Nunca tive qualquer simpatia pelo ministro da West Coast. Mas ao vê-lo ontem, obviamente passado com este filho da puta, amigo dos Kim-Il-Sungs e dos Mugabes fico mesmo é enjoado com a retórica hipócrita que o penaliza.
Um par de cornos, bem merecidos, para Bernardino Soares e toda a escumalha mugabesca que o rodeia (Saddam era um democrata, não esquecer, apesar de ter dizimado os próprios comunistas iraquianos) – um par de cornos mais que merecidos.

10 comments ↓
Concordo, mas acrescento: O mais triste disto tudo é haver pelo menos um pobre cidadão deste país que gostava de saber o que se passou no debate, repito, no debate, e não consegue. Parece que o debate pode ser reduzido ao insulto do ex-ministro. Tanta indignação útil deixa-me desconfiado. Noutras ocasiões não vi a mesma indignação. Mas do que eu queria mesmo saber era do debate? Ouvi dizer na Antena 1 que correu bem ao Governo. Foi um bom debate? O que se debateu? Qual o estado da nação? Alguém sabe? Alguém quer saber? A declaração tauromáquica do ex-ministro é mais importante? O resto não tem relevância jornalística?
Bem, finalmente aguém diz uma coisa com sentido.
Gostei e partilho.
já vi e ouvi, de parte a parte, coisas bem piores na televisão.
a demissão tem fundamento eleitoralista
Vejam o artigo de opinião escrito no blogue O Flamingo acerca da “tourada” que teve lugar, ontem, na Assembleia da República.
A forma pouco digna como se faz politica neste país leva a que homens trabalhadores e sérios percam a pacência e respondam por gestos que se adequam perfeitamente ao deputado mentiroso. O bernadino Soares deveria ir falar assim dos ministros para a Coreia do Norte. Lá, país das maravilhas para o bernadino soares, louçã, jerónimo, drago e outros que não tem vergonha de viverem à custa dos nossos impostos, ainda tem o descaramento de falarem em democracia, em trabalhadores, em desempregados. Por que não repartem os vencimentos que recebem sem merecerem pelos mais desfavorecidos. Por que não vão viver para a Coreia do Norte ou para a China. É com imensa pena que vejo alguém com formação universitaria a votar nos partidos destes ditadores. Estão neste caso alguns professores, que conheço, que birrentos foram votar no be e no pcp. Deveriam viver um pequeno periodo de tempo num hipotético governo destes senhores para ficarem vacinados contra birras.
Eu estava placidamente na minha ribatejana quinta ao fim da tarde de 4ª feira de pincel na mão a pintar um muro de branco enquanto atrás de mim o meu rádio berrava via a TSF, em directo da edificio do Parlamento, o show do Estado da Nação. Aí por meio dos discursos, os excelsos jornalistas basicamente interromperam a emissão e começaram a falar do “gesto” de Manuel Pinho. Mas não o descreviam e por algum tempo pensei que ele tinha dado um tiro no tal de Bernardino Soares, um empregado do Partido Comunista em ascensão dado a idade (os outros todos estão a morrer de velhos).
“Afenal”, descubro mais tarde, por uns breves instantes, imortalizados pelos omnipresentes sistemas de gravação electrónicos, ele dera não um tiro mas fizera uma espécie de bravado inconsequente (que a BBC, no seu encapotado racismo anglo-saxão condescendentemente logo explicou que ‘nas culturas do sul da Europa o gesto de simular uns chifres de boi é considerado uma grave ofensa’ – give me a fucking break, BBC).
Não tenho sentimentos por Manuel Pinho, que elogio por ter tido a coragem de ser ministro do PS de Sócrates sem ser socialista, ao contrário do legendário Joe Berardo (o anti-cristo de Jardim Gonçalves) que no noticiário das 5 da manhã da TSF de hoje 4 de Julho transmitiu um recado a Pinho dizendo que lhe oferecia o cargo de administrador da sua fundação.
Lamentavelmente, a minha formação americana tinge o meu entendimento do ritual do Estado da Nação. Nos EUA o discurso do Estado da Nação (sim, foram os americanos que o inventaram) o Congresso reúne-se em atmosfera de concerto de rock, o Presidente aparece e faz um discurso, mais ou menos equilibrado, mais ou menos aplaudido e depois volta tudo para casa. A oposição pode fazer os comentários que quiser, mas depois, e à porta do Capitólio e nas televisões. Toda a gente sabe que é uma chance da Administração puxar um pouco a brasa à sua sardinha. A força e a nobreza do gesto presidencial e do momento são, assim, bem ou mal, preservados. A democracia sobrevive aos seus excessos.
No nosso luso condomínio com nada menos que 950 anos de experiência, alguém inventou um esquema em que pelos vistos se copiou – mal- os americanos mas depois acho que ninguém percebeu o que aquilo era e o ritual do discurso do Estado da Nação foi convertido num – imagine-se – debate parlamentar! E ainda por cima exagerado. O pronunciamento do governo foi um acto de masturbação público sem precedente (se o esperma viajasse pela TSF eu teria ficado todo molhado), seguido por, metodicamente, cada partido, por mais minorca e tresloucado que fosse, ter a oportunidade de, naquele preciso momento e ao vivo, dizer nas ventas do governo e a quem estivesse a ouvir, à laia de resposta, o que lhe viesse à cabeça, naquela retórica de negociante da Feira da Ladra que não gosta do preço que lhe estão a oferecer pelo seu produto.
Reparem que no “incidente dos cornos” um jovem e inconsequente líder comunista estava a invectivar um ministro com um assunto (a entrega de um cheque da EDP num jogo de futebol em Fevereiro na vila mineira de Aljustrel) cujo interesse para o Estado da Nação era menos do que zero.
Curiosamente, acho que tudo o que foi dito e feito nesse dia transmitiu adequadamente qual é o estado da nação portuguesa.
par de cornos merecias tu anormal de merda…com esse tipo de afirmações….mas pronto este governo a nivel de provocações deste genero e faltas de respeito já está muito batido..desde que o socrates diz que os verdes não servem para nada..anda a mandar bitaites no canal do estado acerca da forma como outros canais fazem jornalismo….já não é nada de admirar… mas pronto deixo-te o mesmo link que te ja deixaram http://o-flamingo.blogspot.com/
“obviamente passado com este filho da puta, amigo dos Kim-Il-Sungs e dos Mugabes”….afirmação de uma pessoa sem formação nenhuma…
fosse quem fosse que fizesse esse tipo de provocações/gesto deve ser repudiado… por isso é que toda gente ve assembleia como um circo…
Vejam o artigo relacionado com a promiscuidade entre Dinheiros público e Interesses privados no blogue O Flamingo.
Pois, já li. Uma chatice. Que soluções para isto?
1) vender o país aos espanholes
2) entregá-lo aos comunistas
3) emigrar e ser português lá fora (a “diasporra”)
4) emigrar e fingir que não se é português (M J Pires)
Ou a mais provável:
4) não fazer porra nenhuma e continuarmos todos a carpir nestas entrelinhas electrónicas, aproveitando para nos babarmos com o glorioso passado e as sete maravilhas espalhadas por aí, ver episódios do Morangos com Mel, tentar caçar uma reforma-zita e ver pronografia na internet.
A B de Melo, isso de rituais políticos nos EUA está mais na berra os funerais dos ícones das raças secundárias. A gente também vai nisso e abanca a ver os ícones das raças ibéricas a chegar ao novo estádio (que não novo estado morto)
Leave a Comment