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Fevereiro 2nd, 2010 — Berry Bickle, Famós, Idasse, Jorge Dias, Malangatana, Shikhani, Sitoe, Ulisses Oviedo
Na galeria Kulungwana (na estação dos CFM) uma mostra colectiva organizada por Berry Bickle serve para assinalar o fim das férias, uma mescla heterogénea que bem merece a visita: Idasse, Shikhani, Sitoe, a própria Berry Bickle, Famós, Victor Sousa, Jorge Dias, Ulisses Oviedo e Malangatana. Gostei particularmente dos “rizomas” de Jorge Dias, um inteligente regresso às suas instalações, e da surpreendente (para ele excêntrica) obra de Sitoe.
Bem estava Malangatana, ali avisando que está de viagem até à Universidade de Évora, onde receberá o doutoramento honoris causa em meados deste mês. Apadrinhado por Marcelo Rebelo de Sousa, seu conhecimento bem antigo. Aqui fica a reprodução de um quadro dessa década

["Nu com Crucifixo", 1960]
Nota: Imagem reproduzida de Okwui Enwezor (org.), The Short Century. Independence and Liberation Movements in Africa, 1945-1994 (Prestel, 2001). Se pressionada aumenta, para melhor visibilidade.
Outubro 17th, 2009 — Berry Bickle, Idasse, Mabunda, Mauro Pinto, Reinata Sadimba, Titos Mabota

Já foi há quinze dias, mas fica aqui o registo. A curiosa iniciativa “Karl Marx dezoito trinta quatro“. Na prática Mabunda, o cada vez mais celebrizado escultor de armas recicladas e ferro-velho, transforma a sua casa em galeria e abre a porta para uma colectiva, uma óptima forma de “receber”. Não foi a primeira vez. Na altura da primeira (Março 2009) escapara-me a iniciativa

que juntou três gerações: o próprio Mabunda, Mauro Pinto, Idasse e Reinata.
Desta vez Mabunda e Mauro Pinto repetiram e juntaram-se-lhes alguns outros artistas (ver convite). A casa cheia de obras, algumas muito recentes (fotografias frescas do Mauro – que tinha um quarto para ele - por exemplo) outras já conhecidas mas sempre a recordar (como a bela série de Berry Bickle). Estava pois a casa cheia e também de pessoas, que o sábado à tarde foi dia de KM 1834. Quem abrilhantou a cena foi o agrupamento “Sem Crítica“, com música e declamações (“coisas” como eles dizem que fazem). Deixo três pobres fotos para memória, alguns deles tocando diante do Cristo de Mabunda (no chão) e ombreando com o fantástico Músico de Titos Mabota (abaixo em grande plano)


KM 1834 é uma bela onda. Não só por poder juntar as pessoas com as obras (e as pessoas com as pessoas, e as obras com as obras). Mas porque desinformaliza um meio que aqui tende, muitas vezes, ao pomposo. A repetir, espero. Assim para que fiquemos no meio dos estranhos mundos que nos propõem, assim pelo menos durante algum tempo saindo das nossas próprias estranhezas …

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Outubro 1st, 2009 — Berry Bickle, Mabunda, Mauro Pinto, Titos Mabota

Esta é daquelas que faz crescer àgua na boca. No sábado à tarde … (pressione na imagem para a aumentar).
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