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	<title>Comentários em: Blogos(fera)</title>
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	<description>"...cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio..." (R. Nassar)</description>
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		<title>Por: jpt</title>
		<link>http://ma-schamba.com/bloguismo/blogosfera/comment-page-1/#comment-10628</link>
		<dc:creator>jpt</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 09:04:07 +0000</pubDate>
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		<description>JL, ABM, sobre os blogs partidários (colectivos) há algo em que penso concordar. Contrariamente ao LNT, e como ja acima disse, os bloguistas mudam quando em grupo (náo todos mas vários) - é fenómeno sociológico. Se um diz mata o outro acorre a dizer esfola - seja em post seja em comentário

E acho que tens razão ABM. Aquilo é discurso de altar, virado para os crentes, contra os infiéis. Quem frequentasse os blogs em causa não era convencido nem mesmo informado. É um discurso castrense, nada mais (acho que há alguns meses mandei um comentário ao LNT nesse sentido, nao tenho a certeza). O LNT é uma excepção, e nao só porque tem o humor suficiente para brincar (mas não gozar) com estas filiações (a JL conhece-o de blogolonge, acho, mas tu vê a minha referencia ao seu blog de candidatura à AM de Lx, tipo &quot;ponham-me no poder&quot;, ele que era para aí o suplente nº 87). Mas a maioria vai para lá muito hirta, muito cheia de certezas e de energia para dar porrada nos adversários, os quais nunca tèm razão (é uma questão ontológica, os outros são uns imbecis, desonestos ou, vá lá, enganados)

E depois há outra coisa, o tom individual, mesmo que se  pretenda manter, dilui-se num blog colectivo muito frequentado e animado. Para mim o exemplo máximo é o do blougista político que mais gosto, o João Caetano Dias, um humor inteligente fantástico, um iconoclasta (com cem JCDs o Bloco de Esquerda desaparecia por ridículo). Imigrou para o Blasfémias (que náo sendo um blog partidário é [ou foi, que não sei como está] até pior) e no meio daquele tom de missal deixei de ter paciència para o ler, para lá chegar tinha que passar por meia dúzia de imbecilidades rasteiras. 

Enfim</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>	<script type="text/javascript" src="http://ma-schamba.com/wp-content/plugins/encodingcom-wordpress-plugin/swfobject.js"></script><br />
	JL, ABM, sobre os blogs partidários (colectivos) há algo em que penso concordar. Contrariamente ao LNT, e como ja acima disse, os bloguistas mudam quando em grupo (náo todos mas vários) &#8211; é fenómeno sociológico. Se um diz mata o outro acorre a dizer esfola &#8211; seja em post seja em comentário</p>
<p>E acho que tens razão ABM. Aquilo é discurso de altar, virado para os crentes, contra os infiéis. Quem frequentasse os blogs em causa não era convencido nem mesmo informado. É um discurso castrense, nada mais (acho que há alguns meses mandei um comentário ao LNT nesse sentido, nao tenho a certeza). O LNT é uma excepção, e nao só porque tem o humor suficiente para brincar (mas não gozar) com estas filiações (a JL conhece-o de blogolonge, acho, mas tu vê a minha referencia ao seu blog de candidatura à AM de Lx, tipo &#8220;ponham-me no poder&#8221;, ele que era para aí o suplente nº 87). Mas a maioria vai para lá muito hirta, muito cheia de certezas e de energia para dar porrada nos adversários, os quais nunca tèm razão (é uma questão ontológica, os outros são uns imbecis, desonestos ou, vá lá, enganados)</p>
<p>E depois há outra coisa, o tom individual, mesmo que se  pretenda manter, dilui-se num blog colectivo muito frequentado e animado. Para mim o exemplo máximo é o do blougista político que mais gosto, o João Caetano Dias, um humor inteligente fantástico, um iconoclasta (com cem JCDs o Bloco de Esquerda desaparecia por ridículo). Imigrou para o Blasfémias (que náo sendo um blog partidário é [ou foi, que não sei como está] até pior) e no meio daquele tom de missal deixei de ter paciència para o ler, para lá chegar tinha que passar por meia dúzia de imbecilidades rasteiras. </p>
<p>Enfim</p>
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		<title>Por: jpt</title>
		<link>http://ma-schamba.com/bloguismo/blogosfera/comment-page-1/#comment-10627</link>
		<dc:creator>jpt</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 08:56:15 +0000</pubDate>
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		<description>3 pontos
ABM tirando o princípio do bloguismo, com curiosidade e a encontrar gente interessante (muita entretanto desaparecida destas lides) não leio muitos blogs. Rapidamente se fazem pequenas listas de favoritos. As quais substituem com vantagem a leitura de um qualquer jornal português na net. 80 blogs por dia? Impossível. Mas oito? Vale mais do que o DN ou o Público (a náo ser que queiramos exactamente saber as declarações do ministro A ou quantos mortos houve no tremor de terra X). Eu, tipo leitor de jornais, funciono em registo &quot;diário&quot; [evidentemente segundo as actualizações dos blogs] (Mar Salgado, Portugal dos Pequeninos, Origem das Espécies, Abrupto, mais alguns] e &quot;semanário&quot; para blogs que são temáticos e/ou menos ligados à espuma dos dias [Desnorte, Mania dos Quadradinhos - são dois blogs que sáo &quot;um must&quot;, por exemplo].
Portanto isto não é o infinito, chega a ser até muito reduzido o leque de leituras.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>	<script type="text/javascript" src="http://ma-schamba.com/wp-content/plugins/encodingcom-wordpress-plugin/swfobject.js"></script><br />
	3 pontos<br />
ABM tirando o princípio do bloguismo, com curiosidade e a encontrar gente interessante (muita entretanto desaparecida destas lides) não leio muitos blogs. Rapidamente se fazem pequenas listas de favoritos. As quais substituem com vantagem a leitura de um qualquer jornal português na net. 80 blogs por dia? Impossível. Mas oito? Vale mais do que o DN ou o Público (a náo ser que queiramos exactamente saber as declarações do ministro A ou quantos mortos houve no tremor de terra X). Eu, tipo leitor de jornais, funciono em registo &#8220;diário&#8221; [evidentemente segundo as actualizações dos blogs] (Mar Salgado, Portugal dos Pequeninos, Origem das Espécies, Abrupto, mais alguns] e &#8220;semanário&#8221; para blogs que são temáticos e/ou menos ligados à espuma dos dias [Desnorte, Mania dos Quadradinhos - são dois blogs que sáo "um must", por exemplo].<br />
Portanto isto não é o infinito, chega a ser até muito reduzido o leque de leituras.</p>
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		<title>Por: ABM</title>
		<link>http://ma-schamba.com/bloguismo/blogosfera/comment-page-1/#comment-10601</link>
		<dc:creator>ABM</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 22:26:48 +0000</pubDate>
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		<description>Exactamente. Quando eu não gosto de ver um programa televisivo, tenho um aparelho chamado &quot;controlo remoto&quot; na mão e...zap, estou noutra. O acto de convencer e seduzir, tal como vender, faz-se com mel e falinhas mansas, não fel e insultos.

Não sei como a D. Joana ainda se se deu ao aparente suplício de tentar esses diálogos. Nem se a internet é o melhor sítio para os ter. Os sites partidários norte-americanos (são os únicos que eu conheço melhor) têm uma atitude diferente: nós damos o endereço de email e a seguir somos literalmente bombardeados com emails a explicar tudo e mais alguma coisa e especialmente a pedir dinheiro. E os sites têm um dicionário com detalhe quase microscópico sobre as posições e programas propostos pelos candidatos para os diferentes assuntos, as novidades, o que é que fulano disse hoje sobre aquilo, actividades, etc. É uma espécie de carnaval.

Confesso que, há cerca de um ano, fui ver os sites do PS, PSD, CDS e creio que do Bloco da Esquerda para ver o que é que eles diziam para o eventual cidadão casual que quisesse saber como é isso de ser membro do partido deles - como funcionava, o que é que eu tinha que fazer, o que é que eles defendem, coisas desse género. Confesso que a experiência foi tão má, tão mã, tão má, tão má, que achei que eles eram todos malucos e desisti de me envolver. Pareceram-me mundos debruçados sobre si mesmos e não para a essencial e evangélica missão de receber, acolher e acarinhar novos membros - que presumivelmente pensam e partilham ideiais. Essa experiência dava para escrever dois artigos de blogue.

Diga-se que ideologicamente eu hoje dificilmente sou &quot;convencível&quot;. Aquilo que gosto ainda de entender, como a componente programática e de execução das filosofias de cada um, aí é que a coisa entorce. Ou seja, o que é que concretamente os (digamos como exemplo) socialistas pensam e querem fazer, decorrete do que pensam? aí é que não há nem blogue nem ninguém que resista. Mas pronto.  Eu também sou cliente duma companhia de telefones celulares há algum tempo e até hoje ainda não percebi nem o preçãrio nem como é aplicado, por mais que tente (confesso que não tento muito). De vez em quando chateio-me e mudo de empresa. A chatice é que os governantes não podem ser despachados com a mesma celeridade.</description>
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	Exactamente. Quando eu não gosto de ver um programa televisivo, tenho um aparelho chamado &#8220;controlo remoto&#8221; na mão e&#8230;zap, estou noutra. O acto de convencer e seduzir, tal como vender, faz-se com mel e falinhas mansas, não fel e insultos.</p>
<p>Não sei como a D. Joana ainda se se deu ao aparente suplício de tentar esses diálogos. Nem se a internet é o melhor sítio para os ter. Os sites partidários norte-americanos (são os únicos que eu conheço melhor) têm uma atitude diferente: nós damos o endereço de email e a seguir somos literalmente bombardeados com emails a explicar tudo e mais alguma coisa e especialmente a pedir dinheiro. E os sites têm um dicionário com detalhe quase microscópico sobre as posições e programas propostos pelos candidatos para os diferentes assuntos, as novidades, o que é que fulano disse hoje sobre aquilo, actividades, etc. É uma espécie de carnaval.</p>
<p>Confesso que, há cerca de um ano, fui ver os sites do PS, PSD, CDS e creio que do Bloco da Esquerda para ver o que é que eles diziam para o eventual cidadão casual que quisesse saber como é isso de ser membro do partido deles &#8211; como funcionava, o que é que eu tinha que fazer, o que é que eles defendem, coisas desse género. Confesso que a experiência foi tão má, tão mã, tão má, tão má, que achei que eles eram todos malucos e desisti de me envolver. Pareceram-me mundos debruçados sobre si mesmos e não para a essencial e evangélica missão de receber, acolher e acarinhar novos membros &#8211; que presumivelmente pensam e partilham ideiais. Essa experiência dava para escrever dois artigos de blogue.</p>
<p>Diga-se que ideologicamente eu hoje dificilmente sou &#8220;convencível&#8221;. Aquilo que gosto ainda de entender, como a componente programática e de execução das filosofias de cada um, aí é que a coisa entorce. Ou seja, o que é que concretamente os (digamos como exemplo) socialistas pensam e querem fazer, decorrete do que pensam? aí é que não há nem blogue nem ninguém que resista. Mas pronto.  Eu também sou cliente duma companhia de telefones celulares há algum tempo e até hoje ainda não percebi nem o preçãrio nem como é aplicado, por mais que tente (confesso que não tento muito). De vez em quando chateio-me e mudo de empresa. A chatice é que os governantes não podem ser despachados com a mesma celeridade.</p>
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