Archive for the ‘Fotografia Moçambique’ Category

Reportagem fotográfica das manifestações de Maputo

Quinta-feira, Setembro 2nd, 2010

A reportagem fotográfica das manifestações realizada por António Silva (que também é confrade bloguista).


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LacriMozart

Terça-feira, Agosto 31st, 2010

(por AL lacrimosa) –


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Segunda-feira, Agosto 30th, 2010

[Fotografia de Luís Abelard]

mas porque é que me ensinaste a clareza da vista / Se não me podias ensinar a ter a alma com que a ver clara … Porque é que me acordaste para a sensação e a nova alma / Se eu não saberei sentir, se a minha alma é de sempre a minha.”

jpt (interrompendo)


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Uma Imagem para o Luís Abelard

Sábado, Agosto 28th, 2010

PSB


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Post dedicado aos nossos fotógrafos residentes

Sexta-feira, Agosto 20th, 2010

(por AL em reacção retardada)

Celebrou-se ontem o Dia Mundial da Fotografia. Tendo nós dois fotógrafos residentes – o PSB e o MVF – aqui fica a nossa modesta homenagem: a re-reprodução de uma foto de cada um deles, ja publicadas aqui noutros posts. A selecção das fotos foi minha.

Do PSB escolhi esta:

Do MVF escolhi a da sua estreia:

Apreciem!


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Expresso em Moçambique

Quinta-feira, Julho 29th, 2010

Só agora, e por via de uma oferta do “nosso” PSB, tive acesso a esta edição da revista “Única” (Expresso, 5.6.2010), dedicada a África a propósito do Mundial de futebol na África do Sul. O meu interesse prendia-se pela inclusão da reportagem “Moçambique, o País dos Mil Caminhos”, de Ricardo Marques. Um jornalista de quem li, já há anos, o livro Moçambique, o Regresso dos Soldados, reportagem sobre as viagens de saudade dos soldados portugueses que aqui fizeram a guerra. Livro agradável e provido de um bom olhar sobre o real, entenda-se uma atitude nua de paternalismos, culpabilizações, exaltações e/ou saudosismos, algo rara em patrícios mas ainda mais em jornalistas. Agora, e de novo, o Ricardo Marques meteu uma boa lente para viajar no país. Ou seja, tem a arte de escrever sobre Moçambique sem fazer actuar a panóplia de preconceitos recorrentes. Uma pena que não esteja disponível na internet – ainda para mais sendo texto de jornal, em assim sendo tornado supra-perecível. Algo que um jornal como o “Expresso” poderia resolver, dignificando os textos dos seus repórteres. Mas visitável é a galeria de fotos da reportagem, da autoria do confrade António Silva.

Na mesma publicação encontro um artigo de Mia Couto, “Esta África que não é“. Também indisponível na internet, mas neste caso provavelmente virá a ser integrado em futura colectânea de textos do autor. Uma frase cristalina, arguta: “A ideia do bom selvagem foi incorporada na vista que os africanos têm de si mesmos“. É apenas uma generalização, mas assim assumida. Total concordância com ela. Obstáculo, legitimador, de entendimento e acção. E, quantas vezes, partilhada pelo exo-africanos, uma (afinal não tão) estranha simbiose.

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Buala. Um Portal sobre Cultura Contemporânea Africana

Sábado, Junho 26th, 2010

[Fotografia de Mauro Pinto, copiada de Pontos de Convergência - Maputo/Luanda, inscritos na Galeria Virtual]

Obrigatório acompanhar o Buala. Cultura Contemporânea Africana, com coordenação de Marta Lança (edição geral) e Marta Mestre (edição da galeria). É o primeiro portal multidisciplinar em língua portuguesa de reflexão, crítica e documentação das culturas africanas contemporâneas. E está muito bem conseguido, excelente mesmo.

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Água é Vida

Sábado, Junho 12th, 2010

[Fotografia de Mauro Pinto, reproduzida do desdobrável que acompanha a exposição]

Até 14 de Junho poder-se-á visitar na AMF a mostra colectiva “Água é Vida”, que apresenta trabalhos de doze fotógrafos, profissionais e amadores: Mauro Pinto, Hugo Costa, Hugo Soeiro, Anabela Lemos, Carlos Litos, Daniel Ribeiro, Carlos Bento, Madyo Couto, Zeca Ribeiro, Uno Pereira, Paulo Alexandre, Filipe Branquinho. Na sua grande maioria inscritos na tradição fotográfica local, um olhar repórter – com particular excepção das fotografias de Uno Pereira. Mas coisas díspares, atenções diversificadas sobre fauna, trabalho extractivo, mundo rural, etnografia urbana, etc. o que torna a mostra muito visitável. Pelo que tem – e nesse contexto entre outras fiquei atento (quando é com fotografias a minha “atenção” é sempre sinónimo de “inveja”) a uma foto de Paulo Alexandre (“Maputo 2008″, um delicioso momento de cheias na Baixa da cidade) e a uma de Madyo Couto (“Ilha de Moçambique, 2009″). Mas também visitável pelo que aponta serem as constantes dominantes da prática fotográfica em Moçambique, uma tendência demonstrativa empenhada, um “mostrar do mundo” pelo mundo. Característica abrangente talvez mais entendível num mostra até despretenciosa como esta do que em eventos mais encenados e/ou profissionais.

Uma outra razão de peso para visitar a mostra – e para trazer a documentação que a acompanha – será a de assim se poder contactar com a organização que a patrocina, a Justiça Ambiental. Esta é uma ONG voluntária nacional que vem actuando na área da protecção ambiental e do incentivo ao debate público desde há quase uma década. Explicitamente, e esta exposição nisso se insere, no questionamento ao paradigma desenvolvimentista casado com a produção de barragens eléctricas. Tem a Justiça Ambiental tentado problematizar essa questão, em particular o projecto da nova barragem de Mphanda Nkuwa. Assim recusando a tendência para se considerar a inevitabilidade da construção desta (e doutras barragens), a naturalidade da equação comum, que correlaciona desenvolvimento e incremento de produção eléctrica.

São, todas estas, razões para se roubar um bocado ao fim-de-semana e ir ver a mostra. Assim reganhando o tal bocado.

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Concurso Fotográfico sobre Pancho Guedes

Segunda-feira, Junho 7th, 2010

No sítio Pancho Guedes. A Aventura da Arquitectura, o Desafio ao Formalismo está o Regulamento do Concurso de Fotografia dedicado à obra do arquitecto bem como a Lista (e morada) de 112 das suas obras em Maputo, assim à mão de fotografar. As fotografias podem ser entregues até ao próximo dia 11 de Junho no Consulado de Portugal (Av. Mao-Tse-Tung) ou na Associação Moçambicana de Fotografia (Av. Julius Nyerere), e no próprio sítio há mais informações sobre a matéria.

Eu gostava de ter tirado esta fotografia

Adenda: A este propósito Duarte d’Oliveira lembra duas notas suas sobre Pancho Guedes como fotógrafo.

“Bebé Mamã” é o título de um pequeno livro (de 43 páginas, que reencontrei ao arrumar uma das estantes do meu escritório) editado pelo Serviço Extra-Escolar da Província de Moçambique “Para a Melhoria Educativa e Social das Populações Moçambicanas”. Não tem data de edição mas trata-se de um “Trabalho executado nas oficinas gráficas da Empresa Moderna, Lda.”, sediada em Lourenço Marques. O texto é de Deolinda Martins e as fotografias e arranjo gráfico são de A. d’Alpoim Guedes. [...] [Sobre Deolinda Martins]. Para além de informações complementares que se encontram nesse texto juntou-lhe ainda uma outra nota: Pancho Guedes – fotógrafo pela saúde da mãe moçambicana.

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Tomás Cumbana

Domingo, Junho 6th, 2010

Já em tempos o recomendei aqui mas sai de novo a proposta de uma visita ao sítio do fotógrafo Tomás Cumbana. Também como pretexto para o desafiar a aumentar o espólio ali disponibilizado: uma interessante reportagem sobre a população da lixeira de Maputo, uma terrível reportagem sobre a explosão do paiol de Maputo. Mas há com certeza mais nos arquivos do fotógrafo. E que nos permita ultrapassar este olhar sobre a estética do horror e da miséria, já agora.

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Revisitar Rangel

Sexta-feira, Junho 4th, 2010

Na Kulungwana (na estação dos CFM) inaugura a 10 de Junho (18 h.) uma retrospectiva de Ricardo Rangel, “Revisitar Rangel” que estará exposta até 15 de Julho. Teremos mais de um mês para matar saudades …

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Exposição “Água é Vida”

Quarta-feira, Junho 2nd, 2010

A “Justiça Ambiental”, organização ambientalista, organiza uma exposição colectiva de fotografia que será inaugurada no próximo dia 5 de Junho (esse que no calendário das “santas causas” é o Dia Mundial do Ambiente) na Associação Moçambicana de Fotografia (na Av. Julius Nyerere, ao “Mundo’s”, para quem não saiba). Dos vários fotógrafos participantes apenas tenho notícias de Mauro Pinto.

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Fotografias em Moçambique e não só

Sexta-feira, Maio 21st, 2010

Acabo de descobrir o Blografias com Luz, um blog veterano que “mostra trabalhos a preto-e-branco de fotógrafos portugueses” (e muitos). Muito mais do que recomendável, e não só pelas fotografias do vizinho (em Maputo) Francisco Máximo (o sítio dele), que ali vem deixando também belas fotografias sobre Moçambique. A visitar, mesmo.

[a fotografia é do Francisco Máximo, roubei do blog, e é um local aqui ao lado no Mpumalanga]

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Anjos Urbanos de José Cabral, no Franco-Moçambicano

Sábado, Maio 15th, 2010

No Centro Cultural Franco-Moçambicano inaugura na próxima terça-feira (18.05) a exposição “Anjos Urbanos” de José Cabral. Esta exposição – que vem na sequência da anterior “As Linhas da Minha Mão”, um roteiro fotobiográfico apresentado na PhotoFesta de 2006 – foi anteriormente apresentada em Portugal tendo merecido várias referências de Alexandre Pomar, conhecido especialista nas coisas da fotografia. Para apresentação desta exposição aqui ficam as várias referências que Pomar lhe fez: José Cabral. Condição Humana, José Cabral. Uma Página no Savana, José Cabral na P.4, José Cabral – P.4.

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Feira do Livro em Maputo

Sábado, Abril 24th, 2010

No Jardim dos Professores, à Josina Machel, de ontem até amanhã, há feira do livro. Vale a pena visitar, e saudar, pois tem ar de quem se poderá institucionalizar, tornar periódica – até pelo local, popular e central [ali estamos no "museu"], que está cuidado e infraestruturado (sanitários, cafés, acessos fáceis, limpo), sendo espaçoso o suficiente para acolher uma Feira do Livro do Maputo. Virá a ser?

Nesta realização um bom conjunto para a cidade. Há muita animação cultural, música (ontem ouvi Stewart), lançamento de livros (ontem vi Aurélio Rocha apresentar o “Ilha de Moçambique”, que acaba de concluir com Augusto Nascimento e Eugénia Rodrigues), mesas-redondas, sessões de autógrafos (hoje ao fim da tarde estarão lá os pesos-pesados da prosa moçambicana), saraus de poesia e teatro (entre outras a Lucrécio Paco estará hoje), imensa coisa. As actividades de palco poderiam ser um pouco melhor coordenadas, acima de tudo alguém poderá marcar o compasso, e explicar ao apresentador que mostrar livros, abrir-lhes caminho, tem um “tempo” diferente do que o da música, dizer-lhe para não ter medo dos vagares, do falar baixo. São livros, não é o Fama Show, vamos com calma. Mas isso são pormenores, o programa está francamente muito apetecível.

Algumas das livrarias estão representadas, uma distribuidora pelo menos, várias das editoras (cujo número tem vindo a crescer um pouco), organismos públicos e instituições. Dá para comprar alguns livros com descontos, que variam, mas ainda há expositores cacatas (forretas), que julgam que ir para uma feira dar 10% de desconto é uma estratégia aceitável – é uma parvoíce, é uma estratégia de mercearia de vão de escada, apenas apouca as empresas em causa. Mas outros entram no espírito (estratégia) de feira. Acima de tudo permite encontrar e até conhecer livros desaparecidos, e falo de edições nacionais, as quais continuam a sofrer o problema da inércia da distribuição e, acima de tudo, da reposição. Nestas reposição estou todo contente, havia perdido o “Sebastião Langa. Retratos de Uma Vida” (Arquivo Histórico de Moçambique, 2001), um livro fundamental e tão belo.

Há também as “mesas” estrangeiras, de algumas instituições de acção cultural externa que existem na cidade. O Alemanha-Moçambique, com mostra de livros – mas aqui há a dificuldade da língua. Uma representação italiana – mas é o mesmo, ou quase, que me é custosa a leitura. O Camões com uma pequena mostra de ficções sobre o 25 de Abril existente na sua biblioteca. Os franceses, que são uma delícia sob vários pontos de vista, vendem o fundo da biblioteca (que está a ser renovada) a 50 e 100 meticais cada livro. Não abunda em “panache” mas também a França já não é o que foi em tempos. Por isso mesmo trouxe um Cocteau, um Cohen (Albert) e um Constant – hoje voltarei para ver de outras letras do alfabeto.

Depois há, e nos últimos anos é sempre um caso à parte, a representação espanhola – continuam, no que respeita à cultura a saber marcar presença, e nisso a diferença. Agora apresentam uma banca não muito vasta mas super-interessante, acima de tudo super-interessada: nota-se que foi preparada, planificada, que entrou nos cuidados de programação, que alguém se preocupou com a Feira do Livro de Maputo, que têm gente a trabalhar na acção cultural externa, que têm objectivos e alguns meios, por modestos que sejam. Isso o mostra a vinda de escritores para apresentarem livros: uma poetisa nicaraguense, um ficcionista guineense, um desenhador aqui anteriormente residente (também os italianos trazem um ilustrador) - com toda a certeza que são estas actividades que podem apoiar, induzir, irmanar, a ideia de uma feira do livro anual local. Para mais os espanhóis surgem apresentando livros, edições patrocinadas (e por isso as vendem a meros 100 meticais cada). Mas todos os Estados patrocinam e só os espanhóis aparecem mostrando o que têm, possibilitando o que têm, neste caso trabalhos apetecíveis, de qualidade e interesse - com toda a certeza que a sua produção cabe num projecto político hispânico. Mas tem qualidade. E, se existe, mostra-se. Por isso mesmo aqui está. Fiquei com três antologias poéticas do século XX, a hispanidade poética de Chile, Peru, México - e por lá ficaram as antologias relativas à Venezuela, ao Equador e mais países, que tem que haver limites nem que sejam os físicos, das estantes.

Não há dúvida, os espanhóis têm vindo a trabalhar bem na promoção das suas actividades culturais, do seu país. Que venha o Cervantes para Maputo. E depressa, para trazer algo do mundo com ele.

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