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Outubro 3rd, 2008 — Imprensa Portuguesa
Inauguração do Canal Benfica - algo que só indirectamente tem a ver com isto. Momento do jogo aos 72 minutos, logo após o energúmeno relator vociferar que o jogador recém-entrado do Napoles iria passar o jogo a atirar bolas para a bancada. Então Cruz dos Santos, velho jornalista de A Bola, daquele falecido jornal dirigido por Carlos Miranda e Vítor Santos, explode, interrompe o relato, explica que convidado para esta inauguração hesitou, cedeu pois foi três vezes contactado, e que não é assim que vê o futebol, que não olha para as camisolas, e frisa com ênfase “eu sou jornalista“.
O energúmeno relator não se descose e sublinha, pomposo, “subscrevo completamente“, e continua impávido e sereno. Cruz dos Santos cala-se até ao fim do jogo. Decerto que envergonhado.
A TV Benfica começou. O Conselho de Deontologia do Sindicato de Jornalistas interrogará o seu Conselho de Administração acerca do estatuto de hipotéticos jornalistas que por lá caiam? Ou parcialismo fundamentalista não ofende a corporação? Um tipo com carteira de jornalista não pode fazer publicidade mas pode ganhar a vida a vender um clube?
Setembro 24th, 2008 — Imprensa Portuguesa, Sociedade portuguesa
Vejo uma parte do programa “Dois Pais, Duas Mães” de Teresa Botelheiro, na RTP(-Internacional). Desisto. É inenarrável. Enquanto a paciência aguenta só posso constatar no normativo que propõe, está no título. Não há ninguém que o aponte? Talvez mude na parte seguinte, mas “vou à minha vida”.
É difícil argumentar esta questão, do casamento homossexual? Com toda a certeza, ouve-se e lê-se até à exaustão o eco dessa dificuldade. Mas acima de tudo é difícil porque há gente que quer combater os “pre-conceitos” e não consegue (ou não quer) olhar os “conceitos”.
Surgem dois entrevistados, uma contrária a uma nova lei, um favorável. Ambos são-nos apresentados (e como tal legitimados) como “Professores de Direito da Família”. Teresa (?) Lobo Xavier (?) [não estou certo do nome, não atentei bem] diz que “a lei não pode aceitar algo que é ficcionado” (quasi-sic) - jurista é jurista, compreende-se a deformação profissional, mas alguém que não seja jurista pode aceitar que isto se diga e passe? Para argumentação estamos muito fraquinhos, até a RTP merece mais.[Traduzo-me, alguém venha falar da histórica ligação entre ficção social e legislação].
Mas é um argumento que se torna nada-grave quando logo a seguir surge o Professor Corte-Real (de Direito da Família, repito). Diz, acompanhado com entoação e linguagem corporal sublinhadores, que o modelo de família assente no casal heterossexual “está completamente ultrapassado” (todo-sic). Estatisticamente? Sociologicamente? Eticamente? Que o seu monopólio ético no discurso dominante o esteja é algo, que esteja “completamente ultrapassado” é outra, radicalmente outra. E se é sobre a sua prevalência quantitativa em Portugal conviria, pelo menos, ler um bocado de história demográfica antes de ir à tv.
Uma parvoíce destas, ou melhor uma manipulação destas, é dita por um professor de “Direito da Família”? Uma coisas destas é passada na televisão sem crítica? Legitimada pela legendagem do currículo profissional?
É difícil pensar as coisas? Será. Então se querem fazer televisão (mais ou menos propagandística) escolham que pense as coisas. E as diga. Bem mais interessante do que a demagogia das vozes distorcidas e das caras escondidas, nada mais do que o argumento do “coitadismo”. Tocante. Mas insuficiente.
Setembro 5th, 2008 — Imprensa Portuguesa
A pequena nota Lumpen, jornais e blogs … teve evolução, acho que cristalina, na caixa de comentários.
Setembro 3rd, 2008 — EUA, Imprensa Portuguesa
Setembro 2nd, 2008 — EUA, Imprensa Portuguesa
Agosto 30th, 2008 — EUA, Imprensa Portuguesa
um tipo num blog (diário pessoal) mete o que quer. Um tipo que é pago para opinar num jornal (e de “referência”) tem algo mais … assim tipo responsabilidade social, dir-se-ia. Breves dias em Portugal deixam-me entender que há algumas vozes novas (pelo menos para mim) no grupo dos fazedores de opiniâo. Descobre-se (ou reconhece-se) um nome e logo o encontramos nos jornais, na tv, o prestígio está ganho.
Neste verão é Rui Tavares. A esquerda que ri, presumo. Leio-lhe no Público a opinião, decerto que abrilhantada com o brilho do intelectual: “sou um obamista“. Não se trata de discutir a falência do modelo bush, do cristo-reaccionarismo americano da ultima década, de entender a necessidade de alguma mudança por lá, da esperança numa outra política externa, mais complexa, e noutra interna, alimentando (ressuscitando?) o peso mundial de um modelo de sociedade social - e não a tralha omnívora a que alguns chamam (porquê?) neo-liberalismo (uma palhaçada intelectual que alimenta a “direita” bloguística portuguesa, de prosápias intelectuais mas muito dados a abridged versions ou “ensaios” - na lógica portuguesa da palavra). Nâo se trata disso, trata-se de uma esquerda moribunda, incapaz de se entender sem o farol americano (anti-americanista, agora obamista). O domínio radical do impensamento: o mundo visto do club med, o pequeno-burguês não vai mais longe por mais andanças que faça. É o novo-riquismo de batina académica …
Um gajo declara-se obamista: adepto “ista” de quem tem “director de fé”, de quem acredita no que vem na bíblia, de quem abre um congresso político com a mulher e as duas meninas dizendo-lhe (e à tv) que o amam muito - “ah, mas é na América, tem que ser assim!!” dirão, na explanação da sua profunda desonestidade intelectual (e não só - insisto, os textos nos jornais são pagos, é uma actividade laboral, a desonestidade no trabalho é igual para todos). Ou seja um qualquer McCain diz coisas de que não gostamos e desvenda a sua demoníaca essência! Um qualquer Obama diz coisas de que não gostamos e evidencia a mera necessidade de adequar a forma do discurso ao público.
É esta a esquerda que escreve em Portugal, enquanto ri - que é “ista” do irracionalismo dos “gurus” cristãos, que é “ista” da demagogia populista mais baixa, que é “ista” do “criaccionismo” ainda que subtil, que é “ista” do primeiro-damismo mais imbecil.
Que a esquerda política de cagança académica morrera já se sabia. Que os jornais acolhem os despojos também. Um tipo não se deve irritar. Apenas se enoja, nisto de vir de ano a ano, encontrar as novas caras. E entristece-se quando as poucas vozes que vão indo ainda dão cobertura a esta paródia.
Adenda: é evidente que não é com esta gente que se deve discutir a questão racial, o “agora é a nossa vez”. Pois interrogar isso exigirá querer interrogar. Sem ser “ista”. Para quem tiver a decência (no fundo não é nada mais do que isso) de não ser “ista” d’algo procure no youtube a cerimónia dos oscares pré-obama (oscar a hale berry, denzel washington, sidney poitier e … robert redford). Analisem: agora é a nossa vez. E pensem, o mundo não é só hollywood. Mas repito, não vale a pena discutir essas coisas com esses macainistas/obamistas.
Adenda Segunda: Rui Tavares teve a gentileza de deixar na caixa de comentários o artigo que referi, e que assim transcrevo.
Para quem tiver paciência visite a caixa de comentários: pois aí tenho que matizar um argumento contra Rui Tavares; e porque não concordo nada com os comentários aí deixados por alguns comentadores residentes do ma-schamba.
“Roosevelt contra Roosevelt
28 Agosto 2008 | por Rui Tavares
É justo anunciar à partida que sou um obamaníaco e não avalio as eleições americanas com equidistância. Mas ganhei também o direito de me gabar: até agora tenho acertado aqui nas minhas previsões para as eleições americanas. Em pleno escândalo do reverendo Wright, sob a impressão geral de que a candidatura de Barack Obama acabara de ser destruída pelo seu desbocado pastor protestante, uma decisão do Partido Democrata sobre as primárias da Florida e do Michigan acabara (do meu ponto de vista) de lhe possibilitar a vitória. Pouco depois, houve um sobressalto geral com a ponta final de Hillary Clinton, numa altura em que me parecia que na verdade Obama já tinha essa vitória na mão.
Isso foi nas primárias democratas; agora estamos na campanha para as eleições gerais e o candidato republicano, John McCain, acabou de ultrapassar Obama nas sondagens. A percepção geral é a de que Obama está em queda quando deveria estar muito à frente. É mais uma vez o momento indicado para relançar o meu palpite: salvo escândalo ou guerra, continuo a apostar numa vitória de Obama.
Em primeiro lugar, não faz sentido esperar que os democratas ganhem por muito. Há trinta anos que eles não ganham eleições presidenciais “normais”. Bill Clinton ganhou na primeira vez com o voto adversário dividido (entre Ross Perot e George Bush pai) e na segunda vez já como presidente. Mas Al Gore e John Kerry ficaram a poucos votos de ganhar e é a partir desse pecúlio que Obama poderá construir uma vitória, ampliando o número de estados competitivos que poderão cair para o seu lado. Por isso não é de esperar uma grande distância nas sondagens nacionais, embora seja possível que ela venha a ocorrer depois nos votos do Colégio Eleitoral, que são distribuídos por estado.
***
Em segundo lugar, as diferenças entre candidatos. John McCain costuma dar como seu presidente ideal o republicano (e progressista) Theodore Roosevelt, cujo militarismo e voluntarismo aprecia e em cuja “obra” — o Canal do Panamá — ele próprio nasceu, literalmente. É duvidoso que o erudito e poliglota Theodore Roosevelt atacasse os seus adversários por serem “intelectuais e elitistas”, como McCain faz e é a moda da direita à escala internacional. Mas é verdade que John McCain é, ao menos, um político mais inspirador do que George W. Bush.
Mas não é de um Theodore Roosevelt que os americanos precisam agora. De quem eles precisam é de um Franklin Delano Roosevelt, seu sobrinho, o democrata que foi presidente quatro vezes depois da Grande Depressão. Tal como agora, Franklin Roosevelt apareceu numa altura em que a doutrina económica dominante se revelara disfuncional e os seus fundamentos morais aberrantes. Tal como Obama, Franklin Roosevelt apareceu com um discurso moderado e unificador, mas foi levado pelas circunstâncias a simplesmente refundar as estruturas do país. Foi ele que criou a Segurança Social nos EUA, e a criou de maneira a impedir que “um político qualquer a possa desmantelar”, como dizia e com razão (George W. Bush tentou e não conseguiu).
A Grande Depressão colocara a nu que a liberdade não se pode resumir à não-interferência do Estado. Liberdade é também liberdade para construir uma vida. Quem vive na pobreza ou no medo do desemprego não vive em liberdade. Distribuir liberdade por todos implica lutar por justiça social e segurança económica. Não precisamos de uma Grande Depressão para saber isso. Na verdade, o susto que já levamos deve chegar para os americanos perceberem que é preciso um caminho novo.”
Junho 30th, 2008 — Imprensa Portuguesa
Em zapping acabo de apanhar um concurso na RTP-Internacional: Aqui Portugal* (abaixo transcrevo a o texto de apresentação, sui generis, que consta do sítio da RTP), presumo que dedicado a emigrantes. Confesso-me, deixo-me ficar porque a apresentadora é bonita.
Logo ouço uma questão integrada na categoria “comunidades portuguesas”, a qual aqui deixo, vírgula e tudo: “Na sequência do final do Apartheid, quantos portugueses morreram na África do Sul em 2001?” (8 / 12 /31 / 50 eram as opções - a pobre concorrente falhou, por deficit sanguinolento). Uma pérola. Uma verdadeira pérola.
*Aqui Portugal é um concurso diário, apresentado por Sónia Araújo, onde os portugueses são desafiados a testar os seus conhecimentos sobre Portugal e as comunidades portuguesas.
Este programa pretende dar um contributo para a promoção do Conhecimento e da Língua e por outro lado fortalecer os laços afectivos de portugueses residentes no estrangeiro, e luso-descendentes, com a realidade portuguesa.
Vão existir quatro categorias temáticas: Comunidades portuguesas, Geografia, Língua e Cultura portuguesas e História de Portugal.Através de um modelo de resposta múltipla e de rapidez de resposta. Cada programa integra 6 concorrentes, que jogam em simultâneo tentando obter as pontuações mais elevadas.
Junho 11th, 2008 — Imprensa Portuguesa
Há mais de uma década que se estabeleceu um acordo de cooperação entre a Televisão de Moçambique (TVM) e a RTP, o qual implicou que esta (ou seja, o Estado português) financiou a construção e a formação do Centro de Produção da TVM, algo então fundamental e urgente. Inserido nesse contexto (e em moldes dos quais desconheço - ou já não lembro - o exacto desenho) atribuíu-se à RTP-África a licença para emitir em Moçambique num registo de “2º canal”, paralelamente à TVM. Então tal levantou alguma polémica, vozes contra o que consideravam uma desvalorização da soberania nacional, uma intrusão estrangeira (e neo-colonial).
Vozes que se foram calando. Por algumas razões. Pelo hábito, com toda a certeza. Mas também pela realidade das novas tecnologias, pois recorde-se que isso foi antes da disseminação nacional das antenas parabólicas (”nacional” mas claro que na burguesia urbana) e, depois, da TVCabo na capital, trazerem uma pluralidade de canais estrangeiros às casas da burguesia.
Mas outros factores existiram: por um lado, a RTP-África não era retransmitida em todas as províncias, isso sempre dependeu das “disponibilidades” tecnológicas e, em vários momentos e lugares, isso não aconteceu por razões que nunca consegui esclarecer. Mas era costume chegar às províncias e constatar (ou constatarem-me) que no terreno não se retransmitia a RTP-África. Sempre, diziam-me, por alguma complicadissima razão tecnológica. Por outro lado porque a estação, francamente institucional, portanto cuidadosa, não atinge os “conteúdos” da referida soberania nacional - que me lembre essa discussão só regressou uma vez, em finais de 1999 quando o correspondente da RTP ecoou a opinião da Renamo, quando esta afirmou, durante a contagem de votos das eleições presidenciais e legislativas, que as tenha vencido.
Para mais, os últimos anos trouxeram a emissão de novos canais nacionais, privados, presentes em Maputo e em alguns outros locais. Com uma maior agilidade informativa (STV em particular) e uma programação apelativa (a profusão de “Fama Shows”).
Com tudo isto a importância da RTP-África, seja em termos informativos seja em alternativa de entretenimento, foi-se desvanecendo. Presumo, pois estudos de audiência não existem.
Mais do que tudo, presumo, o que impediu o verdadeiro sucesso da RTP-África foi o seu falhanço conceptual. Várias vezes tenho aqui resmungado contra o vazio preguiçoso de tudo aquilo, uma incoerência desde o início - incoerência, falta de projecto, falta de paixão, falta de recursos humanos, falta de recursos financeiros, tudo isso confirmado e lamentado pelos próprios quadros, técnicos e dirigentes da RTP, em conversas privadas que tive durante alguns anos. Repito-me: “Mais de uma década decorrida desde a sua inauguração a RTP-África não conseguiu existir. Não levantou voo de início, rasteja hoje. Nunca teve uma ideia programática, um fio condutor, uma atitude de estação em busca de audiência.”
Gente sem parabólicas ou TVCabo lamenta-se agora que a RTP-África não é emitida em Moçambique há mais de dois meses. Estupefacto indago sobre as causas.
Mais estupefacto fico quando as sei: há mais de dois meses e meio que há uma avaria. Falta uma peça, a que veio da África do Sul não serviu, foi preciso importar uma outra. Rara. Com tudo isto passam os meses e não se emite o canal. Público. Inserido num projecto político.
A dormirem na forma. De um modo inenarrável. “O comboio descendente” vai andando. E nele “vão todos (quando, por vezes, acordam) à gargalhada“.
Junho 7th, 2008 — Bloguismo, Imprensa Portuguesa
Bloguismo em Portugal. Descobri aqui, e fui confirmar em alguns dos blogs referidos, uma curiosidade: o jornal Expresso pré-informa alguns dos blogs sobre os temas que irá abordar na edição semanal e neles se escreve sobre os assuntos, “abrindo a discussão”. Não deixa de ser uma boa ideia do jornal - e demonstra um outro tipo de relação da imprensa com os blogs, bem mais salutar, distante da crítica corporativa (a falta de legitimidade da palavra pública individual, era o argumento de fundo) e do plágio puro que vigoravam há alguns anos.
Mas é também interessante por outro prisma. Na prática esta(s) indução(ões) de discussão(ões), esta(s) chamada(s) de atenção, de forma planeada e combinada - por mais interessantes que sejam os temas abordados e as proto-discussões lançadas por aqueles que são os grão-bloguistas portugueses - são uma forma de publicidade, uma indução ao consumo (ao clic, clic). E não é explícito que o seja.
Claro que cada um bloga como quer. E que não sendo isto imprensa não tem qualquer obrigação de anunciar que publicita. Mas ainda assim risca um bocado o verniz dos tais blogs. Apouca-os E aos olhares (atentos) dos seus bloguistas. Acho eu.
Abril 11th, 2008 — Imprensa Portuguesa, Sporting
(Este é um texto para o qual muito gostaria de ter um blog de grande audiência)
Quartos de final da taça UEFA. Jogo do Sporting em Lisboa, contra o Glasgow Rangers. A RTP adquire os direitos de transmissão e realiza-a para Portugal. A RTP-África (tal como a RTP-Internacional) não o faz. Não há qualquer impedimento para a transmissão para África dos jogos da taça UEFA em canal aberto - à mesma hora a TVM (a estação pública moçambicana, para quem não saiba) transmite o jogo Getafe-Bayern Munique. A inexistência da transmissão não tem qualquer justificação.
Várias vezes o referi ao longo dos anos. Mais de uma década decorrida desde a sua inauguração a RTP-África não conseguiu existir. Não levantou voo de início, rasteja hoje. Nunca teve uma ideia programática, um fio condutor, uma atitude de estação em busca de audiência. Um projecto, um plano, uma vontade. Nada. O único projecto relativamente característico, a informação africana no “Repórter África” anquilosou no modelo institucional, repetitivo - é uma tristeza acoplada à vergonhosa displicência que é o canal. Hoje, com a disseminação da televisão por cabo e por satélite nos países africanos, bem como com a introdução de canais privados em regime aberto a RTP-África vai-se tornando, país a país, uma dolorosa desnecessidade - seria interessante um estudo sobre a sua real audiência. Frisando tal preguiça, tamanha mediocridade da sua administração, nem o futebol português de algum impacto consegue transmitir.
Há pouco tempo aqui deixei uma jeremíada sobre o estado do Sporting e sobre a inexistência na sua direcção de uma vontade de fidelização e até expansão do clube. A incapacidade (se calhar até a oposição) da direcção do Sporting em perceber a importância a prazo, económica e simbólica, da transmissão dos seus jogos para as comunidades emigradas e para países onde ainda possui largos núcleos de adeptos - e até algum potencial de expansão - é absolutamente pungente. O “marketing” do Sporting é incompetente. Porventura sinal da incompetência da totalidade da sua direcção. Porventura não, apenas sinal da radical mediocridade de quem dirige esse âmbito do clube. As pessoas têm nome e existem - se não pensam o presente nem o futuro que sejam demitidas.
Março 28th, 2008 — Bloguismo, Imprensa Portuguesa
Março 26th, 2008 — Imprensa Portuguesa, Portugal-Moçambique
jornalista por ora em Maputo.

[Stephen Francis & Rico, Madam & Eve, Bring me my (new) Washing Machine, Johannesburg, rapid phase, 2007]
Adenda: complementar com esta notícia (via Índex)
Janeiro 2nd, 2008 — Imprensa Portuguesa
(19.19.2007)
Revistas leves (”Visão” e outras). “Natais de sonho”, os roteiros dos “ricos” (hum…) e “famosos” (bem, devem ser, mas a maioria nem sei quem sejam) neste natal (trópicos, paris, nova iorque, assim). A produção de novos valores, a família a ser mais ultrapassada pela ânsia do status. E mais apelos ao cartão de crédito.
(Quanto pagarão os lóbis turísticos às revistas para este tipo de trabalho?).
Janeiro 2nd, 2008 — Imprensa Portuguesa
Rádio no carro (alugado). Pois, único sítio onde consumir o mais estupidificado dos meios de comunicação (desde os sinais de fumo até à telepatia). E, surpresa, conhecer
EuropaLX (fm
90.40) - som civilizado, gente civilizada. Depois, estrada fora, afinal é estação francesa …
(má vontade??)
Dezembro 30th, 2007 — Africa Austral, Imprensa Portuguesa
(18.12.2007) “Zuma na Caneca“: - meu sms para amigos longínquos (desses incultos que não acham o desaparecimento da “pequena maddie” o acontecimento internacional do ano).