Archive for the ‘Música Moçambique’ Category

Eyuphuro & Ali Faque

Sexta-feira, Junho 25th, 2010

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A ÁRIA DA RIQUEZA INEXPLICADA

Quarta-feira, Junho 23rd, 2010

O Brother Azagaia

por ABM (Quarta-feira, 23 de Junho de 2010)

Da ópera moçambicana 35 Anos Depois, que está no sítio Música Moz.

A letra:

Arrriii!!!

I
Tá ver o que é isso…
Empresário de sucesso responder em juízo?! Hum?!!
Tá ver o que é isso…
Nem há costas quentes pra queimar o arquivo?!
E mesmo que ele jure que não fez na-da
Dizem que só há fumo onde há queima-da
O problema é que esse fumo vem do camara-da
Que paga milhões por uma cachimba-da
E se eu dissesse o que toda gente sabe ou imagina
Que o motor deste país funciona à cocaína
…Talvez dissesses que é uma grande mentira
Que o nosso governo caiu numa armadilha
Então como se explica a riqueza do Tio Patinhas
O Hammer da senhora que vendia pastilhas
Negócio de capulanas pariu um Shopping Center?
Pra além de motorizadas, que mais a polícia aceita?
Carros com matrícula à prova de qualquer suspeita,
Negócios com crescimento maior que a receita,
A lei desconfia mas nunca rejeita
Pobreza absoluta é a desculpa perfeita!

Coro secundário:
E o governo faz o quê? (Nadaaa)
E o povo faz o quê? (Nadaaa)
E o escândalo deu em quê? (Nadaaa)
Haaaaaaarrriiiiii!!!!

Coro principal:
O povo falava do nome (dele)
A Polícia recebia uniforme (dele)
Partido comia na mão (dele)
(scratch arrriii)

II
Tá ver o que é isso…
Empresários d´agora vivem num paraíso
Tá ver o que é isso…
Aqui ninguém foge, aqui não há fisco
E quem fiscalizar leva uma raja-da
Como o falecido director da Alfân-dega
Mais bancos e hotéis nascem do na-da
Dinheiro sujo, tua cabeça la-va-da.

Coro secundário:
E o governo faz o quê? (Nadaaa)
E o povo faz o quê? (Nadaaa)
E o escândalo deu em quê? (Nadaaa)
Haaaaaaarriiii!!!!

Coro principal:
O povo falava do nome (dele)
A Polícia recebia uniforme (dele)
Partido comia na mão (dele)
(scratch arrriii)

A canção:

www.Musicamoz.Blogspot.com – AZAGAIA – Arrriii.mp3 – 2.2 Mb


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VI Festival Internacional de Música de Maputo

Segunda-feira, Maio 24th, 2010

Já se tornou uma tradição. Começa esta semana o VI Festival Internacional de Música de Maputo. Acima a lista dos patrocinadores, que bem merecem o nosso respeito por viabilizarem esta aparentemente improvável iniciativa. Abaixo o programa:

Sexta-feira 28 de Maio
CONSELHO MUNICIPAL GALA (Sala Nobre) às 20:00
Peter Mark apresenta, Nina Schumann & Luís Magalhães, piano – Aundi Marie Moore, soprano – Michael Redding, barítono – Alessandra Celletti, piano – Filipe Pereira, clarinete – Joe Walsh, piano
Sábado 29 de Maio
CINE TEATRO GILBERTO MENDES às 19:30
KWAZULU-NATAL Orquestra Filarmónica
Giorgio Croci, maestro – Manon Evrard Strauss, soprano
Domingo 30 de Maio
TEATRO AVENIDA às 16:00
PORGY & BESS
Ensaio geral
Segunda-feira 31 de Maio
TEATRO AVENIDA às 19:30
OPERA
Estratos de Porgy & Bess – Peter Mark, maestro – Greg Ganakas, encenador – Joe Walsh, piano – Aundi Marie Moore, soprano – Michael Redding, barítono – Coro Moçambicano – Dançarinos actores e músicos.
Terça-feira 1 de Junho
TEATRO AVENIDA às 19:30
DIA DE CRIANÇA
CONCERTO DE DOIS PIANOS: Nina Schumann & Luís Magalhães, piano – Stewart Sukuma, narrador
Quarta-feira 2 de Junho
AMMO (Associação de Músicos Moçambicanos) das 17:30 às 19.30
JAZZ WORKSHOP com Caroline Henderson
TEATRO AVENIDA às 20:00
RECITAL DE PIANO CONTEMPORÂNEO
Alessandra Celletti
Quinta-feira 3 de Junho
AMMO (Associação de Músicos Moçambicanos) às 18:00
JAM SESSION com Caroline Henderson
CCFM (Auditório) às 17:30
Projecção de Filmes:
» KARIN MONTEIRO
Malangatana criou um monumento à paz e amizade à beira Tejo
» JOSE FONSECA E COSTA
Musica Moçambique 1982
TEATRO AVENIDA às 20.00
Alessandra Celetti, piano – Filipe Pereira, clarinete e amigos Moçambicanos
Sexta-feira 4 de Junho
TEATRO AVENIDA às 20:00
CONCERTO DE JAZZ
Caroline Henderson
Sábado 5 de Junho
CENTRO CULTURAL MATALANA das 11:00 às 17:00
CONVÍVIO MUSICAL
Músicos Internacionais e Moçambicanos em colaboração com UNICEF (Programa a anunciar)

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Stewart Sukuma

Segunda-feira, Maio 3rd, 2010

Aqui ficam umas imagens de um concerto do Stewart Sukuma realizado em Tondela (Portugal) durante o Tom de Festa 2009 (Julho), 17º Festival de Músicas do Mundo. O line-up do festival foi extraordinário e talvez dele aqui coloque mais umas memórias. Para já fica o Stewart porque merece, que levou como convidado o Luís Represas. Que me perdoe este último e a sua legião de admiradores/as se não sou um grande apreciador…

©miguel valle de figueiredo






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Uma marrabenta do Stewart

Domingo, Março 21st, 2010

Xitchuketa Marabenta, o filme (não-oficial) desta interpretação do Stewart que encontrei no facebook. E para ficar todo inchado da vaidade – tem uma fotografia minha, a 3ª desta entrada. A sublinhar a vaidosa vaidosice d’agora está aquilo que os veteranos do ma-schamba bem conhecem, a minha sofrida incapacidade fotografadora. E ainda assim! Fabuloso, vou ali dançar um bocado. De contente…

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ALGUMAS CANÇÕES CHOPES

Quarta-feira, Fevereiro 10th, 2010

por ABM (Cascais, 10 de Fevereiro de 2010)

Colecta de canções feitas pelo legendário maestro Artur Fonseca, 1958, 107 págs. Ilustrado ao longo do texto, nomeadamente com facsimile de alguns fragmentos musicais.

À venda em Coimbra pelo meu prezado Miguel de Carvalho pela pechincha de twenty-five euros. Como eu não sou assim musicalmente inclinado passo apenas a publicidade.

O elegante site do jovem é Miguel de Carvalho – Livreiro Antiquário.


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Nanando

Quinta-feira, Fevereiro 4th, 2010

Até já.

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Musica de Intervenção

Terça-feira, Janeiro 26th, 2010

(por AL em veia hip-hop)

Não é a primeira vez que aqui falo da nova música que se vai fazendo pelas ex-colónias portuguesas, nem dos contornos de intervenção social e política que o hip hop dessas paragens tem vindo a tomar. Hoje deixo aqui dois jovens moçambicanos, 2 caras e 100 paus de sua graça. Foram-me apresentados pela Vera via facebook e gostei o suficiente para os ir youtubar. Neste tema que aqui deixo e que se chama Pais da Marrabenta dizem coisas como Foram 16 anos de uma guerra civil/ Só de orelhas decepadas foram mais de mil/ Ainda querem que o povo lhes de ouvidos/ Dam! filhos da mãe desses políticos!! Reconhecem que Injustiça! palavra mais comum entre nós/ Tanto se reclama quase que se perde a voz …  E acrescentam Deram liberdade de imprensa ao jornalista/ O carlos teve azar foi o primeiro da lista/ Pois é o mano esqueceu-se da lei da floresta meu/ Antes que abrisse a boca tiro na testa …  E o assassino com certeza foi ao enterro/ Abraçou a viúva e disse: meu companheiro!

Num outro tema chamado Africa cantam Eu sou preto, como as noites sem luar/ Eu sou os lábios de um homem que fuma sem parar/ Eu, trago na alma a essência do carvão/ O luto das viúvas, eu sou a escuridão …  O céu numa noite sem luar e sem estrelas/ o sinónimo de sofrimento e de guerras/ África é um livro não aberto com/ titulo escuro e conteúdo incerto…


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O Barbeiro de Maputo

Sábado, Janeiro 2nd, 2010

(por AL em buscas youtubinas)

18022-2

Estava eu calmamente surfando no youtube por música moçambicana quando dou com este Moçambicano (que penso) desconhecido – Al Bowlly.

Albert Alick Bowlly, mundialmente conhecido por Al Bowlly foi um dos cantores de jazz mais famosos do Reino Unido e não só, contemporâneo de Glenn Miller que escolheu ele mesmo em 1934 uma orquestra para Al Bowlly cantar em New York, e de Bing Crosby, Dean Martin, Frank Sinatra e Carlos Gardel. Nem mais!

Al Bowlly nasceu em Lourenço Marques em 1899, filho de costela grega e libanesa. Quando tinha 4 anos de idade a família mudou-se para Johannesburg, onde ele viveu até 1923-24.

Personagem colorido e viajado o nosso Al sai da escola aos 14 anos para trabalhar como barbeiro, tendo também começado nesta altura a dar os seus concertos de banjo e uke. Em 1923-24 junta-se à orquestra de Edgar Adeler numa tournée que o leva a Rhodesia, East Africa, India, Malaya, e Java.

Irrequieto Al pega-se com o maestro e abandona a orquestra e 1925 apanha-o nas corridas de cavalos em Calcutá, onde conhece Jimmy Lequime com cuja orquestra ruma até Singapura, iniciando nova tournée mundial que, depois do Oriente, o levaria a Berlim onde gravou o seu primeiro disco como vocalista em 1927.

Em 1930 em Londres, Al assina um contrato com Noble que o leva para New York, onde gravou 500 músicas nos quatro anos seguintes. O sucesso de Blue Moon, I’ve Got You Under My Skin e outras foi tal que Bowlly teve direito ao seu programa de rádio na NBC e viajou para Hollywood onde contracenou num filme chamado the The Big Broadcast em 1936.

Al Bowlly foi creditado como o pai do crooning, que se pode traduzir livremente por baladeiro, iniciando assim uma escola que viria a dar frutos de nome como Nat King Cole, Frank Sinatra, Dean Martin, Bing Crosby e Andy Williams.

Morreu em Londres em 1941, vítima de uma bomba alemã que explodiu à porta da casa onde vivia e foi enterrado no cemitério de Westminster juntamente com as outras vítimas da bomba.

Ouçamo-lo então num dos seus grandes êxitos!


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Moçambicalidades

Segunda-feira, Novembro 30th, 2009

(por AL em ondas de nostalgia) -

Hoje comecei o dia na maschamba com um post musical; à tarde fiz uma incursão musical inspirada pelo post do ABM e vou encerrar a noite com mais outro tema musical de inspiração umbhaleana. Wazimbo e a Orquestra Marrabenta Star no seu melhor. O fim perfeito para um domingo cinzento e chuvoso em terras lusas…


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Um pouco de música

Sábado, Junho 13th, 2009


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Wazimbo

Quinta-feira, Maio 28th, 2009


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Ken Lee

Quinta-feira, Março 5th, 2009

Enviaram-me este curto filme que logo me disseram ser já antigo. Hilariante. Depois pungente. Só depois se consegue olhá-lo de outro modo. Como suma de um tudo.

Uma concorrente, candidata a cantora, na sequela búlgara do “American Idol”, o mesmo modelo desses “Operação Triunfo” ou “Famashow” que cada país vem implantando e repetindo até à exaustão das audiências. Onde o conteúdo é sempre similar, a imitação do bom, do bom produto (a competência, o estilo), do bom tom (o timbre, as vestes, o gestual), do ser (o repertório).

Um bom que vem de fora, de um determinado “fora” correcto – mesmo quando o produto copiado é nacional é porque é um “nacional” dentro dos conformes já instituídos. Claro que há recriações, reapropriações, reutilizações, novos sentidos criados [a chegada apotéotica à Beira do jovem vencedor do primeiro Famashow é significativa]. Mas fazendo tábua rasa das arestas inconformadas. O cerne de tudo é um produto pisado e repisado em que o Valor é o auto-esvaziamento, uma transição para ser-recipiente.

Daí que o desvario desta candidata a Mariah Carey, ante o olhar estupefacto de um juri também ele cópia doutras Mariahs Careys, apenas um pouco mais buriladas, seja tão exemplar. Hilariante. Desesperadamente hilariante. Espelho do nosso comboio.


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Coisas para o facebook 3

Domingo, Fevereiro 22nd, 2009


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Southern Mozambique

Domingo, Maio 4th, 2008

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Os interessados encontrarão o disco aqui, mais um dos trabalhos de Hugh Tracey [obra consultável na International Library of African Music]. Este disco – enquanto objecto muito prejudicado por uma inenarrável introdução histórica a Moçambique, pejada de grosseiras incorrecções, coisa óbvia de anglófono marxista dos 1960s, preconceituoso e ignorante – é um magestoso documento: 25 gravações, obtidas durante duas décadas em gravações em Moçambique ou na África do Sul. Oriundas de oito grupos linguísticos (Chopi, Ndau, Ronga, Hlanganu, Gitonga, Tswa, Hlengwe, Nyungwe) e de duas abordagens musicais (heptatónica Nyungwe Shona, a hexatónica de todos os outros). Peças únicas dos maestros lendários das décadas em causa da dança de timbila; de dança mandowa, da dança masesa, da dança ndzumba, da dança makarito, do cancioneiro kwaya, ecos da expansão da mbira, etc.

Um documento estimável. E inestimável. E de fruição … (dedicado ao aficionado 25 cms de Neve).


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