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Setembro 21st, 2007 — Cinema Moçambique
Jornadas do Cinema Etnográfico
Setembro 14th, 2007 — Cinema Moçambique
Inscritas nas actividades do Docknamena, uma organizacao em articulação com o Departamento de Arqueologia e Antropologia da UEM. Para além de antropólogos e historiadores mocambicanos as jornadas contarão com a participação das antropólogas cineastas Catarina Alves Costa (portuguesa) e Nadine Wanono (francesa).
Setembro 14th, 2007 — Cinema Moçambique
Após o sucesso do primeiro Docknanema, no ano passado, arranca hoje a segunda edição do Festival do Filme Documentário em Maputo. De 14 a 23 de Setembro uma barrigada de cinema. Deve quem pode …
Junho 4th, 2007 — Cinema Moçambique
(Baudelaire citado por Bourdieu, As Regras da Arte, Lisboa, Presença, 1996, p. 86)
Fevereiro 21st, 2007 — Cinema Moçambique, Ensino em Moçambique, Sol de Carvalho
“O erotismo, encoberto ou declarado, em fantasia ou em actos, encontra-se intimamente ligado ao acto de ensinar, à fenomenologia da relação entre Mestre e díscipulo. Este facto elementar tem sido trivializado através de uma fixação no assédio sexual. Mas continua a ser central. Como poderia ser de outro modo.” (30-31) “Já vimos … que o eros, a sexualidade declarada ou dissimulada, pode impregnar as relações de poder entre Mestre e discípulo. O desejo de agradar ao Mestre, de “atrair o seu olhar amoroso” está tão presente no Banquete e na Última Ceia como em qualquer seminário ou lição particular. Quer se trate de ballet, de futebol ou de papirologia, as lições e sessões de treino são um híbrido complexo de amor e de ameaça, de imitação e de rejeição.” (87) “Eros e ensino são inextrincáveis. A afirmação é verdadeira antes de Platão e depois de Heidegger. As modulações do desejo espiritual e sexual, da dominação e da submissão, a interacção da inveja e da fé, são de uma complexidade, de uma delicadeza que desafia a análise exacta (…). Os componentes são mais subtis que a mera questão do género, que as demarcações entre homo e heterossexualidade, entre as relações convencionalmente consideradas lícitas e as proibidas com os mais jovens. As inversões de papéis ocorrem constantemente (…). A própria possesão física consumada é um aspecto secundário quando comparado com o acto de ensinar e tudo o que ele implica - essa asssustadora interferência na alma, no desenvolvimento, de outro ser humano. Um Mestre é o amante ciumento de uma potencialidade.” (117)
(George Steiner, As Lições dos Mestres, Lisboa, Gradiva, 2005. Tradução de Rui Pires Cabral).
Fevereiro 9th, 2007 — Cinema Moçambique, Sol de Carvalho
Em “O Jardim de Outro Homem” Sol de Carvalho conta uma história em cinema. Mais do que isso, em tratando-se de cinema moçambicano, Sol tem uma grande vitória, escapa ao cinema quase etnográfico, aquilo da população na tela(genuína, claro, porque é população e portanto verdadeira, porque natural, não poluída, porque povo, ideologia que está sempre presente e que parece mal anunciar em tom crítico), a “representar”, não a representar mas a “representar” um colectivo (será meu deficit cultural, mas nunca vi nenhum filme que tenha posto burgueses a representar-se), coisa muito incensada, até esquecendo as décadas passadas sobre mediterrânicos a fazer bem coisas similares. Enfim, projectos ideológicos que vão obrigando a elogiar estopadas pueris - na recente estreia de “O Grande Bazar” atrevi-me a dizer do paupérrimo que aquilo era e fui alvo de zanga patrioteira dos meus circundantes. Que tinham toda a razão, decerto, pois logo o filme (mais a sua representação e argumento) foram premiados no estrangeiro. Enfim, tudo isto como catarse.
Sol fez um filme de cinema, contou uma história. No fim a acção acelera e aquilo complica-se um bocado (para mim, leigo, devido aos actores, nota-se o hiato entre Evaristo Abreu e as restantes envolvidas nas cenas finais), mas não seja por isso, vale bem a pena. Óptimo.
Fico, sinceramente, à espera de um novo passo, de um argumento sem causa - agora coitada da aluna, perseguida pelo professor conspíquo que não a classifica, impedindo-lhe o acesso aos estudos de medicina (ou seja, a fazer o bem - as burguesas de XIX tratavam das crianças, dos doentes e dos velhos; depois passaram a dedicar-se à enfermagem, o privado tornado público; depois à assistência social, e agora em tempos de igualdade, já são médicas. A ideologia do “género”, cega, fica contente), se ela “não se lhe entregar”, violência da qual se safa in extremis por um rebate de consciência, tudo apoiado por algumas mulheres: a professora boazinha, parece que francesa, noblesse oblige, a amiga, a avó, a irmã da amiga - uma guerra de sexos (a mais o malandro produtor de moda, Luís Sarmento, lúbrico em hotéis de 5 estrelas, e o outro professor a satisfazer-se na sala de professores). No fundo, um preto-e-branco onde apenas destoam, como gente, a mãe (a Magaia, que enche sempre) e o próprio professor, cujo desenho começa por ser complexo, como o são homens e mulheres, para acabar por ser um espantalho, simbolizando o mal. E assim se dedica o filme às mulheres moçambicanas que lutam …
Há assédio sexual nas escolas, e tal é muito denunciado. E um filme destes será uma boa propaganda contra tal. Ainda bem, e espero que tenha efeitos.
No resto, quanto ao cinema, ainda por cima porque sou professor, gostava muito mais de assistir a um filme sobre o erotismo entre as pessoas (e também entre alunos e professores, claro), o “vai-que-não-vai”, algo sobre as complexidades dos poços que somos. E sem dedicatórias.
Até lá hei-de rever este filme. Com agrado.
DOCKANEMA 2006 (PROGRAMA MUSICAL)
Setembro 7th, 2006 — Cinema Moçambique
DOCKANEMA 2006 (PROGRAMA)
Setembro 7th, 2006 — Cinema Moçambique
Sexta 15:
CCUEM -
18.30. - Abertura do Festival
- Junod 43’ (Moçambique) - Camilo de Sousa
- Ferro em Brasa 48’ (Moçambique)- Licinio Azevedo
Sábado 16:
CCFM -
14.30 – Master Class “ O Documentário como Dever de Memória”, Susana de Sousa Dias
16.00 – Natureza Morta 72’ (Portugal/França), Susana de Sousa Dias
18.30 - A Casa da Mãe 76’(África do Sul), François Verster
20.00 – O Milagre de Candeal 126’ (Espanha), Fernando Trueba
CCUEM
16.00 - Junod 43’ (Moçambique), Camilo de Sousa +
Ferro em Brasa 48’ (Moçambique), Licinio Azevedo
18.00 - Uma Fábrica Decente-90’(França/Finlândia), Thomas Balmès
TEATRO AVENIDA
18.00 - Bissau D’Isabel -52’ (Guiné Bissau), Sana Na N’hadaBatuque +
A Alma do Povo -52’ (Cabo Verde), Julião Silva Tavares
20.30 - Casa do Gilson, Nossa Casa -69’ (Brasil/Moçambique) Chico Carneiro
MATOLA 700
16.00 - A Negação do Brasil-92’ (Brasil) Joel Zito Araújo
Domingo, 17
CCFM
16.00 – MAHALEO 102’(Madagasacar), Cesar Paes
19.00 – “Além –mar” , As Folhas Sempre Regressam á Raíz, 52’ (Holanda), Ike Bertels
20.00 – Cruijff - En un Momento Dado - 91’ (Holanda) Ramon Gieling
CCUEM
16.00 - O Pesadelo de Darwin -107’ (França/Áustria), Hubert Sauper
18.00 - A Forma da Lua-92’(Holanda), Leonard Helmrich
TEATRO AVENIDA
18.00 - Um Sabor de Accra-20’ (Ghana), Ruth Ayisi/Matthieu Bron + Saudade em Dacar – 48’ (Senegal), Laurence Gavron + Mionga Ki Ôbo – Mar e Selva -52’ (S.Tomé), Ângelo Torres
20.30 - A Negação do Brasil-92’ (Brasil), Joel Zito Araújo
MATOLA 700
16.00 - O Milagre de Candeal 126’ (Espanha), Fernando Trueba
18.15 - A Casa da Mãe 76’(África do Sul), François Verster
1º Dockanema - Festival do Filme Documentário de Maputo
Agosto 17th, 2006 — Cinema Moçambique

70 filmes entre 15 a 24 de Setembro próximos, uma organização da Ébano e da Amocine. (pressionar a imagem para tornar o texto legível)
Dezembro 8th, 2004 — António Marcos, Cinema Moçambique, Dilon Djindji, Karen Boswall, Música Moçambique

Soube-o atrasado, foi agora aqui apresentado o documentário “Marrabentando. As Histórias que a Minha Guitarra Canta“, da autoria de Karen Boswall. Ancorado em duas histórias de vida, as dos músicos António Marcos e Dilon Djindji.
Lamentavelmente não tive conhecimento das projecções, primeiro no Gwaza Muthini em Marracuene, depois no Círculo na Mafalala, e ontem no obrigatório Franco-Moçambicano - muito boa onda, até nem subliminar, isto de não estrear o filme no cimento chic. Fica-se à espera do DVD, ou de uma futura projecção, para poder captar alguns percursos deste estilo. E expectante se o filme trará pistas para a polémica nacional sobre o estatuto da marrabenta, e seus efeitos na produção e recepção da música.










