Joana Lopes mostra o seu Malangatana.
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Malangatana
Março 28th, 2008 — Arte Moçambique, Malangatana
Casa-Museu Eugénio Lemos
Março 18th, 2008 — Arte Moçambique, Bento Mukezwane, Eugénio Lemos
Ontem inaugurada a Casa-Museu Eugénio Lemos, sita ali à Machava na actual residência da sua família. Nela fica exposto o acervo de obras do artista que está em posse familiar. Ainda por definir, mas esperando-se que tal será para breve, está o sistema de acesso, calendário e horário, bem como a programação da casa-museu e seu conjunto de actividades.

Aqui nascido em 1930 Eugénio Lemos brotou enquanto artista na segunda metade da década de 50, no seio de uma geração artística local (a primeira aqui gerada) formada no Núcleo de Arte, bem se articulando nas modificações sociológicas, estéticas e até políticas ocorridas no Núcleo na viragem da década, e que impregnaram algumas secções da sua geração (bem como a seu irmão Virgílio de Lemos). Posteriormente este discreto artista (dizem-mo assim) veio a ser director do Museu Nacional de Arte entre 1983 e 1989. Sobre a sua biografia poderá ser lido o texto “Eugénio de Lemos. A Geometria de uma Vida entre Cores e Formas“, da autoria de Jorge Dias e Alda Costa, que está incluído no catálogo da nova Casa-Museu - e que poderia estar disponível, é também para isso que existem blogs: especializados ou não.

Sobre o artista aqui transcrevo parte do texto “Transparência Eugeniana“, escrito em 1996, por ocasião de uma homenagem póstuma realizada no Centro de Estudos Brasileiros:
“De pequeno achei-o grande tal que em grande era gigante, e fomos crescendo nesta ordem de ideias.
Mais tarde me custava dizer Mestre ao Eugénio, porque tanta avidez de aprender conhecera eu em escassos viventes, e fogosamente aclamado pela sensatez constantemente sublinhava: “Ensina-me novas técnicas”. Lembro-me que eu era um investimento também dele, afirmava como sendo importante diferença entre o mestrado e o autodidacta. (…) Não disputava lugares de primeiro abstracto, achava estéril este levantamento. (…) Numa das ocasiões diversas em que havia algo por decidir Eugénio já me dizia: Bento, é melhor pintares. Não era não, para forjar em mim vontades supérfluas no futuro e terminar idolatrando-o. Era um ser amigo! (…)” (Bento Carlos Mukeswane)
Na Beira
Março 6th, 2008 — Adelino Timóteo, Arte Moçambique, Literatura Moçambique, Malangatana
Desenhos de Prisão, de Malangatana exposta na Beira, no Centro Cultural Português, avisa o Beira-Amar.
E lançamento do livro Mulungu, de Adelino Timóteo, presumo que hoje. Para quando em Maputo (ou escapou-se-me?).
Adenda: dizem-se ser a primeira vez que Malangatana expõe individualmente na Beira. Incrível demora. Urge, então, o Norte.
Arte Invisivel
Dezembro 13th, 2007 — Anésia, Arte Moçambique, Fotografia Moçambique, Gemuce, Livros Moçambique, Rui Assubuji
(excerto de “Intolerance“, de Abdoulaye Konaté)
(excerto de “Cuba Livre“, de N’dilo Mutima)
Dezembro 13th, 2007 — Arte Moçambique, Suzete Honwana
Na Fortaleza uma bela exposição de artesanato, peças da autoria de Suzete Honwana. Bonecas trajadas de capulana, percorrendo vários estilos de indumentárias na história das populações moçambicanas - o catálogo vem acompanhado de um pequeno, mas informativo, texto de Benigna Zimba sobre a história da capulana em Moçambique.

Como lisboeta logo imaginei um desenvolvimento desta exposição - talvez um pouco mais trabalhada, um catálogo mais consistente graficamente e, até, historicamente mais profundo - a ser apresentada no Museu do Traje. A ver se alguma instituição assume o assunto. E se tal corresponde ao interesse da artesã.
Mostra de Gemuce e Naguib
Dezembro 8th, 2007 — Arte Moçambique, Gemuce, Naguib
Dezembro 4th, 2007 — Arte Moçambique, Blogs, Cahora Bassa, Literatura Moçambique
Por ca (imensos blogs, ja repararam?):Ainda a “reversao” (que deliciosa semantica…!) de Cahora-Bassa: as contas no Bula-Bulices.
Luis David coloca Jose Socrates como “como último colonizador africano. Queiramos ou não, a história haverá de registar quem foi o último colonizador a abandonar África.”. Pelo menos retira o onus a todos os futuros portugueses por ca …
Chapa 100 ecoa surgimento do Instituto Superior de Artes e Cultura e, como brinde, deixa um retrato de geração do seu Maputo.
Anuncio e pre-publicacao de livro de Policarpo Mapengo, no Ideias Subversivas: mas antes, Mapengo, temos quinta-feira …
Novembro 30th, 2007 — Arte Moçambique
Este ano decidiu o Museu alterar a modalidade da Anual MUSART, reforçando as possibilidades de interacção entre as carreiras actuais e a instituição. Assim sendo em Dezembro a Anual MUSART acolherá uma colectiva de cinco artistas convidados, procurando realçar trajectos que sejam janelas, independentemente de gerações e estilos. Consagrando e arriscando. Consta que o juri escolheu, esperemos a sua divulgação.
Mankew em Individual
Novembro 28th, 2007 — Arte Moçambique, Mankew
“Realista” apresenta-se. E explicitado no texto do catálogo, de Júlio Carrilho: “… imbuindo a sua obra de um imaginário nacional (se é que tal existe como facto geral)…”. Mas tais ideias poderiam induzir em erro - pois assim o sendo há neste seu universo um despojamento silencioso, um tenso ar que alguém dirá poesia, que (me) equivale a um murro na alma. Uma grande exposição. Enorme.

“Este poço não tem água” (oleo sobre tela, 95X70 cm, 2007)
“Vamos à produção” (acrílico sobre tela, 95X70 cm, 2007)
No Museu Nacional de Arte, até 16 de Dezembro, com debate alusivo a decorrer no próximo dia 6.
Novembro 25th, 2007 — Arte Moçambique, Bela Rocha
World Press Cartoon
Novembro 21st, 2007 — Arte Moçambique
O Instituto Camões apresenta esta deliciosa exposição - World Press Cartoon, ali colectadas obras dos últimos três anos (2004, 2005, 2006).
[”Futebol”, de Dalcio, publicado em Correio Popular (29.06.06), Brasil]
até à grande caricatura
[”Fellini”, de Luka, publicado em TV Mir (27.12.06), Ucrânia]
passando pela crítica social (e neste caso muito actual, pois obra belga)
[”Discriminação + Exclusão”, de Quack, publicado em Terzake (01.06.06), Bélgica]
A exposição encerra no próximo fim-de-semana, ainda há tempo.
Novembro 20th, 2007 — Arte Moçambique, Idasse, Música Moçambique
Novembro 19th, 2007 — Arte Moçambique, Vasco Manhiça
(”Selfportrait” - Pencil on paper; 34 x 48 cm, 2004)
Decorrida na Kunsthaus de Haven, Alemanha, onde o artista está emigrado. Pelo que deixa adivinhar urge que ele se apresente em Maputo - onde a sua influência, em particular no desenho, é notória no contexto da nova geração de artistas.
(”Fisherman”, Pastel and pigments on paper; 70 cm, 2005)
(View back II”, Pastel and pigments on canvas, 80 x 60 cm, 2007)
Novembro 19th, 2007 — Arte Moçambique, Ma-Schamba, Reinata Sadimba

O esteta LNT não poderia ter escolhido melhor o grafismo para a campanha deste blog mudo ao rapto de criancinhas.(autoria Reinata Sadimba; obra pertencente à colecção particular do também candidato jpt).
Novembro 4th, 2007 — Adelino Timóteo, Arte Moçambique, Literatura Moçambique
Outubro 5th, 2007 — Arte Moçambique
Setembro 8th, 2007 — Arte Moçambique
E também acaba hoje a mostra do acervo do Instituto Camões em Maputo, 42 obras de autores moçambicanos e portugueses que expuseram naquelas instituição (presumo que desde 2000, como explicita a documentação referente à anterior mostra semelhante, dado que esta não tem referências de datação). Um bom momento para olhar a actividade de “cooperação” que a instituição vem fazendo desde então no domínio das artes plásticas. E a próxima mostra poderia trazer algo mais profundo sobre essa actividade bem como sobre o contexto em que decorre, e ainda sobre os autores representados, mera proposta minha.
Dito
Setembro 8th, 2007 — Arte Moçambique
Muito “Degas” dizia, na inauguração, um neófito nestas coisas da arte por aqui. Após uma recente colectiva a dois no Centro Joaquim Chissano, Dito expõe em individual, “Berço da Humanidade”, na Associação Moçambicana de Fotografia, mostrando aquilo que é a sua constante linha, retratos de costumes e usos, cândido em formas e conteúdos. Duas ou três pequenas obras um pouco laterais, como esta “faina” acima. A merecer visita até 13 de Setembro.
Alexandria
Setembro 8th, 2007 — Arte Moçambique
Passei a correr por esta individual de Alexandria, “A Casa de Deus”, apresentada no Franco-Moçambicano. A correr e sem máquina, daí que roube
esta fotografia da obra que mais me impressionou, “LP=Jazz”, ao Ouri Pacamutondo que no seu Mãos de Moçambique dedica uma entrada a esta exposição. A qual já encerrou, mas deixo aqui a memória de uma individual, assim algo desiquilibrada, entre o muito actual canónico trabalho em sândalo e os arrojos das suas misturas com metal. Com estes a prometerem bastante, apreço ao Alexandria e a alguns da sua geração a fazerem mexer a escultura em madeira aqui, que andou em cabotagem bastante tempo.
Agosto 23rd, 2007 — Arte Moçambique, Kheto
A EDM patrocina a exposicao, no ambito da comemoracao dos seus 30 anos. Um pouco a imagem do mecenato da MCEL, quando aprenderao as grandes empresas a patrocinar com discricao, a nao invadir o trabalho do artista (o “catalogo” fica penoso) - serao precisos mil anos como para a relva britanica?


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