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calamidades
Março 26th, 2007 — Globalização
Fevereiro 21st, 2007 — Globalização
Coisas do neo-celibato, à última hora descobre-se que quase tudo do importante vai faltando na casa quasi-pós-camping. Agora o termómetro, obrigatoriedade de pai. Ali à farmácia num pulo, confrontado com duas hipóteses. A mais barata, 230 meticais, origem indiana. A mais cara, 370 meticais, origem alemã. Hesito, confesso, quando inerte tendo ao buy european, proudly eurocentric, essas coisas. Depois, reajo, e não é só a bolsa que o provoca, é mesmo ideológico. Ser global é, agora, isto, o comprar indiano. Ser global, ser justo. E já agora, poupo 140 paus.
E lá vou medir a febrezita da minha princesa, dona desta nova casa. Ela consciente da tarefa até ao pi-pi-pi, e coisa grave não será, que não o aparenta. Mas, quanto? … Hâ…hâ… Ah, afinal. Pois o termómetro indiano, apesar da imagem do pacote mostrar o contrário, só dá temperaturas em Fº, enormes? No dia seguinte, febre debelada é certo, lá regresso à farmácia, “Senhora o termómetro que me vendeu? só dá temperaturas em Fahrenheit”, “O quê?”, mas logo investiga e se satisfaz “mas tem aqui a tabela das conversões”. Até me rio, num “era o que faltava”, troque-me (e trocou, vá lá, vá lá) lá isto pelo alemão mais caro.
Ser global?
Globalização (significados e significantes)
Novembro 24th, 2006 — Globalização, Ilha de Moçambique
Globalização
Novembro 24th, 2006 — Globalização, Ilha de Moçambique
Globalização e Linguística
Novembro 23rd, 2006 — Globalização, Linguística
Globalização
Novembro 23rd, 2006 — Globalização
Globalização
Outubro 4th, 2005 — Globalização
Afinal, desindustrialização?
Março 23rd, 2005 — Globalização
Aqui referi a problemática da abertura dos mercados. Necessária e fundamental. Mas por alguns vistos como resolução - como se a um omnipotente Estado “Paizinho dos Povos” se sucedesse uma outra omnipotência, a do Mercado Mágico.
Que formas históricas assumiu o liberalismo económico? E em que condições globais? São questões pouco dadas à proclamação de grandes princípios, e à negação (analfabeta, pois então) dos conteúdos sociopolíticos da economia. Muito em voga no meu país, que o giro iletrado dá jeito à gargalhada. E à audiência.
A este propósito transcrevo uma notícia do jornal “País”. Apenas uma notícia de jornal, não uma verdade indiscutida. Mas a questionar os factores do desenvolvimento africano.
***
Os produtores de algodão da África Austral estão preocupados com os baixos preços do algodão no mercado internacional, para além da generalizada falência que caracteriza o sector têxtil e de confecções de todo o continente. (…) as dificuldades que caracterizam o sector do algodão na África Austral são os mesmos de todo o continente. O grande constrangimento relaciona-se com os baixos preços praticados no mercado. (…) a abertura que aconteceu a partir de 1 de Janeiro do ano em curso está a impor uma outra dinâmica no mercado mundial (…) os países africanos não estão em condições de concorrer com os grandes produtores tais como a Índia, a China e a Indonésia. (…) Existe a percepção que o Lesotho conseguiu estabelecer a sua indústria têxtil e de confecções, mas trata-se de uma realidade aparente (…) a tendência também é para cair. O Quénia, por exemplo, só tem encomendas para mais um mês…
[texto de Arão Valoi, publicado no Pais, 19 Março 2005]
Março 17th, 2005 — Globalização
Pois é prezado MacGuffin, concordo, concordo. Em tudo. E, paradoxalmente, apenas em parte.
Porque a liberalização do comércio será fundamental para o desenvolvimento do sul (simplificação este norte-sul, mais um chavão). E provocará ondas de choque lá nos nortes. Com resmungos e oposições dos antigos internacionalistas, claro.
Mas a liberalização do comércio não chega. Cá em baixo produzem-se a baixa produtividade (aumentará com o mercado, claro) produtos primários. E os mercados estão cheios (aqui resmunga-se, o algodão, a copra, o sisal, o milho, etc, etc,) - algo que não aconteceu noutros processos de desenvolvimento, em épocas outras. E mais, alguns desses mercados estão controlados, muito cartel explícito e implícito - a Mão será Invisível mas a Luva da dita manápula não é nada branca, é bem Berrante. Peço desculpa aos hipotéticos leitores, sei que quando se põe em causa a invisibilidade da dita se ofendem os liberais (económicos), é afirmação tão anti-cristo como dizer aos comunistas que não há ideologia de classe economicamente determinada.
E quanto a uma industrialização, enfim, seria preciso mais do que eu para alinhavar os tantos obstáculos para que surja ela, rápida e em força. E competitiva.
Quebrar o proteccionismo (quando não houve proteccionismo?) é fundamental para um impulso. E que impulso! Mas há que fazer intervir mais do que o mercado. Para, e simplificando, não reproduzir na eternidade a diferença riquissimos-paupérrimos (mesmo que então já não moribundos). Estados? Organizações internacionais (Estados conjuntos)? E aqui isso chocará com as perspectivas do centro e direita, sabida que é a tradicional aversão ao subsídio, à “ajuda”, à intervenção estatal (excepto quando somos o receptáculo, claro está). Em suma, um verdadeiro desenvolvimento internacional implica um susto generalizado nos canteiros intelectuais aí. Era só isto.
E já agora, nesta questão os telhados aí já não têm vidros. E espero que chova bem. E que neve.
Dezembro 17th, 2003 — Europa-África, Globalização
Acabadinho de roubar do “Jogo”…
“Joseph Blatter disse o que lhe vai na alma ao prestigiado “Financial Times”. O presidente da FIFA não usou de meias palavras para definir o estado actual do desporto-rei: “Os principais clubes europeus funcionam cada vez mais como verdadeiros neocolonialistas, implicando-se na violação social e económica, ao roubarem aos países em desenvolvimento os seus melhores jogadores“.”




