Entries Tagged 'António Sopa' ↓

120 anos da cidade Maputo

Para além do feriado (ainda que sábado) uma boa forma de hoje comemorar os 120 anos da cidade será olhar este interessantíssimo estudo

[António Sopa, Bartolomeu Rungo, Maputo-Roteiro Histórico Iconográfico da Cidade, Centro de Estudos Brasileiros, 2006, 56 pps.]

O livro foi realizado em 2005, para a produção das exposições “Xilunguine, as origens da cidade” e “Percurso histórico da cidade de Maputo”. Vasta iconografia, percorrendo as origens da povoação, passando pelo seu traçar colonial, até, e aqui muito se saúda, ao desenvolvimento do além-cimento. A cidade mesmo, sem os espartilhos conceptuais, conservadores - e quantas vezes saudosistas - de outras abordagens iconográficas.

(c. 1880)

(1960-1970)

(1996)

Faróis de Moçambique, de António Sopa e Laura Chirindja, editado pela Ndjira em 2000.
Um levantamento histórico e exaustivo sobre os faróis do país. Lembro-me que alguns anos antes da edição deste livro visitei uma exposição realizada pelo incansável Sopa sobre este assunto. Será talvez obra para marítimo ou coleccionador, mas é belissima. E também talvez metafórica, tanto mar para iluminar.
(entrada repetida, colocada em Maio de 2004)

Já agora, em maré ferroviária, nova reprise:

Catálogo da exposição fotográfica e documental “I Centenário da Ligação Ferroviária Lourenço Marques-Pretória”, e da qual ainda há memória corrente, decerto também porque apresentada em plena estação de Maputo, por altura da efeméride, em 1995. Uma organização do sábio adido cultural português de então José Soares Martins (José Capela, seu pseudónimo como historiador), e realizada pelo incansável António Sopa, do Arquivo Histórico de Moçambique.

Malangatana, Editorial Caminho, 1998


[A Viagem Secreta, 1960, óleo sobre unitex]

“Certos quadros aproximam-se dos primitivos catalães, outros das aparições macabras dos visionários holandeses e ainda outros são de um surrealismo involuntário, directo e mágico. Ele aparenta derivar dessa tradição sem jamais ter tido acesso a ela e sem qualquer ensinamento.

[A Última Ceia, 1961, óleo sobre unitex]

Ele é visitado por espíritos; certos quadros são alucinações, fragmentos de um inferno que já foi de Bosch. Malangatana tem um conhecimento profundo das razões subterrâneas dos homens o que, aliado à sua extraordinária visão formal, produz pintura de uma totalidade tão rara …”

(Pancho Miranda Guedes, Catálogo da 1ª individual, 1961; pp. 13 e 203)

[Sem Título, 1960, tinta-da-china sobre papel]

Cruzada há pouco a barreira septuagenária prepara o artista (e António Sopa) uma fotobiografia. Também por isso regresso agora a este álbum. Ficando com a certeza que, quase uma década após esta edição (2500 exemplares), poderia a Editorial Caminho organizar uma segunda edição. Agora abordando também este tempo decorrido. Incrementando a qualidade da impressão, não óptima ainda que não pecaminosa. E, fundamentalmente, fazendo acompanhar os textos deste livro (histórico o de Pancho Miranda Guedes, impressionista-panegírico o de Frederico Pereira) por outro(s) que possibilitem o enquadramento (crítico) do trabalho do artista. Que o merece.

Maputografia


[António Sopa, Bartolomeu Rungo, Maputo-Roteiro Histórico Iconográfico da Cidade, Centro de Estudos Brasileiros, 2006, 56 pps.]

Surpresa, a edição deste interessantíssimo livro (a muito contrastar com o habitual desprendimento de um dos autores num “tenho aqui um “folheto” para si”!!!) que julgo ainda não distribuído. O livro é fruto do trabalho realizado no ano passado, então destinado às exposições “Xilunguine, as origens da cidade” e “Percurso histórico da cidade de Maputo”. Vasta iconografia, percorrendo as origens da povoação, passando pelo seu traçar colonial, até, e aqui muito se saúda, ao desenvolvimento do além-cimento. A cidade mesmo, sem os espartilhos conceptuais de outras abordagens iconográficas.

(c. 1880)

(1960-1970)


(1996)

4 Esses ao café da manhã

[Sopa, Sónia Sultuane, Saúte, café dominical à (neo)Baixa de Maputo]


[Oleiras de Mutamba, Maputo, Casa Velha, 2005; 500 exs., 200 mil meticais p.v.p.]

Unga lili mwama,
Lila libumba

(Não chora pelo homem,
chora pelo barro
)

É esta a epígrafe deste livro/catálogo, cuja apresentação ocorreu ontem. Um belo trabalho, com profusão de imagens, sobre a olaria nessa localidade de Inhambane, sua história e conteúdo social, ao que se segue uma cuidada etnografia sobre processos de produção e comercialização.


São nove as oleiras abarcadas por esta investigação. Todas elas, as senhoras Albertina Savanguane, Amélia Francisco, Catarina Wetimane, Georgina Nhambirre, Margarida Churane, Matilde Maela, Palmira Wique, Teresa Niquice e Zaida Semende, se encontrarão (à tarde) no Centro Cultural Franco-Moçambicano até ao próximo dia 26 de Agosto. Acompanhando a exposição fotográfica com a demonstração do seu ofício de olaria. A visitar.

O livro e a exposição foram realizados por um grupo constituído por Gerhard Liesegang, Cândido Teixeira, Gianfranco Gandolfo, António Sopa, Rafael da Conceição, Alípio Siquisse e Apolinário Malauene.

Júlio Navarro & António Sopa, Moçambique Através dos seus Livros. Subsídios para uma Bibliografia Nacional (Junho 1975-Agosto 1998), Maputo, Centro Cultural Português, 1998

Uma iniciativa, que nessa altura passou relativamente desapercebida, a necessitar de uma rápida actualização, até devida ao aumento do movimento editorial desde então. Porventura será desnecessário, nos tempos actuais, recorrer ao suporte livro. Mas a produção de um sítio informático parece-me mais do que justificada.

O centenário dos CFM

Catálogo da exposição fotográfica e documental “I Centenário da Ligação Ferroviária Lourenço Marques-Pretória“, e da qual ainda há memória corrente, decerto também porque apresentada em plena estação de Maputo, por altura da efeméride, em 1995. Uma organização do sábio adido cultural português de então José Soares Martins (José Capela como historiador), e realizada pelo incansável António Sopa, (d)o Arquivo Histórico de Moçambique.

Maputo. Desenrascar a Vida


Nelson Saúte (org.) Maputo. Desenrascar a Vida, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses / Ndjira, 1997

Confesso que por este livro tenho um particular carinho. 123 fotos que nos dão o Maputo que vive, que se “desenrasca” claro está. Uma cronologia da cidade dada pelo António Sopa. Belos textos do Nelson Saúte. Um livro muito bem conseguido.


(”Retrato de Mulher“, foto de Ana Rodrigues, 1994)

Há anos esgotado. Há anos procurado. A reeditar, claro.

Uma reedição que será complexa. Pois um editores desapareceu: a Comissão dos Descobrimentos. E quem assegura o seu espólio? Seus direitos? Mas talvez mais causas existam para tal inércia.

Mas seria tão racional (e lucrativo?) juntar todos os intervenientes e dar uma 2ª a tão bela edição.

25 de Junho: dia da Independência de Moçambique

1. Dia de constituição da Frelimo (1962).


FRELIMO/KATIKA KUPIGANA NA/UKOLONI NA UBEBERU/25 SETEMBRO, offset 2 cores, Frelimo, Dar-es-Salaam 19 (AHM 80)

retirado de B. Salstrom, A. Sopa (1988), Catálogo dos Cartazes de Moçambique, AHM

2. Independência antecedida da viagem de Samora Machel “De Norte a Sul de Moçambique” - a célebre viagem “do Rovuma ao Maputo”

retirado de A. SOPA (coord.) (2001), Samora. Homem do Povo, Maputo, Maguezo Editores

3. Declaração da Independência de Moçambique (1975)

25 de JUNHO DE 1975 / INDEPENDÊNCIA DE MOÇAMBIQUE, offset 2 cores, José Freire, DNPP, Maputo 1975 (AHM 96)

retirado de B. Salstrom, A. Sopa (1988), Catálogo dos Cartazes de Moçambique, AHM
Discurso no estádio da Machava, proclamando a independência de Moçambique (colecção Telecine), retirado de A. Sopa (coord.) (2001), Samora. Homem do Povo, Maputo, Maguezo Editores

A mudança de bandeiras: “Independência de Moçambique” de Dino Jehá, retirado de F. Ribeiro (coord.) (2003), Exposição Moçambique: Vida e História em Psikhelekedana

José Craveirinha comemoraria hoje o seu 82º aniversário.

Aqui fica a memória. Ilustrada por um pequeno livro, que acarinho, em que se recolhem algumas das suas crónicas de jornal, casadas com as contemporâneas de Rui Knopfli, um “verso e anverso” desses irmãos de letras inventado pelo António Sopa: “Contacto e outras Crónicas” + “A Seca e outros textos“.


No final dos anos 40 o então jovem Zé Craveirinha escrevia, com um tom muito da época, coisas de sempre:

O movimento que se deseja efectuar-se-á …quando o homem de cor intelectualmente preparado não desdenhar acintosamente o influxo de correntes culturais de origem africana, num sonambulismo ignaro que se vem prolongando demasiado. … Trata-se muito simplesmente de não abdicar de uma cultura indígena, nem renegar uma corrente europeia, quando de tal enxerto pode surgir uma beneficiação integral…” (8-9)

Faróis de Moçambique, de António Sopa e Laura Chirindja, editado pela Ndjira em 2000.
Um levantamento histórico e exaustivo sobre os faróis do país. Lembro-me que alguns anos antes da edição deste livro visitei uma exposição realizada pelo incansável Sopa sobre este assunto. Será talvez obra para marítimo ou coleccionador, mas é belissima. E também talvez metafórica, tanto mar para iluminar.