Joana Lopes mostra o seu Malangatana.
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Malangatana
Março 28th, 2008 — Arte Moçambique, Malangatana
Na Beira
Março 6th, 2008 — Adelino Timóteo, Arte Moçambique, Literatura Moçambique, Malangatana
Desenhos de Prisão, de Malangatana exposta na Beira, no Centro Cultural Português, avisa o Beira-Amar.
E lançamento do livro Mulungu, de Adelino Timóteo, presumo que hoje. Para quando em Maputo (ou escapou-se-me?).
Adenda: dizem-se ser a primeira vez que Malangatana expõe individualmente na Beira. Incrível demora. Urge, então, o Norte.
Desenhos de Prisão, de Malangatana
Junho 8th, 2007 — Arte Moçambique, Malangatana
“Desenhos de Prisão“, exposição de Malangantana, apresentada na Fortaleza, possibilitando um bom catálogo (150 meticais). Produto de um trabalho de registo fotográfico, informático e (presumo, pois o texto não é absolutamente explícito) de restauro da obra de Malangatana, e no seu seio deste particular conjunto de desenhos produzidos nos calabouços de então.
Numa das alas da Fortaleza, está exposta uma selecção de desenhos desse conjunto. Impressiva e impressionante. O catálogo reproduz mais 93 desenhos, de prisão ou (alguns) alusivos a esse periodo. É desse conjunto excedentário que aqui reproduzo cinco, talvez menos denunciatórios do que os que foram expostos, mas porventura tão significantes - e a selecção apresentada denota uma hierarquização de temáticas que me parece linear.
Este trabalho (recuperação de obra, produção de exposição, produção de catálogo) resulta de um projecto da Fundação Mário Soares, com apoio da Fundação Ilídio Pinho. Registe-se, pois louvável. Bastante louvável, a intenção e a competência. Neste âmbito que a primeira página do catálogo integre um texto alusivo da autoria do patrono da Fundação surge natural, até obrigatório de costumeiro que é. Mas que o mesmo catálogo seja encetado por uma fotografia de Mário Soares de mãos dadas com Samora Machel parece descabido. Há deselegâncias que parecem oportunismo. E vice-versa. E, pior do que tudo, que desmerecem o meritório.
Março 9th, 2007 — Gemuce, Malangatana
No Maos de Mocambique duas entradas sobre a exposicao colectiva “Sonata a Tres Maos” que Malangatana, Gemuce e Mieke Oldenburg apresentaram no Centro Cultural Franco-Mocambicano.
Deixo aqui a ligacao para quem nao viu possa ver algumas fotos das pecas entao apresentadas. E para recordar o meu espanto desse dia: “sonata a tres maos” como? Que composicao, que ideia, que criterio ali serviu para congregar? Nao ouvi a sonata, talvez por surdez minha. Mania de leitor, fui encontrar a resposta nao nos sons nem nas imagens, mas sim nas letras e logotipos do folheto alusivo. Ma vontade minha?
Julho 31st, 2006 — Malangatana
Malangatana, Vinte e Quatro Poemas, Lisboa, Instituto Superior de Psicologia Aplicada, 1996
Exposição
As negras das lagoas
fazem exposição
de quadros nús e tristes
com os próprios corpos as artistas
pintam no fundo da parede de caniço
É uma exposição permanente
e uma galeria de quadros humanos
que se vendem na galeria livre
uma galeria mais que pública
inaugurada pelo primeiro que chegou
Os quadros adquiridos
são pagos no quarto da negra
depois de oferecer a sua carne
e o adquiridor nunca leva o seu quadro
fica para o outro Paraquedista
[Bacanal de Marinheiros Americanos, Portugueses e Sul-Africanos, s/d]
A Velha do Mercado Clandestino
Velha suja angustiosa!
com o ventre rasgado de fome
e de costelas amostrando os netos
e de olhos encovados temendo mulungo
assa o massaroque
na rua do Mbongolweni
Com o ventre vazio, vazio!
pede xicudu por um
e os negros descalços da Estiva
compram matando a fome
Velha da esquina do Mbongolweni!
de quimau roto e sujo
lábios queimados do vinho do Sr. Henrique da cantina
tripas comidas cruas
estragaram o ventre da Kokwana Mahatshasse
compradas no homem do burro
vendedor de tripas
Julho 31st, 2006 — António Sopa, Malangatana
Malangatana, Editorial Caminho, 1998

[A Viagem Secreta, 1960, óleo sobre unitex]
“Certos quadros aproximam-se dos primitivos catalães, outros das aparições macabras dos visionários holandeses e ainda outros são de um surrealismo involuntário, directo e mágico. Ele aparenta derivar dessa tradição sem jamais ter tido acesso a ela e sem qualquer ensinamento.
[A Última Ceia, 1961, óleo sobre unitex]
Ele é visitado por espíritos; certos quadros são alucinações, fragmentos de um inferno que já foi de Bosch. Malangatana tem um conhecimento profundo das razões subterrâneas dos homens o que, aliado à sua extraordinária visão formal, produz pintura de uma totalidade tão rara …”
(Pancho Miranda Guedes, Catálogo da 1ª individual, 1961; pp. 13 e 203)
[Sem Título, 1960, tinta-da-china sobre papel]
Cruzada há pouco a barreira septuagenária prepara o artista (e António Sopa) uma fotobiografia. Também por isso regresso agora a este álbum. Ficando com a certeza que, quase uma década após esta edição (2500 exemplares), poderia a Editorial Caminho organizar uma segunda edição. Agora abordando também este tempo decorrido. Incrementando a qualidade da impressão, não óptima ainda que não pecaminosa. E, fundamentalmente, fazendo acompanhar os textos deste livro (histórico o de Pancho Miranda Guedes, impressionista-panegírico o de Frederico Pereira) por outro(s) que possibilitem o enquadramento (crítico) do trabalho do artista. Que o merece.
Mais Velhos Muralizando
Agosto 22nd, 2005 — Idasse, Malangatana

(Matalane, 21.8.05)
Muralizando
Agosto 22nd, 2005 — Malangatana

(Matalane, 21.8.05)
Agosto 10th, 2005 — Eduardo White, Malangatana
White e o velho Malangatana aqui.
Mural de Malangatana
Janeiro 23rd, 2005 — Arte Moçambique, Malangatana
O Mural de Malangatana no edifício do Centro de Estudos Africanos, ali à frente do meu estaminé, reproduzido em postal da Universidade. E com meus desejos que o mural vizinho, realizado em 1998 por Bento Carlos Mukezwane, falecido no ano seguinte, e por Ciro Pereira venha a ter a mesma divulgação.Até pela merecedora memória do Bento.
Dezembro 22nd, 2004 — Malangatana
Exposição
As negras das lagoas
fazem exposição
de quadros nús e tristes
com os próprios corpos as artistas
pintam no fundo da parede de caniço
É uma exposição permanente
e uma galeria de quadros humanos
que se vendem na galeria livre
uma galeria mais que pública
inaugurada pelo primeiro que chegou
Os quadros adquiridos
são pagos no quarto da negra
depois de oferecer a sua carne
e o adquiridor nunca leva o seu quadro
fica para o outro Paraquedista
(Malangatana Ngwenya, Vinte e Quatro Poemas, Lisboa, ISPA, 1996)
[também a propósito deste outro livro].













