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Novembro 21st, 2007 — Bloguismo, Correntes
Eu gosto de correntes bloguísticas, isso do “passa ao outro e não ao mesmo” - são convívio nesta coisa, e também “tirar do sério”, pôr as mãos nas teclas, perdão, os pés no chão, desemproar o paleio próprio e alheio. A mais estapafúrdia das correntes que já vi anda por aí há uns tempos. Confesso que, qual
já me sentia mal, praticamente todos os bloguistas que leio já tinham sido convocados e para aqui nada, “uma injustiça, é o que é“, o peso da solidão, do desprezo alheio, “só porque sou pequenino“. Felizmente o bom do Lutz adivinhou a minha proto-depressão e lançou-me o taralhouco desafio: citar “a 5ª frase completa da página 161 de um livro à mão, escolhido às calhas” e passar a mais cinco (bloguistas abandonados que ainda não tenham sido convocados para tal).
Algo aliviado (afinal existo) escolho a tal frase da página 161 do livro que vive exactamente ao lado do computador de mesa [a qual, para o caso presente, não poderia ter sido melhor escolhida, o destino é fantástico]:
“assinatura, s.f. firma, nome escrito pelo próprio; autenticação de documento pela aposição do nome escrito; acção de assinar; direito adquirido de receber uma publicação periódica ou de usufruir certas regalias em comboios, eléctricos, etc., mediante o pagamento de determinada quantia.” in Dicionário Universal da Língua Portuguesa, Texto Editora, 1995, 1ª edição.
Para continuarem esta maluquice aqui convoco uma beldade co-adepta da “Telepatia” da Lara Li, o meu empresário, perdão, mandatário, a quem tanto blogodevo, o excelente João Belo, o Professor Medeiros Ferreira, enquanto não nos conta a conversa havida in illo tempore com Joaquim Chissano (estou, em evidente abuso de confiança, a aproveitar a ocasião para cobrar a promessa), e o Miguel, que anda lá fora a ganhar a vida e que regressou agora ao bloguismo. Se tiverem paciência, claro está.
Novembro 21st, 2007 — Bloguismo, Bloguismo Moçambique, Correntes
Sobre o bloguismo: as minhas respostas ao Navegador Solitário estão aqui.
Novembro 20th, 2007 — Bloguismo

Vi
-o só uma vez, decerto nos anos 70, no velho cinema de S. Martinho do Porto. Adivinhei o futuro bloguístico.
Novembro 20th, 2007 — Bloguismo, Bloguismo Moçambique
Novembro 17th, 2007 — Bloguismo
Novembro 14th, 2007 — Bloguismo, Ma-Schamba
Nem de propósito. Estou para aqui a brincar com isto das inflamações dos egos e …1. O bloguismo é narcisista, vale como dogma. É característica e não um defeito. Mesmo o dos bloguistas mais soturnos e esconsos - narcisismo não é exibicionismo. No meio disto há os egos mais inflamados e outros mais carentes, os quais às vezes coincidem (para que não se pense que estou a apedrejar as vaidades alheias saiba-se que me considero bem integrado no pelotão). Volta e meia o pessoal bloguista (”nós”, friso) entusiasma-se um bocado demais, leva-se por demais a sério. Acontece-me, em particular quando me esqueço do que sempre achei disto: radioamadorismo dos tempos actuais. E a calma é característica associável aos simpáticos macanudos.
2. Anteontem, a propósito de uma corrente convivencial inter-blogs lembrei(-me) que isto da medição de pilinhas é a parte mais parva do bloguismo [às vezes esqueço-me disso]. E aproveitei também para opinar sobre o que me parecem ser a redução das interligações constantes (blogrolls, na gíria), substituídas por listas de actualizações (”feeds”, na gíria). Concluía, tanto atendendo à inovação tecnológica (a expansão de “feeds”) como à tontice atitudinal (o que me interessa o tamanho das pilinhas alheias?), “… nisto do bloguismo os tops de elos (como os tops em geral) são uma mera “merdaille”.”
3. O top de elos a que me referia era o Top África, Cabo Verde e Timor, inscrito no blog Obvious. Interessante iniciativa, que ecoei quando a conheci, na altura solicitando que se ultrapassasse a ideia do top 100 em favor de um recenseamento ainda mais global pois “O estado do bloguismo em África é mais inicial, mais engraçado será conhecer o quem anda por aí do que listar a lista dos mais conhecidos (ou, dado que isto é via technorati, dos mais antigos).”, dizia.
4. “… os tops de elos (como os tops em geral) são uma mera “merdaille”.“, porquê? Porque sobrevalorizam coisas quantitativas, um pouco inúteis, que distraem a atenção. A gente é vaidosa? É. Mas que o seja por coisas menos quantitativas. Até porque estas …
O Ma-Schamba esteve no weblog.com.pt até há um ano e meio (Maio de 2006). Hoje esse cadáver tem 291 visits e 440 page views diárias (e nunca o tinha visto abaixo das 300 visitas diárias). O Ma-schamba está no blogspot há um ano e meio. Hoje tem 160 visits e 382 page views diárias (e é o habitual máximo a que aspira). Insistir nisto já não interessa, em tempos às trapalhadas e às rivalidades dos tops de visitas chamei SitemeterGate, e acho que não estive mal.
O Top África, Cabo Verde e Timor, no blog Obvious assenta nos elos contados via technorati. Repito, iniciativa boa, dando a conhecer blogs de países onde o bloguismo (e, em geral, a internet) é bem mais escasso e recente. O sistema technorati é bom, dá-nos a conhecer quem nos liga. Terá defeitos (é um bocado mouco, acho) mas ainda bem que existe. No top Technorati o Ma-Schamba ia, ufano, à frente, 30 000 lugares à frente no ranking do incansável Diário de Um Sociólogo, 90 000 à frente do Chuinga e do Pululu.
Quem mais ou menos sabe como o technorati funciona compreende o destaque do Ma-schamba: é muito mais antigo do que os outros blogs em África e em português [quando abri em Dezembro de 2003 em Moçambique havia dois blogs de americanos; em Angola não se encontrava nenhum blog em português; em Cabo Verde também não - acho que o primeiro foi o excelente …Aulil, que até me parece ter sido emitido de Portugal (e que não devia ter sido apagado) -, em São Tomé e em Timor também não havia. Só na Guiné-Bissau cedo (neste contexto) surgiu a primeira versão do Africanidades, não sei se anterior ao Ma-Schamba se pouco posterior.]. E não só é mais antigo como começou quando era uma (relativa) norma os blogs terem longas listas de ligações (tanto para uso próprio - por inexistência das tais “feeds” - como para se auto-divulgarem). Ou seja a antiguidade do Ma-schamba e os modos de blogar de há alguns anos incharam a rede de elos do blog, algo que o sistema tecnhorati dificilmente destrinça - daí o destaque no top.5. A desvalorização do inflamações egocentradas e das excitações quantitativas, bem como alguma ideia das falências e das mudanças na intercomunicação bloguística levaram-me à tal afirmação de que “… os tops de elos (como os tops em geral) são uma mera “merdaille”.“.
Hoje vou lá: o Ma-Schamba, que ali se bamboleava num orgulhoso 1º lugar, foi retirado da lista. Saneado.
Alguém poderá ensinar ao **** - e decerto que cioso - que me saneou do tal top o que é que significa “merdaille”?
Novembro 4th, 2007 — Bloguismo
Dantes o “post” tinha que ser curto. Agora não. O dever ser é fodido.
Outubro 10th, 2007 — Bloguismo, Mundo
Um tipo mete uma peça no blog, apoia uma causa, fica contente, a mulher vem ler sobre o seu ombro e beija-lhe a testa, os filhos sabem que têm um pai que é homem decente, no emprego há até quem leia os seus devaneios, um amigo ou outro comenta-lhe com apreço (”li a tua coisa sobre a china” ou “a birmânia” ou “cuba” ou “o bush” ou “etc e tal”), os bloguistas companheiros “linkam-no” - é porreiro ter um blog!
[1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8] - entre Fevereiro e Agosto de 2004 foram pelo menos estas as entradas que o pretencioso bloguista do Ma-schamba dedicou à situação em Darfur. Pelos vistos não resolvi a questão
Deste concentrado de auto-complacência indigente fica-me um parágrafo: “No Sudão a guerra dura há décadas. Não há manifestações, não há televisão, nem discursos, nem Haia, nem partidos, nem tão pouco seus lideres. Ou até intelectuais. Nem mesmo esses bloguistas. Não há exaltação, não há atenção, não dá tesão.
Mas é claro como petróleo, “oil”. É que são pretos os que morrem no Sudão.”. Se cume desse concentrado de ingenuidade vaidosa, se única coisa certeira, não sei.
Sei que não me lembrei de escrever ao(s) meu(s) ministro(s). Bloguei …
Outubro 6th, 2007 — Bloguismo
Já aqui me referi à hipótese de estabelecer uma
política de arquivo bloguístico, tendo ainda voltado
de passagem ao assunto a propósito do não-caso da “chacina de blogs”.
Nesse primeiro texto que dediquei ao assunto Pedro Guedes do Último Reduto comentou que José Pacheco Pereira já tinha escrito, alertando para essa possibilidade ou necessidade. Costela de historiador, claro está. Neste mesmo sentido recomendo o esclarecido texto que o Adufe acaba de dedicar ao assunto, bem como os comentários posteriores, que da polémica retiram esclarecimento.
[entrada colocada em 31 de Maio de 2004]
Outubro 6th, 2007 — Bloguismo, Bloguismo Moçambique
Outubro 4th, 2007 — Bloguismo
O bloguismo meu patrício está pejado de “posts” “youtube” indignados ou chocarreiros reproduzindo um filme de Durão Barroso jovem inflamado maoísta - deve ser isso, não vi o filme. É nestes momentos que adorava ter o bisturi semiológico, a argúcia psicológica e o suave enleio formal do colega Bruno para poder dar uma elegante porrada nessas flausinas do Movimento Nacional Feminino, hoje em dia de blog em riste. Mas em não tendo tais qualidades resta-me o silêncio …
Outubro 4th, 2007 — Bloguismo
Como um dia apaguei o meu blog e o weblog depois devorou-o ando há um ano a meter os textos à mão, um por um [haverá outra maneira?], tarefa insana e impossível de completar - mas é engraçado, há três anos e meio eu, bom rapaz, acompanhei os bloggards portugueses e fartei-me de meter coisas sobre Darfur, liberdade e paz e isso. Alguém se lembra? - bem já pus a coisa da época, liberdade para aquele país de múltiplo nome. Sou um tipo decente, sem dúvida.
Outubro 4th, 2007 — Bloguismo
Troca de e-mails com grão-bloguista em pousio. E ele a recordar-me ter-lhe eu dito, há já anos, que ao fechar um blog é como se assistissemos ao nosso funeral.
Não está mal visto, às vezes surpreendo-me a mim próprio.
Setembro 29th, 2007 — Bloguismo, Bloguismo Moçambique
Esta lista de blogs em português [Top 100 África e Timor] vem ficando mais abrangente. Eu enviei para o endereço que me foi dito a lista dos endereços bloguísticos dos blogs moçambicanos que conheço. Seria interessante que os próprios autores que ainda lá não figuram os enviassem, para que fique o mais exaustiva - já agora para quê Top 100? Por enquanto uma lista o mais lata possível seria mais interessante. O estado do bloguismo em África é mais inicial, mais engraçado será conhecer o quem anda por aí do que listar a lista dos mais conhecidos (ou, dado que isto é via technorati, dos mais antigos).
Setembro 23rd, 2007 — Blogs, Bloguismo
Uma delícia, esta situação narrada por Eduardo Pitta: “Parabenizar ou Não, Eis a Questão”. Para que evite ele outros males, até maiores, permito-me aconselhar a consulta deste simpático Aniversário de Blogues.
Setembro 21st, 2007 — Bloguismo, Bloguismo Moçambique
Encontra-se aqui uma lista de blogs em português escritos em África, a qual está em actualização (e crescimento). Utiliza a velha contabilidade do sistema technorati, mas vale a pena para identificação do que vai havendo.
Setembro 17th, 2007 — Bloguismo, Bloguismo Moçambique
Na coluna de elos adicionei vários blogs moçambicanos. A crescer o bloguismo por aqui …
Setembro 16th, 2007 — Bloguismo, Ilha de Moçambique
Julho 23rd, 2007 — Bloguismo, Ma-Schamba

Acontecido na passada semana, em pequena e tasqueira esplanada da Av. de Roma, Lisboa. Ali se juntaram (conheceram) o Quase em Português e o Ma-schamba [quem é quem?]. A fotografia foi obra da autora do evento, cujo estado de emoção implicou a pouca nitidez da proto-bloguista presente.
Julho 7th, 2007 — Bloguismo
Palmela em redor. O Peter Pan e a Carolina aqui ao lado, entre outros amigos, sem saberem do desafio que ocupa os pais, eles sabem lá o que são blogues, estão entretidos com o Shrek. Eu aqui, a responder a este blogar ao desafio. Tinha de ser o Zé Flávio. Cortou a barba, está mais próximo do que conheci há vinte e tal anos. No jardim relvado, dançámos todos. Deveríamos ter vergonha mas começámos, ainda era tarde, a dançar o Vickie, a Pipi das Meias Altas, a Abelha Maia, o Sandokam, os pequenos vagabundos. Nunca dançámos isto antes quando estas músicas eram para nós, mas agora, de repente, dançamo-las como se as tivéssemos dançado sempre. De repente o Zé Flávio combina com a dona da casa, há internet?, há, vamos cada um escrever no blogue um do outro. É assim, de forma simples, que tudo acontece. Eu não sei o que divide o mundo. Nunca sei. Sei disto. Dançar. Blogar. Desta vez ao desafio. Tinha de ser um tipo dos Olivais a propor uma destas.
Junho 21st, 2007 — Bloguismo, Imprensa Portuguesa
Do bloguismo. Um amigo telefona-me, se nao estou a ouvir radio?, pergunta-me. Nunca ouco, e digo-lhe - e ele ri-se, vai-me dizendo que na RDP-A um comentador esta a falar das pinturas da MCel na Ilha de Mocambique, as quais teve acesso pela via de “um blog”. E, complementa o meu amigo, parece que o tal comentador manda umas bocas, tipo humoristicas, por que nao um macdonald’s na notre dame?, etc.
Eu sorrio, mas por outras razoes. Pois percebo que o nao nomear do comentador, ainda para mais precedido do artido indefenido, tem o sentido de o apoucar, tao diferente sera referir “o senhor silva” ou o “senhor macuacua” de citar “um comentador”. E que tal elisao desvalorizadora surge tambem ao falar-se de um blog - neste caso nao tanto desvalorizando o seu bloguista. Sera mais desvalorizador dos blogs em geral, bloguismo tao coisa pouca que nem vale a pena nomearem-se pelo nome os seus “maluquinhos”.
Nao ouvi a tal historia do macdonald’s na notre dame e do kentucky fried chicken la pelas pedras australianas. Mas sei que o tal “um comentador” se chama Patraquim, ‘e (bom) poeta e percebe bem da semantica do portugues. O tal “um blog” nao afianco qual seja, podera ser o ma-schamba ou a meia duzia que meteu elos e fotos. E presumo tambem que nenhum apaga o nome dos comentadores ou das estacoes de radio que referem. A nao ser, frise-se, quando elidem desvalorizando …
Junho 19th, 2007 — Bloguismo
Maio 23rd, 2007 — Bloguismo, Politica Portuguesa
Portugal. [Entrada “policiesca” apenas justificável porque o blog em causa não tem comentários, critério próprio decerto justificado e justificável, mas que impede os desabafos incomodados].
Neste alargado passeio por blogs portugueses dois textos exemplares (”casos-de-estudo” sobre o paradigma dos “dois pesos e duas medidas”, inultrapassável[?] no bloguismo político ) no blog Canhoto:
- um recente, sobre episódio inenarrável, uma “explicação abrangente” mas que na prática oblitera a falta de democracia no exercício público, resumida, afinal, a mera e infeliz “falta de inteligência e excesso de zelo” (apetece dizer, coloquial, “zelo de quê, pá?”). Hum!, uma nada subreptícia inversão das responsabilidades, um raciocínio “…insultuos[o] para aqueles que sofreram na pele a inexistência de liberdade de expressão.”
- um outro, já blogovelho, sobre a economia política portuguesa. Com uma esclarecidíssima voz sociológica subitamente afectada pelo mal economicista.
Pronto, de regresso. (Abençoado) Mavalane. A partir do qual se discorda, mas onde tendencialmente um quilo é um quilo … e um metro um metro.
Abril 19th, 2007 — Bloguismo, Ma-Schamba
Por causa dos tratamentos in-blog Egídio Vaz zangou-se comigo. Sobre esses tratamentos lembro-me de ter escrito, noutras eras bloguistas e relativo a outro contexto de bloganço, esta tralha em que me diverti.
Sobre os tratamentos in-blog acrescento. Estabeleci há algumas semanas o Estendal, um velho projecto, tão velho que até já degenerou no moribundo Sem Estrada. Espero ter tempo para me dedicar convenientemente a esse projecto. Dele pretendo fazer um blog profissional. Uma base para incrementar a interacção com os meus alunos e, desejavelmente, com os meus colegas. Onde sonho colocar o material das aulas, as discussões das aulas, o material suplementar proposto, as minhas discussões paralelas às aulas. Onde haverá abertura para a participação dos alunos (e dos colegas, se tiverem tempo e interesse). Onde me proponho incluir referências adjacentes a material existente na internet - a net é um universo, os professores podem abrir caminhos e fechar outros (e há muita tralha a desincentivar). Onde desejo aprender referências e caminhos. É (virá a ser?) um blog de professor. Apenas. Nada menos do que isso.
Lá coloquei um frontespício, o primeiro texto. Uma citação de um texto antigo de Madureira Pinto, que sinto calçar-me que nem uma luva. É para mim que lá está, não para outros.
Terei tempo? Lecciono muitas disciplinas, tenho uma carga horária pesada, ando a fazer outros trabalhos. E sou pavorosamente indisciplinado. Terei tempo? Arreganho?
Nesse blog, Egídio Vaz, serei (se vier a ser) o tal dr. JPT. É um blog de trabalho. Presumo-lhe alguma gravidade (aquela gravitas), ainda que eu não me exceda em formalismos. Mas tal como não praguejo nas aulas não o farei lá. Mais, o que digo nas aulas, actuando ou reagindo, é fundamentado. Pode estar errado, mas por meu deficit, não por minha atitude. Muita opinião subjectiva decerto, mas escorada. Ancorável.
Nos outros blogs não. Não preciso nem faço actuar resultados dos estudos para citar este ou aquele trecho no Sem Estrada. O blog não tem qualquer autoridade externa a ele mesmo, são algumas leituras não-profissionais que aquele (este) gajo leu, gostou e teve paciência para transcrever. No Ma-schamba são as minhas opiniões. Não é há nenhuma autoridade exógena a santificar porque é que gosto de ler um livro não gosto de um filme acho piada a uma paisagem ou escrevo mal de um político (português) ou bem de um outro. Não é o antropólogo em Africa (para leitores portugueses) ou o professor (para leitores moçambicanos) que tem como alter ego o Clint Eastwood e o diz. Não tenho que justificar. Apenas isso. Eu não tenho semiologia para isso. Ou outra ciência. Exactamente como quando me irritam os anti-globalistas anti-americanos agarrados aos blogs a louvarem os oscares e a narrarem comentando a cerimónia da “indústria”. Não é o antropologo em Africa nem o professor sei lá onde que se irrita, é mesmo o gajo do clint eastwood.
Agora sempre disse que cada bloga como quer. Só disse que aqui do jpt deixe lá cair o dr. Se isso é desprezo, olhe, foda-se (que é coisa que o dr. jpt não diz nas aulas nem nas entrevistas nem nos trabalhos), já não percebo nada.
Ainda, muito mais importante do que isso será discutir o tema geral, do agitar dos pendões académicos para sacralizar os auto-ditos. No blog e fora do blog. Na pressa de esconder que algo apresentado como se de académico merece uma porrada de académico (aka crítica consistente), e não o mero sorriso. O Patricio Langa saca do Bourdieu e dá porrada, volta e meia. Eu passo. Não por desprezo pelos títulos. Mas porque aprendi que o primeiro gesto no conhecimento é desprendermo-nos deles. Assim me ensinaram os titulares. E quando os tiver, se os vier a ter, assim farei. Mal posso esperar.
Finalmente, repito, cada um bloga como quer. Uma conclusão doutoral, não acha? Até dogmática, na sua aparente liberalidade.
Até breve, e veja se lhe passa a zanga. Foi um problema hermenêutico. Nada mais.
Março 29th, 2007 — Bloguismo
Detesto o YouTube (para ver televisao ligo-a, canais ou dvds; para ir ao cinema vou) (Detesto musiquinhas nos blogs, para isso coloco a minha). Manias minhas, decerto (mas quanto a musica eh mesmo assim: se querem fazer radio porque nao o fazem?). Hoje estreei-me no tal YouTube, nunca o tinha utilizado. Nao podia ter sido melhor: pois “A verdade é (seja ela qual for) inaceitavelmente politicamente incorrecta” - coisas de achar por bem seguir alguns bloguistas apesar da filoparvoice que os rodeia.
(isto de verdades politicamente incorrectas faz-me sempre lembrar uma bem actual, assim em voo rasante - os anti-colonialistas que nunca resmunga(ra)m contra o colonialismo chines. Isto de ir direito custa…)
Adenda: a tal verdade incorrecta (e incomodativa) esta transcrita aqui.