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Outubro 8th, 2009 — Desporto, Jogos Olímpicos

(por ABM)
(Veja este excelente vídeo) : time=week
Atrasadamente, biso o JPT em gritar um grande hurra pela escolha do Rio de Janeiro como a cidade que vai receber os jogos olímpicos em 2016. Na televisão, Lula foi hilariante e divertido no expressar da sua emoção, com que simpatizo.
Acho que o Rio de Janeiro não vê uma coisa destas desde que o sisudo príncipe regente D. João de Bragança, a sua tresloucada mãe Maria I e a mulher, a famigerada Carlota Joaquina (Teresa Caetana de Bourbon e Bourbon, uma espanhola tesa casada com um monarca de meias sopas, acima retratada no seu esplendor), que mais tarde comentaria nunca ter visto tamanha “negritude” na sua vida, ali aportaram com toda a Corte portuguesa, assim escapando em tropical delírio às garras de Napoleão e preservando a dinastia por mais uns anitos.
Uns anos depois, muito chateadamente, João lá volta para Europa enquanto Napoleão faz o percurso contrário para a vizinha e charmosa Santa Helena, e até morrer só tem chatices atrás de chatices com a mulher e os filhos.
Tendo nós aquela matrizezinha luso-latina, imagino que nos próximos anos vai ser ver tudo no Rio de pernas para o ar em obras, porrada da grossa nas favelas, impostos a doer e roubar nas obras públicas, preços a subir e especulação imobiliária. Boa sorte! E muitos parabéns. Estou convicto que ninguém é melhor que os cariocas para fazer uma festa destas.
Portanto acima vai a versão “olímpica” da Aquarela do Brasil, o imortal hino de Ary Barroso. E a letra e a história da canção fica aqui em baixo.
Outubro 5th, 2009 — Jogos Olímpicos, Mundo

(Modifiquei o texto, amputando-lhe o que não é realmente importante) Escolhida que foi a sede dos Jogos Olímpicos sucedeu-se o júbilo. Primeiro ponto, e aí estou de corpo e alma, a virulenta canelada no infecto obamismo que a imbecilidade racista vem agitando nos dois últimos anos. Aleluia! Depois, bi-aleluia, viva a lusofonia – nossos “irmãos” brasileiros acolherão o mundial do futebol e as olimpíadas, e aí estou sem corpo nem alma. E, num terceiro aleluia, é o crescendo sul, o crescente sul. E aqui estou a rir-me do sulismo desnorteado.
O quarto aleluia, o meu aleluia, é que esta olimpíada pode fazer lembrar que o regime corrupto de Lula da Silva é grande incentivador – tal como anteriores títeres de Brasília – do abate amazónico. Sim, eu sei que a culpa é do Grande Capital. Mas como eles, os lulas, D’ele recebem jorna, pode ser altura para a gente lembrar isto. Sempre são as epistemologias do centro. Perdão, da humanidade.
jpt
Setembro 7th, 2008 — Jogos Olímpicos
Michael Phelps quando jovem nadador.
Agosto 22nd, 2008 — Imprensa Portuguesa, Jogos Olímpicos
Tudo isso vem a cabeca quando Nelson Évora ganha o ouro no triplo-salto dos Jogos Olimpicos e o jornal Publico – o “jornal de referência” ao que sempre ouvi dizer – tem um enviado a Pequim chamado Hugo Daniel Sousa, de profissão jornalista, a escrever (duas vezes) que para que Évora chegasse a campeão olímpico foi necessário “delapidar o diamante”. Paulo Querido, a um profissional da palavra escrita que bota isto a gente chama-lhe o quê? “Lumpen”?
Agosto 8th, 2008 — Jogos Olímpicos
Agosto 7th, 2008 — Jogos Olímpicos
Setembro 3rd, 2004 — Jogos Olímpicos, Politica Portuguesa
É conhecida a “legislarreia” portuguesa (queixam-se alguns juristas). Então no meio de tanta lei, decreto e regulamento bem que podiam estipular penas de prisão para os imbecis que invadem actos públicos para gozo próprio. E não venham com a “liberdade de expressão”: não foi disso que se tratou em Julho na
Luz, nem em Agosto na
piscina de Atenas, nem agora no lamentável ataque ao maratonista brasileiro.
Não estou a pedir a proibição de manifestação públicas (as cujas têm regulamentares prévios avisos, diga-se). Estou a resmungar contra os mais imbecis dos hooligans. Travestidos de engraçados.
Ou está tudo à espera de um Lennon desportivo?
Agosto 29th, 2004 — Jogos Olímpicos, Mundo
Acabaram os de Atenas. Ao que julgo saber participaram 202 países.
Gostaria que nas olimpíadas de Beijin participasse pelo menos mais um: o Tibete. Se assim entendessem, livremente, os tibetanos. Os tibetanos, não os colonos chineses.
Mas como pressionar um país com 300 milhões de telemóveis e tantos mais por vender? Ainda por cima com uma bandeira vermelha hasteada?
Pressionando, claro está.
Em 1980 o urso Misha parecia indestrutível, imorredoiro. E aquela Indonésia idem.
Agosto 27th, 2004 — Jogos Olímpicos, Sociedade portuguesa
Obikwelu nos Jogos Olímpicos veio fazer falar sobre a nacionalidade portuguesa. A prata de Obikwelu nos Jogos Olímpicos veio pacificar (calar) a conversa sobre a nacionalidade portuguesa.
Eu gostaria de saber quantos obikwelus coxos serão tão bem aceites por estas vozes públicas. Estrangeiros, pobres e pretos. Ainda por cima coxos… Ainda se forem saudáveis.
É que isto fia mais fino do que a prata deixa ver.
Eu sou compatriota de Miguel de Cervantes e nunca o ouvi dizer.
Agosto 25th, 2004 — Jogos Olímpicos

Nemov, o ginasta russo que foi assaltado, ficará como o Campeão Olímpico, a grande figura dos Jogos de Atenas. O seu exercício final, pedindo ao público para parar o protesto devido à roubalheira em curso e assim permitindo a continuação da competição, é merecedor de nota jamais ultrapassável.
Agosto 23rd, 2004 — Jogos Olímpicos, Maria Mutola

das Grandes Derrotas
Agosto 23rd, 2004 — Jogos Olímpicos, Paternidade
Estou a ficar velho, a amolecer, e se calhar a Carolina empurra-me.
E provo-o nestas coisas dos Jogos Olímpicos, aos quais estou hoje desatento, indiferente a todos esses comboios da química, até querendo esquecer os meus meros patins nesses inflaccionados modos, antigos já de vinte anos.
Provo-o também, a esse amolecimento, ao ver a reportagem sobre o lutador português, ali de sorriso rasgadissimo a sonhar uma medalha, para a dedicar à filha, e um ar de quem até se envergonha do atrevimento. Esse lutador que, já agora, também é surdo-quasemudo.
No sofá, ao vê-lo, logo arranjo um cigarro para acender, a esconder a cara da Inês, não me vá ela surpreender os olhos agora traidores da idade e me dê um qualquer olhar de carinho que me desmanche a pose, estúpido envergonhado. Enfim, sampaíces.
Vai-te a eles, pá! E que, só neste caso, não se lixem as medalhas. Porra, ganda gajo!
A ver se te enchem o Marquês. Eu irei apitar para a Nyerere!
Agosto 23rd, 2004 — Jogos Olímpicos, Sociedade portuguesa
Alguém saíu para a rua a buzinar?
Agosto 19th, 2004 — Jogos Olímpicos, Maria Mutola
(Foto Zsolt Szigetvary – NorthFoto-Zuma;
Newsweek, CXLIV, 7, 16 Agosto 2004)
Agosto 19th, 2004 — Icones, Jogos Olímpicos
(R. Goscinny & A. Uderzo)
Agosto 19th, 2004 — Jogos Olímpicos, Sociedade portuguesa
Há algum tempo, no rescaldo do Europeu de Futebol em Portugal, aqui pus um
texto irritadissimo com o que considerei um total “demissionismo” nacional, um sintoma de mediocridade, de preguiça mental e executiva, por parte dos agentes dos diferentes poderes.
Foi a propósito de coisa pouca. Mas essa coisa pouca entendi-a como gigantesco sintoma. Logo recebi algumas mensagens, vituperando o tom e criticando o teor do meu texto. Eu próprio me arrependi do
título, nitidamente exagerado. Penitenciei-me quanto a ele. Mas não quanto à vergonha e irritação em relação a um país que não tem uma ordem legislativa e uma prática que puna os infractores.
Hoje ao ler
notícia [abaixo transcrevo o texto] sobre algo semelhante acontecido nos Jogos Olímpicos, e tomando conhecimento da reacção ponderada da justiça grega, sem exageros mas punitiva como se exige num caso destes, lembro a minha irritação pátria. E tenho inveja.
Cinco Meses de Prisão para Invasor de Piscina Olímpica
Público, Quinta-feira, 19 de Agosto de 2004
O cidadão canadiano que na passada segunda-feira mergulhou na piscina olímpica de saltos em Atenas foi condenado a cinco meses de prisão, mas segundo fonte policial permanecerá em liberdade. O indivíduo de 31 anos lançou-se à água nu, com sapatos de palhaço calçados e tinha escrito no tronco o endereço electrónico de uma empresa conhecida por golpes publicitários em eventos desportivos. O homem foi ainda condenado a uma multa de 300 euros por violar as regras de funcionamento de provas desportivas. Devido ao incidente o comité organizativo dos Jogos reforçou já as medidas de segurança