Uma quinzena desse falso mas dito “mato” a ouvir os desvalidos - viúvas e orfãos do Moçambique rural -, assustando-me com os motins muito à porta de casa. Agora, logo logo, aniversário burguês mais lauto jantar cá em casa e mais casamento chic de Polana. Um must de irreal. E nisto não temos desculpa para reais. Upa, pois! Sem olhar para trás. Beijos - ainda assim tristes. Pois sendo assim isto tudo como podem eles alguma vez ser de outro modo?
Entries Tagged 'Diário' ↓
Um sms que, de tão noctívago, não te enviei
Fevereiro 11th, 2008 — Diário
Janeiro 18th, 2008 — Diário
“Então que tal foram as férias?” durante o abraço duplo daqui ou o beijo duplo das realmente educadas, “Um bom ano!” no “até breve.”
Janeiro 18th, 2008 — Diário
“Então que tal foram as férias?” durante o abraço duplo daqui ou o beijo duplo das realmente educadas, “Um bom ano!”, no “até breve.”
Foram muito boas.
Janeiro 2nd, 2008 — Diário
Idade a passar: o esgar inicial, instantânea surpresa, do amigo que não me via há dois anos, logo encapotado por piada sobre o envelhecimento. A alegria da filha em família alargada, apontando os (vários) pontos onde o pai já está careca. Os imensos velhos cada vez mais velhos pela Lisboa toda.
Novembro 8th, 2007 — Diário, Viagens Moçambique
Blog on the road. Esplanada na Beira a meio da tarde, acabam-se-me os cigarros, ali não vendem nem há quem os venda por perto ou os vá buscar (tão diferente de Maputo, não é assim?). Hesito, um ocaso pós-camarão impele-me ao esfumaçar. A minha companhia dispõe-me o seu tabaco. De enrolar, coisa de há tantas estradas atrás. Sorrio e, titubeante, enrolo (ia a dizer embrulho) um cigarro. Deito a mancha do tabaco ao longo da mortalha, da seda dizia-o bem antes, e quando me apresto a culminá-lo ela avisa-me “tens isso ao contrário!!”, isto da cola do meu lado e não defronte. Sorrio de novo, do inconsciente tão quase esquecido dos velhos hábitos. E do só por esse pequeno e desatento isso me saber regressado ao meu blog.
Dúvida Existencial da Semana
Novembro 7th, 2007 — Diário
Na Beira
Novembro 4th, 2007 — Bloguismo Moçambique, Diário
Blog in Beira. Um prazer enorme, um belissimo serão. E que tábua de queijos …. Grato, claro.
Setembro 19th, 2007 — Diário
Diga-se narcisista ou diga-se saudosista. Mas com o fim do Bartis não resisto a aqui deixar sinal dos tempos (ou de prestígio …). Onze anos fora das lides lisboetas e regressando a casa após as minhas últimas férias em Lisboa recebi esta fotografia e companheira mensagem do Miguel VF, que abaixo transcrevo. Abraço às memórias e aos que nelas andam e brinde a tudo isso!
“Cá vais tu pela 1ªvez em 24 anos de Artis no lugar do (re)vendedor de copos. Tens de agradecer à Paula este momento irrepetível - até porque este mês de Setembro de 2007 será o último tempo do Artis tal qual foi conhecido durante estas duas décadas e quasi meia… Acresce que fotografias de gente que não do Mário Pilar, da Paula ou, eventualmente, de alguma outra funcionária relativamente passageira, não há documentação fotográfica semelhante. Deves portanto, para além do supracitado agradecimento à incontornável Paula, uma pipa de massa a este conceituado fotógrafo que até com um mais que reles telemóvel faz de ti um modelo de categoria luso-tropical.”
Setembro 19th, 2007 — Diário
Só hoje o sei. A passada quinta-feira coincidiu com a última noite no Artis Bar - enfim, o Bartis -, casa de geração no Bairro Alto lisboeta. A quantidade de noites deixadas naquelas mesas de tampo de mármore só foi inferior à das passadas ao balcão, ora irritando o Mário (o “judeu”) ora entretendo a bela Paula, alma da casa. De restantes desatinos e atinos, transvios e amores, por lá passados (certo dia até um conjunto de cartões de visita em que eu me apresentava com a morada da tasca alguém me ofereceu) não será aqui o local (talvez outro o tenha sido) ou o momento (um dia?) para falar. Mas fica-me a coisa amarga de envelhecer na distância. Na distância desse tempo, claro …
(fotografia do Miguel VF)
Adenda: ecos no Insónia, no Oito e Coisa, Nove e Tal e no Respirar o Mesmo Ar.
Setembro 18th, 2007 — Ciências Sociais Moçambique, Diário
Lido ao vento. O meu texto de apresentação do livro de Rafael da Conceição, “Lied Para Yonnis-Fred e Maelle (Paternidade, Morte e Quotidiano. Construções no Mar, em Terra e no Ar …)”, lido hoje ao vento no campus universitário, e assim não ouvido nem pelo autor do livro, fica aqui.
O Livro que mudou a minha vida
Setembro 10th, 2007 — Diário, Graham Greene, Literatura
o cume
Setembro 8th, 2007 — Diário
Nada narcísico não posso deixar de aqui partilhar o cume da minha carreira biográfica: eis-me, de modo totalmente espontâneo e inesperado, em grande e substantivo destaque na página social do semanário Savana. Depois deste radical desiderato, que não escondo ter sido um objectivo durante décadas, que mais posso eu almejar?
(e não é uma pequena gralha a beliscar o júbilo deste apogeu)
[Fotografia de Naíta Ussene, texto de Fernando Manuel. Dois gigantes.]
Setembro 1st, 2007 — Diário
Um tipo tem direito a ser foleiro?
Setembro 1st, 2007 — Diário
Na noite da Ilha um sms de Maputo: “morreu o EPC”, e pronto eu a voltar a menino, na rua dos cafes de S. Martinho, sempre no cafe do Careca (que o Samar foi mais adolescente), aquele tipo baixo e gordo, sempre carregadissimo de livros, uma ou outra pita meio hippie, volta e meia metendo conversa com a mesa dos pais (onde pontificava o adoravel Silvino Cordeiro, pai da Graca de quem vim a ser colega), aceite nisso por ser “o filho do Jacinto Prado Coelho” - esse que antes de morrer deu uma entrevista ao entao novo JL a dizer assim como “no fim da vida concluo que as qualidades morais sao bem mais importantes do que as qualidades intelectuais”, ou ate mesmo dos manos. E ‘e so isso, estou na Ilha, um sms de Maputo, “morreu o EPC”, de quem nunca li um livro, talvez uma duzia de cronicas, e volto ao menino pequenino, dos Asterix, do Karl May e das caricas, no sitio onde mais feliz fui.
Junho 28th, 2007 — Diário
.jpg)
(Kevin Spacey como Lester Burnham em American Beauty)
“Good. I’m looking for the least possible amount of responsibility”
- o dia foi-me salvo no Peao.





