Demonstrará isso que por aqui há uma melhor e mais acertada compreensão do que é a “política”? Mais descomplexada? Parece.
Entries Tagged 'Política Moçambique' ↓
Campanha: "caça ao voto"
Outubro 28th, 2004 — Política Moçambique
Outubro 23rd, 2004 — Política Moçambique
É a campanha! E atravesso no aguaceiro, o frescote que aqui digo “gélido”. E “hum, assim não ganham votos”…”aqui? assim?!”.
Outubro 21st, 2004 — Política Moçambique
Imagem polissémica, essa a que falhei. Ou apenas avaria.
Outubro 17th, 2004 — Política Moçambique
Agosto 18th, 2004 — Política Moçambique
Esconjurando ainda. E concordando…
Agosto 17th, 2004 — Política Moçambique
Esconjuro. A Paz pode ser picada. Caminho. Via qualquer. Estrada. Mas seja como for tem sempre linha de horizonte. O resto é beco. Que os meus cunhados andem. Mesmo que devagar. Mesmo que por vezes parem. Porque o resto é beco.
Maio 3rd, 2004 — Política Moçambique
Abril 21st, 2004 — Política Moçambique
Monroe…quem?
Março 16th, 2004 — Política Moçambique
Mas com muito menos retórica. Ah, e assim acredito que os corredores, Beira e Nacala, vão mesmo funcionar.
Monroe…quem?
Por águas diplomáticas
Março 4th, 2004 — Política Moçambique
Há cerca de duas semanas despediu-se de Moçambique o embaixador chinês. A ter cumprido o natural período que as missões diplomáticas demoram Sexa. Embaixador terá acompanhado (e quiçá impulsionado) o muito saudável e visível incremento da presença chinesa neste país, ao nível empresarial e também de cooperação - é voz corrente que a APD chinesa é absolutamente ligada, ou seja os seus projectos implicam associação a empresas chinesas. Não sei se é absoluta esta afirmação, não acompanho a matéria, mas o tangível (e audível) afigura-o.
Mas não é isso que me leva a este escrevinhanço. Apenas a despedida do senhor embaixador. Pois por essa ocasião deu Sexa uma entrevista ao jornal Notícias, na qual se debruçou sobre a vida machambeira.
Aí referiu serem as mulheres moçambicanas as obreiras de todo o trabalho agrícola, enquanto que os seus pares homens se limitam a pequenos trabalhos iniciais (o desmatar), e pouco ou nada mais fazem, preguiçando e bebendo no restante tempo. E dizia ainda, no rescaldo da sua missão, que se por cá os homens trabalhassem como as mulheres o país se desenvolveria a contento.
Nem me atrevo a questionar da justeza das conhecimentos agrícolas de Sexa Embaixador, ainda que talvez um pouco urbanos. Mas quando amigos se aprestaram a narrar-me estas espantosas (e até pouco diplomáticas) afirmações, o esconjuro da preguiça moçambicana, não pude deixar de me interrogar: e se tivesse sido o embaixador de um outro país a sair-se com esta? O sueco, o argelino, o brasileiro (e já nem digo o português)?
Não cairia o Pott e a Fortaleza???
O Senhor Pine Ataca de Novo
Março 4th, 2004 — Política Moçambique
O amigo Pine, exilado na apertada faixa entre estremadura e alentejo, enviou esta missiva. Após partilhar estas ma-schamba para exorcisar o luso estado surge, até poético, apelando ao por aqui…e transpirando essas saudades.Ocorre-me, ò das musas, que a vida não é um sonho. E apesar de tudo o importante é que se vá colimando. Daí que nada de desilusões…nem de ilusões. Grande abraço, e aqui segue transcrição:
Caro Ele,Que alegria reler a Macaneta, recordar o Inkomati, regressar à Ma-schamba. Que alegria recordar os amigos de lá longe, de onde saímos com saudade . Que bom é saber que a Ma-schamba ainda tem uma Macaneta onde chegamos, comemos, torramos e banhamos.
Um destes dias em que o sonho esteve comigo, sonhei com a Ma-schamba, com a imensa Ma-schamba de Pemba à Ponta do Ouro, com todas as Macanetas, Inhambanes, Quissicos, Ilha de Moçambique, tudo o que de bom vivi, sonhei que a estava a viver com a minha Ela, que ainda não conhece essa imensa Ma-schamba e que já a respira um pouco como eu.
Mas sonhei mais, sonhei com uma Ma-schamba em que uma mulher chamada Luísa fazia a diferença, porque a governava, com calças, como alguns dizem, mas também com paixão e com saber, sonhei que essa Luísa estava a fazer a diferença e que as ruas da Ma-schamba, todas as ruas dessa imensa Ma-schamba, estavam diferentes, mais bonitas, mais floridas, mais arranjadas, com mais pessoas, com menos crianças abandonadas à sua sorte. Sonhei que essa imensa Ma-schamba renascia, com amor e muita justiça, que essa imensa Ma-schamba não pedia ajuda, oferecia trabalho, crescia por si só, mostrava a alma de uma nação.
Sonhei que essa mulher de calças, que essa Luísa, fazia uma nova Ma-schamba, mais igual, mais rica, mais solidária, mais diferenciada. Sonhei que na capital da Ma-schamba existiam árvores que floresciam porque a Ma-schamba estava bem tratada e não porque a natureza assim o ordenava. Sonhei que na capital da Ma-schamba, como em cada uma das cidades e cidadezinhas da Ma-schamba, a minha Ela me dizia “que bonito, que povo sorridente, que povo bonito” e que eu lhe respondia que tinha sido uma Luísa, de calças, mas também de saia, porque uma Ma-schamba precisa de calças, mas precisa muito de umas saias que a tornem mais bonita e mais solidária.
Sonhei. E no dia seguinte acordei com a tristeza de ver que não são as calças que fazem uma Ma-schamba, que essa Ma-schamba talvez tenha calças a mais e conteúdo a menos. Estou longe da Ma-schamba e por isso não sei se ouvi boatos ou se ouvi verdades, mas sei que, inflizmente, uma vez mais a culpa vai morrer sozinha, como morreram algumas crianças, como morreu uma freira. E são estes boatos ou verdades que fazem com que a Ma-schamba não seja a do meu sonho, que fazem com que as árvores floresçam só porque a natureza manda e não porque a Ma-schamba está mais bonita e mais solidária.
Um abraço, ainda não completamente desiludido do Pine.
Partilha do poder político
Fevereiro 8th, 2004 — Política Moçambique
A árvore e o lixo
Janeiro 24th, 2004 — Política Moçambique
Falhou-lhe o futuro, afinal, a ela e a tantos outros. Conheço-lhes a maldição, também mo aconteceu mas, modesto, disso as causas são só minhas pois curtos eram os sonhos, que arquitecto de futuros ou engenheiro de presentes nunca me imaginei.
E enquanto vai ela remoendo, justificando-se até, olho o mar recortado em acácias, por ora vermelhas, belas ainda que também depósitos do lixo sempre esquecido. E salvo-me da solidariedade exigida num mero, e até cansado, “sou estrangeiro, só cá estou porque quero”, e como me riposta apelando ainda assim a um olhar crítico sublinho-me num “ouça, sou estrangeiro, eu olho a árvore, você olha para o lixo” que se quer, e torna, definitivo.
E cada um foi ao seu almoço.
E a propósito da Casa da Catembe
Janeiro 21st, 2004 — Política Moçambique
Eu pus-me a resmungar, e ainda estou. Será que alguém me poderá elucidar, o que é isso de “valores africanos”?
A casa da Catembe
Janeiro 21st, 2004 — Política Moçambique
Incompreensão radical. Goste-se ou não Chissano é um estadista de renome, e importante em África. E o Estado deve garantir-lhe a continuidade da dignidade “presidencial” para o futuro. Até para o utilizar como património político internacional. E, formalmente, deve assegurar essas condições.
Desenvolvo este raciocínio e dizem-me que este meu relativismo é perigoso. Aí irrito-me, e mesmo. Não é relativismo, é comparativismo, coisas totalmente diversas.
Pois esses moralistas doadores não têm, tantos deles, a inacreditável instituição monárquica, toda aquela gente vivendo e habitando os erários públicos? “Ah, mas os povos vivem muito melhor”. Talvez, mas não o viviam quando os respectivos casarões foram construídos.
E, o que é realmente importante, está-se no domínio das instituições políticas e das personagens que as vivem. E por mais que não se queira gostar de Chissano é bem mais importante nesta História do que qualquer rei burguês desses nortes gélidos. Então que seja assim simbolicamente tratado.

