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Euro-08: PALOP nas meias-finais

[Andrés Palop, Sevilha (não Bétis, sim Sevilha Futbol Club), selecção de Espanha]

Euro 2008: geração de ouro

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MVP.

Os árbitros roubam mas a equipa ajuda

Post para alguns dos meus amigos que por aqui passam: 

Portugal. Vinte e tal anos. Há década e meia foi publicado o “Golpe de Estádio“, de Marinho Neves. Má prosa, má onda. Mas a trafulhice abordada só pecava por defeito. Vinte e tal anos de falsificações de apostas desportivas, de pressões, aldrabices, de guardas abeis e de carlos pinhões agredidos. De influências políticas, de construtores e afins, negócios e regionalizações. Vinte e tal anos. Mais calmos, mais senhoriais nos últimos anos. Mas arrogantes na mesma, desonestos na mesma, uma arrogância que passaram aos que os apoiam, ilustres jornalistas, romancistas, poetas, quadros, políticos, amigos, sempre no sorriso do “os árbitros roubam mas a equipa ajuda“. Como se por ser futebol pudessem por parênteses na honestidade pessoal, como se o futebol seja o biombo para mostrarem o lixo de gente que depois fingem não ser, num torpe não-sentido “é só futebol”. Deve ser o futebol uma escola de virtudes? Não! Mas por que há-de ser um escarrador? Vinte anos com Guterres ainda recém-chegado, homem nunca da bola, na praça do município a comemorar o bicampeonato, a mostrar-se o que era. Vinte anos com Loureiro do PSD a visitar o S. Bento de Guterres do PS com as criancinhas de Gondomar. Vinte anos de política, negócios e bola, esta na qual “os árbitros roubam mas a equipa ajuda“. E, já agora, sempre com a desculpa do Inocêncio Calabote na ponta da língua, quando a conversa se espraia.

Vinte anos que vão continuar. Mas sabe bem ver essa escumalha zangada com a UEFA. E já lá vem o nacionalismo, que devem ser tratados como os outros ladrões, amnistiados entenda-se. É exactamente por serem portugueses, é exactamente por patriotismo, que tanto sabe bem. Que com o mal dos outros posso eu bem. Com o mal nosso é que custa, com a escumalha nossa é que custa. Não a escumalha que ganha dinheiro com isto. Sim a escumalha adepta, bloguista, do convívio, até amiga, essa do riso alvar, do sorriso mariola, do “os árbitros roubam mas a equipa ajuda“.

És tu, meu(s) amigo(s)? Lembras-te de me teres dito isso? Lembras-te da minha irritação? Lembras-te de quando se fala das redes que tudo isto aguentou me dizeres “bem, isso é outra coisa“, e depois até concordares, nem que fosse para me calar? Lembras-te disso, lembras-te de seres tão português? É de ti que falo quando digo “escumalha”. E até de mim, pois mesmo assim teu amigo, até abrindo-te a porta da casa (ainda que trancando as pratas, digo-te agora, que num batoteiro não se confia totalmente). Mas apesar de tudo não tão podre como tu. Porque se “os árbitros roubam a equipa que se foda”. Coisa que tu nunca hás-de compreender. Porque és uma merda. Um “árbitro” em potência.

Por isso é tão porreiro hoje estares chateado. Com a UEFA. Ainda que daqui uns dias tudo volte a estar bem. Para ti. Para os “árbitros”.

O Airbus de Marcelo Rebelo de Sousa

Toca o telefone, um amigo a perguntar se estou a ver televisão. “Não?”, então que a ligue, vai-me anunciando os milhares à volta da selecção de partida para a Suíça, os motardes imigrados por lá também à espera no aeroporto, a RTP-A/I transmitindo em directo o delírio colectivo. Quem me telefona não é um inimigo da bola, a desculpa da chamada até foi o comentário à contratação do dia (”Postiga?, então o que achas?”), mas o que é demais tresanda, isto para não dizer que fede, que é mesmo isso, mas as homofonias são desagradáveis quando se quer manter o nível.

Bem, lá vou eu ligar a televisão. Ali está a Carolina (a minha filha que fez seis anos esta semana) a escrever uma carta - sua autonómica decisão - aos avós a dizer-lhes que tem saudades da família e de Portugal. Enquanto escreve eu fico a ver um avião da TAP na pista do aeroporto da Portela a preparar-se para levantar voo enquanto um locutor e o professor Marcelo, em mangas de camisa e de cachecol da selecção portuguesa, vão comentando sobre a importância do evento futuro e desta partida dos jogadores. Alguns minutos se vão arrastando e enquanto o avião (”um Airbus” modelo não sei quantos, avisam, sob o comando do “comandante Coutinho“, sossegam-nos) se vai posicionando o professor Marcelo - que um dia quis ser primeiro-ministro do país, imagine-se - anuncia o efeito bandeirístico que regressa, rejubila com a atenção nacional, etc. O tal Airbus do comandante Coutinho (mui decente profissional, estou certo, e que não tem culpa desta maluqueira toda) estanca no início da pista aguardando o sinal da torre do controle, explica-nos o locutor (para a gente não descrer que a selecção voará para o Euro, presumo), e dentro de pouco o professor Marcelo (insisto, que um dia quis ser primeiro-ministro, imagine-se) irá dizer-nos, preocupado, que o avião está a rolar tempo demais, a custar-lhe descolar, e repete-o, provocando-nos um pequeno frissonzito, “deus queira que tudo corra bem” pensará a pátria, e assim correu, vá lá, lá seguiram eles. Mas ainda antes disso, ainda com o comandante Coutinho, digníssimo profissional, esperando a “luz verde” para arrancar, e nós expectantes desse sempre arriscado momento, não é assim?, a Carolina - repito, em autonómica decisão de escrever uma patriótica carta, “cheia de saudades de Portugal” e “dos avós“, que a avó Marília “me deixa fazer tudo” e o “avô António faz maluquices” -, e a Carolina, dizia eu, interrompe o seu afã pátrio, vira-se para mim armando olhar crítico, e até surpreso de me ver a ver aquilo, e dispara com entoação “ó pai, os aviões não são importantes!”.

Fico-me a sorrir. Se se mantiver assim a esta, quando crescer, não há-de o professor Marcelo enganar com as suas vichyssoises. Palhaçada … ao que um homem desce. Ao que este desceu. E tantos com ele …

No Núcleo do Sporting, ao Tirol.
Adenda: afinal fechado, nenhuma estação a transmitir. Indignação radical, em Portugal continua o desrespeito por aqueles que andam cá fora a ganhar a vida.
Ao meu indignado “É um atentado à lusofonia” retorquiu amiga avisada, até filósofa, no intercâmbio smsístico: “Se para ganharmos é preciso não ver volto de bom grado ao rádio de pilhas”. O regresso do transístor…

Que os habitantes do Valhalla vos liderem … Forca!!!

O coleccionador Joe Berardo quer adquirir o Benfica: uma bela instalação para o Museu, o local apropriado para o referido artefacto. Parabéns pela iniciativa.

Interregno luso

Vamos a eles! Ziveli!

Mambas. Penso ser óbvio que uma apropriada preparação da campanha dos Mambas no Can-2008 exigirá confrontos com adversários de maior gabarito.

Já me esquecia: Benfica no Estádio da Machava

[Costa do Sol-S.L. Benfica, Torneio “Encontro de Gigantes”, Estádio da Machava, Maio 2006; à entrada na bancada “Sombra”; aquecimento da equipa visitante]

Via Adufe regresso ao Canhoto e a esta máxima: “o futebol é o regresso semanal à infância”. É. Às (muitas) vezes tenho aqui falado dessa meninice semanal (ainda que hoje em dia seja quase todos os dias, um ameninar constante). Algumas vezes perguntando-me se será possível olhar para (ess)a infância também com olhos de adulto sem por isso a matar/envelhecer? Eu acredito que sim. Outros querem ser meninos todo o dia, todos os dias.

Em Maio o Benfica virá a Maputo, disputar um quadrangular. A equipa principal, ainda que sem os seleccionáveis para o Mundial. O Ma-schamba, até por razões profissionais, irá acompanhar o mais possível este torneio com o Petro de Luanda, Costa do Sol e uma equipa sul-africana. O spleen de Maputo regredirá para um vero frisson, creio. O frisson de Maputo.
Entretanto o referido Benfica continua, 3 vezes seguidas. Os relativistas culturais fundamentalistas, crentes num mundo mágico, continuam a interpretar. Outros, os que acreditam nalguns laivos de empiria, sorriem. De desprezo.

Eu hoje acordei assim

Eu hoje adormeci assim

You’ll Never Walk Alone

When you walk through a storm,
Hold your head up high,
And don’t be afraid of the dark
At the end of a storm,
There’s a golden sky,
And the sweet silver song of a lark.
Walk on through the wind,
Walk on through the rain,
Though your dreams be tossed and blown..
Walk on, walk on, with hope in your heart,
And you’ll never walk alone…
Walk on, walk on, with hope in your heart,
And you’ll never walk alone…
You’ll never walk alone.

الجزيرة نت

Tanta polémica, tanta certeza, tanta coisa, tanta poeira, mero pó. Pois por cá , este cá tão “lusófono” “cplp” mesmo, no último fim-de-semana qual foi o único canal de tv, entre as agora dezeníssimas do cabo, que transmitiu o simples Académica-Boavista? Adivinham?

Pois claro, o Al Jazeera Sport.

Tantos doutores, tantos tecladores. Tantas certezas…

Nunca duvidei (claro)

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[Foto retirada daqui.]

Foi um Natal que nos deu

Wender … Deixemo-nos de coisas, há muita incompetência no Sporting Club de Portugal. Foi “um Natal que nos deu”. Passo … e nem “para o ano é que é!”.

 

Hoje à noite: apoiemos uma Causa Nacional

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Adenda.

Desiludindo-me com um blog

Já aqui várias vezes louvei o Terceiro Anel. Mas vou-me desiludindo: hoje, 24 horas depois de Braga já há textos sobre coisas recentes mas nada sobre isso de Braga, tão mais anterior. As dores da derrota impedem a escrita? E assim se desvanece o encanto.