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Vantagens do Bloguismo: Sortido Alhures

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[Isto antes fazia-se mais. Mas como hoje é blogoaniversário nada como recordar práticas antigas]

1. – Aos Amigos de Herberto Hélder, no Meditação na Pastelaria;
2. – Café Central: um belo blog para quem gosta de cafés;
3. – O Cão de Parar: outro delicioso blog especializado. Vá(ai) ver, sff;
4. – O Desnorte continua excelente. Uma normalidade de excelência;
5. – Idem quanto ao Montag;
6. – Philip Roth em entrevista filmada, via Bem Haja;
7. – João Gonçalves sobre “Mensagem” de Fernando Pessoa;
8. – Frank Zappa sobre a censura (colectânea em filme) no Arte da Fuga;
9. – Convém lembrar: o “Bom Selvagem” no SuperFlumina;
10. – O Romance do Caçador no Letteri Café (entrada ilustrada);

Quanto a coisas “mais d’hoje”,

11. A questão dos minaretes “suíços” vista no Povo de Bahá;
12. Daniel Carrapa lê Medina Carreira, esse a quem “alguns” chamam “tremendista”, o sinónimo do “apóstolo da desgraça” que se usa em Moçambique. 

e, já agora, porque se impõe

13. O socialista Henrique Neto (ala “tremendista”? um apóstolo da desgraça?) letal sobre o governo português: transcrição no Mais Actual. Que terão dito os tantos blogolacaios, individuais e colectivos?

Sobre o futuro:

14. Há petróleo no Cabo Delgado?

Finalmente,

15. A raspar no vidro;

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Um Encore

(por AL no chuvoso dia 25 de Nov) –

No início deste mês postei aqui na maschamba um convite que me chegou via email, para celebrarmos os 25 anos da ACRENARMO, uma associação de amantes de Moçambique. Esse meu post foi hoje comentado por Paulo Baptista, sócio e membro da direcção (penso que estou correcta). Como o comentário contem informações adicionais sobre o que é a ACRENARMO e porque receio que a maioria dos leitores maschambeiros não vá tão atrás no tempo, aqui vos deixo o comentário integral:

Olá meus caros.

Realmente e infelizmente a Acrenarmo, mesmo com 25 anos ainda é uma desconhecida de todos.
Até agora dedicou-se quase em exclusivo aos convívios e a pequenas actividades recreativas. Acontece que se assim continuasse esta associação estaria condenada à extinção, pois não haveria continuidade.
Estamos à quase um ano com uma nova direcção que pretende dar outro dinamismo e uma vertente mais cultural. Acontece que não chega fazer workshops e aulas de dança e outras pequenas coisas que aparecem. Precisamos de dar a esta associação o estatuto de adulta. Existem muitos projectos, mas falta-nos meios humanos.
Afinal são 25 anos…….. 25 ANOS!
Mas o que mais me entristece, é que não se consegue colaboradores, ninguém que tenha garra e motivação de modo a dar corpo e estatuto à Acrenarmo.
Neste momento, não tenho outra solução do que continuar a lutar e divulgar o nosso projecto para levar isto por diante e tentar reunir tropas.
A credibilidade e o sucesso da associação depende do que fizermos daqui por diante e de nada serve colocarmos o carimbo de saudosistas ou seja lá o que for. Apenas tenho a preocupação de levar um projecto para a frente com alguma qualidade.
Gostaria que daqui por diante, aparecessem pessoas que tal como vocês, tenham ideias claras e válidas de modo a contribuir para o crescimento desta associação.

Só uma nota: Não levo a mal os vossos comentários, pelo contrário, até me divirto. E como eu costumo dizer…o que interessa é que falem.

Um abraço a todos, e quando quiserem, apareçam, pois falar aqui é uma coisa, outra é conhecer o projecto.
Estarei à vossa disposição para o explicar melhor se o entenderem.
Espero ver-vos no convívio, o que me daria muito prazer.

Um abraço
Paulo Batista

(um abraço meu ao João Machado da Graça se falarem com ele)

Um antropólogo português, residente em Moçambique com particular apreço por barbearias e afins.

Bróculo em Brasa, um blog amigo.

Bróculo em Brasa, um blog amigo.

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[Jacopo da Pontormo, Auto-retrato, c. 1525]

Após quatro meses e meio de silêncio o Quase em Português foi reanimado pelo seu proprietário. O velho Lutz fez falta.

 

É com comoção e orgulho que aqui anuncio este blog.

Os “comandos” e o resto

Acho que isto dos blogs não é muito grave, é só bloguismo, é só conversa – a qual, tendencialmente, se aqui começa aqui acaba. Não só por isso chateia-me, imenso, que à entrada do meu local de trabalho (e a propósito disto) me chamem “amante de comandos” [ou "admirador", que isto de directas de trabalho complicam a audição desagradada] Ainda por cima em aparente tom jocoso, o qual retiraria espaço para uma qualquer argumentação se fosse esse o local para tal. Nada me move contra as forças armadas do meu país – são uma instituição, louvável, às vezes criticáveis negativamente, às vezes criticáveis positivamente, a maioria das vezes (como se deseja com uma  qualquer instituição) fluindo com a nossa mudez (não surda). Mas sei que “amante de comandos” é uma expressão polissémica, ou quer sê-lo. A propósito disto e vindo de quem vive de ler e de escrever, tendo obrigação pessoal e profissional de entender o que se escreve? Torcer argumentos alheios, invertê-los, e atirar o borboto. Não … Bardamerda. E mais não falo no assunto. Nem aqui, nem à porta do meu local de trabalho. Nem nos entretantos.

Por ca (imensos blogs, ja repararam?):Ainda a “reversao” (que deliciosa semantica…!) de Cahora-Bassa: as contas no Bula-Bulices.

Luis David coloca Jose Socrates como “como último colonizador africano. Queiramos ou não, a história haverá de registar quem foi o último colonizador a abandonar África.”. Pelo menos retira o onus a todos os futuros portugueses por ca …

Chapa 100 ecoa surgimento do Instituto Superior de Artes e Cultura e, como brinde, deixa um retrato de geração do seu Maputo.

Anuncio e pre-publicacao de livro de Policarpo Mapengo, no Ideias Subversivas: mas antes, Mapengo, temos quinta-feira …

Sobre a tal lei anti-tabagista ….

Mero racismo

Há uns anos tirei daqui o elo a um blog português muito respeitável (e com gente respeitável) por causa da uma boca anti-semita por lá mandada e nunca auto-lamentada. Agora ecoam por aí coisas (“tese”?, aquilo?) bem piores, peroradas em blogs de sítios bem diferentes. O energúmeno em causa, eminência intelectual que foi acolhido em grande no grão-bloguismo português [a(lguma) direita portuguesa não é menos estúpida do que a(lguma) esquerda portuguesa] e então saudado no seu racismo óbvio [a escravatura, no fim de contas, tinha sido boa para os africanos de então, foi tema must à altura], pelos vistos continua perorar. Não vale comentários lá – daqui retiro o elo para a cloaca assim habitada. E, claro, p… que p… os bloguistas do blog “Portugal Contemporâneo”.

Ex-comunistas in blog, a modos que zitas seabras …

Quem acompanha o Ma-schamba sabe que sempre discordei, e radicalmente, do bloguismo anonimo. Infelizmente essa mancha continua a a alastrar.

Outras formas de blogar. Dois blogs revivalistas, nados no meu bairro de origem: Rua Cidade de Bafata e Olivesaria.

Venda de castanha de caju no Abrupto – fotografia de Ferreira Mendes (o autor do Beira-Amar?). Mais bonita do que esta (mas a minha tinha mel …).

desabafo

Portugal. ‘E uma questao de espirito, ou de falta dele. Falta de “democraticidade”, de apego pela democracia, pelo exercicio publico ou privado da opiniao – sendo esta desinteressada, desinteresseira, interessada ou interesseira, informada ou desinformada, esperta ou imbecil, ‘e ela, sao elas, o seu entrecruzar, que contam. Estar contra isso nao ‘e arrogancia, ‘e mero acantonamento. O acantonamento do poder, crispado. Suicidario: felizmente, pelos energumenos que la estao; infelizmente, pela democracia que assim se impotencia.

Dai esta ligacao ao Avatares do Desejo, um completamente de acordo: no apontar o dedo aos tiques persecutorios, censorios, policiescos de um presidente da camara e do seu sequito (Rui Rio et al); no detectar-lhe a osmose (o humus adubado sera o mesmo) com a directora Margarida Moreira (que confirma usar os servicos do Estado para recensear “…tudo o que tem saído na comunicação social, nos blogues, ofícios, em tomadas de posição, em artigos de opinião..” que a critique, coisa muito para alem do mero arquivo de um organismo publico)), partidaria da delacao, da denuncia anonima, da abjeccao moral (que leio ter sido chefe de gabinete de Augusto Santos Silva – a ser assim confesso o meu incomodo, como justificar um regresso aos textos de um brilhante sociologo se homem turbo deste lixo? Frise-se, um homem desonesto nao pode ser bom cientista social pois obviamente falsificara o real para acorda-lo a sua retorica. E so um homem desonesto pode, dizendo-se democrata, ancorar-se nesta gentalha).

Estes tiques do poder sao continuos. A esmagadora maioria nao vem para o publico. Lembro ha anos que um contratado de um ministerio assistiu a uma audicao parlamentar a um secretario de Estado da cooperacao (o cujo, alias, ate me foi simpatico quando o conheci aqui). Dessa reuniao fez uma analise critica e fez circular via e-mail. Foi despedido. Uma tecnica dos servicos estatais fez um mero FW desse e-mail: foi dispensada. Nao ‘e diz-que-diz: conheco todos, ate aos que nem aparecem neste breve resumo e andaram a tratar dos processos.

Da delacao lembro receber de um importantissimo mas mero director-geral um documento oficial, assim espalhado pelos arquivos de multiplos organismos estatais. A instrucao era simples, que eu “comentasse” uma carta anonima, ali reproduzida, falsificando um “pretogues” para parecer obra de mocambicano como se estes fossem o colonial Parafuso. A carta dedicava-se a vida de uma professora portuguesa, criticada entre outras coisas, lembro, por frequentar a esplanada do Hotel Polana. “Comente” tal merda, mandava o miseravel director-geral, ainda que importantissimo (desses que nao so aceitam como induzem o tratamento de “Professor” bem antes do doutoramento). “Uma carta anonima nao se le”, comentei ao “doutor”. A professora nao ficou no seu posto, claro esta. Parece que ia ao Polana …

‘E tambem por isso que nada concordo com o sumo do Eduardo Pitta: os aqueles nao sao melhorzinhos do que os aqueloutros. ‘E um ambiente, um modo de viver, um achar que (tem que ser) ‘e assim – os episodios acima sao historias daqueles e daqueloutros, os canalhas ainda sao ou sao-no outra vez ou virao a ser “directores-gerais (nao) professores”. E ‘e por isso que insisto com o Lutz: os inimigos sao estes, nao o folclore autoritario sim o real autoritario.

(o objectivo do Ma-schamba quando o reabri era nao falar de Portugal. Mas eh um bocado dificil evitar a esparrela bloguistica, caramba, o rincao geme e um tipo irrita-se, quixotesco, familia dixit.

Tem custos isto – como o de perder elos em neo-blogs mocambicanos. Cada um bloga como quer, cada um ela como quer, e ainda por cima hoje os elos nao sao o motor de leituras que foram ha anos. Sao mais um simbolo de relacionamento. Mas ao ver um blog abrir com o primeiro elo aqui a velha casa e reparar na sua queda sorrio ao chauvinismo bloguistico. Tao digno como o chauvinismo. Tao esperto como. Seja qual for o rio que banha o dono.)

Arrumo (e reduzo) a lista de elos, ali na coluna da direita. Nisso passo pelo Blasfemias, algo bem raro nos ultimos meses. Leio que o inenarravel P. Arroja saiu, percebo que ate com alivio de alguns dos seus pares.

Lembro tambem a arrogancia festiva com que os respectivos pares receberam um mero racista (disfarcando-o de intelectual provocador). Pouco pode surpreender no hiper-lido blog Blasfemias, plural na atitude mas integrando do piorio festivo. Pelo menos agora percebe-se onde estao os seus limites. Ou pelo menos tao iluminados bloguistas perceberam. Estranho a amplitude em alguns. Noutros, e logo no 25 de Abril, nada me supreende, falsos liberais defensores do imperio portugues. Por ali a festa continua. Muito mostrando do mundo bloguista do meu pais.

Avisam-me. Roxa Xenaider, um blog de Joao Silva, operador de cinema, com basto memorialismo, e tambem sobre Africa (como este exemplo saboroso). A explorar nos arquivos, ja longos. O bloguista tera muito que contar, tem 91 anos. O nosso decano?

Uma venia. E um abraco ao filho, que anda por ca.

(Avatares de) Portugal. Nisto do bloguismo passo a vida a discordar e, mais do que tudo, a incompreender (d)o Avatares do Desejo. Mas nao ha duvida que o Bruno as vezes se excede em pontaria e inteligencia.

Entretanto outros avatares de Portugal nem tanto. E o mundo continua a correr, com eles distraidos. E tambem blogo-distraidos, ja agora.

Na Atenção a Um Blog ficará esta semana o Sem Data Marcada, um novo blog de Pedro Morais. Nele se realiza a versão electrónica do graphzine “Sine Die”, que o PM vem editando desde 1975.

No Faro Este uma série (apontei para o meio) sobre um turista em Moçambique.

No Estrada Poeirenta Patraquim canta a Ilha de Moçambique e transcrição de um excerto de um artigo sobre a Ilha de Moçambique.

“O Preto Que Tinha a Alma Branca” – uma capa imperdivel no Abrupto.

Sobre os blogs portugueses do ano, proposta-passatempo do Geracao Rasca, via Amok – A Memoria Perdida. Entao aqui fica o meu passa-tempo, por ordem alfabetica:

Melhor Blog Feminino:

Blue Molleskin
100Nada
Cocanha
Ecletico
Educacao Sentimental
Miss Pearls

Melhor Blog Masculino:

Alentejanando
Apenas Mais Um
Diario
Kontratempos
O Cromo dos Cromos
Solvstag

Melhor Blog TemáticoA Cidade Surpreendente
Africanidades
Foram-se os Aneis
Mania dos Quadradinhos
O Melhor Anjo
Os Dois Pilares da Criacao

Melhor Blog Colectivo:

Mar Salgado
O Amigo do Povo
Passado/Presente
Respirar o Mesmo Ar
Revisao da Materia
Tugir

Melhor Blog:

A Barriga de Um Arquitecto
Almocreve das Petas
Miniscente
Portugal dos Pequeninos
Quase em Portugues
Rua da Judiaria

Melhor Blogger:

Anjo ÉlicoBloggaridades-Socioelegias, O Tupperware Onanista, MaisTurvaSão, Extinto, Ocioso Pensamento, Desportista Urbano, Porque Morremos, Senhor?, Não se Nasce, Fica-se, Cócegas na Língua, TrabalhaholicAntonio Branco AlmeidaLuminescencias,
Iconographos, Setima Colina, Leituras

Eduardo PittaDa Literatura

Francisco ValenteO Acossado

Henrique FialhoInsonia

Miguel CardinaA Cidade Vaga , Passado/Presente

Muito ainda bem. Lutz Brückelmann reabriu o Quase em Português.

Ligações a texto sobre a Ilha de Moçambique

Um obrigado, que não é de só-bloguista, ao Do Rovuma ao Maputo, ao Chuinga, ao Postais da Novalis, ao Os Dois Pilares da Criação e ao Moçambique Para Todos.

O que é o real? A série “Retratos de Trabalho”, do grã-blog Abrupto será pano-para-mangas para quem a quiser olhar, traços explícitos das visões do mundo ali recolhidas (induzidas?). Quase caso a caso. Agora um barbeiro no Lobito, tal como tantos outros. “Improvisado”, ali se diz. O que é o improviso? O que é o estabelecido? Há umas aspas, matizando o (sorrindo ao?) “improviso”. O que são aspas? Quais são os limites do falar sobre o real, essas aspas?

Regresso a casa. Regresso aos blogs, também.

- Para recortar e guardar, no Almocreve das Petas. Bem Haja, Masson.

- Um raro (hoje em dia) elogio de Miguel Torga. Para voltar às estantes.

- O anúncio de breve interrupção no Porque, o blog de André Moura e Cunha.

- O anúncio de breve interrupção no Quatro Caminhos, de Ana Cláudia Vicente.

- O anúncio de breve interrupção no Forum Comunitário, de Walter Rodrigues.

- Um incómodo.

- Guerra de Blogogerações – e não só ali…

- Francisco Valente a escrever sobre a gente. Nem mais, digo. Apesar das diferentes idades no hoje.

- o sistema de actualizações Frescos colapsou?

- o fim do O Terceiro Anel, um bom blog de futebol, que substituía com vantagem os jornais desportivos. Há limites para a carolice?

Paulo Gorjão é um bloguista informado, atento, culto. E que olha mesmo para fora do rectângulo pátrio, não apenas para alimentar as turras internas. Ali um bloguismo que não necessita de superlativos. Também por isso tudo, pois assim inibem-se espúrias polémicas, este seu breve texto espelha um Portugal que teima em não se compreender. E em sobreviver.

Vindo de quem vem surpreende. Mas o espelho luso obscurece. Muito

(Sobre questões como a levantada por PG é interessante acompanhar as flutuações. Muito previsíveis, e já referidas pelo Miguel, no Agora Com Destino)

O amigo Filipe Reis estava a blogar e sem avisar. Está no Câmara Clara.

Nova secção na coluna de elos: “Atenção a Um Blog“. Alertar para blogs que vá descobrindo. O primeiro é um excelente blog sobre banda desenhada, o Mania dos Quadradinhos. Fica em exposição alguns dias.

No bloguismo cada vez mais me interessa o memorialismo [ícones, imagens, narrativas, o que seja ...], extractos que transmitem, e que conversam, bem mais do que o constante presenteísmo opinativo. Exemplo maior disso encontro-o num blog que desconhecia: a narração, crua, até rude, da descolonização em Moçambique vista por uma então menina. Está no O Mundo Perfeito.