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Bar Ka mpfumo

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[fotografia de Pedro Sá da Bandeira]

O Bar Ka mpfumo, ali na Estação dos CFM - e no qual reclamo estatuto primaz pois fiz questão de inaugurar a caixa registadora - abriu o seu blog. Com alguma lógica chamado Kampfumo.

Barricadas de novo? [adenda]

Confusão de novo. Anúncios de barreiras na Matola, de “chapas” a não circularem, de escolas fechadas. Decerto que Carlos Serra fará o acompanhamento da situação.

Adenda: tudo calmo, mera greve de “chapas”.

João Paulo

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Morreu o João Paulo. Foi-se o showman, o rasta bluesman, foi-se toda aquela atitude, suave como se imperscrutável, o rouco lento titubeando até ao palco e depois, quem diria? se não o conhecendo, a enchê-lo na voz cava, ela em tamborilar frenético. Foi-se o detachment aparente e o sor(riso) fundo no lá em cima.

Nós a deixarmos as noites correrem, num só mais um pouco, exagerando os copos, esperando-lhe as meias horas cantadas, vibrantes, também como se cínicas apesar de apaixonadas. Na paixão daquela fotogenia, na raiva do ritmo, a descortinar o que ali resistia, o tanto que se desmascarava. “Espessa é a noite”, espessa como a voz do homem, contorcida como a face do homem, sofrida como a angústia do homem. Espessa é a vida, assim mesmo. A pedir o lembrar disso, as luzes nessas noites assim alvoradas, os tons desse molde. A pedir mais um copo com o homem do voz cava e do sorriso selvagem…

João Paulo (jornal Notícias); João Paulo, no Mãos de Moçambique, João Paulo (fotos no Mãos de Moçambique). Fotografia retirada do Gil Vicente Café Bar

No fundo a diferença entre Maputo e Pretória não é grande: nós temos as grades por fora das casas, eles têm as grades por dentro das casas …

Apenas memória, do agradável convívio alusivo ao Dia de Goa, realizado no Kaya Kwanga no passado fim de semana. Comida e convívio, uma exposição alusiva à região, algumas actividades culturais, em tom muito típico das comunidades imigradas. Até para o ano, obrigado à voluntariosa organização.(no verso do convite um poema, originalmente em concanim, de SarDessai)

Em adenda: dizem a(o)s especialistas gastronómicos que a comida esteve tempo demais ao sol, perdendo alguma da sua excelência. Eu saí muito satisfeito, mas como não sou perito …

Uma festa (que fizemos) de arromba no bar do aeroporto (?) - no enublado lembro-me não sei porquê de Nuno Bragança (?).

Boa (boa?, magnifica …) amiga que hoje parte de vez, ontem jantar de despedida, no jardim ao frio eu e o dono da casa junto do grelhador, as senhoras la dentro - lamentando a falta da salamandra - e nisto, enquanto os peixes se aprestam, uma duas tres, pausa, depois mais uma e outra mais, todas elas rajadas, quarenta ou cinquenta tiros. O vento esta forte, o som assim engana, mas parecem ali ao Hospital. Depois comemos.

Em termos de criminalidade isto esta cada vez pior. A lembrar um texto que tem anos, e ja era velho quando maschambei o tal “Uma Cerveja no PiriPiri. Ha coisas que so mudam para pior…

Em termos de seguranca, enfim. Dizem-me agora que rebentaram mais municoes do paiol. Em pleno transporte, no meio da cidade, as sete da manha.

Ten years after

(Orlando e os Kinamatha)

(JoséMucavele)

(Hortêncio Langa, Carlos Tê - que cantou -, José Mucavele, Rui Veloso)

- Outubro 1997, Tchova Xita Duma, fotografias anónimas.

(Zé Nabo)

(Rui Veloso)

- Maio 2007, Coconuts, fotografias de Luis Abélard


(Estão a podar as árvores da Julius Nyerere. Este característico podar de Maputo, quase sinónimo de arrasar … Assim destapando as casas.)

Semáforo, à Mao-Tse-Tung.

Ela (exaltadissima) - Papi! Olha, olha, … a casa do rei e da raínha, a casa do rei e da raínha!!!!

Papi (meio desatento) - onde? filha querida, onde?

Ela - Ali papi, ali, olha bem …

Papi (a dar-se conta da formação neo-disneyana semi-kitsch da filha querida) - Pois é filha, pois é.

Ela - Papi, por que é que aquela é a casa do rei e da raínha?

Papi - é deles, filha querida, fizeram-na.

Ela - era, papi, era … era a casa deles no tempo em que eu era uma bolinha na barriga da mamã. Até … no tempo em que tu e a mamã eram bolinhas. Há muito tempo!!!

Papi (agora republicano orgulhoso da filha querida, arrancando ao semáforo) - pois é, filha, pois é.

[Dizei-me, meus caros, o Ma-schamba é babyblogging ou crítica social?]

CONVITE - NUCLEO DE ARTE

Exhibition from Botswana
My Word

Featuring Artists:
Sederine Mothibatsela
Steve Jobson
Mike Robinson
Jeremias Brochot

Inauguration: Wednesday - May 2, 2007 6pm
Exhbition: May 2 – 11, 2007

Nucleo de Arte
Rua da Argelia, 194
nucleodarte@yahoo.com.br

(um dia preenchido no extra-trabalho. Mas, já agora, alguém me poderá explicar por que é que o Núcleo de Arte faz os convites em inglês lá porque tem uma exposição de artistas tswanas? para provincianismo não está mal …)

“Junod e as comunidades africanas”, de Patrick Harries

Lançamento do livro de Patrick Harries, Junod e as comunidades africanas: impactos dos missionários suiços na África Austral.

(confesso que a extensão do programa desanima um vulgar mortal - por que é que as coisas não são simples? - mas Harries e Junod justificam toda a atenção)

Data: 02 de Maio de 2007

Local: Anfiteatro do ISPU

Hora: A partir das 15h30

Programa:

1ª Parte

15h30 - Palestra do Prof. Doutor Patrick Harries – Henri-Alexandre Junod e o legado do conhecimento secular da cultura africana

2ª Parte

Lançamento do livro:

17h00 – Início da cerimónia de lançamento do livro do Prof. Doutor Patrick Harries Junod e as comunidades africanas: impactos dos missionários suíços na África Austral

a) Palavras de boas-vindas do Representante do ISPU assim como do editor Paulinas Editorial

b) Interlúdio musical

c) Considerações sobre o livro pelo Prof. Alberto Maquia

d) Palavra dada ao Prof. Patrick Harries

e) Interlúdio musical – Grupo Coral Madjahana

f) Lançamento do livro:

- Intervenção do Vice-Ministro da Educação e Cultura, Sua Excia Prof. Doutor Luís Covane

- Intervenção do Embaixador da Suíça, Sua Excia Thomas Litscher

g) Interlúdio Musical – Grupo Coral Madjahana

h) Considerações do Representante da Associação do Centro Junod

i) Sessão de assinaturas

j) Cocktail

Terceiros Encontros com a História

Um evento interessante, esta semana no Instituto Camoes (Nyerere).

A queda do mono esta aqui. (E decerto em varios outros locais, que as cronicas rezam a presenca de centenas de maluquinhos de maquinas ao pescoco e tripes a ilharga).

(Quanto a mim sublinho, sem foto, a queda do terceiro dente dela: “Papa, a fada dos dentes e dentista?”, questiona-se a princesa, vinte meticais na mao, saidos debaixo da almofada “ela nem levantou a almofada, meteu a nota la sem mexer …”. Assim que importa o mono…!)

Ai que saudades, ai, ai …