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Ciclo de Cinema Europeu

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Começa hoje o 7º ciclo de cinema europeu, a decorrer no Centro Cultural Franco-Moçambicano e no Auditório Municipal da Matola. A selecção promete.

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(Pressionar na imagem para a tornar mais legível).

Noite(s) de Maputo

Kok Nam et al no ka mpfumo

Centenário da Livraria Minerva

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Cumpriu-se esta semana. Um bom programa de fim-de-semana será o de uma associação às comemorações. Uma interessante exposição alusiva, colocada no Centro de Estudos Brasileiros, realizada por Machado da Graça, com particular atenção às artes tipográficas e ao percurso editorial deste século da Minerva.

E, logo de seguida, uma visita à Feira do Livro. 20% de desconto sobre os livros moçambicanos, 30% sobre os estrangeiros, suficiente para chamar a atenção. E, claro, a possibilidade de encontrar um painel mais alargado da edição nacional, coisa em que a Minerva tem mais artes do que as suas concorrentes.

Um ano depois …

“Apenas horizontalizaram o esqueleto. Ruínas agora re-ruínas.”

(Re)Instalação de um painel publicitário

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(Av. 24 de Julho, fronteiro ao Centro Comercial Polana, intitulado pela Cimentos de Moçambique como “Xópingue Center”)

deu mais jeito assim…

Bar Ka mpfumo

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[fotografia de Pedro Sá da Bandeira]

O Bar Ka mpfumo, ali na Estação dos CFM - e no qual reclamo estatuto primaz pois fiz questão de inaugurar a caixa registadora - abriu o seu blog. Com alguma lógica chamado Kampfumo.

Barricadas de novo? [adenda]

Confusão de novo. Anúncios de barreiras na Matola, de “chapas” a não circularem, de escolas fechadas. Decerto que Carlos Serra fará o acompanhamento da situação.

Adenda: tudo calmo, mera greve de “chapas”.

João Paulo

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Morreu o João Paulo. Foi-se o showman, o rasta bluesman, foi-se toda aquela atitude, suave como se imperscrutável, o rouco lento titubeando até ao palco e depois, quem diria? se não o conhecendo, a enchê-lo na voz cava, ela em tamborilar frenético. Foi-se o detachment aparente e o sor(riso) fundo no lá em cima.

Nós a deixarmos as noites correrem, num só mais um pouco, exagerando os copos, esperando-lhe as meias horas cantadas, vibrantes, também como se cínicas apesar de apaixonadas. Na paixão daquela fotogenia, na raiva do ritmo, a descortinar o que ali resistia, o tanto que se desmascarava. “Espessa é a noite”, espessa como a voz do homem, contorcida como a face do homem, sofrida como a angústia do homem. Espessa é a vida, assim mesmo. A pedir o lembrar disso, as luzes nessas noites assim alvoradas, os tons desse molde. A pedir mais um copo com o homem do voz cava e do sorriso selvagem…

João Paulo (jornal Notícias); João Paulo, no Mãos de Moçambique, João Paulo (fotos no Mãos de Moçambique). Fotografia retirada do Gil Vicente Café Bar

No fundo a diferença entre Maputo e Pretória não é grande: nós temos as grades por fora das casas, eles têm as grades por dentro das casas …

Apenas memória, do agradável convívio alusivo ao Dia de Goa, realizado no Kaya Kwanga no passado fim de semana. Comida e convívio, uma exposição alusiva à região, algumas actividades culturais, em tom muito típico das comunidades imigradas. Até para o ano, obrigado à voluntariosa organização.(no verso do convite um poema, originalmente em concanim, de SarDessai)

Em adenda: dizem a(o)s especialistas gastronómicos que a comida esteve tempo demais ao sol, perdendo alguma da sua excelência. Eu saí muito satisfeito, mas como não sou perito …

Uma festa (que fizemos) de arromba no bar do aeroporto (?) - no enublado lembro-me não sei porquê de Nuno Bragança (?).

Boa (boa?, magnifica …) amiga que hoje parte de vez, ontem jantar de despedida, no jardim ao frio eu e o dono da casa junto do grelhador, as senhoras la dentro - lamentando a falta da salamandra - e nisto, enquanto os peixes se aprestam, uma duas tres, pausa, depois mais uma e outra mais, todas elas rajadas, quarenta ou cinquenta tiros. O vento esta forte, o som assim engana, mas parecem ali ao Hospital. Depois comemos.

Em termos de criminalidade isto esta cada vez pior. A lembrar um texto que tem anos, e ja era velho quando maschambei o tal “Uma Cerveja no PiriPiri. Ha coisas que so mudam para pior…

Em termos de seguranca, enfim. Dizem-me agora que rebentaram mais municoes do paiol. Em pleno transporte, no meio da cidade, as sete da manha.


(Estão a podar as árvores da Julius Nyerere. Este característico podar de Maputo, quase sinónimo de arrasar … Assim destapando as casas.)

Semáforo, à Mao-Tse-Tung.

Ela (exaltadissima) - Papi! Olha, olha, … a casa do rei e da raínha, a casa do rei e da raínha!!!!

Papi (meio desatento) - onde? filha querida, onde?

Ela - Ali papi, ali, olha bem …

Papi (a dar-se conta da formação neo-disneyana semi-kitsch da filha querida) - Pois é filha, pois é.

Ela - Papi, por que é que aquela é a casa do rei e da raínha?

Papi - é deles, filha querida, fizeram-na.

Ela - era, papi, era … era a casa deles no tempo em que eu era uma bolinha na barriga da mamã. Até … no tempo em que tu e a mamã eram bolinhas. Há muito tempo!!!

Papi (agora republicano orgulhoso da filha querida, arrancando ao semáforo) - pois é, filha, pois é.

[Dizei-me, meus caros, o Ma-schamba é babyblogging ou crítica social?]

A queda do mono esta aqui. (E decerto em varios outros locais, que as cronicas rezam a presenca de centenas de maluquinhos de maquinas ao pescoco e tripes a ilharga).

(Quanto a mim sublinho, sem foto, a queda do terceiro dente dela: “Papa, a fada dos dentes e dentista?”, questiona-se a princesa, vinte meticais na mao, saidos debaixo da almofada “ela nem levantou a almofada, meteu a nota la sem mexer …”. Assim que importa o mono…!)

Ai que saudades, ai, ai …

Vem abaixo daqui a bocado, à madrugada. Não vou poder ver. Talvez o lamentasse se a companhia exigente não fosse assim tão … princesa.

Há dias que se ouve isto sobre a explosão do paiol de Malhazine. (via Diario de Um Sociologo).

Passo em frente: dois meses complicados - umas cheias de causalidade muito problematica, um litoral maputense inundado após vários (e até já antigos, e até já ma-schambados) avisos nesse sentido, um paiol re-rebentando.

Enormes desafios à gestão do social. Entenda-se, enormes desafios também técnicos. Não tecnocráticos, mas também técnicos. As técnicas são plurais, chocam com plurais interesses, efectivam-se sob plurais opções. A competência técnica é factor de ordem. Plural. A ordem é plural.

A razão é plural. É razões.

A queda de um mito. Nos finais da passada semana tive profundos e prolongados problemas de saúde (os quais influenciaram negativamente a fluidez do ma-schamba, até por alguns reclamada). Exerci então a minha masculinidade no seu modo tradicional: esperando que o tempo tudo curasse, ajudado por cascata de produtos analgésicos não curativos. Depois, já em emergência proto-suicidária, acolhi-me aqui onde competentíssimas mãos cubanas me devolveram a serenidade e a esperança em menos de uma hora. Caiu assim um mito, tão acarinhado por alguma burguesia local e expatriada, a da excelência inexcedível da vizinha odontologia - e, note-se, agora e aqui ninguém me quis forçar a comprar um longo e complicado plano de futuros arranjos nem a comprar uma série de produtos químicos e tecnológicos absolutamente indispensáveis para o meu futuro bucal.

A queda de um mono


A ruína 4 Estações virá abaixo no próximo 31 de Março. Finalmente.

(sempre a olhei como o futuro então projectado para a marginal da que era Lourenço Marques. Paupérrima gente que assim pensava. Paupérrima gente que assim foi pensar para outros (meus) sítios. Paupérrima e maldita).