Para mim Shikhani é o maior escultor moçambicano. Ainda que não esculpa há anos. Obras de uma robustez misteriosa que nos impõem espanto. Dele procuro fugir reduzindo-as de pré-colombianas.
Na sua pintura encontra-se essa madeira, aqui disfarçada nas cores vivas com que o velho mestre risca os seus caminhos, labirintos de rotas paralelas nunca concluídos, uma angústia vejo-a eu.
Visitei-o agora, cicerone. Recebe-nos com aquele enorme sorriso de boas vindas, até desmerecidas por este amigo relapso. Está inquieto Shikhani, tanta a obra recente, acumulada sem mesmo secar. Nem nos espera, lá no aeroporto está a brotar…


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