Archive for the ‘Pekiwa’ Category

As Fichas da Índico (1)

Quarta-feira, Junho 30th, 2010

Ídasse

Nascido em 1955, hoje com três décadas de carreira, várias vezes premiado pelas instâncias nacionais, inúmeras presenças em exposições internacionais, individuais e colectivas, neste âmbito também como curador. A sua obra abarca o desenho e a pintura, áreas onde é mais reconhecido, e também a cerâmica e a escultura, em madeira e pedra. Mas a apresentação do trabalho de Ídasse, que porventura o tornará o mais representativo artista plástico moçambicano da sua geração, não radica no sumariar do seu percurso profissional. A espessura da sua obra habita na sua sageza, única. Notável na forma como tem desnudado um gigantesco feixe de expressões, rondando o figurativo, e de emoções, entre o amor e o pavor. Nessa complexidade, em nele sereníssima, convocando como mais ninguém o pode fazer o fundo mitológico, ontológico, da cultura do seu sul. “Sou um aldeão”, disse-se um dia. Sabendo bem, por artes suas, que é nesse assim que se transforma em artista do mundo, homem de todo-o-lado.

Idasse321[@]gmail.com

Gemuce

Nascido em 1963, formou-se em Belas Artes na então União Soviética e pós-graduou-se em gestão cultural na França. Como pintor (aguarelas, acrílicos, óleos) cedo se afirmou em Moçambique como um nome incontornável no paisagismo, no figurativo, terrenos onde continua a ser referência fundamental. Mas a sua inquietude estética e irreverência ideológica implicaram a coexistência dessa vertente mais “académica” com expressões mais contemporâneas, afirmando-se desde finais da década de 1990 como vulto motriz de importantes rupturas artísticas no país. A sua adesão à vídeo-art, a sua expressão recorrente através de instalações e “acontecimentos”, aliadas ao seu prestígio de pintor e à sua actividade de docência colocam-no no topo das referências junto das gerações mais novas. Para mais tem vindo a ser elemento crucial, como participante, gestor e ideólogo, nos movimentos artísticos que revolucionaram o panorama das artes plásticas moçambicanas: primeiro a Associação Artística Arte Feliz, e depois o Movimento de Arte Contemporânea (MUVART).

E-mail: gemucarte[@]gmail.com

Pekiwa

Nascido em 1977 provém de uma genealogia de artistas-escultores. Seu pai, o célebre escultor Ghowane, a iniciou. Seu tio paterno é Simões. E seu primo direito é Alexandria. Todos os quatro são importantíssimas referências na escultura nacional. Pekiwa é já dono de um trajecto rico, que tem recolhido expressão institucional através dos prémios obtidos. Se há artista moçambicano que possa acolher o epíteto pós-moderno será ele. Calcorreia o país, em busca de indícios históricos e culturais, e nele recolhe ideais e materiais já usados. E, com veemência única, funde-os. Sínteses únicas as suas, nisso convocando múltiplos passados na constituição do seu presente esculpido. Sem medo de criar o belo, sem nojo ao horror, em harmonias de grande escala. São rupturas únicas, as esculturas de Pekiwa. Sem precisarem de se anunciarem como tal. Apenas pelo facto de nos acompanharem, a isso nos obrigarem.

E-mail: pekiwa77[@]yahoo.com

(textos deixado na Índico, Maio-Junho 2010)

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Colectiva na Associação Moçambicana de Fotografia

Segunda-feira, Outubro 5th, 2009

Inaugura amanhã (18 h.), terça-feira dia 6 de Outubro, na Associação Moçambicana de Fotografia a exposição colectiva VIDA E DESTINO, que estará aberta até dia 12 de Outubro. Pretende ser uma homenagem póstuma a CABAÇA (Gregório Simões Ferreira), cujas obras serão expostas. Em seu tributo serão também apresentados trabalhos de artistas seus familiares: Alexandria, Calapino e Pekiwa.

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Uma espécie de safari artístico

Terça-feira, Setembro 16th, 2008

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Provando o empenho acima ilustrado o Toix apresenta eco do tal “safari artístico”, fotografias de fotógrafo do primeiro passeio informal do género, ocorrido sábado passado. Nas suas imagens constam vários dos participantes, grupo heterogéneo constituído segundo o magno critério de terem respondido ao sms-desafio. A ideia é continuar com regulares passeios pelos ateliers da cidade, um sábado de quando em vez. Agora o programa, amputado de uma visita por indisponibilidade de última hora de um artista constou de deslocações

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ao sítio de Pekiwa, na Matola-Rio. Aí aconteceu um um desvio temático, calcorreando-se o caminho até às

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Salinas do Zacarias, ali mesmo na Matola-Rio, onde chegámos à hora do despegar.

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Avançou-se então para o Bairro do Jardim, a casa de Idasse. E, depois de um longo almoço no Choupal, que as galinhas tardaram em modorra acentuada

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seguiu-se à Munhuana, a casa de Noel Langa. Onde foi também tempo de recordar os velhos tempos dos anos 90s onde ali era sede noctívaga, jazz certo. Em honra disso juntámo-nos ao balcão, um longo gin, momentos dos quais não há registo fotográfico.

Finalmente (o que é apenas uma maneira de dizer)

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os resistentes foram ao Franco-Moçambicano, saudar a inauguração da exposição (Ti)Nyanga, fotografias de Brigitte Bagnol e Esmeralda Mariano. Bebeu-se um copo, e ainda outro, que a loja do Centro (versão loja da Bia) aniversariava pela primeira vez.

Depois, quem ainda quis, e foram alguns, diluíu-se nas mesas do Zambi, em intuitos de jantar que foi já ceia.

Para o mês que vem haverá mais. Se houver interessados.


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“Barco Mensageiro”, de Pekiwa

Quarta-feira, Maio 16th, 2007

A exposição “Barco Mensageiro” de Pekiwa (Centro Cultural Franco-Moçambicano), com algumas das mais interessantes realizações aqui apresentadas nos últimos tempos, na continuidade do que o artista nos vem habituando – aliás, algumas peças não são inéditas. Motivos, técnicas, modelos, materiais. Dentro de meses Pekiwa regressará à Ilha de Moçambique, em mais uma estadia inspiratória, conforme tem procurado e bem se nota nesta mostra.


(“O Mocho”, canda reciclada)


(“A Deusa do Mar”, canda reciclada)

[sobre a inexistência de material enquadrador, separável, catálogo, ou outro qualquer suporte, já nem vale a pena referir. Não é hábito no CCF-M, tornou-se norma. Uma pena. E, assuma-se, uma bazarismo.]


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