O Bairro Alto depois de Portugal ter ganho aos espanhóis no Euro 2004 era uma enorme festa. Gostava muito de uma repetição daqui a pouco!
©miguel valle de figueiredo 2004

As equipas nacionais do Euro 2004 e mesmo a do Mundial 2006 – equipas orientadas por LF Scolari – jogando melhor ou pior, tinham uma “certa atitude” e raça. E a do Mundial 2010? Nos “ensaios” nada que se visse, e agora que é a sério, no 1º jogo não mostrou nada, no 2º desafio espetou uma cabazada dita histórica aos pobres norte-coreanos, movidos a urânio empobrecido… Como vai ser daqui para a frente? Esta “Selecção” tem identidade, maturidade, qualidade, classe, vontade, garra?
Uma das características das equipas do “Sargentão”, goste-se ou não do homem, era o apoio incondicional, empático como não me lembro, do povo. E esta? Vai cativar a rapaziada?
Gostava de crer que sim, apesar de não ser, por razões continuadas e parece-me que justificadas, adepto de Queiroz.
Se o Kennedy foi “ein berliner”, se depois do 11 de Setembro fomos (muitos de nós, pelo menos) nova-iorquinos, podíamos ser todos Portugueses agora. Já agora!
Vosso
mvf
©miguel valle de figueiredo (Euro 2004)
Estamos a 10′ do ínicio do desafio com a Coreia do Norte e da Selecção espera-se muito, sobretudo uma atitude brava e digna.
Saltillo (México 1986) foi a barraca que se viu com os resultados e consequências que se conhecem. Na Coreia do Sul/ Japão em 2002, o estágio longo em Macau para ambientar a rapaziada parece não ter sido exemplar e diz-se nas tascas, pastelarias e similares, que os meninos se renderam aos encantos do Oriente, restando pouca energia para a função que os levou lá. Da Covilhã, veio a rapaziada fresca e nutrida mas com pouco futebol, ou se quisermos apontar dedos, com um futebol temeroso à “la Queiroz”. Em todo o caso, Nani e Deco, por razões diversas, levantaram questões estranhas áquilo que devia ser o balneário unido da equipa nacional.
Era bom que Ronaldo se lembrasse, finalmente, da braçadeira de capitão que parece pesar-lhe em demasia e desse o exemplo aos restantes ( não muito talentosos jogadores na sua maioria, reconheço). Falem-lhe de Coluna ou de Humberto Coelho, já que de Figo tinha a superstar obrigação de se lembrar.
Vosso
©miguel valle de figueiredo (2004)
Que me perdoem “nuestros hermanos” mas não me posso dizer destroçado com a estrepitosa vitória por 1 a 0 dos geralmente maçadores helvéticos sobre a “Fùria”, campeã europeia em título.
Para perpetuar o momento, fica uma imagem feita durante o EURO 2004, no momento imediatamente a seguir ao golo de Nuno Gomes(!) no jogo Portugal- Espanha que mandou os vizinhos para casa mais cedo.
Vosso
mvf
©miguel valle de figueiredo, Estádio José de Alvalade, Portugal-Espanha, EURO 2004
Luis Felipe Scolari, Estádio José de Alvalade durante o EURO 2004
©miguel valle de figueiredo
(foto da exposição Estádios de Alma/ Stadium der Seele, Berlim 2006)
A selecção nacional portuguesa perdeu a classe, a ambição, a garra, a vontade de ganhar. Em pouco tempo foi o que Carlos Queiroz conseguiu de uma equipa que foi realmente a de todos nós (portugueses) e que era respeitada por tutti quanti.
Carlos Queiroz é arrogante, tem mau perder e não sabe ganhar. Carlos Queiroz não tem classe, falta-lhe em ambição o que lhe sobra em prosápia. Carlos Queiroz não é, nunca foi, o líder que gostava de ser. A Carlos Queiroz nunca lhe ouvimos dizer que era responsável por qualquer derrota. A Carlos Queiroz sempre lhe ouvimos culpar outros pelos seus insucessos. A Carlos Queiroz não lhe perdoo os famosos 6-3 do Sporting Clube de Portugal contra o benfica* quando descobriu debaixo de intensa chuvada que o extremo-direito Capucho podia jogar a lateral esquerdo. Foi o que se viu e o que se sabe. Hoje, depois de uma exibição triste e cinzenta da selecção nacional portuguesa, com erros manifestos na distribuição dos jogadores em campo, substituições que não lembram nem ao patético comentador televisivo Rui Santos, seu grande defensor e inimigo figadal de Scolari, o Queiroz, com uma falta de tomates estratégicos notável e montagem confrangedora, assacou a culpa da miserável joga aos rapazes da Costa do Marfim que, diz ele, não quiseram assumir o jogo(!), dizendo disparatadamente e de seguida que Portugal, jogando inteligentemente não foi no engodo (!!), ou seja, ficou-se nas covas a tentar não perder… Já mais tarde, atirou ainda umas pedras à FIFA, aos árbitros – e se eu lá estivesse ou mesmo algum de vocês, cheira-me que não escaparíamos -, dizendo que a protecção braçal de Drogba, blá, blá, blá…
Havia e há quem não gostava e não gosta de Luis Felipe Scolari, mas que com ele a equipa era de todos nós e honrava a gasta Pátria, não há dúvidas.
Vosso e entristecido mvf
*o nome da colectividade em inicial minúscula não é gralha ou distracção
Aqui ficam umas imagens de um concerto do Stewart Sukuma realizado em Tondela (Portugal) durante o Tom de Festa 2009 (Julho), 17º Festival de Músicas do Mundo. O line-up do festival foi extraordinário e talvez dele aqui coloque mais umas memórias. Para já fica o Stewart porque merece, que levou como convidado o Luís Represas. Que me perdoe este último e a sua legião de admiradores/as se não sou um grande apreciador…
©miguel valle de figueiredo
O Carnaval é o que se sabe. Convém lembrar, sempre, que há crianças que só por estes tempos, encontram alguma alegria nas suas vidas (in)certas. Caso deste garoto (carioca do morro), sério e compenetrado no seu ensaio carnavalesco.
Agradeço ao recém – embaixador ( ao que julgo saber, promovido há poucos dias a título póstumo!!!) V de Moraes, a frase que sustenta a fotografia e post. Muito gosto eu de dizer “post” e/ ou “posts”
Vosso
mvf
Rio de Janeiro, Brasil
©miguel valle de figueiredo

Ao lado da “Patisserie Versailles” há um Fotógrafo com estúdio aberto. Passo por lá frequentemente, a caminho do café de saco da pastelaria, único lugar onde tomo essa variante, aliás. Digamos que são hábitos antigos. Os “Estúdios Luís Soares” vão mostrando ao passante o seu trabalho que vai variando do retrato de infantes asseados com as roupas finas de Domingo, à noiva em pose relativamente estudada e iluminação adequada à circunstância, ou retratados de porte altivo ou com ar vagamente pensativo. Enfim, normalmente se tratam estes fotógrafos com algum desdém,mas aqui lhes presto devida vénia pela paciência e criatividade. Fazer do feio bonito não é tarefa de somenos.
Voltemos à rua e à montra que anuncia os “Estúdios Luís Soares”.
Devidamente emoldurada, uma foto daquilo que à 1ª vista podia ser confundido com um padrão dos descobrimentos e que, afinal, é tão somente, a imagem de uma espécie de obelisco com um galináceo no cimo. Ao lado, e igualmente emoldurado, um texto explicativo para tão bizarra imagem. Segue na íntegra.
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Historial sobre o Monumento à Galinha
Algures no norte de Moçambique, na província de Tete, a poucos quilómetros de Furacungo, capital da Região da Mucanga, onde começa um planalto que entra pela Zâmbia e o Malawi, foi construído, em pleno mato, longe de qualquer aldeia indígena, um monumento em honra das galinhas.
Esta homenagem deve-se ao facto, aliás verídico, do pessoal dos Caminhos de Ferro de Moçambique, que ao chegar a esse local para aí fazer os estudos e prospecções necessários que levariam os caminhos de ferro à Zâmbia, a única coisa que encontraram para se sustentar foram as galinhas.
E, assim, esta empresa mandou o seu pessoal pelas aldeias da região com a finalidade de comprarem todas as galinhas, bem como trazerem as que encontravam no mato, para poderem se sustentar.
Foi de tal maneira a quantidade consumida que decidiram reunir todos os ossos dos galináceos, amassá-los com cimento, e erigir um monumento como gratidão às galinhas que os ajudaram a sobreviver.
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Ao mesmo tempo que agradeço a involuntária contribuição aos “Estúdios Luís Soares”, peço desculpa pela péssima qualidade da imagem obtida com a câmara manhosa do telefone.
Vosso
mvf
Atrevimento óbvio de quem, a horas mortas e por involuntária insónia, aqui vem deixar um postal ilustrado de Moçambique. Desengane-se quem pensar que palmilhei o país de lés-a-lés ou sequer que conheço muito do seu território, só porque as minhas primeiras colaborações nesta “casa” são apontamentos moçambicanos. Nada disso, apenas uns rabiscos fotográficos de uma viagem demasiadamente curta com os quais tento justificar estes tempos no ma-schamba.
Desta feita,a estrela brilha desde Maputo e é o internacionalmente famoso Polana, Hotel Polana.
Vosso
mvf
Acabo de chegar ao ma-shamba, contente e de boa saúde. Depois de morosas negociações, o desenlace foi o que o iniciador da cousa, o venerável amigo José, quis que fosse, ou seja, a minha modesta contribuição para o blogue. Note-se que o antes citado, se deslocou expressamente a Lisboa para fechar o contrato de elevado valor pecuniário.
E como começar, agradecendo o convite e a hospedagem, já que a amizade cumpre-se e não se agradece? Talvez com aquilo que penso fazer melhor. Assim, cá fica nesta 1ª contribuição, uma fotografia, inédita até agora. Nada como o ma-shamba para estreias universais, parece-me. Foi feita esta imagem aquando de fugaz passagem por Moçambique, no Xai Xai.
Vosso
mvf
Estação de Caminhos de Ferro, Xai Xai