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Corrente de blogs

blogue+Instigante

O Grande Jóia acaba de atribuir ao ma-schamba o selo de Blog Instigante, simpatia instituída para agradar a “Blogs que, além da assiduidade das postagens e do esmero com que são feitos, nos provocam a necessidade de reflectir, questionar, aprender e – sobretudo – que instigam almas e mentes à procura de conhecimento e sabedoria.”. Palavras um bocado exageradas para as minudências dos blogs, mas há que não esquecer que as recorrentes correntes de blogs são fundamentais exactamente por essa característica de entre-mimos que ajudam os bloguistas a manterem-se no bloganço. Diz ainda o certificado que devem os premiados premiar sete outros blogs com iguais características (e efeitos). Tenho já “premiado” bastantes blogs com selos assim. Escolho agora sete blogs que – para além do “esmero e da assiduidade” – instigam à “necessidade de reflectir, questionar, aprender … à procura de conhecimento e sabedoria”.

Respirar o Mesmo Ar (do olivalense jpn); Jugular; Forum Comunitário; Da Literatura; Hoje Há Conquilhas Amanhã Não Sabemos, O Jumento, Certamente.

jpt

Correntes: olho no blog

olho-no-blog

O Angulo Recto tem a simpatia de avisar para se ter “Olho no Blog” neste ma-schamba [uma nova corrente bloguística]. Por isso cumpre-me opinar sobre blogs aos quais vale a pena deix(t)arem o olho. Aqui se segue uma mão-cheia, a dezena requerida: PembaAthol, Mãos de Moçambique, Nkhululeko (de vez em quando re-renasce), Trafficking Body Parts, O Anjo Exterminador, Desnorte, Arte Photographica, Montag, Khiasma, Um Mundo de Aventuras.

jpt

Mais correntes bloguísticas

premios

O Grande Jóia tem a simpatia de integrar o ma-schamba numa nova corrente, considerando-o blog viciante. Continuá-la implica afixar o selo (acima), desvendar três compromissos próprios (passo), e indicar os meus blogs viciantes. Poucos, hoje em dia.

Os meus mais viciantes são (ou foram):

ma-schamba; Mar Salgado; Miniscente; Ideias Para Debate; Olivesaria; Quase em Português; Sem Destino; Antologia do Esquecimento (e seus avatares); Avatares do Desejo; Companhia de Moçambique; Apenas Mais Um; Nkhululeko; A Montanha Mágica; Mania dos Quadradinhos; Rua da Judiaria; O Meu Pipi; Jaquinzinhos; e alguns mais, mas já ultrapassei a tal dezena requerida. Pelos vistos o vício está em regressão. Não sei se lamente …

Correntes de convívio

Em tempos aqui escrevi que “As correntes entre-blogs são uma forma de convívio, daí que se justifiquem.”, sendo ainda “uma forma de blogs lutarem, via interacção, contra o”fim da blogosfera” (tal como a conheceram?).

[Já agora, ocorre-me que Save the Link - link, essa espécie em vias de extinção - poderá ser uma blogocampanha apropriada a estes tempos de cessação das interacções, com excepção das existentes nos blogs do questiunculismo político-partidário. Campanha a patrocinar pelo sistema Technorati, quiçá ...]

É com toda a certeza nesse registo que o Navegador Solidário tem a exagerada simpatia de atribuir ao ma-schamba a qualidade (e o selo) de blog magistral. Uma afabilidade que “obriga” às seguintes (inter)acções:

1. Postar o selo.

selo_masterblog

4. Abaixo do selo descrever 5 características próprias.

Em jeito de agradecimento e sem ordem hierárquica, deixo as cinco características do ma-schamba em registo de best-of (ou será best-off?):

1. Babyblog.
2. Blog sportinguista.
3. Blog político [texto muitíssimo actual].
4. Blog militante.
5. Blog apaixonado [texto muitíssimo perene].

5. Indicar o prémio a 5 ou mais blogs para receber o selo (ou seja, recordar alguns blogs de que muito gosto).

A Montanha Mágica
Mania dos Quadradinhos
O Acossado
A Cidade Surpreendente
Modaskavalu
(ex)Solvstag
A Barriga de um Arquitecto

Correntes

O Entre as Brumas da Memória introduziu o ma-schamba na corrente de blogs actual, o Prémio Lemniscata. Muito agradeço a simpatia.

Que prémio é este? Complicado!

 O selo deste prémio foi criado a pensar nos blogues que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos seus leitores.»

 Sobre o significado de LEMNISCATA: «curva geométrica com a forma semelhante à de um 8; lugar geométrico dos pontos tais que o produto das distâncias a dois pontos fixos é constante».

 Lemniscato: ornado de fitas Do grego Lemniskos, do latim, Lemniscu: fita que pendia das coroas de louro destinadas aos vencedores. (In Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora)

 O símbolo do infinito é um 8 deitado, em tudo semelhante a esta fita, que não tem interior nem exterior, tal como no anel de Möbius, que se percorre infinitamente.”

 E para continuar a corrente há que chamar a atenção para outros sete blogs que lemnisquem, ou seja, de que esteja a gostar. Aqui vão, sem ordem:

 1. Mãos de Moçambique
2. Modaskavalu
3. Arte em Movimento
4. Mbila
5. Vinte e Cinco Centímetros de Neve
6. Vidro Duplo
7. Mar Salgado

 

 

 

(blogo)Corrente indiscreta

Mais uma corrente bloguística, a tal forma de convívio. Agora congeminou-se a interrogação indiscreta: a auto-revelação de seis particularidades pessoais. E o subsequente endosso da questão a outtros seis incautos bloguistas.

Nada me custa responder. Até porque há pouco anunciara quatro delas: 1. tenho um blog; 2. tenho um ipod (ainda vazio); 3. tenho uma página no facebook; 4. tenho um não-sei-o-quê no twitter. Resta o anúncio de mais duas: 5. (já) não tenho paciência para blogs sobrecarregados que demoram a aparecer [há bloguistas mesmo chatos, não só cheios de "informação" como, por isso mesmo, cheios deles próprios]; 6. tenho muito orgulho em ter um post destacado no A Última Roulote.

Quanto aos seis a quem passo esta inquirição: Cãocompulgas,
100Nada, Diários da Mulher Aranha, Dois Dedos de Conversa, Eclético, No Cinzento de Bruxelas.

Blogs de “que gosto mesmo”?

Uma simpatia no Notas, a referência ao ma-schamba em nova blogocorrente, uma forma de blogs lutarem, via interacção, contra o “fim da blogosfera” (tal como a conheceram?). Agora presume-se que sendo um tipo referido  continua, esclarecendo quinze blogs de que “gosta mesmo”. Francamente já respondi a esta corrente (com outros nomes) inúmeras vezes.

Nos últimos meses raramente tenho lido blogs. Estive algum tempo fora da internet. Regressei e, quinze dias passados, ainda nem abri o Google Reader, onde um dia juntei alguns que acompanhava. Entretanto fui ler [aqueles de que gosto mesmo?]: este, este, este, este e este. Todos mais ou menos descontinuados. Depois li este (há meses a perder blogo-afã), este, este (sábio, precavido contra estados de alma), este, este, e este, afinal um punhado de grão-blogs de outro registo.

Hoje em dia o meu onze titular (eu mais dez, que sou o dono da bola, perdão, do rato clicador), nem suplentes para o banco. São os blogs que “leio mesmo”. Quando escrevem. E quando leio. O fim da (minha) blogosfera?

Prémio Dardos e Prémio Alvos

selodardos.jpg

O bom do Lutz nomeia-me para a nova cadeia-de-blogs: o Prémio Dardos [e também a Maria N., o Ideias Soltas, o Desnortes, o Fractura.net e o Bios Politikos]. O qual originalmente expressa o reconhecimento dos valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc expressos pelos bloguistas, formulação que me parece algo pomposa, e à qual prefiro, até porque muito mais substantiva, a do Lutz: “apreço”.

Receber o prémio “Dardos” obriga à nomeação de outros 15 blogs. Presumo, e nisso julgo estar certo, que deverão ser 15 blogo-archeiros. Peões de blog, entenda-se.

Assim sendo escolho os seguintes archeiros, a minha selecção de 15 peões de blog.

1. Nkhululeko [O André inalou a essência do estilo blog - na forma e no pensar: é o melhor blog que eu conheço. Não sei o que o faz estar mudo.]
2. Ideias Críticas [é mais um "orgão de Estaline" do que "dardos" ...]
3. B’andlha
4. Mãos de Moçambique
5. O Tricô das Maçanicas
6. Nullius in Verba
7. A Barbearia do Senhor Luís [cuja série "Já fui feliz aqui" é o programa político mais importante do bloguismo português]
8. A Barriga de um Arquitecto [um grande blog, para quem não conheça]
9.Blue Molleskin
10. Combustões
11.Insónia
12. Ler BD
13. O Sínico (tem o defeito de falar daquilo que os outros não falam)
14. Palavra Aberta (tem o defeito de falar daquilo que os outros não falam)
15. Mania dos Quadradinhos.

Aos quais junto a iniciativa do Prémio Alvos. Este galardão visa reconhecer o mérito de blogs que servem de alvo alheio, à nossa função de archeiros, sendo pois inestimáveis dinamizadores da re bloga. Sem eles para contra eles resmungarmos quão pobre seria o modo bloguístico.

fita-alvos.jpg

1. Diário de um Sociólogo
2. Blasfémias
3. Abrupto
4. 100 Nada
5. O País Relativo
6. Corta-Fitas
7. Jugular

Seria interessante que cada um dos galardoados nomeasse outros sete. Mas …

Adenda 1: Julgava pacificadas as relações com o LNT, com o qual travei algumas polémicas, particularmente nos tempos do seu anterior blog. Infelizmente não é esse o caso.

Adenda 2: tenho saudades de no bloguismo ser o jpt. Agora tudo se tornou muito cerimonioso, muito detalhado que “o respeitinho é muito bonito“, que isto é como se fosse imprensa – ainda que a mim me pareça mais entrevistas para emprego. Está na altura de arranjar outro brinquedo.

“Não me importo” – a vez do Ma-Blog

Com simpatia Ivone Soares, no Meu Ser Original desafia o ma-blog para se integrar na corrente “não me importo …”. Não sendo o ma-blog um blog não posso lá responder ao amável desafio. E, se o assumir como para mim enviado, já o respondi.

Tem voz o ma-blog? Ou é apenas eco? Decido que a tem. Hoje inclui 141 blogs sobre Moçambique a alimentá-lo (nem todos indexados na sua coluna da direita, pois isso não está actualizado). Está o mais exaustivo que tenho conseguido. Inclui blogs que tenham sido actualizados desde Setembro de 2007 (com uma única excepção, terminada há alguns anos), ainda que vários estejam aparentemente encerrados.

A listagem inclui objectos muito diversos, como é natural. Exemplifico (as referências seguintes são ilustrativas, não hierarquizadoras) para ilustrar a pluralização do bloguismo “moçambicano”. Mais, para os interessados a sua consulta poderá conduzir a outros blogs das mesmas áreas (ou outras) apesar da parcimónia que os bloguistas moçambicanos têm em ligar (“linkar”) outros blogs – quando têm listas de ligações costumam fazê-las a um pequeno grupo já instituído, uma espécie de “links de prestígio”.

- temáticos profissionais: A Empresa e o Direito, CEO – Economista, Fenómeno Turismo;

- monográficos: Companhia de Moçambique, Fauna Bravia, Caça e Caçadores de Moçambique, Voando em Moçambique;

- divulgação de expressões artísticas: À Sombra dos Palmares, Mãos de Moçambique, Mbila – Música de Moçambique;

- educação: Centro de Ensino à Distância – UEM, Escola Portuguesa de Moçambique;

- da diáspora moçambicana: Ponte Moçambique-Suécia, Chapa 100;

- escritores: O Tricô das Maçanicas, Meu Quintal Dividido, Tatuagens de Estrelas;

- empresariais: Kampfumo, Gil Vicente Café Bar;

- expressões religiosas: Calling Rastafari, Moçambique Islâmico;

- reflexão política: Nação Coragem, Nullius in Verba;

- paisagísticos: Quelimane, Digital no Índico;

- intervenção académica: Ideias Críticas, Olhar Sociológico;

- políticos: Manuel de Araújo, Namburete;

- de imigrantes: Mi Vida en Mozambique, ma-schamba, Lusofolia;

- de jornalistas: Pátria Que Me Pariu, Crónicas Semanais de Luís David, Nantchite;

- de activismo musical: Hip-Hop Moçambicano, Hip-Hop do Jardim, Jungle Music;

- de activismo político-social: Diário de Um Sociólogo, MozambiqueOnline Blog;

- de auto-edição literária: Ekuru Yo Ophenta, Momentos de Vida, Silvi da Selva and Me;

- de incidência regional: Beira-Amar, Angoche Parapato Oweto;

- etc.

Conclusão:

1. Não me importo com a trabalheira em montar e actualizar este portal, que demonstra (e actualiza hora a hora) o exercício por cá da palavra livre e tão plural – uma mutação na palavra pública neste contexto, acho.

2. Não me importo que esteja (sempre) incompleto. É sua característica, não defeito.

3. (mauzinho) Não me importo que alguns bloguistas, que tanto me chatearam com telefonemas, sms’s e emails para lhes anunciar os neo-blogs (e lá o fiz, com prazer blogocompanheiro), tenham sido incapazes de deixar uma nota sobre isto, que é um instrumento não pessoal, mas sim colectivo. Ou seja, não me importo que as minudências in-blog sejam como as minudências out-blog. Nem doutra forma poderiam ser.

4. Não me importo de ser um tonto, tecnologicamente incapaz de mexer no ma-Blog para o colocar, quanto a conteúdo e a estética, do modo que desejaria. E que o tornaria bem mais apelativo, estou certo.

5. Não me importo de pedir ajuda quando preciso.

6. Importo-me imenso de não ter ajuda para isto. Se alguém percebe da máquina quer dar uma mãozinha? 

“Não me importo de …”

As correntes entre-blogs são uma forma de convívio, daí que se justifiquem. Há as mais interessantes e as menos. E as mais malucas – exactamente como as conversas, e estas serão mesmo as mais importantes para que não levemos isto do bloguismo muito a sério. Agora a Marta desafia-me para a corrente do momento: botar seis coisas de que “não me importo” de fazer ou ter.

É uma corrente difícil. Só dizemos “não me importo de …” a propósito de algo sobre o qual nos importamos (ou importámos) - é uma construção falaciosa, ainda que por vezes apenas uma reconstrução a posteriori, um mind lifting. E ainda mais difícil é pois a Marta apanhou-me numa altura (década?) em que tudo me parece importar, assim tipo “sob o signo do Prozac” não fosse um tipo ter de parecer másculo ao espelho de barbear.

Apesar de tudo exerço a tal falácia, sublinhada pelo referido contexto.

1. Não me importo de ter um blog – com excessiva exposição pessoal, como me dizem vozes amigas, assim menos dado ao vigente (necessário?) perscrutar do societal. E que a maioria dos leitores me chegue via google …

2. Não me importo de ter a fama de mau-feitio - pois sei que é notoriamente exagerada.

3. Não me importo de ter a experiência de aqui (Maputo) haver cruzado o caminho de três ou quatro patrícios retintos filhosdaputa (e alguns andam por aí, em sempre ou em às vezes). Pois por porrada que tenha levado dá para imaginar (e temer) o que seria se em Lisboa. São eles, digamos, meros antibióticos. “Inibidores de saudades”.

4. Não me importo de fazer de parvo. Desde que depois não me chateiem  já vou aturando …

5. Continuo a não me importar que não telefonem. Encostar-me sozinho a um balcão é um fazer digno e que me dá prazer.

6. Não me importo nada (mesmo nada) de ir buscar os amigos ao aeroporto de Mavalane. Nessas alturas fazer de motorista é tudo normal.

Agora tenho que passar a seis outros bloguistas – e deixar-lhes anúncio de tal em comentário ou em email. (Nisto das correntes bloguísticas no “passar ao outro e não ao mesmo” tem piada ver como a gente se exime a incluir os grão-bloguistas, signo de como os aristocratizamos …). Assim, e esperando que “não se importem”, aqui seguem propostas “republicanas” a bloguistas que venho espreitando há anos-blog: WR, no Forum Comunitário; Ângelo Ferreira, no Cartas Para Sakhalin, José Carlos Matias, no O Sínico, Helena Monteiro, no Linha de Cabotagem, Cristina, no Contra-Capa e “Ana de Amsterdam”.

Da língua portuguesa retiro …

As correntes entre-blogs são uma forma de convívio, daí que se justifiquem. Há as mais interessantes e as menos. E as mais malucas – exactamente como as conversas, e estas serão mesmo as mais importantes para que não levemos isto do bloguismo muito a sério. Agora teclas amigas, o Lutz do Quase em Português e a dizia ela baixinho do 8 e Coisa, 9 e Tal, desafiam-me para uma dessas mais malucas: anunciar 12 palavras preferidas. Como é convívio entre amigos aceita-se, e gosta-se, destas coisas esparvoadas. Eis a tal dúzia, por ordem alfabética.

1. Afinal …
2. Ainda …
3. Amigo
4. Amor
5. Carolina
6. Eu
7. Inês
8. Irmã(o) (no sentido de ascendência materna e/ou paterna comum, nunca no da actual palhaçada cristo-nacionalista muito em voga em algumas paragens)
9. Mãe
10. Pai
11. Querida
12. Sportingue

[há as que não gosto particularmente mas que me são imprescindíveis, porque semanticamente holísticas e, por isso mesmo, intraduzíveis. Insubstituíveis. Não será uma opção estética mas sim existencial. Elejo como 13ª uma representante deste núcleo: foda-se]

Se é corrente é para passar. Deixo a estes bloguistas amigos a opção de continuarem esta maluquice: Beira, Filipe, Benguela, Draivimpe, Bolama, Cláudia, Fulacunda, João, João Belo, Lobita, Pampam, Lourenço Marques, Moçâmedes, Rapariga Que Vinha da Província, jpn, Timor, Xai Xai, Bafatá, .

Questionário sobre música portuguesa

O blog sobre música A Trompa enviou perguntas sobre preferências em música portuguesa. Aqui ficaram as minhas respostas – obrigado pelo convite para participar.

Obrigado.

E obrigado pelo desafio: está respondido aqui.

5 filmes fundamentais

É (quase)Natal e os bloguistas ficam bem dispostos e trocam cadeias de passatempos. Agora é o Lutz do Quase em Português que me desafia a mostrar cinco filmes de que tenha gostado. Há muitos, claro, e a lista variaria consoante o momento. Escolho cinco dos filmes que me marcaram mesmo. Não será uma lista de excelências, mas sim uma lista de experiências. Alguns já referi quando aqui deixei a minha deprimida autobiografia na véspera dos meus quarenta anos.

Então segue a lista:

1. Die Nibelungen: Siegfried (Os Nibelungos – A Morte de Siegfried) e Die Nibelungen: Kriemhilds Rache (Os Nibelungos – a Vingança de Kriemhilds), de Fritz Lang. Visto (a Vingança de Kriemhilds) em casa, no saudoso programa de António Lopes Ribeiro. Era uma criança, algum esquecimento paternal (mais presumivelmente fraternal) deixou-me diante daquilo, noite fora, aos 8 ou 9 anos. Ainda estou a recuperar. Felizmente não tenho conseguido.


2. A Queda do Império Romano de Anthony Mann. O filme será uma vera pepineira, se revisto, típico filme histórico de Hollywood. Mas lembro-me de o ver, menino de 8 anos no Monumental, tarde de cinema com a minha mãe. E da espantada e profunda sensação de algo diferente. Era esta senhora. E ainda é.

3. The Magnificent Seven, de John Sturgess. Verão de 1972, São Martinho do Porto. Estou a passar férias com o meu irmão João, mulher e bebé. Tenho 8 anos. Eles saem à noite para ir ao cinema e ficamos em casa (o único ano em que ficámos na casa perto da cancela do caminho-de-ferro) com a(s) empregada(s?). De súbito ele volta, que o “filme é para 10 anos” e eu, pequenino “mas só tenho 8 anos” e ele sorrindo, que não faz mal. Não me esquecerei da excitação, do entusiasmo, aquilo de ir ao cinema à noite. E do pasmo diante de tão soberba cowboiada. Aliás tudo isso volta quando revejo o filme.

4. Solaris, de Andrei Tarkovski. Eu tinha dez ou onze anos. Mas não era a única criança. Os meus pais levaram-me ao Caleidoscópio ver o filme, na outra sala estava o 2001. Ali se anunciava que era a oposição entre a ficção científica socialista (Lem e Tarkovski) e a capitalista (Clarke e Kubrick), e havia corrida aos filmes. Sem qualquer dúvida, era o país que era uma criança, não só eu. Lembro-me que me apertavam os sapatos e, muito, daquele abismo. Alguma coisa devo ter transparecido, já não me levaram ao 2001, que só vi adolescente.

5. Apocalypse Now, de F.F. Coppola. Desde a adolescência psicotrópica, influenciável pelo “Charlie don’t surf”. Sem precisar de versões extensas …

E um extra para a lista pedida pelo Quase em Português


6. The Quiet American, de Joseph L. Mankiewicz. Bem mais tarde, mas conclusivo. Por melhor que sejam as coisas do cinema se o livro vale, vale bem mais.

Agora cumpre-me fazer seguir a corrente, encomendando a outros cinco bloguistas a tarefa: Olhar Sociológico, Avatares do Desejo, Mãos de Moçambique, Miniscente e aos múltiplos tripulantes do Mar Salgado. Se tiverem paciência ou prazer nisto.

Há duas semanas o blog Navegador Solitário realizou algumas entrevistas a bloguistas. Aqui ficam as minhas respostas.1 . Como interpreta a disseminação e o interesse crescentes pelo fenómeno blogue?

O primeiro factor, que muitas vezes se não refere quando se aborda isto, tem a ver com a “disseminação” da própria internet, um instrumento interactivo extremamente poderoso. Penso que quem pertence a uma geração que comunicou em adulto ainda antes da sua emergência perceberá que este factor tecnológico foi uma revolução na palavra pública e no acesso à informação – o que, porventura, os que cresceram já com a “net” em casa e no emprego não sentirão de modo tão agudo. Neste âmbito uma análise desta questão tem que associar o bloguismo com o orkut e restantes comunidades, salas de chat e similares. São meios que não conheço, e que têm (terão) conteúdos sociológicos diferentes, mas separá-los à partida da comunicação bloguística parece-me artificial – é gente a comunicar de modo (quase)imediato muito para além do telefone e do rádio-amadorismo anteriores.

Noutro registo haverá um conjunto de factores que explicam a popularização da actividade, os quais não posso esgotar: o anseio da democratização da palavra (a universalização do “palanque do orador” londrino) – algo que está no mesmo eixo das mudanças na televisão portuguesa (falo da que conheço) desde meados de 90s, com a encenação da entrega do microfone ao povo (claques de futebol, concursos, entrevistas na rua, mesmo a mera plateia popular dos programas – não falam mas ESTÃO lá), e com a já velha ideia radiofónica de auscultar a “opinião pública” (a linha aberta para os ouvintes, o carro de exteriores); algum esgotamento ou, melhor dizendo, algum encerramento sobre si mesmos, dos orgãos de comunicação escritos – muito hierarquizados em termos geracionais, políticos ou culturais (depende do país e, até, da época); uma solidão urbana, que é visível muito em particular no mundo dos comentários, esse que é fundamental no mundo bloguístico, seja ao nível da polémica por vezes violenta (que abunda no bloguismo político) seja também no desenvolver de ambientes de extrema afectividade, por vezes estranhos aos visitantes ocasionais, que se encontram em blogs de nicho – exemplos particulares em blogs de expressão ficcional e, mais ainda, poética. Estou consciente que é uma afirmação preconceituosa esta de afirmar uma solidão prévia à expansão bloguística, talvez não se deva afirmar um deficit, talvez apenas (mas um “apenas” complexo) se trate de uma modificação dos hábitos de sociabilidade.

E, evidentemente, um generalizado culto da individualidade, de publicitação (quantas vezes exasperada) de uma autonomia desejada.2. Quando navega na blogosfera fá-lo à vista ou prefere rumar para um destino já conhecido?

Cabotagem pura. Blogo há quatro anos, tenho um quadro cada vez mais reduzido de blogs que leio, é absolutamente impossível acompanhar o movimento – não há tempo. E, com franqueza, é difícil encontrar blogs surpreendentes. Por vezes sigo indicações de bloguistas para um texto ou outro, mas o quadro está muito demarcado. Nem sempre foi assim, claro. Quase todos os dias leio consoante o tempo, 5 a 10 blogs entre cerca de 20 que prefiro.

3. Quais as motivações que o conduziram à criação de um blog?

Em termos gerais comecei a blogar em 2003 o ano da explosão bloguística em Portugal. Um pouco moda, arrastado por nomes como Francisco José Viegas e José Pacheco Pereira, que divulgaram o instrumento a seguir ao fenómeno O Meu Pipi. Em termos individuais: sou imigrante, há alguns anos que escrevia crónicas que enviava via e-mail a amigos e conhecidos, uma espécie de blog pré-blog entregue ao domicílio – foram alguns desses amigos que me incentivaram a encetar um blog, antes mesmo de ter ouvido falar em tal coisa.

4 . Qual a sua opinião sobre a blogosfera?

Não uso a palavra “blogosfera” que simula uma entidade, e já simulou uma comunidade. Ninguém diz “telefonoesfera” e todos andam agarrrados aos telemóveis (cada vez com mais funções intercomunicacionais). Nem mesmo “midiaesfera” se vai dizendo – e aqui há uma institucionalização e uma profissionalização que permitiria falar de um efectivo contexto socio-profissional (e até cultural). Há “bloguismo”, uma actividade, com múlitplas versões, até profissionais hoje em dia. É uma actividade por enquanto maioritariamente lúdica que, fundamentalmente pelos constantes avanços tecnológicos, muito em breve dará campo para outras formas de comunicação amadora.

Não gosto da palavra “blogosfera” pois os seus utentes (da palavra) normalmente associam-na a uma postura ética, em particular no postular de um corpo de “deveres” do bloguista (morais, políticos, etc.) cujo mero postular contém um ridículo pró-censório cansativo, uma “deontologia” que me parece abusiva. E mais, os conteúdos normativos que aí surgem são normalmente egocentrados – os bloguistas assumem que a “blogosfera” deve ser algo mais ou menos como eles a exercem – e isso é muito visível no bloguismo político-opinativo (exactamente porque é um exercício bloguista que assenta no “dever ser”, no “eu acho que”), surja ele com alter ego científico (social) ou meramente político – ainda que a distinção entre ambos os campos se dilua na vertigem bloguística de comentar o dia-a-dia: no fundo a mistura da facilidade teclística com a ideologia denuncionista promove esse egocentrismo “deontológico”.5. Os blogues poderão substituir a imprensa online?

É uma pergunta recorrente, esta da substituição da imprensa (neste caso online). Parte de um preconceito, o da sobrevalorização qualitativa e quantitativa dos bloguismo “informativo”, “noticioso”, “opinativo”, entenda-se político, uma ideia de “político” que se confunde (por pobreza) com “actualidade”. Ninguém pergunta se o bloguismo acabará com os museus ou os “sites” dos museus, com as editoras de livros, com os “sites” de música ou com o ascendente cinema na net, ou outra coisa qualquer. E essas perguntas têm tanta lógica como esta, apenas exigiriam outros tipo de leitor de blogs para a formular.

Já agora, nos blogs (a la imprensa) não há investigação, não há reportagem (pode ser que surjam numa ínfima minoria, mas só aí). Ecoam notícias, são trampolins de opiniões – e daí a sua interligação, interalimentadora, com a imprensa. Às vezes a retórica pode surgir como profundidade de informação (e há casos excelentes nesse sentido, blogs normalmente de recensões científicas ou literato-artísticas – mas raramente nas questões da “espuma dos dias”) mas quanto muito haverá profundidade de reflexão sobre matérias alhures colectada – é normal, não há grande profissionalização.6. Em que medida os blogues intervêm na sua vida pessoal e profissional?

Demasiado tempo gasto. Um instrumento contra as insónias. Alguns longínquos amigos em email muito de quando em vez.

7. O que é para si, um bom blog?

Cada um bloga como quer. Eu oscilo leituras entre dois tipos de bloguismo: o moçambicano e o português. Por razões sociológicas são bem diferentes: o moçambicano é muito respeitoso e doutoral, hierarquizado. Muito ético – predomina o deve ser assim ou assado. O conteúdo, a atitude, a postura são (auto)vigiados – no fundo um pouco a ideia “respeitadora” que está presente na introdução do seu questionário, “quem pugna pelas ex-colónias” (neste caso Moçambique) – aliás é interessante ver a elevada percentagem de blogs que ao longo de anos têm “Moçambique” no nome. Um nacionalismo bloguístico (não critico, constato). Está-se no domínio do bloguismo de tese, que aliás é sentido como quase obrigação (os exagerados elogios, o “desculpe-me intervir”, ou “quem sou eu” etc, ainda se vão fazendo ouvir – mas menos, basta ver os tempos iniciais do Ideias para Debate para ver como o à vontade se está a expandir) Ou seja os blogs são aqui um elemento importante de democratização do acesso à palavra pública (e isso, como estrangeiro, encanta-me). Faltará ainda democratizar a palavra.

O bloguismo português é uma confusão. Uma muito maior multiplicidade de capitais culturais a funcionar (é sociológica e historicamente compreensível). Mas acima de tudo muito menos hierarquizado – seja em que registo (música, política, literatura, imprensa, etc.) for as figuras públicas e/ou graduadas bloguistas são dissecadas (justa e injustamente) pelas opiniões que botam. Prefiro assim, anda que haja exageros.Um bom blog para mim: bem escrito, ágil, incoerente (não há paciência para as putativas coerências diárias, as agendas bloguísticas – quem tem agenda que vá trabalhar), um toque de ironia, um toque de paixão, um “eu” sem estrado por baixo. E com a arrogância de se saber que não é o maior do bairro. Um exemplo? O Nkhululeko infelizmente em estado comatoso (espero que o André leia isto e tenha vergonha de não continuar). No contexto em que surgiu é um verdadeiro projecto de desenvolvimento, de democratização da palavra inteligente. De descontrutor de hierarquias – e não me diga que estou a ser normativo, perguntou-me pelo meu gosto, é apenas esse que lhe dou.

8. A sua participação na blogosfera tem sido gratificante?

Claro – aprendi que escrevo pior do que pensava. E que ler é muito difícil, estamos sempre a incompreendermo-nos. Depois aprendi que há gente (que não conheço pessoalmente) que é de uma gentileza enorme, ternurenta até.

Gratificante não, mas enriquecedor sim: descobri que há um submundo na internet – e também no bloguismo [em particular nos comments do bloguismo político da extrema-esquerda portuguesa] absolutamente pavoroso. Há gente horrível – os filmes americanos não são tão ficção assim, “serial killer is watching you“. Felizmente (ainda) só quer teclar.

Eu gosto de correntes bloguísticas, isso do “passa ao outro e não ao mesmo” – são convívio nesta coisa, e também “tirar do sério”, pôr as mãos nas teclas, perdão, os pés no chão, desemproar o paleio próprio e alheio. A mais estapafúrdia das correntes que já vi anda por aí há uns tempos. Confesso que, qual

já me sentia mal, praticamente todos os bloguistas que leio já tinham sido convocados e para aqui nada, “uma injustiça, é o que é“, o peso da solidão, do desprezo alheio, “só porque sou pequenino“. Felizmente o bom do Lutz adivinhou a minha proto-depressão e lançou-me o taralhouco desafio: citar “a 5ª frase completa da página 161 de um livro à mão, escolhido às calhas” e passar a mais cinco (bloguistas abandonados que ainda não tenham sido convocados para tal).

Algo aliviado (afinal existo) escolho a tal frase da página 161 do livro que vive exactamente ao lado do computador de mesa [a qual, para o caso presente, não poderia ter sido melhor escolhida, o destino é fantástico]:

assinatura, s.f. firma, nome escrito pelo próprio; autenticação de documento pela aposição do nome escrito; acção de assinar; direito adquirido de receber uma publicação periódica ou de usufruir certas regalias em comboios, eléctricos, etc., mediante o pagamento de determinada quantia.” in Dicionário Universal da Língua Portuguesa, Texto Editora, 1995, 1ª edição.

Para continuarem esta maluquice aqui convoco uma beldade co-adepta da “Telepatia” da Lara Li, o meu empresário, perdão, mandatário, a quem tanto blogodevo, o excelente João Belo, o Professor Medeiros Ferreira, enquanto não nos conta a conversa havida in illo tempore com Joaquim Chissano (estou, em evidente abuso de confiança, a aproveitar a ocasião para cobrar a promessa), e o Miguel, que anda lá fora a ganhar a vida e que regressou agora ao bloguismo. Se tiverem paciência, claro está.

 

As correntes entre-blogs são passatempos, umas mais engraçadas outras menos, umas mais brincadeiras do que outras, e óptimas porque servem – exactamente porque passam-o-tempo – para que assim os bloguistas não levem isto muito a sério.O Cap do Renascido nomeou-me agora um dos seus vinte blogs visitantes:

pelo que percebo a ideia é identificar vinte blogs que recorrentemente enviem visitantes para aqui. E parece-me que na ideia se presume que são os próprios autores desses blogs que realizam as tais visitas ou seja, que assim se identifiquem os co-bloguistas visitantes habituais. Melhor, os co-bloguistas habitantes. Ora esta última parte é difícil de traçar deste modo – o Cap do Renascido identificou-os através dos comentários recebidos, o que aqui é difícil pois cada vez há menos comentários (e menos visitas). Assim cumpro a corrente identificando por memória blogs que há muito me surgem via contadores de visitas como reenviando leitores, outros que há pouco tempo os enviam mas de modo constante:Ana de Amsterdam, Mãos de Moçambique e Nubosidade Variável (blogs que desde há algum tempo vão mandando bastantes visitas); e os que há muito me habituei a encontrar como trampolins de visitantes (alguns serão os próprios bloguistas, em dois casos até meus amigos): Almocreve das Petas; Avatares do Desejo; Blue Molleskin; Câmara Clara; Chuinga; Da Literatura; Diário; 2+2=5; Forum Comunitário; Insónia; Klepsýdra; O Acossado; Ofício Diário; Quase em Português; Pululu; Sem Pénis, Nem Inveja. E os recentes A Barbearia do Senhor Luís e Palavra Aberta, nestes casos já desde que Tugiam juntos (e muito batiam neste covil reaccionário).

A corrente presume que os acusados, perdão, os indicados façam a sua própria lista. Quem quiser matar-o-tempo aí tem.

Já agora, numa brincadeira assente na utilização dos elos, dá-me para recordar que estes devem ser uma “espécie em vias de extinção”, talvez por causa de outras formas de aceder aos blogs actualizados (deve haver uma estranha palavra inglesa para definir isto). E digo-o atendendo à quantidade de ligações ao ma-schamba, até em destaque (tipo “a minha visita diária”, “muito cá de casa” e isso), que mantêm a ligação ao velho ma-schamba, encerrado há um ano e meio. Assim provando bem que nisto do bloguismo os tops de elos (como os tops em geral) são uma mera “merdaille”.

Pronto, boas entre-visitas.

Adenda: leio o Abrupto e penso que, com alguma (má)imaginação, esta última nota minha sobre os elos e seus tops poderia ser lida como uma ferroada. Não é: porque foi escrita antes; porque nada me ocorre que me levasse a ferrar no distinto bloguista; e porque acho que o JPP tem razão – acima de tudo porque no Abrupto há uma coisa que muitos bloguistas portugueses abominam: leitores (e participantes, por via das fotos e das mensagens) que não são bloguistas. E isso dá uma enorme inveja aos da “comunidade bloguística” tão anti-jpp são eles, isto dele ter eco na “populaça” desprovida de blog.

Ou seja, acima estava a falar da mesma coisa que é distinta: das pequenas vaidades, nada mais. E isto tudo a propósito do tal mata-tempo.

Já agora os livros que mudaram a minha vida (ok, influenciaram a minha vida) – que seriam outros se eu os elencasse num outro dia [sim, a lista tem a ver com o momento em que foram lidos]:

1. A Expedição Ra, Thor Heyerdhal
2. Eu, Cláudio, Robert Graves
3. A Causa das Armas, Christian Geffray
4. Padrões de Cultura, Ruth Benedict
5. O Americano Tranquilo, Graham Greene
6. Os Filósofos Pré-Socráticos, G.S. Kirk & J.E. Raven
7. Margarita e o Mestre, Mikhail Boulgakov
8. Horizontes da Antropologia, Maurice Godelier
9. Debaixo do Vulcão, Malcolm Lowry
10. Viagem ao Fim da Noite, L.-F. Céline

Já deve ter havido correntes sobre tal coisa (“ele” há tantas). Mas caso lhes apeteça os mesmos alvos [JPN, do Respirar o Mesmo Ar, Carlos Gil, do On The Road Again, André, do Nkhululeko, Aly, do Letteri Café, a Miss Pearls] e o António P. poderão disparar, se lhes apetecer.

No Fim de Semana Alucinante um desafio para entrar no circuito lançado no Meia Noite Todo o Dia: informar sobre “Dez Livros Que Não Mudaram a Minha Vida”.

Estas correntes “passa ao outro e não ao mesmo” são uma forma simpática de convívio bloguístico, daí que agradeço a António P. este convite para um copo.

Sobre esta corrente acho que o hmbf [que tem um blog extraordinário (uma verdadeira multinacional bloguística)] deixou um bom contorno: livros bons que nos defraudaram as expectativas, que aos outros esquecemos (e do como os livros nos podem mudar a vida). E eu acrescento, livros que quando lidos me afastaram dos seus autores, por mais respeitáveis que eles sejam.

Aqui fica a lista, que seria diferente se eu estivesse a escrever daqui a meia hora:

1. Amor de Perdição, Camilo Castelo Branco
2. Sebastião José, Agustina Bessa Luís
3. O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago
4. Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll
5. Confissões de Uma Máscara, Yukio Mishima
6. La Pensée Sauvage, Claude Lévi-Strauss
7. A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, Friederich Engels
8. A Divisão do Trabalho Social, Émile Durkheim
9. Diálogo Sobre o Método, Paul Feyerabend
10. Ensaios Pouco Políticos, Marcello Caetano

Nesta corrente seguem-se contra-argumentos, recusas que livros possam mudar a vida de alguém. Santa arrogância egocêntrica, nem que seja o livro de leitura da 1ª classe, não lhes mudou a vida? “Rio-me de me ver tão belo [e esperto] neste espelho” – intocados por palavras alheias -, misturado com uma ideia muito limitada (limitadazinha) do que é “um livro”!

Mandam ainda escolher cinco bloguistas para continuarem (até ao infinito?) a corrente: então aqui vão, se calhar já por anteriormente convocados: JPN, do Respirar o Mesmo Ar, Carlos Gil, do On The Road Again, André, do Nkhululeko, Aly, do Letteri Café e a Miss Pearls.

O 100Nada desafia a aqui botar sete factos casuais (o que será isso?) que me acontecem – coisa futil que objectivamente nao farei:

1. dizer prevelégio, coâlho e coisas assim.
2. confundir centrípeto com centrífugo.
3. culinaria com mérito.
4. angustiar-me de arrependimento.
5. perder chaves e encontra-las logo a seguir, ja em desespero.
6. doerem-me as costas.
7. esquecer-me do que ando a ler.

Este tipo de “blogocorrentes” pedem sempre o “passa ao(s) outro(s) e nao ao mesmo” – neste caso seriam sete, com perspectiva de serem daqueles que nunca responderiam a um inquerito destes. Aqui, honestamente, passo …

Livros

Palmira F. da Silva, do De Rerum Natura, José Carlos Matias, no O Sínico e o FNV do grão-blog Mar Salgado desafiam para que aqui bote das minhas últimas leituras. Como leio vários livros ao mesmo tempo não sei bem a ordem das conclusões (e abandonos). Mas aqui vai(ão) resposta(s), com agradecimentos pela curiosidade. E como foram várias os desafios junto às respostas requeridas a lista das prendas e compras de primeiro dia em Lisboa:

Narrativas, Crónicas, Memórias:

1. Niassa (Francisco Camacho): um “southern” inofensivo, até aprazível se em zapping;
2. O Aprendiz (Miguel César): as memórias de um moçambicano de ascendência portuguesa, com ênfase na adesão pós-independência. Imenso interesse pelo empenho emocional, mas nulo em (auto)análise – o que só lhe incrementa o interesse (releitura);
3. O Fio das Missangas (Mia Couto): tenho imensas dificuldades na leitura do autor, o que muito vai para além do respeito, simpatia e admiração pela pessoa, e pela sua coragem moral (e até física). Daí o ter-me atrasado na leitura deste pequeno livro, obra formalmente menor. Mas que é uma surpresa – muito contrariamente à imagem que tantos têm de Mia esta colecção de pequeníssimos contos é pura provocação, suaves como o exigem as provocações eficientes. A ler e a recomendar.
4. Aventuras de um Nabogador (Onésimo Teotónio Almeida) – o habitual gosto de vida do autor, agora com um toque pícaro (para mim) surpreendente; sou fã (ou fan?).
5. Avenida Paulista (João Pereira Coutinho): cronista célebre em Portugal após a minha saída, e dado que não leio os jornais da terra desperta-me curiosidade. Há tempos tinha aqui comprado o “Vida Independente”, que me deixou francamente desiludido, incompreendendo do seu sucesso – ou antevendo que já estou eu demasiado longe para aderir. Este conjunto de textos é bem mais interessante, talvez porque “para fora”. Mas o tom é algo recorrente, parece-me que as gerações anteriores tiveram maiores idiossincracias.

Narrativas com rodapés:

1. Comunidades Imaginadas (B. Anderson) – relendo um já clássico sobre nacionalismos;
2. A Diferença (Michel Wieviorka) – outra releitura profissional (e também para aferir as tralhas sobre os multiculturalismos, que servem para tantas blogosuperficialidades);
3. Marxist Modern. An Ethnographic History of the Ethiopian Revolution (D.L. Donham) – uma fabulosa (e invejável) história etnográfica da “revolução” etíope. Imperdível.
4. A Persistência da Raça (Peter Fry) – Fry é interessantíssimo a falar das comparações entre os colonialismos inglês e português, muito para além das tropelias intelectuais marxistas dos 60s em diante. E é crucial no anti-correctismo em linguagem antropológica. Mas acima de tudo neste livro tem um artigo que me é fetiche – cristalino ali o paradoxo do antropólogo opinativo. Obrigatório ler, para nunca repetir.
5. Junod e as Sociedades Africanas. Impacto dos Missionários Suíços na África Austral (Patrick Harries) – um livro competentissimo, sobre o ambiente de formação científica na Suíça oitocentista, sobre o caldo moral e científico que construíu a antropologia tardo-oitocentista. E sobre a obra espantosa deste “pai fundador” da Antropologia e seus fantásticos trabalhos etnográficos nos actuais Moçambique e África do Sul.

Prendas recebidas à chegada:

1. Ana Martins, O Nono Brasão – livro publicado pela filha (14 anos) de uns queridissimos amigos (dela seria “tio” se nós fossemos pirosos arrivistas). A partilhar o orgulho pela cria que medrou;
2. Lewis Wolpert, The Unnatural Nature of Science
3. Rogério Ribeiro, Desenho
4. Mark Twain, Contos Satíricos
5. Carlos Gil, Xicuembo

Compras de primeiro dia:

a. narrativas:

Fiódor Dostoiévski, Gente Pobre
Fiódor Dostoiévski, A Submissa e Outras Histórias
Samuel Butler, Erewhon
Adolfo Bioy Casares, Diário da Guerra dos Porcos
Eduardo Pitta, Cidade Proibida
Luís Carmelo, Máscaras de Amsterdão
Luigi Pirandello, Um, Ninguém e Cem Mil
Tolstoi, Anna Karénina

b. narrativas com rodapés:

Emmanuel Levinas, Da Evasão
Rui Bebiano, O Poder da Imaginação. Juventude, Rebeldia e Resistência nos Anos 60
José Policarpo, Cardeal Cerejeira (fabuloso)
Luís Carmelo, Anjos e Meteoros. Ensaios Sobre a Instantaneidade
Pascal Bruckner, A Euforia Perpétua. Ensaio Sobre o Dever da Felicidade
Michel Foucault, É Preciso Defender a Sociedade
S. M. Eisenstadt, Múltiplas Modernidades
Amartya Sen, Identidade e Violência

Nota: como estes desafios já foram de algum tempo não os vou reproduzir, pode ser que já estejam fora-de-moda. Mas se algum dos leitores habituais do ma-schamba quiser assumi-los será um prazer – sejam bloguistas activos (de blog próprio montado) ou passivos (então deixem aí nos comentários, eu subi-los-ei a texto).

Houve um festival (?) das sete maravilhas, iniciativa conluiada com Luís Filipe Vieira, meu colega presidente de agremiações socio-culturais – não assisti, estava a dançar na Serra de Palmela, com vista tardia e, depois, nocturna até ao rio magno; e acabei a dançar em coro e cantar em uníssono o hino Telepatia, da Lara Li (essa que há poucos meses cantou Amália à capela em Maputo), seguido de uma homérica e concorrida sessão de Capitão Cook. Mas enfim, paralelamente houve uma brincadeira das sete maravilhas bloguísticas. Agradeço ao lóbi pró-Moçambique a nomeação maravilhística do Ma-schamba. Vénia pois ao Digital no Índico, ao Chuinga, ao Lanterna Acesa e ao Quelimane.

(comentario: nao consigo comentar, algum problema do blogger. Um(a) visitante deixou um avisado comentario, ao qual aqui respondo. Tem V. toda a razao, literalmente toda, muito lhe agradeco a atencao. Deste meu lado so posso continuar com as minhas manias. Dobro agradecimentos, e saudo)

Mais uma corrente de blogs aqui aporta, esta particularmente simpática ao Ma-schamba porque de índole hortícola. Simpática referência, mas injustificada: aqui há auto-censura, não abundam os cojones (fica mal dizer em português, não é assim?). Daí que não continuo a corrente, o gaspacho morre aqui.

Mudança climática (aliás Aquecimento Global). Em tempos antigos no hemisfério norte havia valores e o Verão era o Verão, e era a “estação estúpida” (aka silly season). Agora, por via do Aquecimento Global cada vez mais se reduzem as barreiras sazonais, o degelo é, e o verão também. Lá no norte Portugal abunda verão. Sinal desse longo indian summer, mas melhor sinal atente-se, as múltiplas petições (para quê esta, se já disse o objectivo alcançado?) e cadeias de blogs [haja convívio, que é para isso que aqui estamos(ou)].

Agora mais uma, coisa simpática entre inter-leitores: 100Nada envia-me Um “meme” [que] é um ” gene cultural” que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma”. A ideia é que eu envie um outro valor estruturante (no caso era gastronómico) a outros seis bloguistas.

Nestas coisas de cadeias de blogs o que (me) tem piada é que (me) servem para hierarquizar blogs. Entenda-se, nunca “incomodo” os blogs que concebo “acima” do Ma-schamba, em seriedade e competência, por vezes em sisudez. Temo ficar pela porta de serviço, chapéu na mão. Fico-me sempre no cutucar prazenteiro de gente par (à minha vista) e parceira (presumo).

Então lá vai o meu “même” (?), agora diz-se assim. É o lema do ma-schamba, tantas vezes esquecido, mas sempre ressuscitado: foi a segunda entrada do blog, e está aqui. Vai com blogoamizade, e nalguns casos com real amizade, para Vasco, Machado, André, Menosad, Tiago. E de maneira muito especial (e a exigir-vos visita) para a Isa.

(Acrescentado)

O No Cinzento de Bruxelas integrou o Ma-Schamba numa lista de blogs que lhe são simpáticos. Isto vem numa dessas cadeias de blogs, aqui como “indutores de pensamento”. Agradeço a simpatia. O lema é “passa ao(s) outro(s) e não ao mesmo”, cinco outros. Então, assim seguem cinco dos blogs que ando a gostar de ler ou com saudades de ler: Olhar Sociológico, Nkhululeko, Letteri Café, Blue Molleskin, Lanterna Acesa. Obrigado a todos.

[Adenda: também o Sem Pénis Nem Inveja cometeu essa gentileza. Então se assim é aceito de novo o desafio e refiro mais cinco blogs, conforme é pedido nesta cadeia bloguística. Mas agora blogs cujos tons me fazem invejar: Ideias Críticas, De Rerum Natura, António Reis, Passado/Presente, Ferreira de Castro].

Entrevista no Miniscente

Continuam as mini-entrevistas a bloguistas no Miniscente. Para meu arquivo aqui reproduzo a minha, colocada há já alguns dias:

- O que é que lhe diz a palavra “blogosfera”?

Não gosto. Deriva da velha ideia, que encontrei quando comecei a blogar, de uma “comunidade” bloguística, com algo de comum e específico. Mero mito, pois. E altaneiro (e, paradoxalmente, juvenil). Felizmente essa coisa da “comunidade” vem a ser menos referida. Repare-se, p.ex., que ninguém diz “mediaesfera” (ou mídiaesfera, venha o diabo e escolha), “literatoesfera” ou coisas assim. Há “bloguismo”, uma actividade que usa um meio de comunicação. Talvez mais transitório que outros que lhe são anteriores, cada vez mais me parece. Ou talvez apenas cansaço meu. E nessa actividade coisas e gentes muito diversas.

- Qual foi o acontecimento (nacional ou internacional) que mais intensamente seguiu apenas através de blogues?

Não sei qual(is) o(s) acontecimento(s). Mas muitos. Vivendo longe de Portugal e não lendo os jornais não-desportivos os blogs deram-me primeira (e quantas vezes única) notícia de muitos acontecimentos nacionais, um verdadeiro regresso a Portugal após anos de distância. São, aliás, muito melhor forma de saber Portugal do que os jornais (que deixei de ler).

Quanto a acontecimentos internacionais talvez mais importante do que notícias são algumas reflexões (a lula brasileira via Origem das Espécies é um exemplo de algo que chega em primeira mão, ainda assim).

- Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?

Mau impacto. O meu início do bloguismo correspondeu a uma fase familiar de maior apelo doméstico. Nesse contexto a paixão bloguística inicial conduziu a um encerramento excessivo, a um ensimesmamento. Muito prejudicial à minnha actividade profissional, terrorista da vida familiar.
Em assuntos mais superficiais permitiu compreender que o que escrevia tinha menos apelo do que cheguei a pensar.

- Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?

Quando aí houve uma polémica sobre a liberdade de expressão (aquando das caricaturas dinamarquesas sobre Maomé) escrevi-o repetidamente. A liberdade de expressão é sempre relativa, a sua defesa enquanto absoluta é uma mera falácia. Nesse sentido o bloguismo é livre. Depende da agenda de cada bloguista. Há homens livres há homens que não o são. Daí que haja bloguistas que blogam livres e outros que não o sabem ou podem.

Sobre os blogs portugueses do ano, proposta-passatempo do Geracao Rasca, via Amok – A Memoria Perdida. Entao aqui fica o meu passa-tempo, por ordem alfabetica:

Melhor Blog Feminino:

Blue Molleskin
100Nada
Cocanha
Ecletico
Educacao Sentimental
Miss Pearls

Melhor Blog Masculino:

Alentejanando
Apenas Mais Um
Diario
Kontratempos
O Cromo dos Cromos
Solvstag

Melhor Blog TemáticoA Cidade Surpreendente
Africanidades
Foram-se os Aneis
Mania dos Quadradinhos
O Melhor Anjo
Os Dois Pilares da Criacao

Melhor Blog Colectivo:

Mar Salgado
O Amigo do Povo
Passado/Presente
Respirar o Mesmo Ar
Revisao da Materia
Tugir

Melhor Blog:

A Barriga de Um Arquitecto
Almocreve das Petas
Miniscente
Portugal dos Pequeninos
Quase em Portugues
Rua da Judiaria

Melhor Blogger:

Anjo ÉlicoBloggaridades-Socioelegias, O Tupperware Onanista, MaisTurvaSão, Extinto, Ocioso Pensamento, Desportista Urbano, Porque Morremos, Senhor?, Não se Nasce, Fica-se, Cócegas na Língua, TrabalhaholicAntonio Branco AlmeidaLuminescencias,
Iconographos, Setima Colina, Leituras

Eduardo PittaDa Literatura

Francisco ValenteO Acossado

Henrique FialhoInsonia

Miguel CardinaA Cidade Vaga , Passado/Presente

AMC, daqui escolho: “Leónidas Ntsato piscou os olhos. A fita negra da margem alongava-se na vertical: à esquerda, o céu azul brilhante; à direita, com uma cor quase idêntica, o rio fugindo para o alto.” (JPBC, As Duas Sombras do Rio).

Questionário de Verão

Vai-se acabando o Verão, a célebre blogo-silly season. E é por isso que o ressuscitado O PreDatado me atira uma dessas habituais correntes blogosféricas (que equivalem às correntes de (auto-)ajuda emailísticas). Mas como o homem blogorressuscitou, gosta do Lenny e, fundamentalmente, me dá um pretexto para um “post” sem ter que o inventar, aqui seguem as respostas (conjunturais, claro):

Quatro empregos que já tive na vida:

1. operário fabril.
2. professor de liceu.
3. investigador.
4. professor universitário.

Quatro filmes que posso ver vezes sem conta:

1. Unforgiven, de Clint Eastwood.
2. O Leão da Estrela, de Arthur Duarte.
3. Siegfried, de Fritz Lang.
4. Apocalypse Now, de F. F. Coppola.

Quatro sítios onde vivi:

1. Lisboa.
2. East London.
3. N’ropa.
4. Maputo.

Quatro séries televisivas que não perco (perdia):

1. Os Pequenos Vagabundos.
2. Eu, Claúdio.
3. The Singing Detective.
4. Twin Peaks.
Quatro sítios onde estive de férias:

1. São Martinho do Porto.
2. Alfambras, Aljezur.
3. Magaruque.
4. Tofinho.
Quatro dos meus pratos preferidos:

1. Jaquinzinhos Fritos com Arroz de Tomate.
2. Bacalhau Cozido com Grão.
3. Peixe-Espada Grelhado.
4. Soufflé de Caranguejo

Quatro Websites que visito diariamente:

Yahoo.
O Jogo.
Kinja.
Blog Ma-Schamba.

Quatro sítios onde gostaria de estar agora:

1983.
1992.
1994.
Namíbia.

[E agora, mero modo de dizer "olá"]
Quatro blogadoras a quem convido a fazer este questionário (se tiverem paciência e gosto)::

Passada;
Azul Cobalto;
Ex-100Nada;
Ecletico.

Quatro blogadores a quem convido a fazer este questionário (idem):

Africanidades;
Pululu;
Sem Destino;
Nkhululeko.

Livro Aberto organiza votação para os “livros do ano”

O programa Livro Aberto vai lançar uma votação, entre os seus telespectadores, para elaborar uma lista dos melhores livros do ano.

Quatro categorias, atendendo ao ritmo editorial português:

- Ficção Portuguesa

- Ficção Estrangeira

- Poesia

- Ensaio

Na blogosfera, os votos são enviados para o endereço de correio electrónico deste blog blog sob a forma de listas constituídas por um máximo de dez títulos por categoria. Periodicamente, o blog publicará os resultados parciais e, no dia 5 de Janeiro, será conhecida a lista dos vinte livros mais votados por categoria, os finalistas, abrindo-se um período de oito dias para votações finais com base nessas listas.

Os resultados definitivos serão publicados no dia 12 de Janeiro no blog e na imprensa, além de resultarem numa emissão especial do programa Livro Aberto.

A partir de agora, a votação está aberta. Vamos às estantes recordar os livros que mais nos marcaram em 2005