Entries Tagged 'Mundo' ↓

O Século

XX.

Hoje é dia de …

chagall.gif

génio Marc Chagall

ou de

vilibaldo.gif

São Vilibaldo.

É só escolher o calendário litúrgico, o rito e o anacronismo a que se quer aderir. Ou a ambos, já agora.

(Não deixa de ser interessante que para além da Igreja e do Estado haja também Empresa a dizer-me a que memória devo dedicar um pouco deste meu (dia-a-)dia. Não é pior nem melhor, é mesmo também).

África-Índia

Notícia da I Cimeira África-Índia, por ora a decorrer. Mais importante do que a espuma dos dias, dir-se-ia.

Tibete sem Peter Stuyvesant nem Famous Grouse

Para a MP do Ecletico que me censurou o tom (a “amplitude do saco”) da entrada anterior - e muito justificadamente, em particular no que respeita ao meu elo muito clássico Ecletico.

1. Sim, tem toda a razão, a ocupação do Tibete não deve ser secundarizada só por alguma irritação bloguística. A esse respeito eu gosto desta entrada - passe o blogocentrismo.

2. A aproximação dos Jogos Olimpicos é uma boa época para a protestar. Cada indivíduo no seu modesto blog pode dar o seu contributo para apelar à atenção generalizada sobre o assunto. É legítimo, é digno. Mais, irrita-me o tão típico blaseísmo lisboeta do “não me estraguem os jogos olímpicos” (que li num blog que não recordo agora - bastaria um googlar para o esclarecer, mas para quê se tão típico é da “pequena-direita” pós-Independente?).

3. Acho exemplar sobre o bloguismo português politizado, sempre tão rápido no teclar sobre tanta micro-causa (como em tempos se disse) e querelas da “agenda política”, que não se tenha globalmente irado - como agora o vai fazendo - quando o poder português foi à China contribuindo à sua escala para a legitimação da ocupação colonial. Um apoio político ao poder colonial de Pequim. E isto não esquecendo que o PS de Sampaio - indivíduo agente de tal atitude abusiva da legitimidade constitucional que o ancorava, acto ao qual passou politicamente incólume - reclamava alguma identidade histórica e ideológica no discurso anti-colonial, (ainda que nunca tenhamos ouvido o político Manuel Alegre lembrar-se do poeta Manuel Alegre, criticando a posição ideológica do seu partido quando no poder - nem a maioria dos seus blogoapoiantes, sempre tão rápidos no afixar de dísticos de apoio. E tiveram uma campanha presidencial inteira para o fazer …).

 Silêncio mais estranho ainda nas forças políticas que não apoiavam Sampaio - talvez pela estapafúrdia situação de que o Presidente da República não é tão criticado como outros políticos, dada a habitual e ignara confusão entre “representante” do país (”Nação”, no velho jargão) e “símbolo” do país (idem).

Ou seja, a II República recente (pós-Macau) que descolonizou apoia um regime colonial e o país (político e blogopolítico) nem repara no contrasenso.

4. Não  me surpreende muito o silêncio moçambicano face aos actuais regimes coloniais. Não tanto, ou fundamentalmente, pela leveza contabilística da política externa chinesa. Mas sim pela presença da velha noção do “inimigo principal” - o “Ocidente”, neste caso. Pobre meio de entender. Forte meio de incompreender. Ainda mais forte meio de sossegar.

5. Cada um bloga como quer. E se se bloga reactivamente ao que se vai passando no mundo ainda bem que se reage a uma causa eminentemente justa. Mesmo que daqui a uns meses tantos desses mesmos estejam grudados na televisão a impregnar-se dos anunciantes que pagam os JO de Pequim.

6. Ainda assim é-me fastidioso o clicar para encontrar a “onda” do dia ou da semana. Ainda mais quando a encontro no ma-schamba. Que tantas vezes está nesse saco.

Tibete, Peter Azul e Famous Grouse

Ai, Tibete“, canta-se no bloguismo português - os tantos bloguistas portugueses que nada disseram quando o Presidente português Sampaio se foi curvar a Pequim (parece que agora tem grafia diferente) - então demonstrando como o líder estudantil de 61 se tornou num mísero PS com o passar das décadas. Esses tantos bloguistas portugueses (em particular os socialistas, sempre capazes das maiores tropelias teclísticas em que nada, salvo a um ou outro barbeiro, os faz corar) que tão nada disseram quando o seu governo foi lá proclamar a mão-de-obra barata em Portugal - ou se o disseram foi por bem outras razões mais patrioteiras. “Ai, Timor“, perdão, “Ai, Tibete“, cantam agora em orgasmos de teclas - as putas portuguesas estão no cais do sodré, no técnico, nas casas de alterne e isso. Nunca, “ai timor“, perdão, “ai tibete” nas teclas (isto baixa-te os links, ó jpt)

Ai, tibete” não se canta no bloguismo moçambicano - muito anti-colonialista, vs. as imposições portuguesas do passado tal como contra as os tugas de hoje (a palhaçada da “reversão” de cahora-bassa é um mero exemplo semântico da ignorante tresleitura ideológica da história, coisa de trazer por casa), e as neo-coloniais de hoje, europeias, britânicas, americanas (ditas “breton woods” pelos mais marxistas). Nunca, sublinho, nunca ouvi um anti-colonialista moçambicano falar do Tibete, nem os velhos da frelimo de 60s (alguns até escrevem livros para elogiar a China, imagine-se), nem os de hoje da alter-globalização … As putas moçambicanas, dizem, estão na Bagamoyo (até comentadores execráveis o dizem). [isso baixa-te os links, ó jpt]

Ai, timor“, perdão “ai, tibete!” - esta merda de pensar é só por modas? ou por períodos, daqueles sanguinolentes, femininos? ditos “luas” pelos pobres líricos …

Vou ali beber um whisky - acho que os jogos olímpicos foram escolhidos há uns anos, poucos resmungaram - nem os socialistas bem-pensantes tugas nem os seus críticos, nem os camaradas da frelimo nem os seus críticos - que os chineses passam cheques sem os pruridos contabilísticos dos europeus, não esqueçamos. Vou ali beber um whisky, e fumar uns cigarros.Na Bagamoyo, no Cais do Sodré. Entre gente séria (isso baixa-te os links, ó jpt). Entre gente.

Cuba sofrerá

castro-holds-newspaper.jpg

com a ruptura do patrocínio?

Mundo:

O Sínico sobre eleições significantes, mas das quais pouco se ecoa.

Tela Abstracta sobre a (não)natalidade em Portugal, a cuja não é causa fracturante …

Semicírculo ecoando crítica de um conjunto de escritores à agenda cimeira U.E - África (não deveria ser U.E. - U.A.?), entre os quais Vaclav Havel, Wole Soyinka, Nadine Gordimer, John M. Coetzee Günter Grass e, para a língua portuguesa, Mia Couto.

Tambem no Forever Pemba.

Darfur

Um tipo mete uma peça no blog, apoia uma causa, fica contente, a mulher vem ler sobre o seu ombro e beija-lhe a testa, os filhos sabem que têm um pai que é homem decente, no emprego há até quem leia os seus devaneios, um amigo ou outro comenta-lhe com apreço (”li a tua coisa sobre a china” ou “a birmânia” ou “cuba” ou “o bush” ou “etc e tal”), os bloguistas companheiros “linkam-no” - é porreiro ter um blog!

[1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8] - entre Fevereiro e Agosto de 2004 foram pelo menos estas as entradas que o pretencioso bloguista do Ma-schamba dedicou à situação em Darfur. Pelos vistos não resolvi a questão

Deste concentrado de auto-complacência indigente fica-me um parágrafo: “No Sudão a guerra dura há décadas. Não há manifestações, não há televisão, nem discursos, nem Haia, nem partidos, nem tão pouco seus lideres. Ou até intelectuais. Nem mesmo esses bloguistas. Não há exaltação, não há atenção, não dá tesão.

Mas é claro como petróleo, “oil”. É que são pretos os que morrem no Sudão.”. Se cume desse concentrado de ingenuidade vaidosa, se única coisa certeira, não sei.

Sei que não me lembrei de escrever ao(s) meu(s) ministro(s). Bloguei …

Ate que enfim: o regresso da civilizacao.

White mischief: Bissau como a capital africana da cocaina. No Mail & Guardian desta semana.

mato tempo n(est)a noite a ler uma entrevista de Sara Tavares no Expresso. “Mato tempo” porque nunca ouvi Sara Tavares, “mato tempo” porque há longos meses que não mexia num jornal Expresso. Fantástica cabeça - do que diz sobre carreira, sobre música (e seus guetos), do que diz sobre a sua família, etc. Mas, e é por isso esta nota, pelo que diz sobre Cabo Verde, do anquilosamento da procura das “raízes”, sobre o racismo local. Mulher a olhar o mundo, sem os bonitinhos habituais. Pena não ser lida aqui. Tanta falta fazem vozes assim.

(o elo para a entrevista só funciona para quem está registado, presumo que a pagar).

Alcazar [Chavez quer referendar seu poder até 2031].

Ainda Política Internacional. Qual Concurso Televisivo:

Refira um boliviano de que tenha conhecimento que não se chame Morales ou Sanchez (Erwin).

Política internacional. Tique de stôr??

- He!, antes de falar aponte a Bolívia no mapa.

No O Mundo das Sombras José António Barreiros deixa uma breve nota sobre espionagem alemã em Moçambique durante a II Guerra Mundial. A abrir o apetite. Ainda para mais em terra onde tantas lendas sobre essa matéria vão, ainda, sendo lembradas.