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Mugabe

nos ícones do Mail & Guardian: Zapiro e Madam & Eve (pressionar as imagens para as aumentar).

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Mourir, Partir, Revenir. Le Jeu des Hirondelles

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Fim-de-semana iluminado por mais algo vindo da Flandres. De Zeina Abirached, “Mourir, Partir, Revenir. Le Jeu des Hirondelles” (Éditions Cambourakis, 2007). Uma noite “em família”, magnífica recriação do Beirute da década de 80, o (auto)concentracionário da guerra civil. Formas e ritmo angustiantes. Livro que exige ser lido …

Riyad-sur-Seine

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De Frederik Peeters e Pierre Dragon, Riyad-sur-Seine (Gallimard, 2007). Excelente policial, anunciado como o primeiro de uma trilogia sob a personagem de Pierre Dragon (homónimo do pseudónimo co-autoral). Que bela prenda que me chegou lá da Flandres.

Uma prenda para Ana Sá Lopes

jornalista por ora em Maputo.

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[Stephen Francis & Rico, Madam & Eve, Bring me my (new) Washing Machine, Johannesburg, rapid phase, 2007]

Adenda: complementar com esta notícia (via Índex)

O último soldado da I G.M.

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Naturalmente a televisão francesa atribuíu um grande destaque à morte de Lazare Ponticelli, o último combatente da I Guerra Mundial [a Grande Guerra, como se dizia em Portugal]. Para além do espanto da resistência - um veterano das trincheiras a chegar aos 110 anos (e a CFI passou emitiu ainda trechos de entrevistas realizadas nos últimos cinco anos com vários veteranos) - este recordar da Guerra de 14 lembrou-me o livro Kináni (Quem Vive?), de Cardoso Mirão, um espantoso relato da I Guerra em Moçambique, merecedor de leitura (já agora, Cardoso Mirão que aqui combateu essa guerra é tio-avô do Miguel Silva).

A homenagem nacional que agora em França foi realizada ao supra-veterano Ponticelli, e através dele a todos os combatentes da I Guerra Mundial - das mais irracionais existentes -, fez-me ainda lembrar uma velha entrada aqui, de Fevereiro de 2005, dedicada a um facto social total: O cemitério militar de Pemba.

Mas, honestamente, a minha reacção à notícia do final do contingente de 1914-18 foi ir ler o Tardi. Nada melhor para evocar a carnificina.

 

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“as coisas estão a mudar …” (?) (!)

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Hergé retoma pela terceira vez a aventura americana para a edição publicada em 1973. O texto será comprimido para evitar os cortes de palavras no fim das linhas. Mas, sobretudo, fez uma importante concessão aos editores americanos: em três quadradinhos retira os negros que entram na história. Com efeito, os americanos opunham-se ao facto de negros e brancos figurarem lado a lado numa história destinada a um público jovem.

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Na prancha 1, o bandido negro, à direita do grupo ao qual Al Capone se dirige, é substituído por um malfeitor de origem porto-riquenha. O porteiro da Petroleum & Cactus Bank na prancha 29 passou a ser branco. O mesmo tratamento foi aplicado ao bebé que chora e à mãe deste, na prancha 47.”

(Michael Farr, Tintim. O Sonho e a Realidade, Lisboa, Difusão Verbo, 2005, p. 38)

Falso post-scriptum: antes que algum desses “semiólogos” fascistas de extracção marxista por aqui passe e erga a habitual catana: “Mas nas três versões (…) Hergé persiste na condenação do linchamento e do habitual racismo das pequenas cidades americanas“. (idem)

Já agora, sobre os pobres tontos que aderem a Obama porque ele é “negro” - triste impensamento - já a “Ana” pôs o ponto final parágrafo adequado.

Brand New Madam & Eve

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Bring me my (new) Washing Machine! Inútil ir a Neilspruit?

Prever (e até planear) o futuro é um desejo de quase todos, metafísicos, filósofos ou cientistas (a acreditar nesta tripartição). Desejo que de tão inalcançado se vai traduzindo em impossibilidade.

Prova que é possível antever e que se o pode fazer de modo acurado e belissimo é este livro: Bilal e Christin em 1983, a perceberem que tudo ia mudar.

(entrada colocada em Maio de 2004)

(Quase) Uma semana de Pretória.

1. Das medicinas privada e pública. Na privada (sul-africana) douta opinião do tira-tudo, acompanhada da lista de honorários - nem grande coisa diga-se. Na pública (santa terrinha) douta (e fraterna) opinão do espera-e-não-tira, sem honorários claro. Os óbvios malefícios do Serviço Nacional de Saúde. [O casal paterno, talvez porque óbvio socialista, tira nada.]

2. A Exclusive Books [entenda-se, a hiper-FNAC lá do sítio] de Neilspruit é melhor do que a Brooklyn Mall (Pretoria) e quase do que a de Sandton (JHB).


Onde vive a “elite” de lá, afinal em Trás-os-Montes?

3. Decadência sul-africana.

Não há novo livro de Madam & Eve.

4. Qualquer coisa sul-africana.

Cheira a Zuma.

5. Maputo (no regresso, mas antes também). No BB (belo blog) Solvstag cita-se Miguel Esteves Cardoso. Ler e comprovar que no Shamwari (ao talho Polana) se serve a melhor cerveja de pressão (aka “imperial”) da cidade.

6.
Maputo (no regresso, a ler e ouvir de Portugal). O meu ex-Presidente (e por isso sempre respeitado) Pedro Santana Lopes muito bem, baldando-se por ter sido trocado pelas malas da família Mourinho. E a minha surpresa com alguma da muito minha gente a não perceber, tamanha lhe é a clubite rosa, de que se trata mesmo da “a infantilização assassina que nos assola como uma praga …”, diga-se neste caso a futebolização.

7. Maputo (no regresso, a ler e ouvir de Portugal). Por falar em bola, eis o sossego da sociedade civil, a “auto-estima” lusa, a exigir outro Trapattoni “campeão”. O apito rubro? Sócrates (o inventor dos dez estádios do Europeu, então o arauto da sociedade [da construção] civil]) agradecerá.

8. Maputo (no regresso, a ler e ouvir de Portugal). Mentira pura nas palavras de Ruben A. Há imensa gente que atende o telefone. Portanto, pois

9. Maputo. E então, muito caro leitor frequente, deseja algum comentário face à polémica relativa às afirmações do arcebispo de Maputo sobre o Sida e suas origens? Menezes, meu caro leitor, Menezes …

[ainda que … em estando gravado se poderá dizer “nada de novo sob este céu” - os brancos de tudo têm culpa (sua condição semi-divina, dir-se-ia); e o preservativo como a arma do deboche não-marital. É o pacote habitual, amancebando-se (não sacramentalmente, já agora) com as ideias populares, de que é na camisinha que mora a doença e que são os brancos que a trouxeram para ficarem com estas belas terras. Contudo a Terra move-se, ainda que a Igreja Católica se atrase.]

10. E falando de coisas bem importantes. “Old age”, diz-me o mecânico, meneando a cabeça até pesaroso, face às múltiplas mazelas do meu

Musso. O nosso fim avizinha-se? Que será de mim?

Ali à direita, na coluna dos elos, fica para esta semana a Atenção a Um Blog ao Divulgando Banda Desenhada, do veteraníssimo divulgador Geraldes Lino.

(Será que estas modestas chamadas de atenção, de terça a terça, valem de algo para os visitantes?)

Nova secção na coluna de elos: “Atenção a Um Blog“. Alertar para blogs que vá descobrindo. O primeiro é um excelente blog sobre banda desenhada, o Mania dos Quadradinhos. Fica em exposição alguns dias.


“Eu sou o nómada da minha biblioteca”

Hugo Pratt, O Desejo de Ser Inútil. Memórias e Reflexões (Entrevistas com Dominique Petitfaux). Precedido de uma Abertura Irlandesa, Lisboa, Relógio d’Água, 1995, pp. 288 (Tradução de António Sabler)

Imagem reproduzida de Hugo Pratt, Corto Maltese - Memoires, Paris, Casterman, 1998

Pratt muito actual. E, a esse pretexto, sempre me assaltou a dúvida sobre a existência de edições moçambicanas da obra de Hugo Pratt. É que se encontram alguns prattianos por aí…

Hugo Pratt na África Austral

Hugo Pratt, O Desejo de Ser Inútil. Memórias e Reflexões. (Entrevistas com Dominique Petitfaux), Lisboa, Relógio d’Água, 2005

Um livro delicioso, uma auto-biografia de Pratt em forma de entrevistas. Com grande ênfase num louco ciclo juvenil, da infância veneziana à puberdade (feita adolescência) etíope e ao regresso adolescente à Itália do fim-de-guerra. Coisas de na leitura se oscilar até o “admirável mentiroso” tanta a efabulação que sugere um real espantoso, ultrapassando a ficção. Aí e depois uma vida venturosa e aventurosa. E também, e tão raro é vê-lo dito hoje, tempos de outras ideologias normativas, a afirmação de uma sublime e constante demanda das mulheres: “as mulheres de Pratt” que tão genialmente soube partilhar nas “mulheres de Corto”.

Destas memórias cito o episódio, de um notório realismo absurdo:

” - Que ia fazer a Angola?

- Nessa época, Angola era dirigida por Agostinho Neto, que era apoiado militarmente pelos soviéticos e pelos cubanos. Eu tinha sido oficialmente convidado pelo Governo angolano, consequência sem dúvida da minha colaboração no semanário Pif [JPT: propriedade do Partido Comunista Francês]. Além disso, Cush, a minha personagem das Etiópicas, era popular em Angola, viam nele um exemplo de militante revolucionário. O partido de Neto, o MPLA, ocupou-se pois de mim durante toda a minha estadia. Pediram-me que organizasse uma escola de desenhadores que ajudassem os angolanos a recuperar a identidade perdida durante a colonização portuguesa. Acabei por ser considerado como um membro do governo revolucionário, e a esse título não era pago, ao passo que os meus colaboradores eram pagos em dólares. Tinham-me dado uma arma, porque os membros do Governo corriam o risco de ser atacados pelo movimento adverso, a UNITA, que controlava uma boa parte do país e desencadeava acções de guerrilha na própria capital, Luanda. À noite, era protegido por milicianos. Patrícia Zanotti, que tinha então dezasseis anos, ficava inquieta quando a deixávamos sozinha.

Foi durante essa viagem que nasceu a minha cumplicidade com ela. O pai acompanhava-me para ver se havia possibilidade de criar em Angola uma estância de férias. Ainda não havia ministro de Turismo, apenas um general que tinha de fazer de conta que era responsável desse sector, mas não percebia patavina do assunto. O diálogo entre Zanotti e ele foi pois extraordinariamente bizarro. Ao fim e ao cabo, a estadia revelou-se apaixonante. Evidentemente, fui utilizado para fins de propaganda, exibiam-me, pediam-me que usasse da palavra em reuniões, mas isso não me incomodava, pois achava toda aquela gente muito simpática. Eles intitulavam-se representantes do marxismo-leninismo, e nos meus discursos, eu ia demasiado longe para eles. Uma vez, mencionei Trotski, e eles disseram-me: “Em privado podes falar de Trotski, mas em público não se deve!”. Passaram-se assim três semanas, depois decidi vir-me embora.” (152)

O genial Madam and Eve.

Humor leve

Um humor muito leve, tal e qual o desenho que o transporta. Até piscando o olho ao turista. Mas este Wildside de Rose Rigdens (Cape Town, Brigand Selections, 2001) não deixa de nos reproduzir nestas “aventuras” no Kruger. Um suave sorriso por página, assim sendo. Tornado quase indispensável no regresso a casa.

Nota para recordar antiguidades da banda desenhada moçambicana, e para reconhecidamente agradecer ao Machado da Graça a oferta de um rarissimo exemplar de uma das obras, bem como da fotocópia de uma outra.

Esgotadissimos estão ambos os livros, da autoria de João Paulo Borges Coelho, esse historiador que aqui tenho referido várias vezes a propósito da sua recomendável recente faceta literária.

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Akapwitchi Akaporo. Armas e Escravos, Maputo, Instituto Nacional do Livro e do Disco, 1981.

Um livro sobre as guerras do Marave, recuperando a resistência no norte de Moçambique à ocupação portuguesa no final de XIX. Lendo-se hoje tem também a (normal) impressão digital do seu tempo, a da construção de uma memória histórica que se queria nacional, por via da resistência anti-colonial. Mas tem também uma poesia, algo de melancolia nostálgica, dir-se-ia prattiana, a emoldurar o olhar do tempo. E assim a fazer-nos aderir à obra, ainda para mais sabendo-a assumidamente amadora.

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Esta foi a primeira publicação na colecção “Banda Desenhada” editada pelo INLD. É interessante recuperar o texto introdutório, apresentação da colecção, então ainda sentindo necessidade de valorizar a Banda Desenhada face às ideias desvalorizadoras da arte que se fariam sentir. E de notar também a dimensão da edição, 20 000 exemplares. Outros tempos! Quem publicará tamanha edição de banda desenhada no hoje em dia.

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No Tempo do Farelahi, Maputo, Instituto Nacional do Livro e do Disco, 1984 [o autor assina apenas João Paulo]

Recuperando a expedição de Mouzinho de Albuquerque à então província de Moçambique, baseado na Ilha, e a resistência que lhe foi oposta. Uma temática semelhante à anterior, uma narrativa ainda mais aventurosa.

Do mesmo autor há ainda um 3º livro, “Namacurra“, recuperando a extraordinária epopeia da I Guerra Mundial em Moçambique, cruzada com o mundo dos Prazos zambezianos, centrada nessas espantosas personagens que ali foram aparentemente dominantes, as “Donas”. Deste trio é o meu preferido. Tive (ou será que ainda tenho?) fotocópia de original, ofertada pelo autor, também ele desprovido de exemplares de reserva.

Mas algum amigo levou-o de empréstimo, e recentemente, para o (re)fotocopiar e ter-se-á esquecido de o devolver. Esqueceu-se ele de mo entregar, esqueci-me eu a quem o emprestei. (Já sabes, se leres o Ma-Schamba traz lá a modesta cópia do livro, que me faz muita falta ao prazer). Portanto, se algum vizinho visitante tiver exemplar desse “Namacurra” faça o favor de mo emprestar, sob palavra de honra que o devolvo depois de cuidadosamente fotocopiado. E se tiver algum excedentário para oferta a um gostador, saiba da minha predisposição (gulosa) para ser ofertado.

Adenda post-blog: abro o email e tenho notícias do Machado da Graça relativa a este texto. Aqui o cito,

A tua referencia ao Pratt, a propósito do João Paulo, lembra-me uma história:

Seria 1980 ou 1981 e o Instituto Nacional do Livro e do Disco, de que eu era director adjunto, foi convidado a estar presente na Feira do Livro Infantil de Bolonha, Itália. Fui lá, com um colega da área comercial, e montamos o estaminé. O ponto forte da decoração eram as páginas, em formato grande, do Armas e Escravos do João Paulo. À falta de muita coisa para expor as páginas forravam as paredes do nosso local.

Num dos dias da feira vejo aproximar-se um fulano baixo, gordito, que pára e fica a ver as páginas. Era o próprio Hugo Pratt. Viu-as, demoradamente, e comentou qualquer coisa como: “bastante bom. Este tipo tem futuro”. Após o que seguiu o seu caminho.

A respeito do Namacurra não houve livro nenhum. Saiu num dos números do jornal Kurika. Se te portares bem (me ensinares a por o contador de visitas no blog e aturares outras minhas ignorâncias…) dou-te uma fotocópia.

Apenas Eco. Via o excelente Beco das Imagens chego a um curto mas incisivo artigo de João Miguel Tavares sobre Milo Manara, onde muito bem se salienta o excelente, e nele cume quando só, “O Homem de Papel”. E minhas saudades, livro em Lisboa.

(Milo Manara, Homem de Papel)

Artigo que me vem muito a propósito, a semana passada aqui com o objecto “As Mulheres de Milo Manara” na mão e, afinal, a deixá-lo no escaparate. Chão que deu uvas todo aquele “mulherio”.

Traduzir ícones. Leio Astérix desde antes de saber ler. Praticando a constante revisita. É-me encantadora esta recente jóia,

“Astérix e o Regresso dos Gauleses” promove-me feliz, pela leitura e por todo o vago antes que me devolve. Um extra-colecção assumido, pequenas histórias algumas ainda do tempo de Goscinny, outras do período (menor, é certo) de Uderzo solitário. Mas, atenção, é da lavra deste último uma Torre Eiffel afinal torre pombal de comunicações em Lutécia, digna de uma selecção asterixiana.


No mínimo são-me 35 anos, também de comunhão colectiva. Dezenas de livros, reedições e reedições, vários fascículos nas revistas semanais. Gerações de leitores apaixonados. Astérix é não só bigger than life, é bigger than history. Crenças e preces nesse panteão irmanado por Obelix, encantado por Panoramix, assustado por Assurancetourix, liderado por Abraracourcix, alimentado por Ordralfabétix, tutelado por Agecanonix. Todos estes sob o olhar de Toutatis.

Por tudo isso tanto me irrita esta desconsideração das Edições Asa, a falta de respeito pelos leitores amantes, esses seus clientes, seus viabilizadores. Com que direito a Asa entrega a tradução de um novo Astérix às senhoras Catherine Labey e Maria José Magalhães Pereira, as quais decidem, à revelia de uma tradição construída de leitura, re-nomear os heróis, veros ícones? Quem serão elas, de que alto nos olham, para nos impingir o chefe Matasétix, o bardo Cacofonix, o deus Tutatis, o peixeiro Oftalmologix, o velho Decanonix?

Está tão medíocre a Asa para querer, anacrónica, regressar aos tempos do Mosquito e do Papagaio? Dignissimos, mas no seu tempo! Vai-nos também oferecer o Tim-Tim com seu professor Girassol [seria Ventoínha? a memória trai-me], e um Milou de estranho nome [que também não me ocorre]?

Não tem a Asa ninguém capaz de tratar com a dignidade necessária um produto monstro como Astérix e os seus inúmeros leitores? Condenando a obra aos tratos poluentes de um saber suburbano, cujo espectro de humor se acantona no baixo nível televisivo?

Certo, tradução tem contexto, tempo e local. Mas já não é tempo disto. Nem local. Abaixo as Edições Asa.

Que o céu lhes caia na cabeça. Por Toutatis!!!

Evolução da Língua 5

(R. Goscinny & A. Uderzo, Astérix e o Regresso dos Gauleses, Edições Asa, 2004)