A segunda edição, vinte anos depois, de Xitala Mati, o livro inaugural de Aldino Muianga, que à época veio suceder aos seus textos de “Charrua”, então como Khambira Khambiray. Dez pequenos contos a avisarem que estava aqui uma das mais interessantes vozes literarias mocambicanas, como se veio a comprovar. A ler, mesmo.
Pessoa discreta talvez isso explique alguma menor atenção que se lhe tem dado. Uma colectânea, para uso externo e tradução, não seria isso uma boa ideia? Merecida ideia, isso é-o com toda a certeza.
O livro, que já está à venda (165 meticais, acessível), é hoje apresentado. Uma edição da Associação de Escritores Moçambicanos (AEMO). Louve-se, o objecto apresenta-se bem, decente capa (fotografia de Ricardo Rangel), bom papel e razoável impressão (salvando as ilustrações de Victor Sousa). Pena a desatenta revisão, algumas gralhas, ainda que poucas, a surgirem numa reedição é coisa triste. Refiro estas qualidades dado o já nem tão recente hábito de se botarem péssimos objectos no mercado (vício no qual a Imprensa Universitária reina).


