
por ABM (Cascais, 15 de Novembro de 2009)
Esta noite tive que usar um computador diferente para verificar o meu correio e aproveitei para ver os comentários desportivos sobre o 1-0 que a equipa portuguesa de futebol extraiu dos visitantes bósnios.
Para encontar o endereço deste blogue, usei o Gúgele mas enganei-me. Os exmos leitores já se devem ter apercebido que o nome é Ma-Schamba, presumo que uma variação do termo “machamba”, que traduz uma área de terreno cultivada ou, hiperbolizando, uma fazenda.
Mas para variar enganei-me e, em vez do nome correcto, introduzi “mashamba”. Em fulminantes 0,1 microns de segundo, apareceram logo inúmeros resultados da minha “pesquisa” e logo fui dar a este Mashamba, que é a marca de um conjunto de empresas agrícolas sedeadas no Uganda e cujo objectivo é vender vegetais fresquinhos e acabados de colher aos mercados da Europa dentro de 36 horas do momento da respectiva colheita (bem lá se vão as emissões de CO2 para o lixo).
O site está magnificamente feito e recheado de informações sobre tudo e mais alguma coisa, inclusivé várias receitas para os alimentos que vende – como as bananas assassinas que se vêm lá em cima e que mais parecem mísseis Scud comestíveis.
Pareceu-me, pelos nomes dos “tops” das ditas cujas, que aquilo é um negócio que envolve nórdicos.
E, espera-se, resmas e resmas de ugandeses.

4 comments ↓
Fantastico o site! E excelente iniciativa. Parece que a banana (principalmente esta que dizes assassina) e no Uganda o que xima e em Mocambique. Um amigo ugandes explicou-me (depois de um jantar lauto mas despido de bananas) que la em casa da mae dele, senao havia banana na mesa era como senao houvesse refeicao; ninguem ficava satisfeito! Aprendi entao que cozinhar bananas e quase em si uma ciencia! Viria a verificar isto mais tarde em Timor Leste – umas cozem-se; outras guizam-se; algumas fritam-se… E outras, pequeninas, amarelinhas e cheias de pintas derretem-se na boca em acucar.
«Primeiro aceitamos que a investigação criminal vá assentando cada vez mais em escutas, e aparentemente quase só em escutas; depois toleramos que o seu conteúdo seja plantado na comunicação social; por fim discutimos o teor do que não deveria existir, sem que questionemos o modo com estamos colectivamente a deixar que se minem os alicerces do Estado de direito. Como se não bastasse, admitimos com normalidade que um titular de um órgão de soberania seja, em última análise, alvo de espionagem política durante uns meses. Para culminar, parece ter chegado o dia em que os deputados se juntarão para aprovar uma lei que obrigará de facto o suspeito de um crime a provar a sua inocência, em lugar de obrigar a acusação a provar a sua culpa. Pelo caminho deitámos fora princípios sacrossantos para uma vida em comum numa sociedade decente: o direito à privacidade e a importância das garantias consagradas no processo penal, designadamente a presunção de inocência. Agora toca a quem ocupa transitoriamente o cargo de primeiro-ministro, mas, se não somos intransigentes neste caso, haverá um dia em que poderá passar-se connosco. E nesse dia não teremos a lei do nosso lado, e já não haverá Estado de direito para nos defender.
A tudo isto se chama recuo civilizacional. Sabemos, na verdade, como começa, mas temo que saibamos também como vai acabar. Até certa fase podemos ir resistindo, com mais ou menos energia, mas chegará um momento em que teremos de viver recatadamente com a derrota.»
E, grossomodo, uma transcricao de um artigo do jornal i publicado em diversos blogs, acho eu. A primeira ilusao sera talvez continuarmos a achar que vivemos num estado de direito. Sera que se lhe pode chamar assim quando instituicoes fundamentais como os tribunais nao funcionam; quando a magistratura que se quer independente se verga ao poder politico; quando o segredo de justica e quebrado com impunidade; com um parlamento em que metade dos deputados sao advogados que aprovam legislacao que podera favorecer os seus clientes privados e a outra metade esta la somente para votar acriticamente, quando lhe e dito que o faca… Talvez, seja um Outro estado de direito? Nao vivemos ja recatadamente com a derrota?
Grossomodo – o que é que o seu comentário tem a ver com o texto em que comenta? Para além de ser uma mera transcrição (pelos vistos) de um artigo publicado (é seu? está ufano de ter escrito num jornal?). E com o total inconveniente de aparecer aqui anónimo.
Já várias vezes aqui resmunguei e insultei estas palhaçadas tipo publicidade na caixa de correio que ninguém pediu.
Não fosse a AL ter-lhe respondido apagava-lhe o “comentário” que não o é. Assim sendo, e ainda que duvide que por aqui volte, pois deve andar a botar isto em ene sítios, deixe-me dizer-lhe que, grossomodo, o mando à merda mais aos seus panfletos
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