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Mais algumas dezenas de blogs sobre Moçambique

O sítio PNetMoçambique agrega actualizações de imprensa moçambicana e ligações a mais de 200 blogs sobre Moçambique. Foi hoje enriquecido com mais 35 blogs. Alguns deles estão descontinuados. Ainda assim são integrados - não só porque há sempre o risco de um blog renascer do silêncio como também porque o PNetMoçambique procura ir sendo um arquivo disto do bloguismo sobre Moçambique.   Amanhã a secção central (“Destaque” de blogs) será algo alterada, no sentido de dar maior visibilidade a blogs mais activos.

Entretanto continuo a solicitar a quem conheça blogs relacionados com Moçambique que o informe para que o elenco seja o mais completo possível. Como digo, seja para ecoar o que vai sendo escrito seja para enriquecer o arquivo do bloguismo moçambicano e sobre Moçambique.

Deixo a lista dos que foram integrados no elenco:

Armando Guebuza Blog, Baixinha em Maputo, Blog da Gorongosa, Boiando em Moçambique, Critical Mass Maputo, Críticas e Reflexão, Companhia de Moçambique, Ilhas da Querimba, Love Mozambique – Dare to Care, Milton Post, Moçambicanismos, Mukwatelo, O Patriota, Ocupações Temporárias 20.10, Pedro Langa, PembaAtoll, Portal de Sena, Revista Digital de Moçambique, Sara-N-AfricaSolta-te, The Delagoa Bay Company, Travessa do Fala-Só, Voces Desde Moçambique e ainda A verdade escrita por linhas tortas, Álvaro Teixeira de Oliveira GE, Debates Eleitorais 2009, FutsalMoz, Hei-de Ir a Maputo, Min’pimiso ya mina!!!, Missangani, Moçambique – Um Olhar Acidental, Mozambique Mission – 2008, Moments in Mozambique, Rua D’Arte – Cinema, Jazz e Fotografia.

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O DICIONÁRIO MOÇAMBICANÊS DE VÍTOR LINDEGAARD

por ABM (Alcoentre, 5 de Fevereiro de 2010)

O exmo. e caro Carlos Gil mandou uma mensagem tipo APB (all points bulletin) alertando para o trabalho, publicado num blogue na internet chamado Moçambicanismos, pelo Sr. Vítor Manuel Lucas Santos Lindegaard, que ali se descreve como tradutor e professor, 51 anos, residente na bela e explosiva cidade de Chimoio (não sei o nome antigo, JPT, ajuda!) desde 2006 (diz que esteve em Moçambique entre 1997 e 1999).

O trabalho que eu vi não é só um trabalho de amor: está excelentemente organizado e até tem método na loucura, ou seja, o autor descreve uma metodologia algo rigorosa para chegar ao que ele considera termos moçambicanos.

Um exemplo, desavergonhadamente copiado:

baneane n. m. 1. Hist. comerciante indiano das costas africanas do Índico; 2. por extensão, comerciante indiano
O dicionário Porto Editora regista a palavra, só no plural [?]. Moçambicanismos, de Lopes, Sitoe e Nhamuende regista as variantes baniã e baniane. Ambas as obras dizem que a palavra vem do sânscrito, segundo Moçambicanismos, através do gujarati vaniyan, plural de vaniya, e, segundo o dicionário Porto Editora, através do hindu baniyan. A palavra banian também existe em inglês e o Concise Oxford concorda com a origem gujarati da palavra, de vaniyo “homem de casta de comerciantes”.

E mais um:

maningue adj. e adv. Fam. muito
Maningue é um dos moçambicanismos mais famosos, se não mesmo o mais famoso. O dicionário Porto Editora e o dicionário Priberam online registam ambos a palavra. A palavra maningue é comum a várias línguas locais, como assinalam Lopes, Sitoe e Nhamuende, em Moçambicanismos, dando o exemplo de manyingui na línguas tsonga. Mas sei que a palavra é também usada em ndau, por exemplo. Segundo estes autores, as palavras de línguas bantas de que deriva o maningue do português moçambicano vêm, por sua vez, do inglês many, “muito”. Todos os dicionários consideram maningue um advérbio, e o dicionário Porto Editora considera também que a palavra pode ser um pronome. Presumo que esta classificação de “pronome” corresponda à minha ingénua classificação de “adjectivo”(igual, aliás, à que propõem Lopes, Sitoe e Nhamuende, em Moçambicanismos) em frases como “estava lá maningue malta” ou “estavam lá maningues pessoas”.

E um que me surpreendeu:

monhé, muenhé adj. e n. indiano (de várias línguas do Norte do país e suaíli, monye e mweneye, “senhor”)
Eis uma palavra de origem moçambicana que se instalou no português europeu. Tal como em Portugal, o termo tem muitas vezes uma conotação pejorativa, o que não deixa de ser curioso dada a sua origem num tratamento de respeito.

Mas isto são apenas pérolas do espólio.

Para meu choque, esta jóia da cultura internética “só” teve quatro mil visitantes em três anos, o que é absolutamente injusto face ao que ali está, que é um tesouro daquela miscelânia linguística que se foi construindo pelas pessoas ao longo das décadas e dos séculos, desde que o Sr. Vasco da Gama e os seus seguidores ocuparam aquele pequeno porta-aviões de apoio às viagens para as Índias que se chama Ilha de Moçambique, há 515 anos (e cuja fortaleza aparece lá em cima).

Abusando a linguagem do dicionário, exorto os exmos leitores a darem uma vista de olhos a este trabalho ímpar de Vítor Lindegaard, dizendo que aquilo está maningue nice. Mesmo.

The Delagoa Bay Company

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O imparável ABM acaba de encetar o The Delagoa Bay Company, um riquíssimo blog dedicado à história do desporto federado em Moçambique. Na fotografia estão os nadadores António Botelho de Melo, Rui Abreu e Paulo Frischknecht, à partida para os Jogos Olímpicos de Montreal (1976), os dois primeiros então oriundos da natação em Moçambique.

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Encontro Nacional dos Naturais e Ex-residentes de Moçambique / 25 anos ACRENARMO – Informação e Boletim de Inscrição

(por AL em prol da Associação Cultural e Recreativa dos Naturais e Ex-Residentes de Moçambique) -

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Choane Amigos

É já no dia 12 de Dezembro que nos vamos reencontrar para afogar as saudades dos tempos de Moçambique em que o convívio e boa disposição nos bailes e festas, eram o principal ingrediente da amizade que perdura até os dias de hoje, que queremos teimar em não esquecer, e que faz juntar muita gente vinda de todo o país.
Servem também para reencontrar velhos amigos e fazer novas amizades.

São muitos os nossos amigos que manifestaram a intenção de se juntar a nós, dos quais se destacam estes Mandalas que nos receberam com imensa simpatia e humildade:
Romão Felix
Roberto Chichorro
Mário Wilson
Ricardo Chibanga
Hilário Conceição
……. e outros Madodas que se juntarão a nós.

Temos a certeza que irá ser um convívio que ficará também para a história, pois queremos continuar a manter vivo esse espírito único de gentes vindas de terras de além-mar.

Porque a tua presença, a dos teus familiares e dos teus amigos é imprescindível, para que este encontro seja melhor vivido, contamos com todos vós.
Agradecemos a vossa inscrição até ao dia 30 de Novembro, através do boletim de inscrição que anexamos, juntamente com informação adicional.
Basta imprimir e enviar por CTT.
Despedimo-nos com amizade.
Kanimambo
E
Ambanine


ACRENARMO-Associação Cultural e Recreativa dos Naturais e Ex-Residentes de Moçambique

Largo de São Pedro – 2400–035 LEIRIA
Tel. 244 835 788
acrenarmo@gmail.com
http://www.acrenarmo.blogspot.com/

Para além da moda e do vestir

(por AL, 14 Nov 2009)

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Quem visite África pela primeira vez não pode deixar de notar os tecidos coloridos com que as mulheres africanas se enfeitam. As cores são geralmente garridas e alegres; os padrões são variados, como variados são os seus usos. São saias, vestidos, trouxas, lenços, porta-moedas, berços… Uns têm nomes evocativos, como “espera-maridos”, outros indicam a idade e estatuto de quem os usa e outros ainda mostram-se somente em ocasiões especiais. Mais que um tecido, é um código social.

Guardadas nos baús, as capulanas são símbolos de riqueza que uma mulher possui. Foram-lhe oferecidas pelo homem que as cortejou, o marido que as amou, o filho quando regressou duma viagem, o genro que lhe quer a filha. A dona não as usa, guarda-as, defende-as. Só uma ocasião muito especial as fará sair à luz do dia!

Inspira textos belíssimos que cantam a graciosidade da Mulher Africana; veste bonecas; publica livros igualmente belos (Capulanas & Lenços. Maputo: Missanga, 2004, Paola Rolleta e Maria de Lurdes Torcato); tem uma página no Facebook; uma entrada na Wikipedia e consta de diversos blogs, incluindo a nossa Maschamba. Protagonizou hoje um artigo num grande jornal internacional. Canga, Koi-koi, Sarong, Pareo, Pano… Chamem-lhe o que quiserem, para mim será sempre a Capulana.

Sobre capulanas ver:
- A História da Capulana;
- A Capulana de Moçambique;
- Ela Dança Bem;
- De Capulana em Capulana;
- Moçambique: a Capulana;
- “Capulana” em Exposição;
- A Mulher Moçambicana e a Capulana.

Bloguismo na Campanha

Ainda não me apercebera da adopção do bloguismo na campanha eleitoral. Aqui está, é de saudar, o Armando Guebuza Blog. Não funcionará ainda exactamente como um blog habitual, dado o carácter dos textos, longos (nada tenho contra textos longos mas o usual neste blogo-meio é a concisão) e muito espaçados no tempo – o que não fideliza os leitores (assim sendo a média de leitores diários não sendo baixa não tem vindo a subir, não correspondendo ao culminar da campanha). No entanto é de frisar a entrada da campanha, e sob retórica personalizada, no mundo do bloguismo.

Será ainda de notar que a campanha presidencial de Armando Guebuza tem também uma página no facebook., com um tom fortemente pessoalizado, de apresentação do carácter e biografia do candidato. Interessante o facto da distinção entre os dois meios de comunicação, denotando a concepção que deles tem o candidato (e, como é natural, o seu pessoal): o blog como local do texto longo e reflectido – na prática de comunicações públicas, porventura retocadas; o facebook como local de “curtas” relativas ao historial político do actual presidente.  

Interessante visitar.

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Alterações no PNETMoçambique

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Algumas alterações no PNETMoçambique. No painel central continuam 36 blogs em constante actualização, uma selecção que procura abarcar um leque variado de temáticas e ser constituída por blogs de actualização recorrente – e devido a este último factor foram substituídos alguns blogs, entretanto suspensos ou de actualização muito episódica. Na coluna da direita estão indiciados cerca de 200 blogs de ou sobre o país, classificados por secções (“Arte“, “Erótico“, “Especializados“, “Música“, “Olhar Moçambique“, “Opinião“, “Paisagens“, “Pessoal“, “Poesia“, bem como os “Descontinuados“). Acompanhando isso está no painel central uma selecção de imprensa moçambicana constantemente actualizada e na coluna da direita continua uma vasta selecção de imprensa internacional. Para além de sítios informáticos (vulgo “sites”) temáticos ou utilitários moçambicanos.

Maior inovação é a colocação de um Espaço para Visitantes, onde para além de comentários opinativos os interessados poderão (e isso se solicita) deixar informações sobre novos blogs e/ou sítios que sejam interessantes colocar neste local, o qual desejamos seja o mais completo possível.

É uma proposta para quem queira ir acompanhando a actualidade moçambicana e o bloguismo aqui. E, também, é o cuidado tecnologicamente possível para garantir um arquivo do que vai sendo escrito no país. Visitem o local, mero trampolim para outros sítios. E informem-nos sobre as novidades que encontrarem.

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Blogs sobre Moçambique

Nesta (meio) insana tarefa de recordar os blogs sobre Moçambique, elenco que reside no PNETMoçambique, acabo de reconhecer um novo rol d’elos, blogs que fui conhecendo nos últimos tempos – e com particular apreço vejo que vários há saídos de antropólogos nacionais. Aqui estão os que identifiquei. Quem quiser colaborar com novos blogs (ou com “ressuscitados”) já sabe que contará com o meu agradecimento.

A Irmã Gémea
ABC-Online Formar Informando
África é o Centro do Conhecimento
Aprendendo Antropologia
Blog da Gorongosa
Cartas à Moda Antiga
Cartoons de Moçambique
Druidaza
Eduardo Silva
Educatopias
Estamos Juntos
Hugo Jorge – Consultório de Psicologia Mz
Ind(ic)o.eu
Luarte
Malengua Welcomes You
Min´pimisso ya mina!!!
Moçambicanto
Moz Entretenimento
Ndjira
O Sujeito, o Objecto e a Antropologia
Paquitequete on Line
Rogério Boane
Sucata Antropológica
Trafficking Body Parts
Usos e Costumes

E produzidos “fora” mas a olhar Moçambique:

Baga Baga
O Mitical
Um Voo Cego a Nada

Ndjira

A editora Ndjira tem um blog.

Blogs Vizinhos

Cartas à Moda Antiga, o blog do jornalista (e também colega) Policarpo Mapengo.

Aprendendo Antropologia, o blog do futuro colega Dilman Mutisse.

PNETMoçambique

No PNETMoçambique foram integrados 140 Blogs em actividade e 50 em pousio. Tarefa incompleta (por definição) mas que continua, pois deles se procura fazer um registo o mais completo que for possível.

Os Sítios também estão a ser integrados, mas o processo está menos completo.

Muito agradeceremos a quem quiser partilhar informação, em particular referindo blogs, sítios, e jornais sobre Moçambique.

Adenda fora de moda mas hermenêutica: grato fico a Fractura.net, ao Impressões de um Boticário, ao Alto Hama, ao Blasfémias, ao Blogueios, ao Espumadamente, ao Digital no Índico, ao A Barbearia do Senhor Luís, ao Delito de Opinião, ao Memória Virtual, ao Nova Floresta, ao Debates e Devaneios.

PNETMoçambique

PNETMoçambique – agregador de notícias de Moçambique: blogs e sites. Directamente para os “favoritos”.

Pensamentos de Uma Preta Africana

é o blog da vizinha Nyikiwa.

Ainda o ma-Blog

Eu a resmungar com as pilinhas e adendas que aparecem no agregador ma-Blog e logo o trânsito daqui enviado bate recordes. Que leitores malandros …

Dos pobres blogs moçambicanos

Vou ao ma-Blog e encontro um close-up de uma rapariga a lamber um pirilau, sendo que a(?) bloguista afirma, a teclas juntas, que se lembrará de tal beijo para o resto da vida. Um pouco abaixo a(?) mesma(?) bloguista está ecoada agora noutro blog, num post muito de homem diga-se, mostrando um rabo nu debruçado (belo rabo, diga-se).

Hesito, envelhecido. Apago estes blogs de merda do agregador do bloguismo moçambicano? – protejo os delicados olhares das visitas, evito que se afastem elas, presumindo-as ali em busca de opiniões sobre o devir moçambicano, as malevolências do capitalismo americano, as maravilhas da arte e letras entre Rovuma e Maputo? Ou deixo estar a pobre tralha, pobres “malandros” apenas vãos? Resmungo, e sem querer desvalorizo-os: “que chatos”. Pois nada mais são. Pior não se poderia dizer, não se justificaria. Deixo estar os pirilaus e os rabiosques, para ser censor que o seja de algo. Não disto assim … vazio.

Em Maputo,

acompanhando o presidente brasileiro está(eve) o Diário da África, e deixou alguns apontamentos sobre a cidade.

Mais de 180 blogs moçambicanos

ou em/sobre Moçambique estão ligados no ma-Blog, que lhes vai acusando as actualizações. Este poderá ser um projecto meio falhado – o trânsito por lá é relativamente escasso, decerto por haver outras formas de assinalar a movimentação bloguística; e também, presumo, pela fealdade formal do sítio. Mas sempre será um meio de estar atento ao bloguismo em Moçambique e, já agora, um arquivo do que foi feito e está a ser feito.

Vem isto a propósito de agradecer ao Ouri Pota que me vai enviando notícias dos novos blogs que descobre, para que sejam incluídos. E assim acabam de entrar o Missangani, de António Ndapassoa, e os blogs dos artistas plásticos Ilidio Candja e Walter Zand Atelier.

Gondola-Moçambique, um blog memorialista dedicado à Gondola do tempo colonial.

“Não me importo” – a vez do Ma-Blog

Com simpatia Ivone Soares, no Meu Ser Original desafia o ma-blog para se integrar na corrente “não me importo …”. Não sendo o ma-blog um blog não posso lá responder ao amável desafio. E, se o assumir como para mim enviado, já o respondi.

Tem voz o ma-blog? Ou é apenas eco? Decido que a tem. Hoje inclui 141 blogs sobre Moçambique a alimentá-lo (nem todos indexados na sua coluna da direita, pois isso não está actualizado). Está o mais exaustivo que tenho conseguido. Inclui blogs que tenham sido actualizados desde Setembro de 2007 (com uma única excepção, terminada há alguns anos), ainda que vários estejam aparentemente encerrados.

A listagem inclui objectos muito diversos, como é natural. Exemplifico (as referências seguintes são ilustrativas, não hierarquizadoras) para ilustrar a pluralização do bloguismo “moçambicano”. Mais, para os interessados a sua consulta poderá conduzir a outros blogs das mesmas áreas (ou outras) apesar da parcimónia que os bloguistas moçambicanos têm em ligar (“linkar”) outros blogs – quando têm listas de ligações costumam fazê-las a um pequeno grupo já instituído, uma espécie de “links de prestígio”.

- temáticos profissionais: A Empresa e o Direito, CEO – Economista, Fenómeno Turismo;

- monográficos: Companhia de Moçambique, Fauna Bravia, Caça e Caçadores de Moçambique, Voando em Moçambique;

- divulgação de expressões artísticas: À Sombra dos Palmares, Mãos de Moçambique, Mbila – Música de Moçambique;

- educação: Centro de Ensino à Distância – UEM, Escola Portuguesa de Moçambique;

- da diáspora moçambicana: Ponte Moçambique-Suécia, Chapa 100;

- escritores: O Tricô das Maçanicas, Meu Quintal Dividido, Tatuagens de Estrelas;

- empresariais: Kampfumo, Gil Vicente Café Bar;

- expressões religiosas: Calling Rastafari, Moçambique Islâmico;

- reflexão política: Nação Coragem, Nullius in Verba;

- paisagísticos: Quelimane, Digital no Índico;

- intervenção académica: Ideias Críticas, Olhar Sociológico;

- políticos: Manuel de Araújo, Namburete;

- de imigrantes: Mi Vida en Mozambique, ma-schamba, Lusofolia;

- de jornalistas: Pátria Que Me Pariu, Crónicas Semanais de Luís David, Nantchite;

- de activismo musical: Hip-Hop Moçambicano, Hip-Hop do Jardim, Jungle Music;

- de activismo político-social: Diário de Um Sociólogo, MozambiqueOnline Blog;

- de auto-edição literária: Ekuru Yo Ophenta, Momentos de Vida, Silvi da Selva and Me;

- de incidência regional: Beira-Amar, Angoche Parapato Oweto;

- etc.

Conclusão:

1. Não me importo com a trabalheira em montar e actualizar este portal, que demonstra (e actualiza hora a hora) o exercício por cá da palavra livre e tão plural – uma mutação na palavra pública neste contexto, acho.

2. Não me importo que esteja (sempre) incompleto. É sua característica, não defeito.

3. (mauzinho) Não me importo que alguns bloguistas, que tanto me chatearam com telefonemas, sms’s e emails para lhes anunciar os neo-blogs (e lá o fiz, com prazer blogocompanheiro), tenham sido incapazes de deixar uma nota sobre isto, que é um instrumento não pessoal, mas sim colectivo. Ou seja, não me importo que as minudências in-blog sejam como as minudências out-blog. Nem doutra forma poderiam ser.

4. Não me importo de ser um tonto, tecnologicamente incapaz de mexer no ma-Blog para o colocar, quanto a conteúdo e a estética, do modo que desejaria. E que o tornaria bem mais apelativo, estou certo.

5. Não me importo de pedir ajuda quando preciso.

6. Importo-me imenso de não ter ajuda para isto. Se alguém percebe da máquina quer dar uma mãozinha? 

O Tricô das Maçanicas

O Daniel da Costa entra no bloguismo. Está no O Tricô das Maçanicas.

Bar Ka mpfumo

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[fotografia de Pedro Sá da Bandeira]

O Bar Ka mpfumo, ali na Estação dos CFM – e no qual reclamo estatuto primaz pois fiz questão de inaugurar a caixa registadora – abriu o seu blog. Com alguma lógica chamado Kampfumo.

O Ma-blog

tem recebido novos blogs - alguns entretanto descobertos, alguns outros que têm sido criados. Espero que muito em breve o Ma-blog venha a assumir uma forma mais duradoura.

Entretanto quero saudar o aparecimento de um novo blog, o Silvi da Selva and me, feito por um amigo que é incontornável personagem de algum Maputo, o Carlos Le(comedian).

Eduardo White

Anos depois do encerrar o seu Apassarado o Eduardo White, por ora em Lisboa, deixa aviso de que regressa a estas blogandanças: abriu o Meu Quintal Dividido. Um abraço!

Sobre o Ma-blog

Algum tempo depois de começar a blogar contactei com o Frescos, um sítio onde se estabelecera uma selecção (uma selecção!) de blogs, predominantemente portugueses – mas não só pois incluía estrangeiros residentes (tal como portugueses no estrangeiro) -, e onde eram constantemente anunciadas as suas actualizações. Era muito útil, mas como tudo o que é bom desapareceu. Confesso que não sei se alguma vez os autores do Frescos esclareceram os critérios pelos quais se guiaram na sua selecção. Nem se foram criticados por tal – honestamente, nem sei quem eram. Depois da sua paragem contactei com outros sistemas de “rações” (feeds, dizem os do jargão), de construção individual (o Bloglines, o Kinja), úteis para a leitura dos nossos preferidos mas que são algo restritivos para uma visão mais abrangente – exactamente porque são de construção individual permitirão a leitura em “bola-de-neve” mas obscurecem bastante outros contextos. A ideia do Ma-blog é exactamente a de constituir uma visão abrangente do bloguismo em torno de Moçambique, à imagem do velho Frescos – mas dada a dimensão humanamente apreensível deste meio bloguístico, ainda que em crescendo, retirando qualquer selecção “por (meu) gosto” e apresentando-o do modo mais exaustivo possível.

Os critérios por mim propostos para este recenseamento foram os seguintes: todos os blogs escritos por moçambicanos; todos os blogs escritos em Moçambique; todos os blogs escritos no estrangeiro dedicados a questões moçambicanas. São critérios falíveis, porosos. São critérios, nada mais, a procurarem algo o mais inclusivo possível. Mas que estabeleça um quadro do bloguismo centrado em Moçambique – com tudo o que de fluído isto tem: um hipotético blog de um moçambicano exclusivamente dedicado à astronomia está “centrado em Moçambique”?

Pedi divulgação aos co-bloguistas (e não só) e ainda a sua opinião, esta sobre o como desenvolver este instrumento (ou brinquedo, depende do como se considera o bloguismo). Nas primeiras horas recebi quatro respostas: duas de bloguistas incluídos no Ma-blog, saudando a iniciativa ambos, opinando um e outro prometendo opinião para muito em breve.

E outras duas opiniões, em sentido contrário. Uma cortês, a outra desagradabilíssima. Em ambas a mesma questão, identitária: portugueses, com laços biográficos, de parentela e afectivos com Moçambique, com blogs que dedicam atenção também a matérias moçambicanas. E a reclamarem a sua integração.

Para mim isto surge num registo muito para além do bloguismo, no registo identitário. Questão recorrentemente surgida noutros contextos, em particular o literário ou artístico: quem é ou não poeta moçambicano, é assunto que já apaixonou tertúlias ou seminários. E também no âmbito político, mas aí com diferentes tons, dada a formalização institucionalizada que tal assume, toda a discussão sobre “moçambicanidade” e “cidadania” que existiu e existe. A questão identitária interessa-me imenso, enquanto matéria profissional. As (auto)reclamações, as imputações, as porosidades, as transferências, as contextualizações estratégicas, etc, etc., tudo isso me é assunto, e também quando respeita à questão nacional. Mas profissionalmente interessa-me enquanto processo, não enquanto juiz de causa ou enquanto censor. Por infinita maioria de razão muito menos me dá para tal função de atribuição ou recusa de “moçambicanidade” aos co-bloguistas. Nem o Ma-blog nem o jpt distribuem DIREs ou BIs, físicos ou espirituais – não têm vontade, nunca teriam legitimidade. O Ma-blog quer ser apenas um facilitador de conhecimento do que se faz com o bloguismo em Moçambique, com algum tipo de coerência – a qual pode ser encontrada com outros critérios, claro. O jpt quer apenas, pelos vistos, colher lenha para se queimar (ou chatear).

Ou seja, faça-se esta congregação e divulgação com os estrangeiros que cá estão ou não. Com os estrangeiros que estão “lá” ou não. Basta dizerem … mas o próximo tipo que me apareça a dizer que ele sim, merece estar no Ma-blog porque é de cá,  casou com de cá, bebeu da água do chiveve ou do coco, e não porque é um desses que estão cá (Moçambique) a “melhorar as condições de vida” – como se fosse desonestidade ou crime – saiba que lhe resmungo insulto. Sem mais argumentos. Muito menos sobre se é legítimo eu fazer um agregador de blogs e colocar o meu lá – isto são blogs. Só blogs. E, neste caso, apenas ligações a blogs.

Enfim, “cenas entre tugas”, dirão alguns, sorriso aberto. Pois, quem me dera ter o Frescos

Ma-Blog

Já ameaçara a tal novidade bloguística. Desafiei o incansável Paulo Querido, o patrono do TubarãoEsquilo para uma aventura para estes “lados”.

E o Ma-blog está aí: um portal do bloguismo relacionado com Moçambique. Coisa em primeira mão, a corresponder ao actual boom do bloguismo moçambicano. Está o Ma-blog ainda em versão experimental: diz-se assim pois aguarda opiniões e sugestões, em primeiro lugar as dos autores mas claro que também as dos leitores. Tem formulário para tal, esperando a participação. Mas já está em velocidade de cruzeiro, actualizações hora a hora, um serviço do TubarãoEsquilo à vossa disposição.

Desvanecidos agradecimentos os que dedico e devo ao Paulo Querido pela realização deste meu velho blogoanseio. E repetidos pedidos de colaboração aos co-bloguistas.

Adenda: pela divulgação do Ma-blog fico grato ao Corta-fitas, ao Alto Hama, ao you bore me to death, ao Congeminações, ao Notas, ao Da Literatura, ao Eclético, ao O Escudo, ao O País do Burro, ao Câmara Clara, ao Insónia, ao Nova Floresta, ao Avatares do Desejo, ao Digital no Índico, ao Chuinga, ao Impressões de Um Boticário de Província, ao Quase em Português, ao A Barbearia do Senhor Luís, ao Fim de Semana Alucinante, ao Elypse, ao Blasfémias, ao Palavra Aberta, ao Daedalus, ao Chez Maria, ao Cibertúlia, ao O Amigo do Povo, ao Voz em Fuga, ao 25 Centímetros de Neve, ao Forever Pemba, ao Desnorte. E também pelas ligações colocadas: Namburete, Oh, My God, no Quelimane, Angulo Recto, no Forever Pemba, no O Bico de Gás, no Beira-Amar, no Navegador Solitário, no Espreitador , no Do Rovuma ao Maputo, o O Regabofe, Comando de Agrupamento 2972, Oficina Ponto e Vírgula, Ágora Social, De África.

Também anunciado no Mas Certamente Que Sim, mas aí o agradecimento é descabido, pois o homem é o autor.

Novidade Bloguística

Dentro de algumas horas ou alguns dias (também) aqui será anunciada uma bela novidade bloguística, que espero (estou à espera; presumo) ser de grande interesse para os visitantes.

Estejam atentos, sff.

Muito obrigado pela inclusão.

Há duas semanas o blog Navegador Solitário realizou algumas entrevistas a bloguistas. Aqui ficam as minhas respostas.1 . Como interpreta a disseminação e o interesse crescentes pelo fenómeno blogue?

O primeiro factor, que muitas vezes se não refere quando se aborda isto, tem a ver com a “disseminação” da própria internet, um instrumento interactivo extremamente poderoso. Penso que quem pertence a uma geração que comunicou em adulto ainda antes da sua emergência perceberá que este factor tecnológico foi uma revolução na palavra pública e no acesso à informação – o que, porventura, os que cresceram já com a “net” em casa e no emprego não sentirão de modo tão agudo. Neste âmbito uma análise desta questão tem que associar o bloguismo com o orkut e restantes comunidades, salas de chat e similares. São meios que não conheço, e que têm (terão) conteúdos sociológicos diferentes, mas separá-los à partida da comunicação bloguística parece-me artificial – é gente a comunicar de modo (quase)imediato muito para além do telefone e do rádio-amadorismo anteriores.

Noutro registo haverá um conjunto de factores que explicam a popularização da actividade, os quais não posso esgotar: o anseio da democratização da palavra (a universalização do “palanque do orador” londrino) – algo que está no mesmo eixo das mudanças na televisão portuguesa (falo da que conheço) desde meados de 90s, com a encenação da entrega do microfone ao povo (claques de futebol, concursos, entrevistas na rua, mesmo a mera plateia popular dos programas – não falam mas ESTÃO lá), e com a já velha ideia radiofónica de auscultar a “opinião pública” (a linha aberta para os ouvintes, o carro de exteriores); algum esgotamento ou, melhor dizendo, algum encerramento sobre si mesmos, dos orgãos de comunicação escritos – muito hierarquizados em termos geracionais, políticos ou culturais (depende do país e, até, da época); uma solidão urbana, que é visível muito em particular no mundo dos comentários, esse que é fundamental no mundo bloguístico, seja ao nível da polémica por vezes violenta (que abunda no bloguismo político) seja também no desenvolver de ambientes de extrema afectividade, por vezes estranhos aos visitantes ocasionais, que se encontram em blogs de nicho – exemplos particulares em blogs de expressão ficcional e, mais ainda, poética. Estou consciente que é uma afirmação preconceituosa esta de afirmar uma solidão prévia à expansão bloguística, talvez não se deva afirmar um deficit, talvez apenas (mas um “apenas” complexo) se trate de uma modificação dos hábitos de sociabilidade.

E, evidentemente, um generalizado culto da individualidade, de publicitação (quantas vezes exasperada) de uma autonomia desejada.2. Quando navega na blogosfera fá-lo à vista ou prefere rumar para um destino já conhecido?

Cabotagem pura. Blogo há quatro anos, tenho um quadro cada vez mais reduzido de blogs que leio, é absolutamente impossível acompanhar o movimento – não há tempo. E, com franqueza, é difícil encontrar blogs surpreendentes. Por vezes sigo indicações de bloguistas para um texto ou outro, mas o quadro está muito demarcado. Nem sempre foi assim, claro. Quase todos os dias leio consoante o tempo, 5 a 10 blogs entre cerca de 20 que prefiro.

3. Quais as motivações que o conduziram à criação de um blog?

Em termos gerais comecei a blogar em 2003 o ano da explosão bloguística em Portugal. Um pouco moda, arrastado por nomes como Francisco José Viegas e José Pacheco Pereira, que divulgaram o instrumento a seguir ao fenómeno O Meu Pipi. Em termos individuais: sou imigrante, há alguns anos que escrevia crónicas que enviava via e-mail a amigos e conhecidos, uma espécie de blog pré-blog entregue ao domicílio – foram alguns desses amigos que me incentivaram a encetar um blog, antes mesmo de ter ouvido falar em tal coisa.

4 . Qual a sua opinião sobre a blogosfera?

Não uso a palavra “blogosfera” que simula uma entidade, e já simulou uma comunidade. Ninguém diz “telefonoesfera” e todos andam agarrrados aos telemóveis (cada vez com mais funções intercomunicacionais). Nem mesmo “midiaesfera” se vai dizendo – e aqui há uma institucionalização e uma profissionalização que permitiria falar de um efectivo contexto socio-profissional (e até cultural). Há “bloguismo”, uma actividade, com múlitplas versões, até profissionais hoje em dia. É uma actividade por enquanto maioritariamente lúdica que, fundamentalmente pelos constantes avanços tecnológicos, muito em breve dará campo para outras formas de comunicação amadora.

Não gosto da palavra “blogosfera” pois os seus utentes (da palavra) normalmente associam-na a uma postura ética, em particular no postular de um corpo de “deveres” do bloguista (morais, políticos, etc.) cujo mero postular contém um ridículo pró-censório cansativo, uma “deontologia” que me parece abusiva. E mais, os conteúdos normativos que aí surgem são normalmente egocentrados – os bloguistas assumem que a “blogosfera” deve ser algo mais ou menos como eles a exercem – e isso é muito visível no bloguismo político-opinativo (exactamente porque é um exercício bloguista que assenta no “dever ser”, no “eu acho que”), surja ele com alter ego científico (social) ou meramente político – ainda que a distinção entre ambos os campos se dilua na vertigem bloguística de comentar o dia-a-dia: no fundo a mistura da facilidade teclística com a ideologia denuncionista promove esse egocentrismo “deontológico”.5. Os blogues poderão substituir a imprensa online?

É uma pergunta recorrente, esta da substituição da imprensa (neste caso online). Parte de um preconceito, o da sobrevalorização qualitativa e quantitativa dos bloguismo “informativo”, “noticioso”, “opinativo”, entenda-se político, uma ideia de “político” que se confunde (por pobreza) com “actualidade”. Ninguém pergunta se o bloguismo acabará com os museus ou os “sites” dos museus, com as editoras de livros, com os “sites” de música ou com o ascendente cinema na net, ou outra coisa qualquer. E essas perguntas têm tanta lógica como esta, apenas exigiriam outros tipo de leitor de blogs para a formular.

Já agora, nos blogs (a la imprensa) não há investigação, não há reportagem (pode ser que surjam numa ínfima minoria, mas só aí). Ecoam notícias, são trampolins de opiniões – e daí a sua interligação, interalimentadora, com a imprensa. Às vezes a retórica pode surgir como profundidade de informação (e há casos excelentes nesse sentido, blogs normalmente de recensões científicas ou literato-artísticas – mas raramente nas questões da “espuma dos dias”) mas quanto muito haverá profundidade de reflexão sobre matérias alhures colectada – é normal, não há grande profissionalização.6. Em que medida os blogues intervêm na sua vida pessoal e profissional?

Demasiado tempo gasto. Um instrumento contra as insónias. Alguns longínquos amigos em email muito de quando em vez.

7. O que é para si, um bom blog?

Cada um bloga como quer. Eu oscilo leituras entre dois tipos de bloguismo: o moçambicano e o português. Por razões sociológicas são bem diferentes: o moçambicano é muito respeitoso e doutoral, hierarquizado. Muito ético – predomina o deve ser assim ou assado. O conteúdo, a atitude, a postura são (auto)vigiados – no fundo um pouco a ideia “respeitadora” que está presente na introdução do seu questionário, “quem pugna pelas ex-colónias” (neste caso Moçambique) – aliás é interessante ver a elevada percentagem de blogs que ao longo de anos têm “Moçambique” no nome. Um nacionalismo bloguístico (não critico, constato). Está-se no domínio do bloguismo de tese, que aliás é sentido como quase obrigação (os exagerados elogios, o “desculpe-me intervir”, ou “quem sou eu” etc, ainda se vão fazendo ouvir – mas menos, basta ver os tempos iniciais do Ideias para Debate para ver como o à vontade se está a expandir) Ou seja os blogs são aqui um elemento importante de democratização do acesso à palavra pública (e isso, como estrangeiro, encanta-me). Faltará ainda democratizar a palavra.

O bloguismo português é uma confusão. Uma muito maior multiplicidade de capitais culturais a funcionar (é sociológica e historicamente compreensível). Mas acima de tudo muito menos hierarquizado – seja em que registo (música, política, literatura, imprensa, etc.) for as figuras públicas e/ou graduadas bloguistas são dissecadas (justa e injustamente) pelas opiniões que botam. Prefiro assim, anda que haja exageros.Um bom blog para mim: bem escrito, ágil, incoerente (não há paciência para as putativas coerências diárias, as agendas bloguísticas – quem tem agenda que vá trabalhar), um toque de ironia, um toque de paixão, um “eu” sem estrado por baixo. E com a arrogância de se saber que não é o maior do bairro. Um exemplo? O Nkhululeko infelizmente em estado comatoso (espero que o André leia isto e tenha vergonha de não continuar). No contexto em que surgiu é um verdadeiro projecto de desenvolvimento, de democratização da palavra inteligente. De descontrutor de hierarquias – e não me diga que estou a ser normativo, perguntou-me pelo meu gosto, é apenas esse que lhe dou.

8. A sua participação na blogosfera tem sido gratificante?

Claro – aprendi que escrevo pior do que pensava. E que ler é muito difícil, estamos sempre a incompreendermo-nos. Depois aprendi que há gente (que não conheço pessoalmente) que é de uma gentileza enorme, ternurenta até.

Gratificante não, mas enriquecedor sim: descobri que há um submundo na internet – e também no bloguismo [em particular nos comments do bloguismo político da extrema-esquerda portuguesa] absolutamente pavoroso. Há gente horrível – os filmes americanos não são tão ficção assim, “serial killer is watching you“. Felizmente (ainda) só quer teclar.

Blog de regresso?

Chega-me por e-mail notícia de um local espectacular que, infelizmente, desconhecia. Gastronomia Moçambicana e Goesa, apresentada no Macua de Moçambique. A evitar perder.