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KM 1834

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Já foi há quinze dias, mas fica aqui o registo. A curiosa iniciativa “Karl Marx dezoito trinta quatro“. Na prática Mabunda, o cada vez mais celebrizado escultor de armas recicladas e ferro-velho, transforma a sua casa em galeria e abre a porta para uma colectiva, uma óptima forma de “receber”. Não foi a primeira vez. Na altura da primeira (Março 2009) escapara-me a iniciativa

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que juntou três gerações: o próprio Mabunda, Mauro Pinto, Idasse e Reinata.

Desta vez Mabunda e Mauro Pinto repetiram e juntaram-se-lhes alguns outros artistas (ver convite). A casa cheia de obras, algumas muito recentes (fotografias frescas do Mauro – que tinha um quarto para ele - por exemplo) outras já conhecidas mas sempre a recordar (como a bela série de Berry Bickle). Estava pois a casa cheia e também de pessoas, que o sábado à tarde foi dia de KM 1834. Quem abrilhantou a cena foi o agrupamento “Sem Crítica“, com música e declamações (“coisas” como eles dizem que fazem). Deixo três pobres fotos para memória, alguns deles tocando diante do Cristo de Mabunda (no chão) e ombreando com o fantástico Músico de Titos Mabota (abaixo em grande plano)

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KM 1834 é uma bela onda. Não só por poder juntar as pessoas com as obras (e as pessoas com as pessoas, e as obras com as obras). Mas porque desinformaliza um meio que aqui tende, muitas vezes, ao pomposo. A repetir, espero. Assim para que fiquemos no meio dos estranhos mundos que nos propõem, assim pelo menos durante algum tempo saindo das nossas próprias estranhezas …

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Colectiva “Karl Marx dezoito trintquatro”

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Esta é daquelas que faz crescer àgua na boca. No sábado à tarde … (pressione na imagem para a aumentar).

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“Lubumbashi”, de Mauro Pinto

[Apontamento que ficou em "rascunho", pois esperava eu ter mais contacto com as obras referidas, algo que acabou por não acontecer devido ao rame-rame e à lufa-lufa]

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[Mauro Pinto, "Lubumbashi" (fotografia retirada daqui)]

Em Junho passado realizou-se no Centro Franco-Moçambicano a exposição ”Cruzamentos”, onde se apresentavam os trabalhos de Gonçalo Mabunda – cuja obra tem vindo a ser reconhecida de tal modo que, em meu entender, exigirá uma reflexão sobre os caminhos que poderá percorrer -, de Pierre Mathieu – um interessantíssimo trabalho fotográfico – e o trabalho sobre Lubumbashi de Mauro Pinto. E é esta abordagem aos interiores e exteriores dessa cidade, em fotografias e instalação, que o Mauro Pinto produziu que convém lembrar, manter memória, como o momento da fotografia moçambicana neste ano. Belíssimo olhar, e não só esteticamente.

Mabunda e Clinton

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Nova Iorque, 25.09.2008: Gonçalo Mabunda, designer e escultor dos Prémios Clinton de Cidadania Global, com Bill Clinton durante cerimónia da Iniciativa Global Clinton,