Bloguismo e Comentarismo

O mês passado uma insónia mais persistente impeliu-me a quatro textos sobre blogar. Diga-se que a tal insónia foi da responsabilidade do Luís Ene, a escrever sobre elites.
Hoje ao ler o Asilo do Obstinado sobre o encerramento de comentários no blog Barnabé incorro no pecado da auto-citação, vaidoso desvio é certo:
“Mas, em última análise, os comentários são da responsabilidade do(s) dono(s) de blog. Directa, porque tem obrigação de seleccionar o que acoita e ecoa. Claro que não se pode exigir que os bloguistas fiquem de plantão, à espera do comentário que aí vem. Mas é ele o dono da casa, donde o dono do critério. Indirecta, pois é ele que produz opinião, induz opinião e cria ambiente de comentário. O que lá está brota, em grande parte, do autor do blog.”.
[espero, sinceramente, que o bloguista que a isto mandou porrada assim como quem não quer a coisa, assobiando para o lado, atire agora uma pedra para as suas próprias telhas]
E lembro que quando comecei a blogar os bloguistas de esquerda diziam que a diferença entre blogar à direita ou à esquerda se encontrava em incluir ou não sistema de comentários. Ao que os bloguistas de direita sorriam silenciosos, assim anuindo.
Espero, sinceramente, que todos tenham acabado as respectivas colecções de cromos. Pois nada é tão inútil como uma caderneta inacabada.

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