Entries Tagged 'Hergé' ↓
Setembro 10th, 2008 — Banda Desenhada, Citações, Hergé

Na minha recente deslocação à sua terrra perguntei-me, ansioso, se encontraria o grande Capitão, esse precursor do bloguismo.

Felizmente tal aconteceu, sob a excelsa forma deste Le Haddock Illustré. L’ Intégrale de Jurons du Capitaine Haddock, de Albert Algoud (Casterman, 1991) – sobre o qual em tempos transcrevi um recorte de 1992. Do livro se poderá dizer que mais vale tê-lo tarde do que nunca. E será de assinalar um belo prefácio intitulado “De l’ insulte considérée comme un des beaux-arts“, que assim culmina: “Grâce à lui, décrochés de leur usage convenu, arrachés à la routine, les mots sont lancés en un jubilatoire et baroque volée de bois vert qui leur redonne une vigueur surprenante. C’ est en pòete inspiré que le Capitaine restitue aux vocables leur valeur sonore, forge des métaphores inattendues, mitraille par rafales d’ images éclatantes“. (12)
Março 5th, 2008 — Banda Desenhada, EUA, Hergé

“Hergé retoma pela terceira vez a aventura americana para a edição publicada em 1973. O texto será comprimido para evitar os cortes de palavras no fim das linhas. Mas, sobretudo, fez uma importante concessão aos editores americanos: em três quadradinhos retira os negros que entram na história. Com efeito, os americanos opunham-se ao facto de negros e brancos figurarem lado a lado numa história destinada a um público jovem.

“Na prancha 1, o bandido negro, à direita do grupo ao qual Al Capone se dirige, é substituído por um malfeitor de origem porto-riquenha. O porteiro da Petroleum & Cactus Bank na prancha 29 passou a ser branco. O mesmo tratamento foi aplicado ao bebé que chora e à mãe deste, na prancha 47.”
(Michael Farr, Tintim. O Sonho e a Realidade, Lisboa, Difusão Verbo, 2005, p. 38)
Falso post-scriptum: antes que algum desses “semiólogos” fascistas de extracção marxista por aqui passe e erga a habitual catana: “Mas nas três versões (…) Hergé persiste na condenação do linchamento e do habitual racismo das pequenas cidades americanas“. (idem)
Já agora, sobre os pobres tontos que aderem a Obama porque ele é “negro” – triste impensamento – já a “Ana” pôs o ponto final parágrafo adequado.
Janeiro 10th, 2006 — Hergé

Para bom entendedor, 77 anos é um número mágico.
[Irresistível entrada, totalmente decalcada do O Observador, e pela qual o André Abrantes Amaral faz total justiça ao nome do blog]
Janeiro 8th, 2006 — Hergé
Algum leitor amigo tem um exemplar extra do primeiro dvd da série de animação Tintin que o Público publicou? Está esgotado, e não creio que venha a ser reeditado.
Dão-se alvíssaras, se solicitadas.
Agosto 6th, 2005 — Hergé, Politica Portuguesa
Portugal. Para agora

Julho 24th, 2005 — Hergé, jpt

[recorte de "Público", 8.5.1992]
“…”Le Haddock Illustré” (Bibliothèque de Moulinsart, Éditions Casterman), uma recolha exaustiva de todos os palavrões e demais expressões grosseiras proferidas por essa personagem, quase sempre em estados de grande excitação e cólera … Albert Algoud propõe-se demonstrar que o insulto pode ser considerado como uma das bela-artes…”