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Abril 30th, 2008 — Bloguismo Moçambique, Correntes
Com simpatia Ivone Soares, no Meu Ser Original desafia o ma-blog para se integrar na corrente “não me importo …”. Não sendo o ma-blog um blog não posso lá responder ao amável desafio. E, se o assumir como para mim enviado, já o respondi.
Tem voz o ma-blog? Ou é apenas eco? Decido que a tem. Hoje inclui 141 blogs sobre Moçambique a alimentá-lo (nem todos indexados na sua coluna da direita, pois isso não está actualizado). Está o mais exaustivo que tenho conseguido. Inclui blogs que tenham sido actualizados desde Setembro de 2007 (com uma única excepção, terminada há alguns anos), ainda que vários estejam aparentemente encerrados.
A listagem inclui objectos muito diversos, como é natural. Exemplifico (as referências seguintes são ilustrativas, não hierarquizadoras) para ilustrar a pluralização do bloguismo “moçambicano”. Mais, para os interessados a sua consulta poderá conduzir a outros blogs das mesmas áreas (ou outras) apesar da parcimónia que os bloguistas moçambicanos têm em ligar (”linkar”) outros blogs - quando têm listas de ligações costumam fazê-las a um pequeno grupo já instituído, uma espécie de “links de prestígio”.
- temáticos profissionais: A Empresa e o Direito, CEO - Economista, Fenómeno Turismo;
- monográficos: Companhia de Moçambique, Fauna Bravia, Caça e Caçadores de Moçambique, Voando em Moçambique;
- divulgação de expressões artísticas: À Sombra dos Palmares, Mãos de Moçambique, Mbila - Música de Moçambique;
- educação: Centro de Ensino à Distância - UEM, Escola Portuguesa de Moçambique;
- da diáspora moçambicana: Ponte Moçambique-Suécia, Chapa 100;
- escritores: O Tricô das Maçanicas, Meu Quintal Dividido, Tatuagens de Estrelas;
- empresariais: Kampfumo, Gil Vicente Café Bar;
- expressões religiosas: Calling Rastafari, Moçambique Islâmico;
- reflexão política: Nação Coragem, Nullius in Verba;
- paisagísticos: Quelimane, Digital no Índico;
- intervenção académica: Ideias Críticas, Olhar Sociológico;
- políticos: Manuel de Araújo, Namburete;
- de imigrantes: Mi Vida en Mozambique, ma-schamba, Lusofolia;
- de jornalistas: Pátria Que Me Pariu, Crónicas Semanais de Luís David, Nantchite;
- de activismo musical: Hip-Hop Moçambicano, Hip-Hop do Jardim, Jungle Music;
- de activismo político-social: Diário de Um Sociólogo, MozambiqueOnline Blog;
- de auto-edição literária: Ekuru Yo Ophenta, Momentos de Vida, Silvi da Selva and Me;
- de incidência regional: Beira-Amar, Angoche Parapato Oweto;
- etc.
Conclusão:
1. Não me importo com a trabalheira em montar e actualizar este portal, que demonstra (e actualiza hora a hora) o exercício por cá da palavra livre e tão plural - uma mutação na palavra pública neste contexto, acho.
2. Não me importo que esteja (sempre) incompleto. É sua característica, não defeito.
3. (mauzinho) Não me importo que alguns bloguistas, que tanto me chatearam com telefonemas, sms’s e emails para lhes anunciar os neo-blogs (e lá o fiz, com prazer blogocompanheiro), tenham sido incapazes de deixar uma nota sobre isto, que é um instrumento não pessoal, mas sim colectivo. Ou seja, não me importo que as minudências in-blog sejam como as minudências out-blog. Nem doutra forma poderiam ser.
4. Não me importo de ser um tonto, tecnologicamente incapaz de mexer no ma-Blog para o colocar, quanto a conteúdo e a estética, do modo que desejaria. E que o tornaria bem mais apelativo, estou certo.
5. Não me importo de pedir ajuda quando preciso.
6. Importo-me imenso de não ter ajuda para isto. Se alguém percebe da máquina quer dar uma mãozinha?
Abril 29th, 2008 — Correntes
As correntes entre-blogs são uma forma de convívio, daí que se justifiquem. Há as mais interessantes e as menos. E as mais malucas - exactamente como as conversas, e estas serão mesmo as mais importantes para que não levemos isto do bloguismo muito a sério. Agora a Marta desafia-me para a corrente do momento: botar seis coisas de que “não me importo” de fazer ou ter.
É uma corrente difícil. Só dizemos “não me importo de …” a propósito de algo sobre o qual nos importamos (ou importámos) - é uma construção falaciosa, ainda que por vezes apenas uma reconstrução a posteriori, um mind lifting. E ainda mais difícil é pois a Marta apanhou-me numa altura (década?) em que tudo me parece importar, assim tipo “sob o signo do Prozac” não fosse um tipo ter de parecer másculo ao espelho de barbear.
Apesar de tudo exerço a tal falácia, sublinhada pelo referido contexto.
1. Não me importo de ter um blog - com excessiva exposição pessoal, como me dizem vozes amigas, assim menos dado ao vigente (necessário?) perscrutar do societal. E que a maioria dos leitores me chegue via google …
2. Não me importo de ter a fama de mau-feitio - pois sei que é notoriamente exagerada.
3. Não me importo de ter a experiência de aqui (Maputo) haver cruzado o caminho de três ou quatro patrícios retintos filhosdaputa (e alguns andam por aí, em sempre ou em às vezes). Pois por porrada que tenha levado dá para imaginar (e temer) o que seria se em Lisboa. São eles, digamos, meros antibióticos. “Inibidores de saudades”.
4. Não me importo de fazer de parvo. Desde que depois não me chateiem já vou aturando …
5. Continuo a não me importar que não telefonem. Encostar-me sozinho a um balcão é um fazer digno e que me dá prazer.
6. Não me importo nada (mesmo nada) de ir buscar os amigos ao aeroporto de Mavalane. Nessas alturas fazer de motorista é tudo normal.
Agora tenho que passar a seis outros bloguistas - e deixar-lhes anúncio de tal em comentário ou em email. (Nisto das correntes bloguísticas no “passar ao outro e não ao mesmo” tem piada ver como a gente se exime a incluir os grão-bloguistas, signo de como os aristocratizamos …). Assim, e esperando que “não se importem”, aqui seguem propostas “republicanas” a bloguistas que venho espreitando há anos-blog: WR, no Forum Comunitário; Ângelo Ferreira, no Cartas Para Sakhalin, José Carlos Matias, no O Sínico, Helena Monteiro, no Linha de Cabotagem, Cristina, no Contra-Capa e “Ana de Amsterdam”.
Fevereiro 17th, 2008 — Correntes
As correntes entre-blogs são uma forma de convívio, daí que se justifiquem. Há as mais interessantes e as menos. E as mais malucas - exactamente como as conversas, e estas serão mesmo as mais importantes para que não levemos isto do bloguismo muito a sério. Agora teclas amigas, o Lutz do Quase em Português e a dizia ela baixinho do 8 e Coisa, 9 e Tal, desafiam-me para uma dessas mais malucas: anunciar 12 palavras preferidas. Como é convívio entre amigos aceita-se, e gosta-se, destas coisas esparvoadas. Eis a tal dúzia, por ordem alfabética.
1. Afinal …
2. Ainda …
3. Amigo
4. Amor
5. Carolina
6. Eu
7. Inês
8. Irmã(o) (no sentido de ascendência materna e/ou paterna comum, nunca no da actual palhaçada cristo-nacionalista muito em voga em algumas paragens)
9. Mãe
10. Pai
11. Querida
12. Sportingue
[há as que não gosto particularmente mas que me são imprescindíveis, porque semanticamente holísticas e, por isso mesmo, intraduzíveis. Insubstituíveis. Não será uma opção estética mas sim existencial. Elejo como 13ª uma representante deste núcleo: foda-se]
Se é corrente é para passar. Deixo a estes bloguistas amigos a opção de continuarem esta maluquice: Beira, Filipe, Benguela, Draivimpe, Bolama, Cláudia, Fulacunda, João, João Belo, Lobita, Pampam, Lourenço Marques, Moçâmedes, Rapariga Que Vinha da Província, jpn, Timor, Xai Xai, Bafatá, Zé.
Dezembro 12th, 2007 — Correntes
Dezembro 7th, 2007 — Cinema, Correntes, Icones
É (quase)Natal e os bloguistas ficam bem dispostos e trocam cadeias de passatempos. Agora é o Lutz do Quase em Português que me desafia a mostrar cinco filmes de que tenha gostado. Há muitos, claro, e a lista variaria consoante o momento. Escolho cinco dos filmes que me marcaram mesmo. Não será uma lista de excelências, mas sim uma lista de experiências. Alguns já referi quando aqui deixei a minha deprimida autobiografia na véspera dos meus quarenta anos.
Então segue a lista:
1. Die Nibelungen: Siegfried (Os Nibelungos - A Morte de Siegfried) e Die Nibelungen: Kriemhilds Rache (Os Nibelungos - a Vingança de Kriemhilds), de Fritz Lang. Visto (a Vingança de Kriemhilds) em casa, no saudoso programa de António Lopes Ribeiro. Era uma criança, algum esquecimento paternal (mais presumivelmente fraternal) deixou-me diante daquilo, noite fora, aos 8 ou 9 anos. Ainda estou a recuperar. Felizmente não tenho conseguido.

2. A Queda do Império Romano de Anthony Mann. O filme será uma vera pepineira, se revisto, típico filme histórico de Hollywood. Mas lembro-me de o ver, menino de 8 anos no Monumental, tarde de cinema com a minha mãe. E da espantada e profunda sensação de algo diferente. Era esta senhora. E ainda é.
3. The Magnificent Seven, de John Sturgess. Verão de 1972, São Martinho do Porto. Estou a passar férias com o meu irmão João, mulher e bebé. Tenho 8 anos. Eles saem à noite para ir ao cinema e ficamos em casa (o único ano em que ficámos na casa perto da cancela do caminho-de-ferro) com a(s) empregada(s?). De súbito ele volta, que o “filme é para 10 anos” e eu, pequenino “mas só tenho 8 anos” e ele sorrindo, que não faz mal. Não me esquecerei da excitação, do entusiasmo, aquilo de ir ao cinema à noite. E do pasmo diante de tão soberba cowboiada. Aliás tudo isso volta quando revejo o filme.
4. Solaris, de Andrei Tarkovski. Eu tinha dez ou onze anos. Mas não era a única criança. Os meus pais levaram-me ao Caleidoscópio ver o filme, na outra sala estava o 2001. Ali se anunciava que era a oposição entre a ficção científica socialista (Lem e Tarkovski) e a capitalista (Clarke e Kubrick), e havia corrida aos filmes. Sem qualquer dúvida, era o país que era uma criança, não só eu. Lembro-me que me apertavam os sapatos e, muito, daquele abismo. Alguma coisa devo ter transparecido, já não me levaram ao 2001, que só vi adolescente.
5. Apocalypse Now, de F.F. Coppola. Desde a adolescência psicotrópica, influenciável pelo “Charlie don’t surf”. Sem precisar de versões extensas …
E um extra para a lista pedida pelo Quase em Português

6. The Quiet American, de Joseph L. Mankiewicz. Bem mais tarde, mas conclusivo. Por melhor que sejam as coisas do cinema se o livro vale, vale bem mais.
Agora cumpre-me fazer seguir a corrente, encomendando a outros cinco bloguistas a tarefa: Olhar Sociológico, Avatares do Desejo, Mãos de Moçambique, Miniscente e aos múltiplos tripulantes do Mar Salgado. Se tiverem paciência ou prazer nisto.
Novembro 12th, 2007 — Correntes
As correntes entre-blogs são passatempos, umas mais engraçadas outras menos, umas mais brincadeiras do que outras, e óptimas porque servem - exactamente porque passam-o-tempo - para que assim os bloguistas não levem isto muito a sério.O Cap do Renascido nomeou-me agora um dos seus vinte blogs visitantes:

pelo que percebo a ideia é identificar vinte blogs que recorrentemente enviem visitantes para aqui. E parece-me que na ideia se presume que são os próprios autores desses blogs que realizam as tais visitas ou seja, que assim se identifiquem os co-bloguistas visitantes habituais. Melhor, os co-bloguistas habitantes. Ora esta última parte é difícil de traçar deste modo - o Cap do Renascido identificou-os através dos comentários recebidos, o que aqui é difícil pois cada vez há menos comentários (e menos visitas). Assim cumpro a corrente identificando por memória blogs que há muito me surgem via contadores de visitas como reenviando leitores, outros que há pouco tempo os enviam mas de modo constante:Ana de Amsterdam, Mãos de Moçambique e Nubosidade Variável (blogs que desde há algum tempo vão mandando bastantes visitas); e os que há muito me habituei a encontrar como trampolins de visitantes (alguns serão os próprios bloguistas, em dois casos até meus amigos): Almocreve das Petas; Avatares do Desejo; Blue Molleskin; Câmara Clara; Chuinga; Da Literatura; Diário; 2+2=5; Forum Comunitário; Insónia; Klepsýdra; O Acossado; Ofício Diário; Quase em Português; Pululu; Sem Pénis, Nem Inveja. E os recentes A Barbearia do Senhor Luís e Palavra Aberta, nestes casos já desde que Tugiam juntos (e muito batiam neste covil reaccionário).
A corrente presume que os acusados, perdão, os indicados façam a sua própria lista. Quem quiser matar-o-tempo aí tem.
Já agora, numa brincadeira assente na utilização dos elos, dá-me para recordar que estes devem ser uma “espécie em vias de extinção”, talvez por causa de outras formas de aceder aos blogs actualizados (deve haver uma estranha palavra inglesa para definir isto). E digo-o atendendo à quantidade de ligações ao ma-schamba, até em destaque (tipo “a minha visita diária”, “muito cá de casa” e isso), que mantêm a ligação ao velho ma-schamba, encerrado há um ano e meio. Assim provando bem que nisto do bloguismo os tops de elos (como os tops em geral) são uma mera “merdaille”.
Pronto, boas entre-visitas.
Adenda: leio o Abrupto e penso que, com alguma (má)imaginação, esta última nota minha sobre os elos e seus tops poderia ser lida como uma ferroada. Não é: porque foi escrita antes; porque nada me ocorre que me levasse a ferrar no distinto bloguista; e porque acho que o JPP tem razão - acima de tudo porque no Abrupto há uma coisa que muitos bloguistas portugueses abominam: leitores (e participantes, por via das fotos e das mensagens) que não são bloguistas. E isso dá uma enorme inveja aos da “comunidade bloguística” tão anti-jpp são eles, isto dele ter eco na “populaça” desprovida de blog.
Ou seja, acima estava a falar da mesma coisa que é distinta: das pequenas vaidades, nada mais. E isto tudo a propósito do tal mata-tempo.
Setembro 8th, 2007 — Correntes
Já agora os livros que mudaram a minha vida (ok, influenciaram a minha vida) - que seriam outros se eu os elencasse num outro dia [sim, a lista tem a ver com o momento em que foram lidos]:
1. A Expedição Ra, Thor Heyerdhal
2. Eu, Cláudio, Robert Graves
3. A Causa das Armas, Christian Geffray
4. Padrões de Cultura, Ruth Benedict
5. O Americano Tranquilo, Graham Greene
6. Os Filósofos Pré-Socráticos, G.S. Kirk & J.E. Raven
7. Margarita e o Mestre, Mikhail Boulgakov
8. Horizontes da Antropologia, Maurice Godelier
9. Debaixo do Vulcão, Malcolm Lowry
10. Viagem ao Fim da Noite, L.-F. Céline
Já deve ter havido correntes sobre tal coisa (”ele” há tantas). Mas caso lhes apeteça os mesmos alvos [JPN, do Respirar o Mesmo Ar, Carlos Gil, do On The Road Again, André, do Nkhululeko, Aly, do Letteri Café, a Miss Pearls] e o António P. poderão disparar, se lhes apetecer.
Setembro 8th, 2007 — Correntes
No Fim de Semana Alucinante um desafio para entrar no circuito lançado no Meia Noite Todo o Dia: informar sobre “Dez Livros Que Não Mudaram a Minha Vida”.
Estas correntes “passa ao outro e não ao mesmo” são uma forma simpática de convívio bloguístico, daí que agradeço a António P. este convite para um copo.
Sobre esta corrente acho que o hmbf [que tem um blog extraordinário (uma verdadeira multinacional bloguística)] deixou um bom contorno: livros bons que nos defraudaram as expectativas, que aos outros esquecemos (e do como os livros nos podem mudar a vida). E eu acrescento, livros que quando lidos me afastaram dos seus autores, por mais respeitáveis que eles sejam.
Aqui fica a lista, que seria diferente se eu estivesse a escrever daqui a meia hora:
1. Amor de Perdição, Camilo Castelo Branco
2. Sebastião José, Agustina Bessa Luís
3. O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago
4. Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll
5. Confissões de Uma Máscara, Yukio Mishima
6. La Pensée Sauvage, Claude Lévi-Strauss
7. A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, Friederich Engels
8. A Divisão do Trabalho Social, Émile Durkheim
9. Diálogo Sobre o Método, Paul Feyerabend
10. Ensaios Pouco Políticos, Marcello Caetano
Nesta corrente seguem-se contra-argumentos, recusas que livros possam mudar a vida de alguém. Santa arrogância egocêntrica, nem que seja o livro de leitura da 1ª classe, não lhes mudou a vida? “Rio-me de me ver tão belo [e esperto] neste espelho” - intocados por palavras alheias -, misturado com uma ideia muito limitada (limitadazinha) do que é “um livro”!
Mandam ainda escolher cinco bloguistas para continuarem (até ao infinito?) a corrente: então aqui vão, se calhar já por anteriormente convocados: JPN, do Respirar o Mesmo Ar, Carlos Gil, do On The Road Again, André, do Nkhululeko, Aly, do Letteri Café e a Miss Pearls.
Agosto 19th, 2007 — Correntes
O 100Nada desafia a aqui botar sete factos casuais (o que será isso?) que me acontecem - coisa futil que objectivamente nao farei:
1. dizer prevelégio, coâlho e coisas assim.
2. confundir centrípeto com centrífugo.
3. culinaria com mérito.
4. angustiar-me de arrependimento.
5. perder chaves e encontra-las logo a seguir, ja em desespero.
6. doerem-me as costas.
7. esquecer-me do que ando a ler.
Este tipo de “blogocorrentes” pedem sempre o “passa ao(s) outro(s) e nao ao mesmo” - neste caso seriam sete, com perspectiva de serem daqueles que nunca responderiam a um inquerito destes. Aqui, honestamente, passo …
Julho 12th, 2007 — Correntes, Ma-Schamba
Houve um festival (?) das sete maravilhas, iniciativa conluiada com Luís Filipe Vieira, meu colega presidente de agremiações socio-culturais - não assisti, estava a dançar na Serra de Palmela, com vista tardia e, depois, nocturna até ao rio magno; e acabei a dançar em coro e cantar em uníssono o hino Telepatia, da Lara Li (essa que há poucos meses cantou Amália à capela em Maputo), seguido de uma homérica e concorrida sessão de Capitão Cook. Mas enfim, paralelamente houve uma brincadeira das sete maravilhas bloguísticas. Agradeço ao lóbi pró-Moçambique a nomeação maravilhística do Ma-schamba. Vénia pois ao Digital no Índico, ao Chuinga, ao Lanterna Acesa e ao Quelimane.
(comentario: nao consigo comentar, algum problema do blogger. Um(a) visitante deixou um avisado comentario, ao qual aqui respondo. Tem V. toda a razao, literalmente toda, muito lhe agradeco a atencao. Deste meu lado so posso continuar com as minhas manias. Dobro agradecimentos, e saudo)
Maio 30th, 2007 — Correntes
Mais uma corrente de blogs aqui aporta, esta particularmente simpática ao Ma-schamba porque de índole hortícola. Simpática referência, mas injustificada: aqui há auto-censura, não abundam os cojones (fica mal dizer em português, não é assim?). Daí que não continuo a corrente, o gaspacho morre aqui.
Maio 9th, 2007 — Correntes
Mudança climática (aliás Aquecimento Global). Em tempos antigos no hemisfério norte havia valores e o Verão era o Verão, e era a “estação estúpida” (aka silly season). Agora, por via do Aquecimento Global cada vez mais se reduzem as barreiras sazonais, o degelo é, e o verão também. Lá no norte Portugal abunda verão. Sinal desse longo indian summer, mas melhor sinal atente-se, as múltiplas petições (para quê esta, se já disse o objectivo alcançado?) e cadeias de blogs [haja convívio, que é para isso que aqui estamos(ou)].
Agora mais uma, coisa simpática entre inter-leitores: 100Nada envia-me Um “meme” [que] é um ” gene cultural” que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma”. A ideia é que eu envie um outro valor estruturante (no caso era gastronómico) a outros seis bloguistas.
Nestas coisas de cadeias de blogs o que (me) tem piada é que (me) servem para hierarquizar blogs. Entenda-se, nunca “incomodo” os blogs que concebo “acima” do Ma-schamba, em seriedade e competência, por vezes em sisudez. Temo ficar pela porta de serviço, chapéu na mão. Fico-me sempre no cutucar prazenteiro de gente par (à minha vista) e parceira (presumo).
Então lá vai o meu “même” (?), agora diz-se assim. É o lema do ma-schamba, tantas vezes esquecido, mas sempre ressuscitado: foi a segunda entrada do blog, e está aqui. Vai com blogoamizade, e nalguns casos com real amizade, para Vasco, Machado, André, Menosad, Tiago. E de maneira muito especial (e a exigir-vos visita) para a Isa.
Abril 29th, 2007 — Blogs, Correntes
(Acrescentado)
O No Cinzento de Bruxelas integrou o Ma-Schamba numa lista de blogs que lhe são simpáticos. Isto vem numa dessas cadeias de blogs, aqui como “indutores de pensamento”. Agradeço a simpatia. O lema é “passa ao(s) outro(s) e não ao mesmo”, cinco outros. Então, assim seguem cinco dos blogs que ando a gostar de ler ou com saudades de ler: Olhar Sociológico, Nkhululeko, Letteri Café, Blue Molleskin, Lanterna Acesa. Obrigado a todos.
[Adenda: também o Sem Pénis Nem Inveja cometeu essa gentileza. Então se assim é aceito de novo o desafio e refiro mais cinco blogs, conforme é pedido nesta cadeia bloguística. Mas agora blogs cujos tons me fazem invejar: Ideias Críticas, De Rerum Natura, António Reis, Passado/Presente, Ferreira de Castro].
Agosto 15th, 2006 — Correntes, João Paulo Borges Coelho, Literatura Moçambique
AMC, daqui escolho: “Leónidas Ntsato piscou os olhos. A fita negra da margem alongava-se na vertical: à esquerda, o céu azul brilhante; à direita, com uma cor quase idêntica, o rio fugindo para o alto.” (JPBC, As Duas Sombras do Rio).
Outubro 12th, 2005 — Correntes, Ma-Schamba
Eis a entrega do 1º prémio Ma-Schamba, um valioso link em post absolutamente novo:
Carlos Azevedo, The Cat Scats.
Nota: o concorrente JPA foi desqualificado por consumo de dicionário.
Outubro 11th, 2005 — Bloguismo, Correntes
“Apoio a tua micro-causa se apoiares a minha”.
Abril 14th, 2005 — Correntes, JPT, Literatura
O Loucura e Nata convoca-me respostas a um inquérito, desses próprios à “silly season” jornaleira ali aos Jornal de Letras/Mil Folhas. Temática “como vamos de livros”, apetecível momento para publicamente nos demonstrarmos mui cultos (sempre lembro um político qualquer que anunciava como leitura de praia o “Suma Teológica” de São Tomás de Aquino) ou excêntricos-engraçados, ou seja cultos ao cubo.A Luna é comentadora residente aqui e amiga de amigos. E como o Jornal de Letras nunca mais me imortaliza com o seu inquérito (é minha imaginação ou também havia um “inquérito Proust” que uma vez li, respondido pelo Hergé?), aproveito-lhe o inquérito, meto-lhe uma introdução assim blazê (já está no dicionário?), para manter a aparência desprendida, e aqui me tento elevar aos olhos das visitas:
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?Gostava de querer ser o Kama Sutra. Mas verdade verdadinha depende: uns dias o D. Quixote noutros o Viagem ao Fim da Noite.
Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?
Sim. Várias.
Tipo alter ego: o Júlio dos “Cinco”; o Corsário Negro de Salgari; o Athos de Dumas; o Gato do Margarita e o Mestre, de Boulgakov; Guy, de um conto de Sommerset Maugham “The force of circumstance”, que li aos 13 anos e que nunca me saíu da cabeça; Jack London, personagem de ficção; Haddock de Hergé; Jack Barnes do Fiesta de Hemingway (oopss, oopss, esta é de homem dizê-lo); Palomar de Calvino; o Jogador de Dostoievski, e Malcolm Lowry nos meus longos vinte anos. E, tão claro que até estão afixados no blog Jim McClure de Giraud & Charlier e Steiner de Pratt. Mas mais do que todos estes, Thomas Fowler de Greene (um tipo que viveu na rua Catinat).
Tipo não Alter Ego: Robinson Crusoe de Defoe; Kurtz, de Conrad; Claúdio de Robert Graves; Adriano de Yourcenar (uma associação de ideias constante, para idades muito diferentes de leitura); John Silver, de Stevenson, a mulher a dias da Metamorfose de Kafka, etcissimo…
Tipo paixão: Sónia do Guerra e Paz (não, não era a Natascha); a rapariga do “Amor em Tempos de Cólera” de Garcia Marquez (paixão passada, não me lembro do nome dela), Lolita, de Nabokov, Esmeralda, de Pratt.
Tipo espelho: Pnin de Nabokov; (tem dias de Dâmaso Salcede, de Eça).
Qual foi o último livro que compraste?
Stephen Francis e Rico, “Madam & Eve: Gin & Tonic for the Soul”; Juvenal Bucuane, “Sal da Terra. História do Nosso Chão”; Orlando Mendes, “Lume Florindo na Forja”, Hortêncio Langa, “Luzes do Encantamento”; Armando Jorge Lopes, “A Batalha das Línguas. Perspectivas Sobre Linguística Aplicada em Moçambique”, Carlos Serra, “Ciência e Cientistas. Manifesto por um Reencantamento Social”
[peço desculpa, trouxe-os no mesmo dia e estão aqui mesmo à frente, tirando o Madam & Eve que foi logo bi-devorado].Qual o último livro que leste?
Platão, Íon.
Que livros estás a ler?
Robert Wilson, O Último Acto em Lisboa; V.S. Pritchett, London Perceived; George Steiner, Gramática da Criação; Tacito, The Annals of Imperial Rome.
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Guerra e Paz, Tolstoi; D. Quixote, Cervantes; A Montanha Mágica, Mann; a Iliada, Homero (que nunca li). Se estivesse lá tempo suficiente para chegar a um quinto livro já não o leria.
A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?
Passo ao outro e não ao mesmo…A todos os bloguistas que aqui venham e que ainda não o tenham visto e queiram responder. E aos leitores do Ma-Schamba, quem responder eu coloco. E aos futuros bloguistas do “Olivais”.