por ABM (2 de Setembro de 2010)
Entre 4 de Setembro e 1 de Outubro, o Grupo Musical de Miragaia (programação de José Maia, organização da Confederação Núcleo para a Investigação Teatral) vai levar a cabo um ciclo de cinema a que chamam África Já Ali.
Entre outros, será projectado o filme de 2004, da autoria da portuguesa Margarida Cardoso sobre a guerra colonial em Moçambique, de que se pode ver o excerto acima.
Do texto divulgado (e que pode ser descarregado PRESS_ciclo cinema_Africa) lê-se:
Pelo olhar e pensamento de realizadores europeus de diferentes gerações, com obras de
ficção, etno-ficção e documentais iremos ver, (re)conhecer e reflectir como o ocidente
representou e representa, pensou e pensa África.
As obras que serão apresentadas neste ciclo compreendem diferentes enquadramentos
históricos, políticos, sociais e culturais permitindo-nos pensar:
Nós, o Outro e a relação entre Ocidente e África na cultura ocidental e na cultura africana
pelas obras de Alain Resnais e Chris Marker, Werner Herzog, Pier Paolo Pasolini;
o ocidente em África no período de colonização de África pela primeira obra cinematográfica
de reflexão crítica ao colonialismo África 50 de René Vautier e pelas obras de Jean Rouch e Pier
Paolo Pasolini;
o confronto com o olhar africano sobre o europeu e como e quanto europeu é o africano
colonizado pela obra Jean Rouch;
a colonização portuguesa, a Guerra Colonial o fim do Império e descolonização pela obras de
Manoel de Oliveira, Manuel Santos Maia e Margarida Cardoso;
África Hoje, após independências e o surgimento das novas nações africanas numa viagem
falada em português de Moçambique à “Terra Sonâmbola” do escritor Moçambicano Mia
Couto com Teresa Prata e outra em crioulo, que também tem base lexical portuguesa, até
à “Casa de Lava” de Pedro Costa, em Cabo Verde;
os fluxos migratórios africanos do norte de África para a Europa e a emigração cabo-
verdiana para Portugal serão verificados por Frederico Lobo e de Pedro Pinho e por Pedro
Costa;
África em Portugal, Hoje verificada pela presença de africanos, de portugueses
africanos e de africanos portugueses, resultado dos vários processos de migração de
uma “Juventude em Marcha” para Portugal;
e por fim
quanto e como somos hoje mais africanos?
Se o exmo. Leitor andar pelos lados de Miragaia, este ciclo parece ser interessante e denso de conteúdos.




























