Archive for the ‘Matias Ntundo’ Category

Matias Ntundo

Quarta-feira, Junho 9th, 2010

Inaugurou ontem na Fortaleza de Maputo uma exposição de gravuras de Matias Ntundo. Impressionantes como sempre, e a exigirem uma revisita sem a azáfama destas ocasiões. Mas aviso para se aprestarem na deslocação, de molde a ainda poderem comprar as célebres xilogravuras do artista – e a preços mais do que acessíveis. Para além disso poderão adquirir este excelente Matias Ntundo. Gravuras 1982-2010, preciosíssimo catálogo organizado por Gianfranco Gandolfo, também autor do texto introdutório, uma edição da Kapicua. (Saem parabéns nada protocolares para o Gianfranco e para o editor, José Capão, que livros com este alcance e qualidade ainda não são habituais na produção nacional).

Para exemplo dos interessados esta foi uma das obras que trouxe para casa, um já célebre ícone.

["Depois do massacre de Mueda, o padre português dá o baptismo às pessoas em perigo de morte", 1985]

Recordo ainda que muito recentemente a mesma editora publicou o Fábulas de Cabo Delgado, recolha de Gianfranco Gandolfo, reescrita de António Cabrita, com gravuras do artista. E aqui estão dois livros que são obrigatórias aquisições, sem dúvidas ou hesitações.*

*No ma-schamba (quase) sempre se compram os livros que se recomendam.

jpt


  • Share/Bookmark

Matias Ntundo e a xilogravura moçambicana

Sexta-feira, Fevereiro 19th, 2010

E o recente livro “Fábulas de Cabo Delgado” com imagens de Matias Ntundu, o célebre xilogravador de Cabo Delgado, acordou na estante este pequeno opúsculo que acompanhou uma exposição em Maputo, no longínquo 1982, do trabalho de Maya Zucher (a capa reproduz a sua xilogravura “Luz e Força”). Esta foi uma artista suíça que trabalhou em Moçambique sob os auspícios da Associação de Amizade Franco-Moçambicana desde 1979, tendo desenvolvido trabalhos de activismo cultural ( introdução e desenvolvimento de tapeçaria e xilogravura) em Cabo Delgado, Zambézia e Nampula. E foi nesse âmbito que se registou a iniciação da técnica da xilogravura nas cooperativas artísticas do Cabo Delgado – e é desse processo, bem como da sua articulação com a arte (então militante) da artista que o opúsculo trata. Conta com um texto introdutório de Eugénio de Lemos e Malangatana (muito provavelmente um dos iniciais textos comuns que viriam a tornar-se conhecidos sob o pseudónimo Rhandzarte) e com uma explanação da própria sobre o processo de ensino artístico, ligado à produção do “Homem Novo” – também por esse testemunho o texto surge hoje, na sua candura, como um documento interessantíssimo ainda que breve.

Mas para além disso traz-nos esta memória sobre o começo de uma prática artística que veio a tornar-se algo conhecida no país, em particular através da obra de Matias Ntundu e seus vizinhos artistas da aldeia de Nanbimba. Aqui deixo duas imagens particularmente significativas desse processo de transferência tecnológica, memória dos participantes e uma das primeiras xilogravuras moçambicanas.

Os cooperativistas Leonardo Mário e José Tangawizi da Aldeia Comunal Nandimba, imprimindo as suas primeiras xilogravuras em Janeiro de 1982

A Terceira Xilogravura feita por Matias Ntundu Mzaanhoka – 1982″

jpt


  • Share/Bookmark

Contos populares recriados em livro

Segunda-feira, Dezembro 7th, 2009

Fabulas

Mais um livro, e apropriado à época. A Kapicua publica este “Fábulas de Cabo Delgado. Matias Ntundo Xilogravuras.”. Uma edição organizada por Gianfranco Gandolfo, contendo a recriação literária de contos populares de Cabo Delgado realizada por António Cabrita, e uma série de imagens das célebres xilogravuras de Matias Ntundo – que presumo ali surjam em forma de “ilustração” do corpo literário. A apresentação pública será no dia 16 de Dezembro mas o livro estará à venda antes dessa data.

jpt


  • Share/Bookmark