Cahora-Bassa

Há alguns meses, aquando do anúncio público do final das negociações para a transferência de propriedade de Cahora-Bassa escrevi isto. A demora na conclusão do processo, independentemente da necessidade ou justeza dos procedimentos agora em curso [a prolongada avaliação do EUROSTAT sobre a venda da barragem e seu impacto nas contas públicas portuguesas], e sobre os quais nada sei ou compreendo e portanto não opino, é uma nuvem nas relações entre os países. E dá azo a críticas aos procedimentos portugueses (ou à falta de soberania portuguesa) que seriam, neste final de processo, absolutamente desnecessárias. E que decerto poderiam ter sido evitadas. Ou seja, houve má comunicação. Se entre os Estados ou com os públicos não sei. Mas houve má comunicação. A trazer desnecessárias nuvens. Que não chova, que não é estação disso …

5 comments ↓

#1 Anonymous on 08.08.06 at 12:39

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Trata de temáticas similares.

#2 JPT on 08.08.06 at 14:33

obrigado, assim fiz

#3 Carlos Gil on 08.09.06 at 14:19

Bruxelas manda… pensar que não é assim é viver noutro mundo

#4 João on 08.09.06 at 14:50

Nos noticiários portugueses diz-se que a sucessiva mudança de Governos (Guterres-Barroso-Santana-Sócrates) tornou o processo mais moroso. O assunto passou no entanto ao lado de muitos, tão pouca é a informação. A demora era de facto de evitar, até pela especulação que provoca. Já li inclusive comentários, acerca da eventual existência de cláusulas secretas, inseridas nos acordos de Lusaka sobre a barragem… Sobre o assunto também não sei.

#5 JPT on 08.09.06 at 18:33

O último encontro Guebuza-Socrates em Lisboa implicou o anúncio, basto celebrado aqui, do acordo final. O qual creio, firmemente, ter sido alcançado - e tal é de louvar (disse-o no post que aqui liguei). E criou-se a ideia, talvez não da responsabilidade dos responsáveis políticos, de algum imediatismo na transferência. Com o passar do tempo (10 meses já?) surgiu entretanto a notícia da necessidade da Eurostat concordar. Sobre a matéria, disse-o acima, não discuto. Não percebo nada. Apenas lamento alguma falta de informação pública aquando do anúncio do acordo, evitaria algum mal-estar. Só isso

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