri.
[doação de António Botelho de Melo]

Postal de Santos Rufino: uma figura exótica

A construção do exótico típico: “Africa Oriental Portuguêsa. Uma figura exotica da Zambezia”. Edição de Santos Rufino (1928)

Postal de Santos Rufino: Avenida 5 de Outubro

Edição de Santos Rufino (1928).

[doação de António Botelho de Melo]

Postal de Santos Rufino: Estação Central dos Caminhos de Ferro


Gare da Estação Central dos Caminhos de Ferro, Maputo (ex-Lourenço Marques). Postal editado por Santos Rufino (1928).

[Doação de António Botelho de Melo]

Postal de Santos Rufino: condutor de "ricshaw"

Condutor de “ricshaw”. Postal editado por Santos Rufino (1928), série “Tribos Nativas, Hábitos e Costumes”.
Excelente exemplo da criação de um imaginário.

Postal de Santos Rufino: Rua Consiglieri Pedroso

Rua Consiglieri Pedroso (Main Street), Maputo (ex-Lourenço Marques). Edição de Santos Rufino (1928).

Postal de Santos Rufino: Xai-Xai


“Vila de João Belo: Paraíso”, pertencente à colecção editada por Santos Rufino (1928).

[doacção de António Botelho de Melo].

Postal de Santos Rufino: Jardim Tunduru (ex-Vasco da Gama)

Leitor e amigo, António Botelho de Melo ofertou ao Ma-schamba alguns exemplares originais dos postais de Santos Rufino. Vale a pena ter um blog. E amigos. Nem vale a pena reforçar os agradecimentos diante de tamanha oferta.
Aqui vai o primeiro exemplar, acompanhando ainda saudação para o Sépia, também adepto destas maravilhas.
Eis o antigo jardim municipal Vasco da Gama, hoje jardim Tunduru.

Postal de Santos Rufino: Malema

Edição de Santos Rufino, Maputo, 1928.
A grande blogonotícia vem do Companhia de Moçambique, anunciando que irá proceder à blogoedição de uma selecção de fotos editadas por Santos Rufino. A não perder.
Desse conjunto aqui coloquei cerca de uma dúzia. E aqui deixo uma já apresentada, como aperitivo para os que não conheçam estes álbuns sobre o Moçambique da década de 1920. Para que passem a ser visita desse magnífico Companhia de Moçambique. E, se me permitem, se chegarem lá atraídos pelas fotos não se acanhem, mergulhem nos arquivos da casa, textos desses não se desactualizam.

Uma pérola foi ofertada ao dono do Ma-schamba. E já há algum tempo. Em tempos aqui afirmei o meu gosto pelos postais editados por Santos Rufino nos longínquos anos 1920s. Cheguei a reproduzir alguns, para aparente gáudio de vários leitores.

Machado de Graça, reconhecido iconoclasta cujas tendências ímpias já aqui ecoei, teve então a extrema gentileza de me ofertar exemplar de rara e valiosíssima obra, “Lourenço Marques. Panoramas da Cidade. Vistos em 1929 pelos fotógrafos ao serviço de Santos Rufino. Revistos em 2001 por Machado da Graça“.

Raríssimo exemplar sublinho, pois desta edição só são conhecidos dois exemplares. Aqui o deixo ao conhecimento público, reproduzindo ainda dois dos postais nela incluídos. Considero que seria um crime deixá-la no limbo em que tem subsistido. O Ma-schamba presta pois um serviço público, internacional até.

Um interessante grupo de tocadôras de “marimbas”, em Mocodoene


Machileros


Residência do Governador-Geral. Edição de Santos Rufino (1928).
[doação de António Botelho de Melo]