Naturalmente a televisão francesa atribuíu um grande destaque à morte de Lazare Ponticelli, o último combatente da I Guerra Mundial [a Grande Guerra, como se dizia em Portugal]. Para além do espanto da resistência – um veterano das trincheiras a chegar aos 110 anos (e a CFI passou emitiu ainda trechos de entrevistas realizadas nos últimos cinco anos com vários veteranos) – este recordar da Guerra de 14 lembrou-me o livro Kináni (Quem Vive?), de Cardoso Mirão, um espantoso relato da I Guerra em Moçambique, merecedor de leitura (já agora, Cardoso Mirão que aqui combateu essa guerra é tio-avô do Miguel Silva).
A homenagem nacional que agora em França foi realizada ao supra-veterano Ponticelli, e através dele a todos os combatentes da I Guerra Mundial – das mais irracionais existentes -, fez-me ainda lembrar uma velha entrada aqui, de Fevereiro de 2005, dedicada a um facto social total: O cemitério militar de Pemba.
Mas, honestamente, a minha reacção à notícia do final do contingente de 1914-18 foi ir ler o Tardi. Nada melhor para evocar a carnificina.



2 comments ↓
[...] ← O último soldado da I G.M. [...]
a notícia está errada, como se pode ver por aqui:
http://www.theaerodrome.com/forum/people/42431-world-s-oldest-man-wwi-veteran-dies-2.html#post447487
cmps,
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