Bela Rocha em individual no Espaço Joaquim Chissano (rua Joaquim Lapa, para os mais distraídos). Se a memória não me falha é um regresso oito anos após a sua última exposição em Maputo, radicada que está em Portugal desde há cerca de uma década. Sobre a exposição apetece-me citar o texto de Rocha de Sousa, que a acompanha: “A autora destes cenários impossíveis, e contudo quase realistas de certa maneira, tem dentro de si a enorme quantidade de memórias e símbolos, coisas que, como diria Juan Gris, atestam a qualidade da arte produzida, em aprendizagens que comportam o vómito das derivas pelas terras dos outros e o valor intrínseco dos personagens significantes espalhando-se pelo espaço da tela, na imitação da aldeia ensandecida proposta por Durrenmatt em “A Visita da Velha Senhora“.”

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