
[Andrés Palop, Sevilha (não Bétis, sim Sevilha Futbol Club), selecção de Espanha]
“Cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio” (R. Nassar)
Junho 23rd, 2008 — Futebol, Lusofonia

[Andrés Palop, Sevilha (não Bétis, sim Sevilha Futbol Club), selecção de Espanha]
Junho 20th, 2008 — Futebol
Junho 5th, 2008 — Futebol, Sociedade portuguesa
Post para alguns dos meus amigos que por aqui passam:
Portugal. Vinte e tal anos. Há década e meia foi publicado o “Golpe de Estádio“, de Marinho Neves. Má prosa, má onda. Mas a trafulhice abordada só pecava por defeito. Vinte e tal anos de falsificações de apostas desportivas, de pressões, aldrabices, de guardas abeis e de carlos pinhões agredidos. De influências políticas, de construtores e afins, negócios e regionalizações. Vinte e tal anos. Mais calmos, mais senhoriais nos últimos anos. Mas arrogantes na mesma, desonestos na mesma, uma arrogância que passaram aos que os apoiam, ilustres jornalistas, romancistas, poetas, quadros, políticos, amigos, sempre no sorriso do “os árbitros roubam mas a equipa ajuda“. Como se por ser futebol pudessem por parênteses na honestidade pessoal, como se o futebol seja o biombo para mostrarem o lixo de gente que depois fingem não ser, num torpe não-sentido “é só futebol”. Deve ser o futebol uma escola de virtudes? Não! Mas por que há-de ser um escarrador? Vinte anos com Guterres ainda recém-chegado, homem nunca da bola, na praça do município a comemorar o bicampeonato, a mostrar-se o que era. Vinte anos com Loureiro do PSD a visitar o S. Bento de Guterres do PS com as criancinhas de Gondomar. Vinte anos de política, negócios e bola, esta na qual “os árbitros roubam mas a equipa ajuda“. E, já agora, sempre com a desculpa do Inocêncio Calabote na ponta da língua, quando a conversa se espraia.
Vinte anos que vão continuar. Mas sabe bem ver essa escumalha zangada com a UEFA. E já lá vem o nacionalismo, que devem ser tratados como os outros ladrões, amnistiados entenda-se. É exactamente por serem portugueses, é exactamente por patriotismo, que tanto sabe bem. Que com o mal dos outros posso eu bem. Com o mal nosso é que custa, com a escumalha nossa é que custa. Não a escumalha que ganha dinheiro com isto. Sim a escumalha adepta, bloguista, do convívio, até amiga, essa do riso alvar, do sorriso mariola, do “os árbitros roubam mas a equipa ajuda“.
És tu, meu(s) amigo(s)? Lembras-te de me teres dito isso? Lembras-te da minha irritação? Lembras-te de quando se fala das redes que tudo isto aguentou me dizeres “bem, isso é outra coisa“, e depois até concordares, nem que fosse para me calar? Lembras-te disso, lembras-te de seres tão português? É de ti que falo quando digo “escumalha”. E até de mim, pois mesmo assim teu amigo, até abrindo-te a porta da casa (ainda que trancando as pratas, digo-te agora, que num batoteiro não se confia totalmente). Mas apesar de tudo não tão podre como tu. Porque se “os árbitros roubam a equipa que se foda”. Coisa que tu nunca hás-de compreender. Porque és uma merda. Um “árbitro” em potência.
Por isso é tão porreiro hoje estares chateado. Com a UEFA. Ainda que daqui uns dias tudo volte a estar bem. Para ti. Para os “árbitros”.
Junho 1st, 2008 — Futebol, Paternidade, Sociedade portuguesa
Toca o telefone, um amigo a perguntar se estou a ver televisão. “Não?”, então que a ligue, vai-me anunciando os milhares à volta da selecção de partida para a Suíça, os motardes imigrados por lá também à espera no aeroporto, a RTP-A/I transmitindo em directo o delírio colectivo. Quem me telefona não é um inimigo da bola, a desculpa da chamada até foi o comentário à contratação do dia (”Postiga?, então o que achas?”), mas o que é demais tresanda, isto para não dizer que fede, que é mesmo isso, mas as homofonias são desagradáveis quando se quer manter o nível.
Bem, lá vou eu ligar a televisão. Ali está a Carolina (a minha filha que fez seis anos esta semana) a escrever uma carta - sua autonómica decisão - aos avós a dizer-lhes que tem saudades da família e de Portugal. Enquanto escreve eu fico a ver um avião da TAP na pista do aeroporto da Portela a preparar-se para levantar voo enquanto um locutor e o professor Marcelo, em mangas de camisa e de cachecol da selecção portuguesa, vão comentando sobre a importância do evento futuro e desta partida dos jogadores. Alguns minutos se vão arrastando e enquanto o avião (”um Airbus” modelo não sei quantos, avisam, sob o comando do “comandante Coutinho“, sossegam-nos) se vai posicionando o professor Marcelo - que um dia quis ser primeiro-ministro do país, imagine-se - anuncia o efeito bandeirístico que regressa, rejubila com a atenção nacional, etc. O tal Airbus do comandante Coutinho (mui decente profissional, estou certo, e que não tem culpa desta maluqueira toda) estanca no início da pista aguardando o sinal da torre do controle, explica-nos o locutor (para a gente não descrer que a selecção voará para o Euro, presumo), e dentro de pouco o professor Marcelo (insisto, que um dia quis ser primeiro-ministro, imagine-se) irá dizer-nos, preocupado, que o avião está a rolar tempo demais, a custar-lhe descolar, e repete-o, provocando-nos um pequeno frissonzito, “deus queira que tudo corra bem” pensará a pátria, e assim correu, vá lá, lá seguiram eles. Mas ainda antes disso, ainda com o comandante Coutinho, digníssimo profissional, esperando a “luz verde” para arrancar, e nós expectantes desse sempre arriscado momento, não é assim?, a Carolina - repito, em autonómica decisão de escrever uma patriótica carta, “cheia de saudades de Portugal” e “dos avós“, que a avó Marília “me deixa fazer tudo” e o “avô António faz maluquices” -, e a Carolina, dizia eu, interrompe o seu afã pátrio, vira-se para mim armando olhar crítico, e até surpreso de me ver a ver aquilo, e dispara com entoação “ó pai, os aviões não são importantes!”.
Fico-me a sorrir. Se se mantiver assim a esta, quando crescer, não há-de o professor Marcelo enganar com as suas vichyssoises. Palhaçada … ao que um homem desce. Ao que este desceu. E tantos com ele …
Outubro 2nd, 2007 — Futebol, Sporting
Agosto 14th, 2007 — Futebol
Agosto 1st, 2007 — Futebol, Sporting
Junho 17th, 2007 — Futebol
O coleccionador Joe Berardo quer adquirir o Benfica: uma bela instalação para o Museu, o local apropriado para o referido artefacto. Parabéns pela iniciativa.
Março 28th, 2007 — Futebol
Vamos a eles! Ziveli!
Agosto 30th, 2006 — Futebol
Mambas. Penso ser óbvio que uma apropriada preparação da campanha dos Mambas no Can-2008 exigirá confrontos com adversários de maior gabarito.
Agosto 15th, 2006 — Futebol
[Costa do Sol-S.L. Benfica, Torneio “Encontro de Gigantes”, Estádio da Machava, Maio 2006; à entrada na bancada “Sombra”; aquecimento da equipa visitante]
Abril 24th, 2006 — Futebol
Abril 2nd, 2006 — Futebol
Março 8th, 2006 — Futebol
Março 8th, 2006 — Futebol
You’ll Never Walk Alone
When you walk through a storm,
Hold your head up high,
And don’t be afraid of the dark
At the end of a storm,
There’s a golden sky,
And the sweet silver song of a lark.
Walk on through the wind,
Walk on through the rain,
Though your dreams be tossed and blown..
Walk on, walk on, with hope in your heart,
And you’ll never walk alone…
Walk on, walk on, with hope in your heart,
And you’ll never walk alone…
You’ll never walk alone.
Fevereiro 14th, 2006 — Futebol, Imprensa Portuguesa
Tanta polémica, tanta certeza, tanta coisa, tanta poeira, mero pó. Pois por cá , este cá tão “lusófono” “cplp” mesmo, no último fim-de-semana qual foi o único canal de tv, entre as agora dezeníssimas do cabo, que transmitiu o simples Académica-Boavista? Adivinham?
Pois claro, o Al Jazeera Sport.
Tantos doutores, tantos tecladores. Tantas certezas…
Janeiro 29th, 2006 — Futebol

[Foto retirada daqui.]
Janeiro 8th, 2006 — Futebol
Wender … Deixemo-nos de coisas, há muita incompetência no Sporting Club de Portugal. Foi “um Natal que nos deu”. Passo … e nem “para o ano é que é!”.
Dezembro 7th, 2005 — Futebol
Novembro 21st, 2005 — Futebol
Já aqui várias vezes louvei o Terceiro Anel. Mas vou-me desiludindo: hoje, 24 horas depois de Braga já há textos sobre coisas recentes mas nada sobre isso de Braga, tão mais anterior. As dores da derrota impedem a escrita? E assim se desvanece o encanto.